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Willian Cardoso e Raoni Monteiro estão de volta na quinta etapa do ASP World Tour

14 de junho de 2013 0

Willian tem nova chance entre os melhores do mundo. Foto ASP/Robertson

O catarinense Willian Cardoso e o carioca Raoni Monteiro irão reforçar o time brasileiro no Oakley Bali Pro, em Keramas, Bali. O prazo para realização da quinta etapa do circuito mundial, o ASP World Tour, que distribui US$ 450 mil e oferece 10 mil pontos ao campeão, começa a partir de segunda-feira, dia 18 de junho, e se estende até o dia 29 de junho.

Terceiro alternate na ASP, Willian estava em uma surftrip no México e já está a caminho da ilha da indonésia, enquanto o top Raoni está recuperado da lesão nas costas sofrida durante o Saquarema Prime e que o afastou na etapa de Fiji. Além do desfalque de Glen Hall (IRL), que se machucou durante o Volcom Fiji Pro na semana passada, o circuito mundial continua sem as presenças do australiano Owen Wright, do português Tiago Pires, e do primeiro alternate, o norte-americano Pat Gudauskas, todos em recuperação de suas lesões.

Raoni is back! Foto Daniel Smorigo

Por outro lado, a competição em Bali tem o retorno de Bruce Irons ao ASP World Tour, como wildcard da patrocinadora do evento. A chave de bateria extra-oficial é a seguinte:

1ª - Adriano de Souza (BRA), Bede Durbidge (AUS) e Dusty Payne (HAV)
2ª - Joel Parkinson (AUS), Travis Logie (AFS) e Frederick Pattachia (HAV)
3ª - Taj Burrow (AUS), Kolohe Andino (EUA) e Yadin Nicol (AUS)
4ª - Jordy Smith (AFS), Matt Wilkinson (AUS) + wildcard
5ª - Mick Fanning (AUS), Brett Simpsom (EUA) + wildcard
6ª - Kelly Slater (EUA), Damien Hobgood (EUA) + wildcard
7ª - Nat Yong (EUA), Kai Otton (AUS) e Willian Cardoso (BRA)
8ª - Josh Kerr (AUS), Filipe Toledo (BRA) e Kiren Perrow (AUS)
9ª - CJ Hobgood (EUA), Adrian Buchan (AUS) e Raoni Monteiro (BRA)
10ª - Gabriel Medina (BRA), Michel Bourez (TAH) e Adam Melling (AUS)
11ª - Jeremy Flores (FRA), Julian Wilson (AUS) e Alejo Muniz (BRA)
12ª - Sebastien Zietz (HAV), John John Florence (HAV) e Miguel Pupo (BRA)

Australiano Mitch Coleborn conquista título do Quiksilver Saquarema Prime

26 de maio de 2013 0

Pódio do Quiksilver Saquarema Prime. Foto ASP/Smorigo

Mitchel Coleborn, 26 anos, repetiu os feitos de Kai Otton, em 2010, Matt Wilkinson, no ano passado, e conquistou sua primeira vitória na carreira com o título do Quiksilver Saquarema Prime, conquistado neste domingo. Na final, o australiano derrotou o francês Marc Lacomare, 22, dono da única nota 10 do campeonato no domingo de praia lotada em Saquarema, região dos Lagos do Rio de Janeiro.


Os dois barraram os últimos brasileiros nas semifinais, e o paulista Gabriel Medina, 19, e o carioca Raoni Monteiro, 31, dividiram o terceiro lugar no pódio da etapa do ASP World Prime de Saquarema.

- Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, mas tentei achar as melhores ondas e esperar pelos erros dele, então estou feliz porque a estratégia deu certo - disse Mitchel Coleborn.

- A bateria foi muito louca. O (Marc) Lacomare tirou uma nota 10 na final e quase não acreditei. Fiquei bem nervoso com isso. Ele precisava de pouco mais sete pontos para virar, mas tive sorte que ele não conseguiu outra onda boa para isso. A semana toda foi extraordinária aqui, deu altas ondas e estou bem feliz pela vitória.

O domingo decisivo foi mais um dia de sol com altas ondas e praia lotada. As séries demoravam mais pra entrar na Praia de Itaúna, mas as ondas de 3-5 pés apresentaram boa formação para as manobras e proporcionaram lindos tubos. A escolha das ondas ganhou peso decisivo para os resultados nas baterias, desde as quartas de final que abriram o último dia.

Mitchel Coleborn. Foto ASP/Smorigo

Na grande final, o vento leste soprou mais forte e achatou um pouco as ondas, mas não impediu mais um show dos surfistas no "Maracanã" do surfe brasileiro. O francês Marc Lacomare até conseguiu a primeira e única nota 10 do campeonato.

- Apesar de não ter vencido, estou feliz pelo vice-campeonato também. Eu entrei na final bem cansado, mas ainda consegui essa nota 10 em uma onda incrível. Só que ainda precisava de um sete e pouco (7,6) para vencer e o tempo não foi suficiente para a virada. Mesmo assim, deixo Saquarema muito satisfeito. Obrigado a todos aqui, foi uma semana irada com altas ondas e certamente este resultado ficará marcado na minha história - disse o francês.

GRANDE FINAL

Os dois iniciaram a bateria final com ondas bem fracas, mas o francês Marc Lacomare largou na frente com notas 5,67 e 2,00. O ataque era o mesmo que ele usou para despachar Gabriel Medina nas semifinais, ao variar batidas e rasgadas executadas com velocidade no ponto mais crítico das ondas.

Mas o australiano começou a dar o troco com a força do seu frontside para jogar muita água nas manobras e assumir a ponta com notas 6,50, 8,93 e 8,67 em três ondas seguidas. Com as duas maiores notas, Coleborn colocou o francês em combinação - precisando de duas notas para reverter o resultado. Neste caso, Marc Lacomare teria que conseguir 17,61 pontos para vencer, já que suas duas maiores ondas eram inferiores as do australiano.

Marc Lacomare. Foto ASP/Smorigo

NOTA 10

Quando faltavam cinco minutos para o término da final, Lacomare achou uma ótima onda, surfou um tubo fantástico e aplicou mais uma série de quatro manobras muito fortes para ganhar a primeira nota 10 do Quiksilver Saquarema Prime. Mas já era tarde e só serviu para ele sair da combinação. A vantagem do australiano ainda era de 7,60 pontos e o francês não teve mais tempo de reverter o placar encerrado em 17,60 a 15,67 pontos da primeira vitória de Mitchel Coleborn em sua carreira no Circuito Mundial da ASP.

O australiano já havia feito duas finais em 2011 e em ambas terminou como vice-campeão, tanto no ASP 6-Star da Inglaterra, como no ASP 4-Star do México. Nas duas provas, acabou derrotado pelo francês Romain Cloitre e pelo porto-riquenho Brian Toth, respectivamente. Já Marc Lacomare tinha uma vitória no currículo e na mesma etapa do ASP 6-Star da Inglaterra em 2010.

Raoni Monteiro. Foto ASP/Smorigo

Com os resultados no Quiksilver Saquarema Prime, o campeão Mitchel Coleborn faturou 40 mil dólares e subiu da 35ª para a 14ª posição no ranking mundial unificado da ASP com os 6.500 pontos computados. E o vice-campeão Marc Lacomare ganhou 20 mil dólares e também entrou na zona de classificação para o WCT de 2014, saltando do 41º para o 21º lugar no ranking que está garantindo até o 29º colocado, o brasileiro Jadson André.

BRASIL NAS SEMIFINAIS

O grande público que encheu a Praia de Itaúna no domingo ficou decepcionado com a eliminação dos brasileiros nas semifinais, mas ainda aplaudiu bastante o surfista local de Saquarema, Raoni Monteiro, após sua derrota para Mitchel Coleborn. A contusão nas costas prejudicou um pouco o brasileiro, enquanto o australiano espancou as ondas com manobras fortes para arrancar duas notas na casa dos 8 pontos dos juízes.

Mesmo assim, Raoni conseguiu mais um ótimo resultado em casa para subir da 26ª para a 15ª posição no ASP World Ranking, que indica 10 surfistas para o WCT do ano que vem.

- Pra mim já foi uma vitória chegar na semifinal em casa, com a galera toda torcendo e passando aquela vibração positiva pra chegar na final, mas não deu - lamentou Raoni Monteiro.

- Dois anos atrás eu bati na trave aqui, terminei como vice-campeão e esse ano eu lutei bastante, competindo ontem (sábado) e hoje com dores nas costas. Tentei fazer o máximo nessa bateria, só que não consegui pegar boas ondas. O Mitchel (Coleborn) pegou as melhores que entraram na bateria e mereceu vencer.

Raoni também falou sobre os próximos desafios, pois viaja nesta semana para as etapas do WCT em Fiji e na Indonésia.

- Pois é. Já recebi um e-mail dizendo pra gente levar prancha grande e até colete, porque o mar vai estar enorme em Fiji de novo e vou com tudo pra lá. Só espero que não me machuque de novo como no ano passado em Fiji. É disso que preciso para continuar bem no ranking, pois venho lutando contra contusões nos últimos três, quatro anos. Machuquei o joelho, depois tornozelo, joelho de novo, agora as costas, mas continuo trabalhando duro pra atingir meus objetivos e sei que todo esforço valerá a pena no final.

Já o paulista Gabriel Medina chegou bem mais perto da vitória e liderou quase toda a semifinal contra Marc Lacomare. O francês reagiu com três manobras fortes em uma longa esquerda e passou à frente com a nota 8,00 recebida dos juízes. Medina ficou precisando de 7,58 pontos e tentou a virada três vezes.

Medina deu show novamente. Foto ASP/Smorigo

Na última chance, a onda era pequena e o brasileiro arriscou tudo para tentar a classificação pra final. Quase conseguiu, mas a nota saiu 7,23 e o placar ficou em 14,80 a 14,46 pontos. Medina saiu decepcionado da praia, mas o terceiro lugar foi mais um ótimo resultado para o fenômeno de Maresias, que também ficou nas semifinais da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro, disputada antes do Quiksilver Saquarema Prime.

DUELOS BRASILEIROS

Com a combinação dos resultados do sábado na Praia de Itaúna, os brasileiros tiveram que se enfrentar nas quartas de final e apenas dois avançaram. No primeiro duelo do dia, o local de Saquarema, Raoni Monteiro, derrotou o potiguar Jadson André e na terceira bateria o paulista Gabriel Medina superou Simão Romão. O carioca ainda surfou a melhor onda (nota 8,43), mas foi batido pelas duas notas na casa dos sete pontos do fenômeno de Maresias.

Apesar das eliminações, o quinto lugar no Quiksilver Saquarema Prime foi um ótimo resultado para os dois. O natalense Jadson André saiu da elite do WCT no ano passado e agora entrou na lista dos dez surfistas que o ASP World Ranking classifica para a divisão principal do ASP Tour. Já Simão Romão ganhou 284 posições com os 3.320 pontos computados, saltando do 325º para o 41º lugar no ranking unificado da ASP. G-10 PARA O WCT 2014.

Mitchel Coleborn. Foto ASP/Smorigo

O Quiksilver Saquarema Prime provocou três mudanças de nomes no G-10 do ASP World Ranking para o WCT de 2014. O primeiro a entrar na zona de classificação foi o potiguar Jadson André, depois o australiano Mitchel Coleborn e, por último, o francês Marc Lacomare. Os três tiraram da lista na Praia de Itaúna o australiano Jay Thompson, o norte-americano Kolohe Andino e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias.

O Coca-Cola apresenta Quiksilver Saquarema Prime é uma realização da Adding Sports, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro - Lei de Incentivo ao Esporte, Peugeot e Prefeitura Municipal de Saquarema, apoio da Concessionária Peugeot Montreal, CCR Via Lagos, Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP).

FINAL DO QUIKSILVER SAQUAREMA PRIME:
Campeão: Mitchel Coleborn (AUS) com 17,60 pontos (notas 8,93+8,67) - US$ 40.000 e 6.500 pontos
Vice-campeão: Marc Lacomare (FRA) com 15,67 (notas 10,00+5,67) - US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS - 3º lugar - US$ 11.000 e 4.225 pontos:
1ª: Mitchel Coleborn (AUS) 16.60 x 9.33 Raoni Monteiro (BRA)
2ª: Marc Lacomare (FRA) 14.80 x 14.46 Gabriel Medina (BRA)

QUARTAS DE FINAL - 5º lugar - US$ 7.000 e 3.320 pontos:
1ª: Raoni Monteiro (BRA) 13.77 x 11.77 Jadson André (BRA)
2ª: Mitchel Coleborn (AUS) 16.77 x 12.57 Dion Atkinson (AUS)
3ª: Gabriel Medina (BRA) 14.87 x 13.90 Simão Romão (BRA)
4ª: Marc Lacomare (FRA) 16.23 x 11.54 Aritz Aranburu (ESP)

G-10 DO ASP WORLD RANKING - 11 etapas (3 do WCT+2 Prime+6 Star):
01: Adriano de Souza (BRA) - 19.843 pontos
02: Jordy Smith (AFR) - 17.200
03: Kelly Slater (EUA) - 15.200
04: Adrian Buchan (AUS) - 13.675
05: Mick Fanning (AUS) - 13.316
06: Nat Young (EUA) - 13.086
07: Taj Burrow (AUS) - 12.080
08: Filipe Toledo (BRA) - 12.023
09: Joel Parkinson (AUS) - 11.880
10: Julian Wilson (AUS) - 11.505
11: Gabriel Medina (BRA) - 10.725
12: Michel Bourez (TAH) - 10.500
13: Josh Kerr (AUS) - 10.325
14: Mitchel Coleborn (AUS) - 9.666 - 1º do G-10
15: Raoni Monteiro (BRA) - 8.875 - 2º do G-10
16: Matt Wilkinson (AUS) - 8.843
17: Sebastian Zietz (HAV) - 8.534
18: Dusty Payne (HAV) - 7.888 - 3º do G-10
19: Dion Atkinson (AUS) - 7.596 - 4º do G-10
20: Willian Cardoso (BRA) - 7.540
21: Marc Lacomare (FRA) - 7.420 - 5º do G-10
22: Glenn Hall (IRL) - 7.344 - 6.ºdo G-10
23: Brett Simpson (EUA) - 7.180
24: Aritz Aranburu (ESP) - 6.840 - 7º do G-10
25: Adam Melling (AUS) - 6.450 - 8º do G-10
26: Jeremy Flores (FRA) - 6.400
27: Alejo Muniz (BRA) - 6.253 - 9º do G-10
28: Bede Durbidge (AUS) - 6.166
29: Jadson André (BRA) - 5.970 - 10º do G-10
Próximos sul-americanos até 100:
41: Simão Romão (BRA) - 3.404 pontos
44: Caio Ibelli (BRA) - 3.303
53: Bernardo Pigmeu (BRA) - 2.400
60: Wiggolly Dantas (BRA) - 1.830
61: Jessé Mendes (BRA) - 1.814
64: Jean da Silva (BRA) - 1.680
68: Heitor Alves (BRA) - 1.618
71: Tomas Hermes (BRA) - 1.543
74: Peterson Crisanto (BRA) - 1.508
74: Gabriel Villaran (PER) - 1.508
87: Alex Ribeiro (BRA) - 1.323
89: Messias Felix (BRA) - 1.267
90: Ricardo dos Santos (BRA) - 1.255
94: Bino Lopes (BRA) - 1.203
95: Marco Fernandez (BRA) - 1.201
99: Cristobal de Col (PER) - 1.131
100: Matheus Navarro (BRA) - 1.126
101: David do Carmo (BRA) - 1.122

Com informações de João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America - jcarvalho@aspworldtour.com

Gabriel Medina comanda o show de surfe em Saquarema

25 de maio de 2013 0

Medina saindo da baforada. Foto ASP/Smorigo

Quatro brasileiros, dois australianos e dois europeus vão decidir o título do Coca-Cola apresenta Quiksilver Saquarema Prime na manhã do domingo. No sábado, o cenário ficou perfeito na Praia de Itaúna, com sol, mar clássico e um grande público que lotou as areias para assistir o show dos surfistas nas ondas fantásticas de 4-6 pés.

Com a combinação dos resultados, os brasileiros vão ter que se enfrentar nas quartas de final que abrem o último dia, a partir das 9h, e dois deles estarão na semifinal.

- Aqui é a minha casa e quem manda aqui sou eu - sentenciou o carioca Raoni Monteiro, após despachar o defensor do título desta etapa, Matt Wilkinson, na disputa pela primeira vaga no domingo decisivo.

Esta foi uma das melhores baterias da edição 2013 do Quiksilver Saquarema Prime. O brasileiro conseguiu responder à altura cada ataque do australiano, que começou com força total recebendo a maior nota de todo o campeonato, 9,87. Raoni deu o troco com 9,63 e manteve-se na frente até Wilkinson tirar um 7,33 em outra boa onda.

Raoni não estava 100%, mas aí falou mais alto o espírito guerreiro. Foto ASP/Smorigo

Demorou um pouco, mas Raoni fechou a bateria com nota 7,83 para vencer por 17,46 a 17,20 pontos e vingar a derrota sofrida para o mesmo Matt Wilkinson nas quartas de final do ano passado.

- Ontem (sexta-feira) eu dei uma empenada na coluna, mas deu tudo certo e estou feliz pela classificação. Me machuquei brincando com a minha filha. Peguei ela no colo e quando fui botar no chão dei um mal jeito na coluna. Eu já vinha sentindo um pouco a lombar, não tava muito legal, aí fiquei sem andar por algumas horas na parte da tarde e a noite também. Estou aqui à base de remédios. Fiz massagem, passei pomada, botei uns plásticos nas costas pra aliviar a dor e com a força de Deus consegui vencer essa bateria. Espero estar bem para passar as próximas até a final amanhã (domingo).

QUARTAS DE FINAL

O surfista que há muitos anos mora em Saquarema vai enfrentar o potiguar Jadson André no primeiro duelo das quartas de final no domingo. E na terceira bateria, outro carioca, Simão Romão, pega o fenômeno de Maresias, Gabriel Medina, que comandou o espetáculo nas esquerdas perfeitas do sábado em Saquarema.

Aritz costuma fazer estragos nas etapas no Brasil. Foto ASP/Smorigo

Nos outros confrontos, os australianos Dion Atkinson e Mitchel Coleborn brigarão pela segunda vaga nas semifinais e a última será disputada por dois europeus, o francês Marc Lacomare e o espanhol do País Basco, Aritz Aranburu. Com exceção de Simão Romão, todos os outros candidatos ao título do Quiksilver Saquarema Prime estão na zona de classificação para o ASP World Tour do ano que vem.

O potiguar Jadson André e o australiano Mitchel Coleborn já haviam entrado no G-10 do ASP World Ranking na sexta-feira e no sábado quem conseguiu isso foi o francês Marc Lacomare, com a vitória sobre o seu compatriota Jeremy Flores no penúltimo duelo do sábado.

- Foi muito difícil. E o pior de tudo foi enfrentar meu amigo Jeremy (Flores). Nos últimos 15 minutos da bateria, as séries demoraram a vir. Fui ficando bastante estressado com a falta de ondas, mas felizmente acabou dando tudo certo. Agora vou descansar para tentar fazer o meu melhor amanhã (domingo) - disse Lacomare.

Marc Lacomare é o segundo europeu classificado para o dia decisivo.Foto ASP/Smorigo

MEDINA SHOW

O sábado amanheceu com sol e ondas perfeitas de 4-6 pés que abriam longas paredes para manobras e proporcionavam lindos tubos. Gabriel Medina novamente foi o destaque do dia, fez duas grandes apresentações, surfou tubos incríveis e usou suas manobras modernas e progressivas sempre executadas com muita pressão e velocidade para derrotar seus adversários.

Contra o irlandês Glenn Hall nas baterias da repescagem que abriram o sábado, ele somou notas 9,67 e 9,13 para totalizar 18,80 pontos, o maior placar do dia. Depois deu outro show contra o havaiano Kiron Jabour para o delírio da torcida que já lotava a praia, surfando grandes tubos e novamente manobrando forte nos pontos mais críticos das ondas para atingir 18,47 pontos com notas 9,77 e 8,70.

É dele os três maiores placares do campeonato, com estes dois do sábado só não superando os 19,03 de 20 possíveis que ele conseguiu nas grandes ondas da quarta-feira na Praia de Itaúna.

- Altas ondas, minha prancha também está muito boa e com um mar assim perfeito eu só me preocupo mesmo em pegar boas ondas para fazer o que eu sei, que é surfar - falou Gabriel Medina, depois de atender toda a torcida no caminho da praia até a arena do evento.

Medina dentro do tubo. Foto ASP/Smorigo

Medina também comentou sobre o novo confronto contra o carioca Simão Romão, único surfista que conseguiu derrotá-lo na Praia de Itaúna esse ano. O feito aconteceu na única rodada não eliminatória do Quiksilver Saquarema Prime.

- Então agora é minha chance de dar o troco. Ele ganhou de mim ontem (sexta-feira), mas na verdade só me preocupo mesmo em pegar as minhas ondas e fazer um bom resultado aqui, que é meu grande objetivo.

VOLTA AO WCT

Quem também saiu feliz da Praia de Itaúna no sábado foi o potiguar Jadson André. Ele saiu da divisão de elite do ASP World Tour no ano passado e tenta retornar ao grupo dos 34 melhores surfistas do mundo esse ano. A classificação para as quartas de final do Quiksilver Saquarema Prime já é o seu melhor resultado na temporada. Ele chegou em Saquarema em 40º lugar no ranking unificado da ASP e agora já aparece em 28º lugar na classificação geral, que no momento garante no WCT até o 31º colocado.

O resultado do duelo verde-amarelo contra o pernambucano Bernardo Pigmeu demorou para ser anunciado, pois houve uma queda de energia nos minutos finais da bateria. Os dois ficaram cerca de 15 minutos aguardando a divulgação das notas das últimas ondas deles que decidiram a bateria. A do Jadson André foi melhor, pois ele surfou um bom tubo e ainda mandou dois floaters na mesma onda para ganhar nota 7,77 e confirmar a vitória por 13,44 a 10,54 pontos.

Jadson está embalado em Saquarema. Foto ASP/Smorigo

- Era uma bateria superimportante pra mim e acho que foi a mais tensa de toda a minha vida. Eu já estava nervoso antes da bateria, porque via que o mar estava mudando muito. Vieram poucas ondas e as que peguei acabei errando. No final eu já não sabia mais de nada, porque faltou energia na computação. Só sabia que tinha surfado bem minha última onda, mas graças a Deus eu venci e estou com muita vontade de ganhar outra etapa. Quem sabe não consigo isso aqui para dar um grande passo na minha luta para voltar a elite - disse Jadson.

O evento homologado pela ASP South America como segunda etapa do ASP Prime 2013 será transmitido ao vivo na internet pelo www.quiksilver.com.br/primesaquarema13

Quartas de final do Quiksilver Saquarema Prime:
1ª: Raoni Monteiro (BRA) x Jadson André (BRA)
2ª: Dion Atkinson (AUS) x Mitchel Coleborn (AUS)
3ª: Gabriel Medina (BRA) x Simão Romão (BRA)
4ª: Aritz Aranburu (ESP) x Marc Lacomare (FRA)

Oitavas de final - (2º=9º lugar/US$ 4.300 e 2.400 pontos):
1ª: Raoni Monteiro (BRA) 17.46 a 17.20 Matt Wilkinson (AUS)
2ª: Jadson André (BRA) 13.44 a 10.54 Bernardo Pigmeu (BRA)
3ª: Dion Atkinson (AUS) 16.37 a 13.77 Brett Simpson (EUA)
4ª: Mitchel Coleborn (AUS) 17.13 a 7.17 Tanner Gudauskas (EUA)
5ª: Simão Romão (BRA) 8.47 a 8.43 Sebastian Zietz (HAV)
6ª: Gabriel Medina (BRA) 18.47 a 12.57 Kiron Jabour (HAV)
7ª: Marc Lacomare (FRA) 12.47 a 12.17 Jeremy Flores (FRA)
8ª: Aritz Aranburu (ESP) 15.17 a 9.50 Dale Staples (AFR)

Quarta fase (repescagem - 1º=oitavas de final /2º=17º lugar /US$ 2.700 e 1.300 pts):
Baterias que abrem o sábado:

5ª: Sebastian Zietz (HAV) 12.94 x 10.27 Gabriel Villaran (PER)
6ª: Gabriel Medina (BRA) 18.80 x 10.43 Glenn Hall (IRL)
7ª: Marc Lacomare (FRA) 17.13 x 12.33 Joan Duru (FRA)
8ª: Dale Staples (AFR) 14.67 x 12.00 Damien Hobgood (EUA)
Baterias que fecharam a sexta-feira:
1ª: Raoni Monteiro (BRA) 12.93 x 10.96 Perth Standlick (AUS)
2ª: Bernardo Pigmeu (BRA) 13.70 x 10.37 Stu Kennedy (AUS)
3ª: Dion Atkinson (AUS) 15.54 x 13.93 Kolohe Andino (EUA)
4ª: Tanner Gudauskas (EUA) 12.33 x 11.26 Heath Joske (AUS)

Com informações de João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America

Gabriel Medina ignora condições desafiadoras e bate os recordes do Quiksilver Saquarema Prime

23 de maio de 2013 0

Super Medina arrepiou nesta quinta-feira em Saquarema. Foto ASP/Smorigo

A Praia de Itaúna bombou altas ondas nesta quinta-feira, com condições desafiadoras para os surfistas do Coca-Cola apresenta Quiksilver Saquarema Prime. O dia já amanheceu com séries de 6-8 pés, mas o mar subiu, e as maiores ultrapassaram os três metros de altura fazendo jus ao apelido de "Maracanã do surfe" da Praia de Itaúna. O paulista Gabriel Medina novamente comandou o show e recuperou o status de recordista absoluto da competição.

Estou superfeliz porque peguei boas ondas de novo. O mar hoje (quinta-feira) estava grande e surfei com uma prancha maior, mas espero que amanhã (sexta-feira) esteja um pouco menor, porque está bem difícil competir nessa condição de mar. Lá fora está com bastante correnteza, entram umas ondas bem grandes nas séries e tentei me manter mais no lado direito porque estava vindo altas esquerdas e deu tudo certo — disse o fenômeno do surfe brasileiro.

Medina entrou para competir à tarde, quando o mar estava maior. Um dos seus adversários era o marroquino Ramzi Boukhiam, que na quarta-feira bateu os recordes que pertenciam ao surfista de Maresias. E Medina voltou a brilhar ao surfar com segurança nas ondas de 8-10 pés. Ele já começou bem com uma nota 9,20 e depois manobrou forte em uma esquerda gigante para arrancar nota 9,83, a maior do Quiksilver Saquarema Prime 2013. Com ela, totalizou incríveis 19,03 pontos de 20 possíveis, e se tornou o recordista absoluto nas grandes ondas da Praia de Itaúna. O irlandês Glenn Hall passou em segundo lugar, com Boukhiam sendo eliminado ao lado do catarinense Tomas Hermes.

Para mim está ótimo, porque este mar difícil está servindo como treino para Fiji (próxima etapa do WCT) — falou Gabriel Medina, referindo-se ao local da próxima etapa do WCT nas Ilhas Fiji, onde as esquerdas prevalecem como em Saquarema. No ano passado, ele foi finalista nesta prova, perdendo só para a fera Kelly Slater nos tubos de Fiji.

Foi por isso que eu vim pra cá, por ser um pico de esquerdas fortes também. E bom que já estou testando as pranchas que eu vou usar lá, porque quando eu chegar em Fiji não terei muito tempo pra fazer isso.

Raoni conhece todos os segredos de Itaúna. Foto ASP/Smorigo

DESAFIO EM SAQUAREMA

O mar desafiador, com condições extremas para o surfe, proporcionou grandes confrontos e viradas sensacionais nas últimas ondas das baterias. O carioca Raoni Monteiro, que há muitos anos mora em Saquarema, usou o conhecimento da Praia de Itaúna a seu favor para conseguir a classificação na disputa vencida pelo australiano Perth Standlick. Ele só garantiu a segunda vaga da bateria na onda surfada no minuto final, para superar o havaiano Ezekiel Lau e o paulista Caio Ibelli.

É isso, a bateria só termina quando toca a sirene. A galera estava lá atrás esperando as ondas, aí remei um pouco mais pra baixo porque sabia que precisava de uma nota baixa. Remei, remei, entrei na última e vim surfando a onda até onde deu. Só senti que minha prancha estava um pouco grande. Eu tinha surfado com uma 5´11´´ ontem (quarta-feira) e essa que usei agora é uma de 6 pés, então ficou meio grande. Mas, deu tudo certo e estou feliz pela classificação — declarou Raoni.

O local de Saquarema também falou sobre a dificuldade do mar na quinta-feira:

As condições estão totalmente extremas, uma mexedeira lá fora, o mar está bem difícil, muito balançado e não tem nem o que escolher. A onda que vier você tem que pegar e fazer de tudo pra não errar. Tem muita onda e você precisa surfar ali no balanço, tentando fazer as manobras. É o Maracanã do surfe mesmo e vai continuar dando onda direto essa semana aqui, com certeza— completou.

Jeremy Flores gostou do que viu em Saquarema. Foto ASP/Smorigo

No mar pesado da quinta-feira, com correnteza forte e ainda a dificuldade que o vento sudoeste cria na Praia de Itaúna com ondas gigantes, os surfistas tiveram que ser verdadeiros atletas. O australiano Perth Standlick, que venceu a bateria que Raoni Monteiro passou em segundo lugar, aprovou as esquerdas poderosas de Saquarema, e saiu da água radiante com a vitória.

Está difícil, mar muito pesado, grande, mexido, ventando, enfim, condições extremas, mas que dá pra surfar. Era preciso ter paciência e esperar um pouco porque tem boas ondas, mas é um daqueles dias que você não tem muito o que escolher, é pegar o que vier pra ver no que vai dar. Eu gosto de condições assim, com ondas maiores, desafiadoras e aqui hoje (quinta-feira) está bem divertido, então estou feliz por ter vencido a bateria — explicou Perth.

Outra vitória marcante foi a do paulista Wiggolly Dantas, que saltou do último para o primeiro lugar com a nota da sua última onda surfada na bateria. O experiente norte-americano Damien Hobgood passou em segundo lugar no quinto dos dois oito confrontos da primeira fase que abriram a quinta-feira de ondas gigantes na Praia de Itaúna.

O mar aqui em Saquarema é sempre desafiador, tem altas ondas, mar pesado, muito difícil, mas consegui pegar uma onda no final pra fazer umas manobras fortes, boas, pra passar de quarto pra primeiro na bateria — falou Wiggolly Dantas.

Wiggolly Dantas passou mais uma. Foto ASP/Smorigo

MAR DE HAVAÍ

Muitos dos estrangeiros que participam do Quiksilver Saquarema Prime não conheciam a potência das ondas de Itaúna e ficaram admirados. Um deles, o único francês da elite mundial do WCT, era Jeremy Flores, vencedor da bateria que fechou a primeira fase na manhã da quinta-feira. Ele também falou sobre as condições difíceis do mar, comparando até com as praias do Havaí.

Está difícil porque tem bastante correnteza, mas tem ondas e fico feliz por surfar em um mar assim, com ondas grandes. O mais difícil pra mim hoje (quinta-feira) foi a remada. A onda balança bastante, mas estão boas pra fazer manobras mais fortes. As condições estão bem difíceis, mas dá pra surfar, todo mundo está pegando ondas e estou bem feliz pela qualidade do mar aqui. É a primeira vez que venho pra Saquarema e o lugar é irado, bem parecido com o Havaí e eu gosto de surfar com pranchas maiores, então está tudo ótimo, principalmente porque eu passei e vou continuar competindo neste mar —disse Jeremy Flores.

SUFOCO NAS ONDAS

Alguns passaram um sufoco pra se classificar, como o pernambucano Bernardo Pigmeu, que saiu vitorioso da disputa pelas duas primeiras vagas para a fase dos 24 melhores do campeonato, quando os competidores passam a ter duas chances de classificação para as oitavas de final. Os vencedores das baterias avançam direto e os perdedores podem se recuperar na única repescagem das etapas do ASP World Prime, como a de Saquarema.

As condições estão desafiadoras demais, tá pesada a onda lá dentro, tem muito volume e na minha primeira onda já imbiquei, quebrei a prancha, mas olhei pro relógio e tinha tempo ainda. Eu peguei outra prancha e aí o jet ski me levou lá pra dentro, só que quando eu tava chegando já estourou uma bomba em cima de mim e perdi a prancha. Não acreditei, mas não desisti e no finalzinho consegui pegar uma onda para acertar três manobras e tirar um notão. Aí fiquei mais tranquilo pra fechar a bateria em primeiro lugar. Mas foi um sufoco —descreveu Pigmeu.

Pigmeu achou a classificação no final da bateria. Foto ASP/Smorigo

DEFENSOR DO TÍTULO

O australiano Matt Wilkinson também já passou para a rodada dos 24 melhores e continua na busca pelo bicampeonato consecutivo no Quiksilver Saquarema Prime. Só que na quinta-feira ele perdeu a invencibilidade nas ondas de Itaúna, se classificando em segundo lugar na bateria vencida pelo potiguar Jadson André. Ambos despacharam dois destaques da quarta-feira, o havaiano Dusty Payne e o paulista Jessé Mendes.

As condições estão bem difíceis, o mar está muito forte e com vento e correnteza pra complicar ainda mais — analisou Matt Wilkinson.

INÍCIO ÀS 7H

A programação da quinta-feira era realizar as oito baterias que restavam da primeira fase e 10 das 12 da segunda rodada. No entanto, um temporal desabou no fim do dia e a última delas acabou transferida para abrir a sexta-feira, às 7h na Praia de Itaúna. A última da quinta-feira foi vencida pelo havaiano Sebastian Zietz, com o carioca Simão Romão conseguindo a segunda vaga na sua última onda surfada nos minutos finais da bateria. O evento homologado pela ASP South America como segunda etapa do ASP Prime 2013 será transmitido ao vivo na internet pelo www.quiksilver.com.br/primesaquarema13 .

Matt Wilkinson segue na disputa. Foto ASP/Smorigo

Terceira fase (Round dos 24 - 1º=oitavas de final/2º e 3º=repescagem (17º lugar=US$ 2.700 e 1.300 pts):
1ª: Matt Wilkinson (AUS), Raoni Monteiro (BRA), Bernardo Pigmeu (BRA)
2ª: Jadson André (BRA), Stu Kennedy (AUS), Perth Standlick (AUS)
3ª: Brett Simpson (EUA), Kolohe Andino (EUA), Heath Joske (AUS)
4ª: Dion Atkinson (AUS), Mitchel Coleborn (AUS), Tanner Gudauskas (EUA)
5ª: Gabriel Medina (BRA), Gabriel Villaran (PER), Simão Romão (BRA)
6ª: Sebastian Zietz (HAV), Glenn Hall (IRL), Kiron Jabour (HAV)
7ª: 1º da 10ª bateria da 2ª fase + 2º da 12ª bateria + 1º da 11ª bateria
8ª: 1º da 12ª bateria + 2º da 10ª bateria + 2º da 11ª bateria da 2ª fase

SEGUNDA FASE - ROUND OF 48 - 3º=25º lugar (US$ 1.900 e 700 pts) / 4º=37º (U$ 1.600 e 650 pts):
1ª: 1-Bernardo Pigmeu (BRA), 2-Stu Kennedy (AUS), 3-Davey Cathels (AUS), 4-Alejo Muniz (BRA)
2ª: 1-Perth Standlick (AUS), 2-Raoni Monteiro (BRA), 3-Ezekiel Lau (HAV), 4-Caio Ibelli (BRA)
3ª: 1-Jadson André (BRA), 2-Matt Wilkinson (AUS), 3-Jessé Mendes (BRA), 4-Dusty Payne (HAV)
4ª: 1-Heath Joske (AUS), 2-Dion Atkinson (AUS), 3-Marlon Lipke (PRT), 4-Nic Von Rupp (ALE)
5ª: 1-Kolohe Andino (EUA), 2-Mitchel Coleborn (AUS), 3-Cristobal de Col (PER), 4-Evan Geiselman (EUA)
6ª: 1-Tanner Gudauskas (EUA), 2-Brett Simpson (EUA), 3-Shaun Joubert (AFR), 4-Michael Dunphy (EUA)
7ª: 1-Gabriel Medina (BRA), 2-Glenn Hall (IRL), 3-Ramzi Boukhiam (MAR), 4-Tomas Hermes (BRA)
8ª: 1-Kiron Jabour (HAV), 2-Gabriel Villaran (PER), 3-Mitch Crews (AUS), 4-Granger Larsen (HAV)
9ª: 1-Sebastian Zietz (HAV), 2-Simão Romão (BRA), 3-David do Carmo (BRA), 4-Matt Banting (AUS)
Ficaram para abrir a sexta-feira:
10ª: Heitor Alves (BRA), Joan Duru (FRA), Marc Lacomare (FRA), Cory Lopez (EUA)
11ª: Patrick Gudauskas (EUA), Aritz Aranburu (ESP), Wiggolly Dantas (BRA), Dale Staples (AFR)
12ª: Jeremy Flores (FRA), Damien Hobgood (EUA), Nathan Yeomans (EUA), Mason Ho (HAV)

PRIMEIRA FASE (3º=49º lugar (US$ 1.000 e 400 pts) / 4º=73º lugar (US$ 750 e 380 pts):
Baterias que abriram a quinta-feira:
17ª: 1-Simão Romão (BRA), 2-Heitor Alves (BRA), 3-Travis Logie (AFR), 4-Peterson Crisanto (BRA)
18ª: 1-David do Carmo (BRA), 2-Cory Lopez (EUA), 3-Chris Ward (EUA), 4-Willian Cardoso (BRA)
19ª: 1-Marc Lacomare (FRA), 2-Matt Banting (AUS), 3-Jay Thompson (AUS), 4-Beyrick De Vries (AFR)
20ª: 1-Joan Duru (FRA), 2-Sebastian Zietz (HAV), 3-Eric Geiselman (EUA), 4-Maxime Huscenot (FRA)
21ª: 1-Wiggolly Dantas (BRA), 2-Damien Hobgood (EUA), 3-Kai Barger (HAV), 4-Vincent Duvignac (FRA)
22ª: 1-Patrick Gudauskas (EUA), 2-Nathan Yeomans (EUA), 3-Adam Melling (AUS), 4-Gavin Gillette (HAV)
23ª: 1-Mason Ho (HAV), 2-Aritz Aranburu (ESP), 3-Luke Davis (EUA), 4-Tom Whitaker (AUS)
24ª: 1-Jeremy Flores (FRA), 2-Dale Staples (AFR), 3-Jack Freestone (AUS), 4-Yuri Sodré (BRA)

Com informações João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America

Raoni Monteiro e Neco Padaratz acertam parcerias

08 de maio de 2013 0

Raoni já botou o adesivo. Foto Facebook/Raoni Monteiro

A etapa do circuito mundial de surfe ainda não começou, mas o surfe brasileiro teve duas animadoras notícias nesta quarta-feira. O carioca Raoni Monteiro acertou uma parceria com a empresa catarinense Metalife Pilates, líder nacional na fabricação de equipamentos para condicionamento físico e representante exclusiva da marca Stott Pilates no Brasil.

Mais do que um co-patrocínio, Raoni conseguiu o apoio que precisava para tirar do papel a ideia de montar seu próprio Centro de Treinamento, enm Saquarema, onde mora e treina sob supervisão do pai, Ronaldo Monteiro, o Jacaré, professor de Educação Física e surfista. Com equipamentos da Metalife Pilates e profissionais especializados, Saquarema vai ter um centro de excelência na preparação física de surfistas e atletas em geral.

A idéia é compartilhar minha rotina de treinos com outras pessoas e poder aprimorar minha preparação com uma estrutura completa dentro da academia do meu pai. A Metalife Pilates é mais do que um co-patrocinador, é um parceiro na estruturação de um projeto que eu espero que gere muitos frutos — explica Raoni.

Um dos destaques brasileiros na temporada, Raoni passou os quatro primeiros meses do ano sem contar com o apoio de um patrocinador principal. Viajou para a Austrália com as passagens pagas pelo pai e fez valer o investimento: protagonizou a bateria mais comentada do ano ao derrotar o atual campeão do mundo, Joel Parkinson, em plena Bells Beach. Mesmo com o australiano garantindo uma bateria quase perfeita, com uma nota 10 e outra 9,10, Raoni foi melhor e fez a maior somatória do campeonato, 19,17 pontos dos 20 possíveis.

O que eu vou dizer? O cara está no país dele, com o título mundial nas mãos, entra na bateria e faz um dez e um nove. Eu consegui pegar duas boas ondas e também fiz o meu melhor. Naquele dia, o meu melhor foi melhor que o dele. Foi a melhor bateria da minha vida! — relembra.

A etapa brasileira do circuito mundial de surfe deve começar nesta quinta -feira e Raoni Monteiro está escalado na nona bateria da primeira fase, contra o americano Nat Young e o francês Jeremy Flores.

Não me preocupo com os adversários. A previsão está boa e devemos começar a competição com boas ondas, isso é o mais importante. Estou bem, com as pranchas no pé e concentrado para surfar meu melhor, independente de quem estiver do outro lado — finalizou o brasileiro.

Foto Facebook/Neco Padaratz

A segunda boa notícia veio de Balneário Camboriú, onde mora Neco Padaratz, bicampeão do mundo do extinto WQS. Neco fechou parceria com a Hang Loose, que patrocina outros surfistas como Ian Gouveia, Fábio Gouveia e Tiago Bianchini. Além do novo patrocínio, Neco está no Rio, onde participa das gravações do Canal OFF sobre a etapa do Mundial, que deverá render três programas especiais.

Parabéns aos dois guerreiros e aos patrocinadores!

Willian Cardoso elimina Slater e Raoni Monteiro supera Joel Parkinson na Austrália

31 de março de 2013 1

Willian arrebentou em Bells. Foto ASP/Robertson

O catarinense Willian Cardoso, 25 anos, conquistou uma vitória inédita para sua carreira ao vencer e eliminar o 11 vezes campeão do mundo Kelly Slater, na sexta bateria do Round 3 do Rip Curl Pro Bells Beach, disputado em Bells Beach, na Austrália. Willian foi o primeiro brasileiro a entrar na água nesta segunda-feira (fim de tarde de domingo no Brasil) e não decepcionou.

Apesar das ondas terem baixado um pouco - 1 a 1,5m - em relação a domingo e a séries tenham ficado um pouco mais demoradas, o surfista de Balneário Camboriú e primeiro alternate do ASP World Tour 2013 saiu na frente com uma boa onda que arrancou 8,10 dos juízes.

O catarinense chegou a colocar pressão sobre o norte-americano ao marcar 8.43 na sua terceira onda surfada, já na metade da bateria. Com uma nota 6.93 na melhor onda de três surfadas, Slater ficou precisando de uma 9,60 para virar e logo achou uma batida, seguida de tubo para marcar 8.03 e diminuir a vantagem para 8.50.

Mas Willian não desistiu e com a prioridade, ainda trocou a primeira nota por 8,23 na última das suas quatro ondas surfadas da bateria. Faltando 30 segundos para o cronômetro zerar, Slater ainda teve uma última chance para marcar acima de 8,70, mas tentou achar um tubo na primeira sessão, não foi feliz e perdeu por 16.66 a 14.96.

Slater defendia a liderança do ranking. Foto ASP/Robertson

Vale lembrar que o catarinense enfrentou uma lesão no tornozelo e uma maratona de avião entre o Brasil e a Austrália para estar competindo e aproveitando a oportunidade em Bells Beach, o que só torna maior ainda o feito conquistado. Willian foi cumprimentado por Raoni Monteiro ainda dentro da água, que em seguida, enfrentou ao atual campeão do mundo Joel Parkinson.

Apesar de poucas ondas surfadas, Raoni e Parko fizeram a principal bateria do evento. Depois de fazer uma nota 9,  Joel ainda tirou surfou a melhor onda e mereceu a 10. O carioca havia aberto a bateria com uma nota 9.60 e logo na segunda onda, com muita agressividade, virou o placar com a nota 9.57. Mais uma vez, o adversário do brasileiro ainda teve uma terceira chance e, precisando de 9,17, tirou apenas 9.10. Vitória gigante de Raoni por 19.17 a 19.10.

O dia ainda tem os brasucas Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo e Adriano de Souza. Acesse ao vivo pelo site:   http://live.ripcurl.com/portuguese-live-webcast-bells.html

Raoni derrotou o atual campeão do mundo. Foto ASP/Robertson

Dupla brasuca é eliminada em Snapper Rocks e Tyler Wright fatura o Roxi Pro

09 de março de 2013 0

Mineirinho pegou o perigoso Dane Reynolds e não levou sorte. Foto ASP/Will H-S

O Quiksilver Pro Gold Coast recomeçou neste sábado em Snapper Rocks, na Austrália, com a realização dos quatro primeiro confrontos do round 2, a repescagem, e os brasileiros Adriano de Souza e Willian Cardoso deram adeus a competição.

Mineirinho foi derrotado pelo wildcard norte-americano Dane Reynolds, enquanto Willian foi superado pelo australiano Taj Burrow, defensor do título da etapa em Gold Coast. A repescagem começou com a vitória do atual campeão mundial Joel Parkinson sobre outro convidado, o australiano Brent Dorrington por 17.10 a 10 pontos.

Em seguida, Mineirinho caiu na água e depois de abrir bem a bateria com uma nota 9.10, viu o americano virar o jogo com um 7.33 e um 9.40. O paulista tentou uma segunda boa onda, mas não conseguiu uma nota acima de 7 pontos Em seguida, em batalha eletrizante, Adriano de Souza abriu muito bem a bateria contra Dane Reynolds, com nota 9.10, mas teve dificuldade para ampliar o placar e viu o adversário virar com 7.33 e 9.40.

Willian foi eliminado pelo defensor do título da etapa. Foto ASP/Will H-S

Na terceira bateria, o catarinense Willian Cardoso encarou o veterano Taj Burrow e quase levou. O catarinense mostrou competitividade e o australiano teve que tirar da cartola a vitória nas última onda, quando conseguiu 9.10. No quarto e último duelo, o australiano Josh Kerr venceu o outro alternate, o norte-americano Pat Gudauskas.

Antes do round 2 rolou uma segunda expression session e o paulista Filipe Toledo não deixou por menos. Na primeira expression session, ele garantiu a vitória com dois aéreos. Agora, ele venceu na categoria de melhor manobra.

Raoni é o próximo brasuca a entrar na água. Foto ASP/Kirstin

Roxi Pro

A australiana Tyler Wright largou na frente pela briga do título mundial de 2013 ao vencer o Roxi Pro, etapa de abertura do ASP Womens Tour. O seu primeiro título de uma etapa da elite veio após uma virada na última onda na final contra a australiana Sally Fitzgibbons. A irmã de Owen Wright precisava de um 7,89 e conseguiu marcar 9.20 para faturar 10 mil pontos e US$ 15 mil pela vitória.

A próxima etapa do circuito mundial feminino acontece entre os dias 16 a 24 de março. Será a estreia de Margaret River, no Oeste da Austrália, no calendário da elite do ASP, com o Drug Aware Pro.

A campeã comemorando muito a vitória. Foto ASP/Will H-S

Quiksilver Pro Gold Coast

Resultados

H1: Joel Parkinson (AUS) 17.10 a 10.00. Brent Dorrington (AUS)
H2: Dane Reynolds (EUA) 16.73 a 15.43. Adriano de Souza (BRA)
H3: Taj Burrow (AUS) 16.10 a 13.53. Willian Cardoso (BRA)
H4: Josh Kerr (AUS) 12.17 a 12.00. Patrick Gudauskas (EUA)

Round 2 - Baterias que faltam ser disputadas:
H5: Owen Wright (AUS) x. Dusty Payne (HAV)
H6: Jeremy Flores (FRA) x. Raoni Monteiro (BRA)
H7: C.J. Hobgood (EUA) x Tiago Pires (POR
H8: Adrian Buchan (AUS) x Nat Young (EUA)
H9: Damien Hobgood (EUA) x Adam Melling (AUS)
H10: Kieren Perrow (AUS) x. Filipe Toledo (BRA)
H11: Kai Otton (AUS) x. Glenn Hall (IRL)
H12: Sebastian Zietz (HAV) x. Kolohe Andino (EUA)

Roxi Pro

Resultados
Final:
Tyler Wright (AUS) 17.97 a 16.66 Sally Fitzgibbons (AUS)

Semifinais
SF1: Tyler Wright (AUS) 14.50 a 12.50- Stephanie Gilmore (AUS)
SF2: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.97 a 10.93 Carissa Moore (HAV)

Silvana Lima começou o ano com um quinto lugar. Foto ASP/Kirstin

Raoni Monteiro esclarece fãs, amigos e críticos

20 de dezembro de 2012 0

Raoni na fatídica bomba surfada em Fidji. Foto Robertson/ASP

Muitos fãs, amigos e seguidores do surfista Raoni Monteiro no World Tour questionaram a ausência do atleta na etapa de Pipeline, no Havaí, última do ASP World Tour 2012. Como reconhecimento por todas as manifestações positivas e todo o suporte dado ao atleta durante a carreira, Raoni se sentiu na obrigação de enviar uma resposta formal aos seus amigos e à imprensa.

O Raoni decidiu antecipar a sua volta ao Brasil antes do início da última etapa do World Tour por uma série de fatores, além de um desconforto que sentiu no joelho direito (lesionado durante o evento de Fiji, no meio do ano) durante uma sessão de treinos, que foi definitivo para concretizar sua decisão. Após a etapa de Fiji, onde foi ovacionado por sua atitude “go for it” naquela onda memorável que resultou em sua lesão e afastamento das competições por três meses, Raoni passou por um processo de recuperação física que acabou por ajudá-lo psicologicamente.

Enquanto lutava contra a falta de patrocinador principal para custear suas despesas para competir no Circuito Mundial e ficava de fora das etapas do Taiti, da França e de Trestles (Califórnia), por conta dessa contusão, Raoni relaxou diante da pressão de buscar bons resultados. A consequência, todos viram: retorno às competições em Portugal derrotando Kelly Slater, sequência de vitórias em cima dos “queridinhos” Jordy Smith e Julian Wilson na Califórnia, e a conquista do respeito daqueles que já duvidavam do comprometimento do surfista.

Raoni é um dos poucos brasileiros que já venceram eventos no Havaí. Foto ASP/Cestari

O surfista chegou ao Havaí relaxado e surfando "com amor", como ele disse inúmeras vezes em entrevistas. Só que o fato de não contar com um patrocínio principal para arcar com suas despesas diárias e passar mais de um mês no North Shore de Oahu pesou em sua decisão de adiantar seu retorno ao Brasil.
Como esperava a vaga de Injury WildCard por estar afastado por cerca de três meses do Tour, ele preferiu cuidar da saúde para começar 2013 com todo o gás.

Não adiantaria “forçar” um Pipe Masters com dor só para mostrar a terceiros que estava ali. Existem decisões na carreira de um atleta que colocam um ponto de interrogação na cabeça de muitos críticos e fãs, mas achamos que a decisão do Raoni de voltar para casa mais cedo foi acertada.
Ele já deu continuidade ao processo de recuperação física, com consulta médica, e treinamentos funcionais e cardiovasculares. Precisa apenas fortalecer a musculatura para dar o suporte necessário ao joelho direito. O ano de 2013 está logo ali e o Raoni poderá proporcionar aos espectadores do World Tour performances que correspondem 100% ao seu talento.

Com informações de Raiana Monteiro - Assessora de Imprensa de Raoni Monteiro

Confira como ficou o ASP World Tour 2013

15 de dezembro de 2012 0

Adriano de Souza foi o melhor em brasileiro, em quinto lugar. Foto ASP/Cestari

O ranking final da ASP World Tour apresenta novidades, mas mantém o domínio da Austrália. O campeão Joel Parkinson e outros 11 surfistas continuaram na elite, sendo que Adam Melling e Matt Wilkinson garantiram a classificação pelo ranking unificado, enquanto Yadin Nicol foi a baixa.

O Brasil terá seis representantes com a confirmação de Raoni Monteiro. O carioca recebeu um dos dois convites destinados pela ASP para surfistas que se machucaram durante a temporada e não tiveram a chance de pontuar na maioria das provas. Raoni se machucou após um drop cabuloso nas Ilhas Fiji, na última bateria antes da direção de prova cancelar a competição devido ao alto risco imposto aos surfistas em Cloundbreak.

Raoni em Cloudbreak, nas Ilhas Fidji. Foto ASP/Robertson.

A novidade brasuca é o paulista Filipe Toledo, classificado pelo ranking unificado. Willian Cardoso ficou a mil pontos da classificação e mais uma vez será o segundo alternate. Jean da Silva e Heitor Alves vem logo em seguida. Ou seja, poderemos ter até nove atletas em algum evento durante o ano, até porque a presença de Kelly Slater no circuito em 2013 ainda não está assegurada. Jadson André foi a principal baixa da Brazilian Storm.

Confira como ficou a distribuição por países:
Austrália - 12 surfistas
Brasil - 6
Estados Unidos 9
*Havai - 6
Taiti - 1
França - 1
Portugal - 1
Irlanda - 1
Africa do Sul - 2

* No surfe, o Havaí é considerado uma nação.

Filipe Toledo é a novidade brasuca em 2013. Foto Dinani

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2012 - 10 etapas:
1º: Joel Parkinson (AUS) - 58.700 pontos
2º: Kelly Slater (EUA) - 55.450
3º: Mick Fanning (AUS) - 47.000
4º: John John Florence (HAV) - 44.350
5º: Adriano de Souza (BRA) - 42.350
6º: Taj Burrow (AUS) - 41.900
7º: Gabriel Medina (BRA) - 41.350
8º: Josh Kerr (AUS) - 38.900
9º: Julian Wilson (AUS) - 35.900
10º: Owen Wright (AUS) - 33.600
10º: Jeremy Flores (FRA) - 33.600
12º: Jordy Smith (AFR) - 27.900
13º: C. J. Hobgood (EUA) - 26.650
14º: Adrian Buchan (AUS) - 25.400
15º: Michel Bourez (TAH) - 24.250
16º: Damien Hobgood (EUA) - 21.750
17º: Miguel Pupo (BRA) - 19.450
18º: Alejo Muniz (BRA) - 18.450
19º: Kieren Perrow (AUS) - 18.200
20º: Bede Durbidge (AUS) - 16.250
20º: Travis Logie (AFR) - 16.250
22º: Kai Otton (AUS) - 16.200

WILDCARDS DA ASP POR CONTUSÃO:
28º no ranking: Raoni Monteiro (BRA) - 13.500
32º: Dusty Payne (HAV) - 7.750

G-10 DO ASP WORLD RANKING - 45 etapas - 10 do WCT / 8 Prime / 27 Star:
Kolohe Andino (EUA) - 16º lugar no ranking com 22.395 pontos
Matt Wilkinson (AUS) - 17º com 22.350
Sebastien Zietz (HAV) - 19º com 21.810
Glenn Hall (IRL) - 24º lugar com 18.905
Brett Simpson (EUA) - 25º com 17.310
Filipe Toledo (BRA) - 26º com 16.700
Adam Melling (AUS) - 26º com 16.690
Nat Young (EUA) - 29º com 16.365
Fredrick Patacchia (HAV) - 30º com 15.850
Tiago Pires (PRT) - 31º com 15.820

Alternates para 2013:
1º: Patrick Gudauskas (EUA) - 32º lugar com 15.030 pontos
2º: Willian Cardoso (BRA) - 33º com 14.820
3º: Jean da Silva (BRA) - 35º com 14.470
4º: Heitor Alves (BRA) - 36º com 14.020

Deixaram a elite dos Top 34 no WCT 2012:
26º no ranking: Yadin Nicol (AUS) - 14.950 pontos
27º: Heitor Alves (BRA) - 14.750
31º: Taylor Knox (EUA) - 9.000
32º: Jadson André (BRA) - 7.750
32º: Patrick Gudauskas (EUA) - 7.750

Com informações de João Carvalho - ASP South America

Raoni Monteiro apronta para Kelly Slater

18 de outubro de 2012 0

Raoni encarou esse tubo e ficou dentro. Foto ASP/Kirstin

Os brasileiros Gabriel Medina e Adriano de Souza garantiram seus lugares nas quartas de final do Rip Curl Pro Portugal, oitava das 10 paradas do ASP World Tour 2012. Mas foi Raoni Monteiro que provocou a surpresa do dia ao eliminar o norte-americano Kelly Slater em bateria pelo terceiro round, abrindo ainda mais a disputa do título mundial de 2012. O carioca ainda briga por uma vaga nas quartas de final, contra o francês Jeremy Flores, em duelo que dará a largada para o último dia de competição em Supertubos.

Em ondas de até dois metros, algumas tubulares, os melhores surfistas do mundo tiveram dificuldades para encaixar o seu surfe. Foi o caso do catarinense Alejo Muniz, que deu adeus à competição ainda no round 3, ao ser derrotado pelo australiano Josh Kerr. A bateria de Raoni e Slater foi marcada por poucas ondas. Aquelas que apareceram, fechavam. O brasileiro teve melhor sorte, ao conseguir encaixar um floater seguido de duas batidas na sua segunda onda para vencer pelo mais baixo placar do round - 9.20 a 5.27.

Após a bateria, o 11 vezes campeão do mundo não escondeu a decepção por não encontrar boas ondas durante os 30 minutos da bateria, até porque, na bateria seguinte, o australiano Julian Wilson achou a única nota 10 do dia, após desaparecer na espumeira e surgir como um foguete para sair do tubo. Já Adriano de Souza teve paciência para esperar as ondas e vencer o aussie Kieren Perrow, sempre perigoso nessas condições. Com um tubo longo para a direita, que valeu 8, Mineirinho abriu o caminho para a vitória.

Mineiro acelerou para pegar esse tubo e levou 8. Foto ASP/Kirstin

Round 4

Em seguida, Gabriel Medina não deu chances aos adversários e fez o maior placar do dia com 18.50. O resultado também asseguraria para Medina o prêmio de $ 3.000 concedido ao autor do maior placar no round 4. Na segunda bateria, o australiano Joel Parkinson dominou do primeiro ao último minuto e ficou com a vaga nas quartas. Raoni brigou pela terceira vaga até o final, mas caiu para a repescagem do Round 5. Com uma onda no último minuto, Julian Wilson também despachou Owen Wright para a repescagem. Na última bateria do round 4, a disputa mais acirrada. Mas Adriano de Souza voltou a mostrar a mesma disposição para o tubos e conquistou a vaga por uma pequena diferença.


Medina já levou US$ 3 mil de prêmio. Foto ASP/Cestari

Round 5
O destaque foi a eliminação do australiano Mick Fanning, um dos três candidatos ao título da temporada que seguia na competição, em uma bateria que pegou fogo. Owen Wright marcou 18 pontos para tirar o compatriota do evento. Outro candidato ao título que brigava para avançar foi o havaiano Jonh John Florence, que não teve dificuldades para vencer Adrian Buchan. A última bateria, que envolvia Raoni Monteiro e Jeremy Flores, ficou para abrir o último dia de competição. O vencedor vai encarar Adriano de Souza na quarta bateria de quartas de final.


Resultados desta quinta-feira - Rip Curl Pro Portugal
Round 3  (2$º=13º lugar, 1750pts, $ 8,500)

H1 -John John Florence HAV 10.17 a 7.70 Travis Logie AFS
H2 - Gabriel Medina BRA 14.66 a 7.60 Brett Simpson EUA
H3 - Kolohe Andino EUA 12.50 a 5.33  Taj Burrow AUS
H4 - Josh Kerr AUS 13.24 a 10.50 Alejo Muniz BRA
H5 - Adrian Buchan AUS 11.33 a 10.43 CJ Hobgood EUA
H6 - Joel Parkinson AUS 14.73 a 6.17  Dusty Payne HAV
H7 - Raoni Monteiro BRA 9.20 a 5.27 Kelly Slater EUA
H8 - Julian Wilson AUS 16.00 a 10.23 Michel Bourez TAH
H9 - Owen Wright AUS 16.27 a 9.83 Kai Otton AUS
H10 - Adriano De Souza BRA 12.43 a 11.33 Kieren Perrow AUS
H11 - Jeremy Flores FRA 13.27 a 10.60 Bede Durbidge AUS
H12 - Mick Fanning AUS 16.77 a 9.84 Yadin Nicol AUS


Joel Parkinson segue firme na competição. Foto ASP/Cestari

Round 4 (1º=quartas/2º e 3º= round 5 ou repescagem)
H1 - 1ºGabriel Medina BRA 18.50 2º Kolohe Andino EUA 12.80 3º John John Florence HAV 5.77
H2 - 1º Joel Parkinson AUS 12.30 2º Adrian Buchan AUS 7.53 3º Josh Kerr AUS 6.26
H3 - 1º Julian Wilson  AUS 14.46 2º Owen Wright  AUS 13.07 3º Raoni Monteiro BRA 12.40
H4 - 1º Adriano De Souza BRA 13.10 2º Jeremy Flores FRA 13.06 3º Mick Fanning AUS 12.96

Round 5 - (2º=9º lugar, 4000Pts, $ 11 mil)

H1 - Josh Kerr AUS 16.57 a 11.84 Kolohe Andino EUA
H2 - John John Florence HAV 17.03 a 5.80 Adrian Buchan AUS
H3 - Owen Wright AUS 18.00 a 16.54  Mick Fanning AUS

Bateria que vai abrir o último dia:

H4 - Raoni Monteiro  BRA x Jeremy Flores FRA

John John passou pela repescagem. Foto ASP/Cestari

Quartas de final - baterias já formadas:
H1 - Gabriel Medina (BRA) x. Josh Kerr (AUS)
H2- Joel Parkinson (AUS) x John John Florence (HAV)
H3 - Julian Wilson (AUS) x. Owen Wright (AUS)
H4 - Adriano de Souza (BRA) vs. TBD