
Kerr usou o aéreo para despachar Messias Felix. Foto ASP/Kirstin
O Billabong Rio Pro recomeçou nesta sexta-feira com vento sul forte, chuva, frio e ondas mexidas de três a quatro pés no Postinho da Barra da Tijuca. Diante destas condições e com mais dois dias de prazo, a organização resolveu colocar na água as baterias da repescagem, a primeira fase eliminatória da da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro.
Dos seis brasileiros que disputaram a repescagem, apenas os paulistas Miguel Pupo e Filipe Toledo avançaram para a terceira fase nas últimas baterias do dia. No sábado, os que estrearam com vitórias na quinta-feira da semana passada voltam a competir, a partir das 7h na Barra da Tijuca. Na sexta-feira, os aéreos arrancaram as maiores notas dos juízes, com o australiano Josh Kerr igualando a nota 9,77 do recorde de Gabriel Medina nos tubos do primeiro dia do Billabong Rio Pro 2013 no Postinho.
Josh Kerr atingiu 17,94 pontos, segundo maior placar do campeonato, na vitória sobre o bicampeão brasileiro Messias Felix no segundo duelo da repescagem.
— Foi muito louca essa onda — conta Josh Kerr, sobre o aéreo da maior nota do dia.
— Eu vi aquela sessão crescendo na minha frente e com esse vento todo achei que poderia tentar o aéreo. Felizmente deu certo, mas normalmente eu não costumo fazer esse tipo de manobra arriscada de manhã logo cedo, já que realmente não acordo totalmente antes do meio-dia. Mas é isso aí, nessa condição de mar o negócio é não desperdiçar nenhuma chance lá fora e pegar muitas ondas, além de ter um pouco de sorte também, porque estava muito difícil.

Taj Burrow bateu Guga Fernandes. Foto ASP/Kirstin
Josh Kerr conquistou a segunda vitória australiana sobre os convidados da etapa brasileira do WCT debaixo da chuva intensa da manhã da sexta-feira no Postinho. A primeira foi a do vice-líder do ranking, Taj Burrow, sobre o campeão carioca Gustavo Fernandes, que ainda tentou uma reação no final da bateria, mas foi batido por 11,34 a 10,70 pontos. Burrow também vai abrir o sábado, enfrentando o norte-americano Kolohe Andino no primeiro duelo da terceira fase.
— É muito bom estar de volta na competição, mesmo surfando nessas condições difíceis —disse Taj Burrow.
— Está ventando bastante, o mar bem mexido, irregular, então a estratégia era pegar o máximo de ondas e dar sorte de encontrar uma sessão boa abrindo. Eu não conseguia ouvir quase nada das notas lá dentro por causa do vento e comecei a ficar nervoso porque não sabia da minha situação, mas no final deu tudo certo e bom que avancei pra terceira fase.
As derrotas brasileiras continuaram com o catarinense Ricardo dos Santos para o francês Jeremy Flores e do carioca Raoni Monteiro, por muito pouco, para o australiano Adrian Buchan, dono de uma nota 9. Raoni quase conseguiu virar o resultado no final da bateria, mas acabou eliminado por uma pequena diferença no placar encerrado em 14,93 a 14,33 pontos.

Miguel Pupo superou Alejo Muniz. Foto ASP/Smorigo
As vitórias verde-amarelas só aconteceram nos últimos confrontos do dia. A primeira no duelo brasileiro entre o catarinense Alejo Muniz e o paulista Miguel Pupo, que conseguiu a classificação para a terceira fase em sua última onda surfada no minuto final da bateria. Pupo começou a temporada contundido e não participou das duas primeiras etapas do ASP Tour 2013 na Austrália. Ele está estreando agora no Billabong Rio Pro do Rio de Janeiro.
— Foi uma bateria muito difícil e tive sorte de ter conseguido virar ali no final — conta Miguel Pupo.
—Estou muito feliz, mas foi uma pena ter caído logo com o Alejo (Muniz). Ele é um grande amigo, a gente está hospedado junto, andamos juntos a semana toda e realmente foi uma semana tensa, sete dias seguidos pensando nessa bateria e sabíamos que alguém teria que ganhar.
Pupo terá um novo duelo verde-amarelo na terceira fase, desta vez contra Adriano de Souza na terceira bateria do sábado. Mineirinho vem de vitória na etapa passada em Bells Beach, Austrália, e está na briga direta pela liderança do ranking mundial no Billabong Rio Pro. Na disputa seguinte, Gabriel Medina enfrenta o sul-africano Travis Logie e Filipe Toledo será o último a disputar classificação para a quarta fase, na décima bateria contra o australiano Josh Kerr.

Nestas condições, Filipinho vira favorito ao título da etapa. Foto ASP/Smorigo
Filipinho acertou os aéreos para ganhar o último confronto da sexta-feira do australiano Matt Wilkinson.
— Eu entrei na água pensando em dar aéreos — afirmou Filipe Toledo.
— O mar está bem difícil e a galera não está arriscando muito as manobras, então eu sabia que qualquer aéreo ali os juízes iam soltar a nota e deu certo. Na minha melhor onda, fiz duas manobras no começo e depois um aéreo bom para vencer a bateria. Ainda não consegui mostrar todo o meu surfe, mas vou tentar fazer melhor nas próximas para continuar avançando na competição.

CJ Hobgood venceu o embalado Dusty Payne. Foto ASP/Kirstin
Segunda fase (repescagem) (2º=25º lugar - US$ 8 mil e 500 pontos):
1ª: Taj Burrow (AUS) 11.34 x 10.70 Gustavo Fernandes (BRA)
2ª: Josh Kerr (AUS) 17.94 x 5.07 Messias Felix (BRA)
3ª: Julian Wilson (AUS) 13.56 x 9.60 Jack Freestone (AUS)
4ª: Jeremy Flores (FRA) 11.50 x 7.47 Ricardo dos Santos (BRA)
5ª: Michel Bourez (TAH) 10.16 x 8.67 Yadin Nicol (AUS)
6ª: C. J. Hobgood (EUA) 13.17 x 8.10 Dusty Payne (HAV)
7ª: Adrian Buchan (AUS) 14.93 x 14.33 Raoni Monteiro (BRA)
8ª: Kai Otton (AUS) 12.24 x 12.20 Adam Melling (AUS)
9ª: Brett Simpson (EUA) 15.10 x 15.04 Damien Hobgood (EUA)
10ª: Travis Logie (AFR) 11.40 x 10.76 Kieren Perrow (AUS)
11ª: Miguel Pupo (BRA) 12.23 x 10.50 Alejo Muniz (BRA)
12ª: Filipe Toledo (BRA) 10.70 x 4.93 Matt Wilkinson (AUS)
Assessoria de Imprensa Billabong Rio Pro e ASP - João Carvalho - jcarvalho@aspworldtour.com