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Star Sailors League garante fôlego para a classe Star

09 de dezembro de 2013 0
Foto SSL / Marc Roullier

Foto SSL / Marc Roullier

Após a retirada do programa olímpico dos Jogos de 2016, a classe Star pode fortalecer-se ainda mais com a Star Sailors League (SSL) criada neste ano pelos próprios velejadores. O objetivo da Liga é oferecer aos atletas uma oportunidade de profissionalização que provavelmente não encontrariam no rumo de campanhas olímpicas.
O exemplo do modelo ficou nítido com a inédita Star Sailors League Finals, disputada nesta semana nas Bahamas, com sede no Nassau Yacht Club.

Velejadores de 13 países formaram 18 duplas e competiram durante quatro dias em um nível técnico só comparável aos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. Robert Scheidt e Bruno Prada, o americano Paul Cayard, o francês Xavier Rohart, líder do ranking da SSL, o também americano Mark Mendelblatt e o italiano Diego Negri estiveram entre os finalistas convidados, com base no ranking da nova organização.

A ideia de se criar a liga surgiu justamente da lacuna provocada pela exclusão da próxima Olimpíada. O empresário e velejador suíço Michel Niklaus, em conversa com Rohart, bronze na Star nos Jogos de Atenas, em 2004, perguntou o que ele iria fazer sem a campanha olímpica. O francês foi direto e respondeu que provavelmente voltaria a dar aulas de Optimist. Michel não se conformou com a possibilidade de que o talento de Rohart seria simplesmente abandonado. Sugeriu ao amigo mobilizar os principais velejadores da classe e depois, juntos, acabaram dividindo essa tarefa.

Queria que o Rohart, com o talento e a força que possui na vela, se mostrasse motivado a levar a ideia adiante, caso contrário eu seguiria velejando e me divertindo com as regatas. Mas ele comprou a ideia e começamos a coletar opiniões dos melhores da classe Star. Sozinho ninguém poderia fazer nada — relata Niklaus, de 52 anos e que entrou pela primeira vez no barco do pai com apenas dois meses de vida, mas só começou a competir em alto nível aos 48.

Rohart e o organizador Michel Niklaus. Foto Ary Pereira Jr/ZDL

Rohart e o organizador Michel Niklaus. Foto Ary Pereira Jr/ZDL

Consultoria permanente

A intenção da SSL, que não tem uma sede física, é de se manter como uma consultoria permanente. Os velejadores manifestam suas vontades e nós temos a missão de apresentá-las à classe e transformá-las em realidade, desde que sejam úteis para todos. O Rohart conversou bastante com o Robert Scheidt no início do projeto, é isso que estamos fazendo há seis meses e assim continuaremos — revela o suíço, que faz questão de ratificar que a SSL é dos velejadores.

Somos apenas coletores de ideias. Não precisamos de um diretor ou de um presidente. Quem toma a decisão é o velejador, que sabe como ninguém o que é melhor para ele —  completa.

Na fase embrionária da SSL, Scheidt contribuiu com várias sugestões, entre as quais, a extensão do percurso entre boias, variando de 1,2 e 1,6 milha (2 a 3 km), com quatro pernas em cada regata.

Quando o Michel foi à minha casa no meio deste ano em Garda e saímos para jantar, assumi o compromisso de vir às Bahamas para disputar a final, mas sinceramente não acreditava que a Liga estaria em pouco tempo tão bem organizada. Fiquei surpreso quando cheguei a Nassau e vi que tudo estava exatamente conforme o Michel planejara. É animador para a classe — relata o campeão da primeira Star Sailors League, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016.

Brasileiros na frente. Foto SSL / Marc Roullier

Brasileiros na frente. Foto SSL / Marc Roullier

A realização da SSL Finals nas Bahamas, com regatas eliminatórias, também foi uma proposta dos próprios velejadores. Como as ilhas que compõem o país ficam em média a 300 quilômetros de Miami e a maioria dos participantes é americana, tornou-se mais prático realizar a competição no Caribe, em meio a um cenário paradisíaco e que também oferece o vento considerado ideal (em torno de 15 nós) para uma disputa de monotipos.

Os velejadores queriam uma competição de encerramento de temporada que não exigisse longa permanência no local e que não tivesse um custo elevado. Optamos pelo Nassau Yacht Club que nos ofereceu a estrutura necessária e porque também contamos com o apoio dos órgãos oficiais de esporte e turismo. Os atletas chegaram aqui e puderam perceber que já começamos a colher o que está sendo semeado. E o mais importante, todos convivendo como amigos. A briga fica só na água. Nunca havia visto um clima tão positivo em uma competição de alto nível — orgulha-se Niklaus.

O movimento ganhou força. Saímos das palavras e fizemos acontecer — acrescenta.

Os exemplos de que os velejadores é que determinam os rumos da SSL já se fazem visíveis. O americano George Szabo sugeriu que nos campeonatos que atribuem pontos ao ranking da Liga, todos os participantes pontuassem e não apenas os primeiros colocados. Foi atendido após a proposta ser aceita pela maioria. Bruno Prada, apesar do título, questionou a forma de pontuação da final das Bahamas, que levou os 10 primeiros colocados para a segunda fase em condições de igualdade, sem que o desempenho nas nove regatas da fase de classificação fosse considerado. Niklaus adiantou que a coerente observação do brasileiro será levada aos atletas.

Dennis Conner e Xavier Rohart.

Dennis Conner e Xavier Rohart.

Em meio à profissionalização, principal objetivo da SSL, o velejador suíço tem vários planos. Um deles é poder levar 20 barcos Star para a África do Sul e mantê-los em Cape Town por dois meses em vários eventos para que velejadores de todas as classes possam competir nos veleiros da SSL. Hoje, a Liga possui 12 embarcações.

Ainda não é possível fazer grandes deslocamentos. Prefiro investir em premiações. O atleta é a prioridade. Em breve deveremos ter uma fundação para gerir a Liga financeiramente — projeta Niklaus.

Nesta fase inicial, gastaríamos muita energia para ir ao Brasil. A SSL é muito nova para isso, mas já estamos analisando as possibilidades para uma final na América do Sul— afirma.

A premiação total da primeira final foi de 200 mil dólares. Coube aos campeões, 40 mil dólares.

Em busca de autonomia

O incentivador da vela quer também que a SSL adquira autonomia e fique livre da interferência de patrocinadores, ideia apoiada pelos atletas.

Ainda é cedo para buscarmos patrocinadores. O produto é muito novo, mas quando tornar-se comprovadamente forte, abriremos as portas. Quem sabe seremos procurados por nosso profissionalismo e credibilidade. Queremos adotar um formato e mantê-lo para que os atletas sintam-se livres, velejem com entusiasmo e sejam premiados de forma justa pelo esforço e capacidade demonstrados ao longo do ano.

Um dos diferenciais da SSL em relação às organizações de outras classes da vela é o formato de disputa e de ranqueamento, inspirado na ATP – Associação dos Tenistas Profissionais. O ranking considera os resultados acumulados pelo velejador durante as duas últimas temporadas, sendo que são somados 100% dos pontos do último ano e 50% do penúltimo. A pontuação é determinada conforme a importância da regata: continental vale 750 pontos, as mais tradicionais somam 250, as regionais, 100, e as locais, apenas dez pontos.

Scheidt chegou às Bahamas como segundo do ranking da SSL porque acumula os pontos de 2012, principalmente referentes à medalha obtida em Londres, ao lado de Bruno Prada. Em relação às competições anuais, os velejadores têm de defender os pontos da temporada anterior, a exemplo da ATP.

No próximo ano pretendemos criar quatro super eventos. Serão os nossos Grand Slams — idealiza Niklaus em comparação ao tênis.

Dupla brasileira levou título e premiação. Foto SSL/Marc Rouiller

Dupla brasileira levou título e premiação. Foto SSL/Marc Rouiller

O título em Nassau, rendeu a Scheidt e Prada 4000 pontos. Para manter o evento em nível elevado até na hora da premiação, a SSL trouxe às Bahamas como convidado de honra o velejador Dennis Conner. O americano vencedor de cinco edições da America’s Cup deu o nome ao troféu entregue a Robert Scheidt como novo líder do ranking da classe e ele mesmo fez a entrega.

Trazer os melhores velejadores do mundo, os meios de comunicação e organizar a transmissão virtual ao vivo é surpreendente. É muito bom correr aqui. Tive esse privilégio em várias regatas, mas com certeza tudo isso não seria possível sem a SSL. É importante para a evolução da Liga ter reunido velejadores da Nova Zelândia, Estados Unidos, vários países da Europa e Brasil. Se não fosse a SSL todos nós agora estaríamos em casa esperando o Natal chegar — analisou o bem-humorado Mr. America’s Cup.

Por Local da Comunicação – Juliana Leite e Ary Pereira Jr.

Robert Scheidt e Bruno Prada são campeões da Star Sailors League, nas Bahamas

07 de dezembro de 2013 0
A festa da dupla. Foto Ary Pereira Jr/Local da comunicação

A festa da dupla. Foto Ary Pereira Jr/Local da comunicação

Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram neste sábado o título da Star Sailors League, disputada em Nassau, nas Bahamas. Nas três regatas decisivas deste sábado (7), os brasileiros chegaram em quarto lugar nas quartas de final e venceram a semifinal e a final. Os poloneses Mateus Kusznierewicz e Dominik Zycki ficaram com a prata, e os americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih garantiram o bronze.

Na véspera da decisão, Scheidt desejava que o vento estivesse forte, em torno de 15 nós. O dia ofereceu a condição pretendida.

- Confiamos em nossa velocidade, mas se o vento estiver fraco vai nivelar todo mundo – disse Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016.

Com as rajadas de sueste próximas dos 14 nós (25 km/h), os brasileiros fizeram uma largada conservadora nas quartas de final. Precisavam chegar no máximo em sétimo, entre os 10 barcos da flotilha, para seguir à semifinal.

Pódio da competição. Foto Carlo Borlenghi/SSL

Pódio da competição. Foto Carlo Borlenghi/SSL

No primeiro contravento da regata de 1,2 milha (2 km), Scheidt e Prada estiveram na sétima colocação, mas ganharam com tranquilidade uma posição a cada perna, até cruzarem a linha de chegada em quarto lugar. Três barcos foram eliminados. Os sete classificados partiram para mais uma largada, a semifinal, que excluiria do campeonato outros três barcos.

Os tricampeões mundiais de Star se mantiveram entre os quatro durante toda a prova, até assumirem a liderança com ultrapassagens sobre os italianos Negri e Lambertenghi e em cima dos americanos Mendelblatt e Fatih. O primeiro lugar e a classificação para a semifinal estava garantida. Os poloneses Kusznierewicz e Zycki também passaram à decisão.

Domínio na regata final

Na prova final, Scheidt e Prada impuseram-se do começo ao fim. No melhor estilo ‘match race’, a dupla largou estrategicamente junto à boia e deixou a linha aberta à direita para os outros três barcos. Os adversários foram deslocados para o extremo da raia sem opção para reagir, e foram literalmente encurralados devido à tática precisa adotada pelos brasileiros.

Os poloneses esboçaram uma ameaça na segunda marca de contravento, mas no vento em popa Scheidt e Prada voltaram a abrir vantagem e a sustentaram até o final. Polônia e Estados Unidos completaram o pódio.

Comemoração ainda na água. Foto Carlo Borlenghi/SSL

Comemoração ainda na água. Foto Carlo Borlenghi/SSL

- Foi um campeonato e uma final espetaculares. É um dos dias mais felizes da minha vida. Estou feliz com o título e com o sucesso da Star Sailors League – comemorou Scheidt pouco antes de receber a medalha de ouro das mãos do velejador americano Dennis Conner, cinco vezes campeão da America’s Cup.

Com as medalhas douradas no peito, Scheidt e Prada escalaram o topo do pódio para ouvir o hino brasileiro enquanto a bandeira verde e amarela tremulava no alto do mastro, às margens do canal de Nova Providência, a ilha onde está o Nassau Yacht Club, sede da primeira edição da Star Sailors League Final. A competição distribuiu premiação total de 200 mil dólares, sendo 40 mil aos campeões.

Com informações da Local da Comunicação – Juliana Leite (MTB 49.580)

Robert Scheidt vence esperado duelo com Paul Cayard na Star Sailors League

06 de dezembro de 2013 0
Liderança tranquila da dupla brasileira nas Bahamas. Foto SSL/Carlo Borlenghi

Liderança tranquila da dupla brasileira nas Bahamas. Foto SSL/Carlo Borlenghi

O anunciado duelo entre duas das maiores estrelas da Star Sailors League (SSL), Robert Scheidt e Paul Cayard, finalmente aconteceu na raia de Nova Providência, ao norte do Nassau Yacht Club, nas Bahamas. A vitória mais emocionante da fase classificatória foi da dupla brasileira, que ganhou também a última regata desta sexta-feira (6) e vai para a fase final mostrando domínio da classe, com quatro vitórias e três segundos lugares em nove provas.

A competição termina neste sábado (7), quando será conhecido o campeão de 2013, em mais três regatas, a partir das 11h (14h em Brasília).

- Velejar sem pressão, hoje (sexta-feira), foi melhor. Corremos mais soltos e ganhamos – comemorou Robert Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016.

A disputa entre brasileiros e norte-americanos dominou a oitava e penúltima prova da primeira fase. Scheidt e Bruno Prada chegaram apenas dois segundos à frente de Paul Cayard e Austin Sperry. No visual, a diferença foi de um barco. Os brasileiros venceram a regata com 63m55. Os também americanos Mendelblatt e Fatih, cruzaram seis segundos depois, deixando aberta a briga entre os três barcos até o último momento.

Cayard surpreendeu. Na largada não estava nem perto dos primeiros e só se recuperou depois de contornar a terceira boia, para a segunda perna de vento em popa. Cayard e Scheidt ultrapassaram Mendelblatt e partiram para um emocionante duelo casco a casco, em que qualquer manobra errada poderia favorecer o adversário. Após o revezamento na liderança, os brasileiros mostraram que fazem a diferença na velejada em popa. Uma chegada sensacional com vitória verde e amarela e aplausos dos espectadores embarcados em torno da raia.

Supremacia

Scheidt e Prada já estavam com a classificação para as quartas de final garantida matematicamente e tinham a intenção de aproveitar as duas regatas do dia ‘apenas’ para testar novas regulagens para o contra-vento, o ponto a ser aprimorado, segundo Scheidt. A motivação para vencer manteve-se elevada como se fosse uma decisão. Na segunda prova, a supremacia brasileira se repetiu. A dupla medalhista nas duas últimas olimpíadas passou a liderar após a largada e no segundo contra-vento a vantagem sobre Mendelblatt e Fatih, os vice-líderes, já estava em 30 segundos.

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Com a velocidade adquirida pelos brasileiros na última perna de popa, a liderança tornou-se ainda mais tranquila. A distância de 150 metros em relação aos que disputavam o segundo lugar era a certeza de uma nova vitória, consolidada após 1h02m37. Mendelblatt e o dinamarquês Hestbaek chegaram praticamente juntos, depois de 54 segundos. As duas vitórias brasileiras foram obtidas em um percurso de 1,5 milha (2,7 km) com vento predominante de leste, em torno de 15 nós (28 km), considerado ideal para uma regata de classes olímpicas.

- Não levaremos os pontos, mas a confiança que adquirimos nos três dias, com resultados muito favoráveis, é fundamental. Agora é esperar que o vento esteja forte para aproveitarmos nossa velocidade. Se estiver mais fraco, nivela todos e ficará mais complicado para nós. O ideal seria 15 nós e que na intensidade não diminuísse – explicou Scheidt.

- Amanhã, terá pressão e vai ser importante tomar cuidado na largada e evitar protestos, mas não dá para velejar pensando em chegar em sétimo ou quarto (as ‘notas de corte’ das quartas de final e semifinal). Tem que velejar para ganhar.

Paul Cayard formou dupla com Austin Sperry. Foto SSL/Carlo Borlenghi

Paul Cayard formou dupla com Austin Sperry. Foto SSL/Carlo Borlenghi

O desempenho de Robert Scheidt na competição rendeu elogios até de um dos adversários, o francês Xavier Rohart, líder do ranking criado pela SSL.

- O sábado será fantástico. O formato da competição pode não ser o ideal, mas garante a emoção até o final. Está sendo muito bom velejar contra o Robert. Ele e o Mendelblatt são os favoritos e eu também vou brigar por um lugar no pódio. É impressionante ver o Robert conduzindo o barco. É uma habilidade que ele traz da classe Laser. A correnteza na raia está muito forte, o que exige muito esforço e atenção na tática - comentou Rohart.

Regulamento perigoso

A ampla vantagem acumulada por Scheidt e Prada nas nove regatas preliminares será desconsiderada neste sábado, dia de se conhecer os campeões após três regatas: quartas de final, semifinal e final, com dez, sete e quatro barcos respectivamente. Os pontos obtidos pelos dez primeiros colocados, entre uma flotilha de 18 barcos, serão zerados, situação inclusive questionada por Bruno Prada.

- Para o evento não seria atrativo se fôssemos para a fase final com 20 ou 25 pontos de vantagem sobre os adversários, mas para nós não é a melhor condição. O importante é que estou muito feliz de competir e com a nossa velocidade em popa. As regatas de hoje foram espetaculares. Vencemos o Paul Cayard por uma onda que nos levou até a linha de chegada – defendeu o proeiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

A observação de Prada repercutiu entre os velejadores e a SSL já considera mudar o regulamento para a SSL Finals de 2014. No inédito evento das Bahamas, as 18 duplas convidadas de acordo com o ranking da liga, criada neste ano, disputaram nove regatas com o mesmo peso em três dias. As 10 mais bem classificadas passaram para o quarto e último dia, que terá as três últimas regatas. Três barcos serão eliminados em cada uma das duas primeiras. Vão sobrar apenas quatro duplas para a última e decisiva prova que definirá o primeiro campeão da promissora SSL.

Classificados para a fase final da SSL, após 9 regatas e um descarte

1. Robert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 13 pontos perdidos (2+[4]+1+3+1+2+2+1+1)
2. Mark Mendelblatt/Brian Fatih (EUA) – 32 pp (6+2+3+5+3+7+[9]+3+3)
3. Diego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 49 pp (1+1+6+9+2+[13]+5+15+11)
4. Xavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 51 pp (7+6+5+10+6+1+11+[17]+5)
5. Eivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 51 pp (3+8+11+4+[14]+3+4+12+7)
6. Robert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 55 pp (13+5+2+[16]+7+10+6+5+8)
7. Mateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 57 pp (4+[14]+4+6+12+11+3+8+9)
8. Johannes Polgar/Markus Koy (ALE) – 67 pp (11+15+[17]+15+5+5+1+11+4)
9. Augie Diaz/Jon Von Schwarz (EUA) – 74 pp (8+7+7+13+8+[19]+12+9+10)
10. Michael Hestbaek/Claus Olesen (DIN) – 77 pp (5+11+12+[17]+16+9+16+6+2)

Por Local da Comunicação – Juliana Leite (MTB 49.580)

Scheidt e Prada tem dia quase perfeito e estão nas quartas de final da Star Sailors League

05 de dezembro de 2013 0
Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Com um excelente desempenho nesta quinta-feira (5), segundo dia da fase preliminar da Star Sailors League Finals (SSL), Robert Scheidt e Bruno Prada
garantiram a classificação matemática por antecipação às quartas de final da competição disputada em Nassau, nas Bahamas. A dupla brasileira ganhou a primeira regata e ainda obteve dois segundos lugares.

Estou surpreso com os bons resultados, mas com certeza ainda estamos colhendo os frutos da preparação para Londres, que foi muito intensa. Nossa vantagem está na sensibilidade que o Bruno adquiriu velejando de Finn. É fundamental para o proeiro, enquanto eu na Laser, sozinho, preciso tomar um monte de decisões que acabam ajudando na Star — destacou Robert Scheidt.

O paulista ressalta ainda que as duplas Negri/Lambertenghi (ITA), Mendelblatt/Fatih (EUA) e Melleby/Strube (NOR) também estão entre os favoritos.

— Será ótimo irmos para a raia nesta sexta, já classificados. Poderemos testar algumas regulagens em busca da melhora no contra-vento.

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Em mais um dia de sol e calor (22 a 28°C), com as rajadas de sueste atingindo até 16 nós (30 km/k), a flotilha de 18 barcos disputou três regatas na raia próxima à Nova Providência, uma das três mil ilhas que compõem a Comunidade das Bahamas, ao norte do Yacht Club Nassau. Scheidt e Prada dominaram o percurso de 1,2 milha (2,1 km), principalmente nas pernas de vento em popa.

Na primeira regata do dia, a quinta do campeonato, os brasileiros largaram entre os três primeiros e, após 28 minutos, ultrapassaram a dupla Negri e Lambertenghi, no final da primeira perna de popa, para assumir a liderança até a linha de chegada e finalizar a prova com 58m23, impondo 23 segundos de vantagem sobre os italianos. Os timoneiros americanos Mark Mendelblatt e Paul Cayard chegaram em terceiro e quarto, respectivamente.

Os tricampeões mundiais de Star alinharam para a nova largada com a motivação reforçada pela vitória obtida na quinta regata. Repetiram o bom desempenho e ficaram em segundo lugar. O francês Xavier Rohart, bronze nos Jogos de Atenas em 2004 e líder do ranking da SSL, venceu a prova de ponta a ponta ao lado do proeiro Pierre Ponsot, com 56m42. Scheidt e Prada chegaram apenas dois segundos à frente do norueguês Melleby e do americano Strube, terceiros colocados.

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Na última prova, a dupla brasileira assumiu a liderança dez minutos após a largada, caiu para a quinta colocação e contornou a primeira marca em terceiro, atrás dos poloneses Kusznierewicz e Zycki e dos alemães Polgar e Koy. A briga se tornou intensa entre os três barcos que se alternavam entre os três primeiros lugares a cada momento. O barco alemão levou a melhor (55m42), com os brasileiros em segundo e os poloneses em terceiro lugar.

Conseguimos hoje uma excelente velocidade em popa e mostramos que temos capacidade de recuperação. Isso ficou claro na segunda regata. Só precisamos melhorar um pouco no contra-vento — analisou Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela.

Bruno Prada também deixou a raia satisfeito com o desempenho da dupla.

Percebemos que nosso ritmo de regata está forte porque, mesmo em classes diferentes, nos mantivemos em campanha olímpica. Mas em um campeonato como este, em que todos zeram a pontuação a partir da próxima fase, não adianta abrir um monte de pontos. Não é muito justo, mas é o regulamento e vamos continuar evoluindo — avaliou o proeiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Foto SSL/Carlo Borlenghi

Com os resultados desta quinta-feira, Scheidt e Prada somam 11 pontos perdidos, considerando-se o descarte único. Negri e Lambertengui têm 24, Mendelblatt e Fatih, 26 pontos. Se os brasileiros chegarem na 18ª colocação nas duas últimas regatas, perderão 33 pontos. Os franceses Lobert e Rambeau, que ocupam a 10ª posição, já perderam 61.

Para esta sexta (6), estão previstas as duas últimas regatas da fase de classificação, a partir das 11h em Nassau (14h em Brasília). Entre os 18 participantes da inédita final da liga criada neste ano pelos próprios velejadores, os 10 primeiros voltam à raia no sábado para mais três regatas: quartas-de-final, semifinal e final, com 10, sete e quatro barcos respectivamente.

Transmissão ao vivo

A Star Sailors League disponibilizou a transmissão ao vivo do torneio, por um programa de visualização em 2D, o Virtual Eye. O programa traz um alto nível de detalhamento das regatas, permitindo observar as manobras dos velejadores e dados como a distância entre eles e a velocidade, tudo em tempo real. Acompanhe a competição em tempo real: live.starsailors.com

Classificação após sete regatas e um descarte
1º Robert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 11 pontos perdidos (2+[4]+1+3+1+2+2)
2º Diego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 24 pp (1+1+6+9+2+[13]+5)
3º Mark Mendelblatt/Brian Fatih (USA) – 26 pp (6+2+3+5+3+7+[9])
4º Eivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 32 pp (3+8+11+4+[14]+3+4)
5º Xavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 35 pp (7+6+5+10+6+1+[11])
6º Mateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 40 pp (4+[14]+4+6+12+11+3)
7º Robert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 43 pp (13+5+2+[16]+7+10+6)
8º Johannes Polgar/Markus Koy (ALE) – 52 pp (11+15+[17]+15+5+5+1)
9º Augie Diaz/Jon Von Schwarz (USA) – 55 pp (8+7+7+13+8+[19]+12)
10º Jonathan Lobert/Pascal Rambeau (FRA) – 61 pp ([18]+3+8+11+18+4+17)

Com informações da Local da Comunicação – Juliana Leite (MTB 49.580)

Scheidt e Prada estreiam na liderança da Star Sailors League nas Bahamas

05 de dezembro de 2013 0
Dupla brasileira teve consistência no primeiro dia. Foto Carlo Borlenghi

Dupla brasileira teve consistência no primeiro dia. Foto Carlo Borlenghi

Robert Scheidt e Bruno Prada encerraram o primeiro dia de regatas da Star Sailors League, em Nassau, na liderança da competição com apenas seis pontos perdidos. A dupla que pretendia ficar entre os 10 melhores na estreia em Bahamas ficou em segundo, quarto, primeiro e terceiro lugares nas regatas desta quarta-feira (4), pela fase de classificação.

A raia foi montada em mar aberto, a oito quilômetros do Yacht Club Nassau, no extremo norte do arquipélago que forma as Bahamas, próximo ao limite imaginário que separa o Mar do Caribe do Atlântico Norte (320 quilômetros a sueste de Miami). O vento leste de até 14 nós (25km/h) contribuiu para o desempenho das 18 duplas que disputaram quatro regatas barla-sota (duas boias) com 1,4 milha (2,5 km) cada, divididas em quatro pernas.

Mesmo sem competir desde a Semana de Vela de Ilhabela, em julho, a dupla brasileira não sentiu falta do entrosamento e da afinidade com o barco. Chegou em segundo lugar na primeira regata, sendo que na última perna, a diferença para a dupla Negri e Lambertenghi caiu de 40 para 10 segundos. Os italianos venceram e voltaram a ganhar a segunda prova. Robert e Bruno ganharam 10 posições entre a primeira marca e a linha de chegada e cruzaram em quarto, apenas um segundo à frente dos alemães Stanjek e Kleen.

Dupla italiana é a vice-líder da competição. Foto Carlo Borlenghi

Dupla italiana é a vice-líder da competição. Foto Carlo Borlenghi

Na terceira prova do dia, Scheidt e Prada estavam em quinto após a largada. Tiveram o privilégio de contornar a primeira marca em terceiro lugar e, assim, passaram ilesos pela condição crítica estabelecida alguns segundos depois. A flotilha chegou praticamente ao mesmo tempo junto à boia. Metade dos barcos não conseguiu contorná-la na primeira manobra. Os brasileiros assumiram a liderança na segunda marca e sustentaram a posição até o final, à frente de Stanjek e Kleen, com Mendelblatt e Fatih em terceiro.

Aproveitando as boas condições da raia, a Comissão de Regatas autorizou uma quarta largada, que surpreendeu até os próprios velejadores. Foi o suficiente para levar os brasileiros à liderança. Os tricampeões mundiais de Star chegaram em terceiro. Os italianos Negri e Lambertenghi, que lideravam, ficaram em nono. A vitória coube aos irmãos Marazzi, da Suíça. Considerando-se o descarte, que será único após as nove regatas dos três dias da fase de classificação, Scheidt lidera com seis pontos, Negri soma oito e Mendelblatt acumula 10 pontos perdidos.

- Foi um dia muito consistente, fazer uma recuperação como fizemos nas regatas dois e quatro, com uma flotilha forte como essa mostra que estamos fortes, principalmente no vento em popa. A quarta regata não estava no programa, mas estamos aqui para velejar. Não interessa muito a liderança agora, o que importa é ficar entre os dez primeiros. Amanhã começa tudo de novo – analisou Scheidt.

Outras três regatas estão previstas para esta quinta-feira (5), segundo dia de disputas. Os 10 primeiros colocados, na classificação geral, farão três regatas decisivas no sábado: quartas de final, semifinal e final.

Os velejadores da SSL e Knowles. Foto: Marc Rouiller/SSL

Os velejadores da SSL e Knowles. Foto: Marc Rouiller/SSL

Cerimônia de abertura

A Star Sailors League foi oficialmente aberta na noite de terça-feira(3) no Yacht Club Nassau com a presença do ganhador da primeira medalha de ouro das Bahamas na história das Olímpíadas, Sir Durward Knowles, campeão da classe Star nos Jogos de Tóquio, em 1964, ao lado de Cecil Cooke. As outras quatro medalhas olímpicas de ouro das Bahamas, foram ganhas no atletismo, sendo a última delas com o revezamento 4 x 400m nos Jogos de Londres.

Associado do clube, Knowles foi carinhosamente abraçado por todos os velejadores e desejou sucesso à liga criada neste ano. Na Olimpíada de 1956, em Melbourne, já havia ganho o bronze na mesma classe. Disputou oito edições dos Jogos Olímpicos, a última delas em 1988. Sinônimo de vela nas Bahamas, Knowles foi homenageado por Paul Hutton-Ashkenny, diretor de regata na Star Sailors League Final e ex-comodoro do Nassau Yacht Club Nassau.

Junto com Knowles, Scheidt e Paul Cayard estiveram entre os velejadores mais solicitados pelos convidados principalmente para fotografias, justificando a importância dos três ícones da vela mundial. Knowles com seu pioneirismo, Scheidt com seus três títulos mundiais de Star e 11 de Laser, além das cinco medalhas olímpicas, e Cayard por seus sete títulos mundiais nas classes Star (1988), IMS, ILC40, Fifty, One Ton, Maxi e Louis Vuitton Cup.

Patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, Scheidt conta com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. Já Bruno Prada tem os patrocínios do Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

Classificação após quatro regatas e um descarte
1ºRobert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 6 pp (2+[4]+1+3)
2ºDiego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 8 pontos perdidos (1+1+6+[9])
3ºMark Mendelblatt/Brian Fatih (USA) – 10 pp ([6]+2+3+5)
4ºMateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 14 pp (4+[14]+4+6)
5ºEivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 15 pp (3+8+[11]+4)
6ºXavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 18 pp (7+6+5+[10])
7ºRobert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 20 pp (13+5+2+[16])
8ºJonathan Lobert/Pascal Rambeau (FRA) – 22 pp ([18]+3+8+11)
9ºAugie Diaz/Jon Von Schwarz (USA) – 22 pp (8+7+7+[13])
10º Pieter-Jan Postma/Edoardo Natucci (NED) – 27 pp (12+13+[18]+2)

Com informações de Local da Comunicação -Juliana Leite (MTB 49580) Ary Pereira Jr. (MTB 23297)

Scheidt e Prada começam a disputa da Star Sailors League nesta quarta-feira nas Bahamas

04 de dezembro de 2013 0
Dupla começa hoje nova caminhada. Foto Carlo Borlenghi

Dupla começa hoje nova caminhada. Foto Carlo Borlenghi

Robert Scheidt e Bruno Prada estão de volta à Star, classe que rendeu a eles as medalhas de prata e de bronze nos dois últimos Jogos Olímpicos, Pequim/2008 e Londres/2012, além do tricampeonato mundial. A dupla brasileira estreia nesta quarta-feira (04) na Star Sailors League, competição inaugural da liga criada na Suíça pelos próprios velejadores da classe, considerada a mais técnica entre as que já integraram o programa olímpico.

Ao lado de Prada, Scheidt compete no Yacht Club Nassau como uma das principais atrações do campeonato, assim como o convidado especial Paul Cayard. Além do esperado duelo entre os brasileiros e o americano, dono de sete títulos mundiais na classe, a Star Sailors League conta com outros campeões mundiais como os irmãos Flávio e Renato Marazzi, a dupla polonesa Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki e o americano George Szabo, que irá correr com Craig Moss. Os franceses Xavier Rohart e Pascal Rambeau conquistaram o bronze nos Jogos de Atenas em 2004.

Não estamos bem treinados, mas os outros também não estão. Quase ninguém velejou de Star depois de Londres. A raia fica longe do clube e serão em média três regatas por dia. Vai exigir prepara físico. O primeiro dia é que vai nos dar uma noção de como será o campeonato. Temos de ficar entre os dez primeiros após o terceiro dia — considera Scheidt, que conta com patrocínio do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, e com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. O velejador competirá pela primeira vez nas Bahamas.

Foto Carlo Borlenghi

Scheidt e Prada tem história na Star. Foto Carlo Borlenghi

Também temos de ficar atentos com o americano Mark Mendelblatt e o italiano Diego Negri — acrescenta.

Para o parceiro Prada, as águas do Caribe não são novidade.

Velejei aqui em 2010 e disse ao Robert que um dia teríamos de voltar juntos. A água é quente, o clima é agradável e podemos competir com o mínimo de roupa. Tem vento, o que lembra um pouco Búzios — compara o velejador, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

O que mais importa aos velejadores é que esse campeonato valoriza o atleta, o que não é muito comum na vela. Vai oferecer uma oportunidade de profissionalização e estamos aqui porque nosso currículo vai contribuir para que isso aconteça.

A Star Sailors League terá nove regatas nos três primeiros para as 18 duplas convidadas de acordo com o ranking mundial e o histórico na classe . No sábado, as 10 melhores duplas fazem quartas de final, semifinal e final, levando para a raia, 10, sete e quatro barcos, respectivamente, nas três regatas decisivas.

A Capital da Vela do Caribe

A Comunidade das Bahamas é um país formado por três mil pequenas ilhas, sendo que Nassau é a capital da ex-colônia britânica que absorveu o êxodo dos escravos americanos durante e após a guerra civil nos Estados Unidos. A população de 360 mil habitantes tem o atletismo como o principal e mais vencedor esporte olímpico, incluindo a medalha de ouro do revezamento 4 x 100m masculino nos Jogos de Londres.

Entre o centro da cidade, formado por estabelecimentos comerciais de no máximo dois ou três andares, brancos ou de cor clara, e o pequeno Yacht Club Nassau, que possui apenas um píer em um braço de mar, destaca-se um estádio de atletismo, uma das maiores construções da cidade. Mas a vela tem sua marca na história esportiva do país, justificando os vários veleiros que se vê fundeados ao logo da costa. Nos Jogos de Tóquio/1964, as Bahamas conquistaram sua medalha de ouro na vela e justamente na Star, com Durward Knowles e Cecil Cooke. Quatro anos antes, Knowles já havia ganho o bronze na mesma classe.

A premiação total da Star Sailors League é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

Com informações de Juliana Leite – Local da Comunicação

Scheidt e Prada enfrentam flotilha americana na Star Sailors League, nas Bahamas

28 de novembro de 2013 0
Cartaz oficial com Cayard e Scheidt.

Cartaz oficial com Cayard e Scheidt.

Com o maior número de velejadores classificados no ranking da Star Sailors League, os Estados Unidos estarão representados por seis duplas na primeira edição do campeonato organizado pelo Yacht Club Nassau, nas Bahamas. Um desafio a mais para os tricampeões mundiais de Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, que retornam à classe depois de vencerem a Semana de Vela de Ilhabela, em julho deste ano. O Yacht Club Nassau receberá uma flotilha de 18 embarcações entre os dias 3 e 8 de dezembro, na primeira competição de Scheidt após a conquista do Mundial de Laser no Omã.

A esquadra americana composta por 12 velejadores em seis embarcações representa um terço da flotilha do campeonato exclusivo para convidados que contribuíram e ainda contribuem para que a Star seja considerada como mais técnica das classes olímpicas em todos os tempos. Entre as celebridades, Paul Cayard compete como convidado especial, ao lado de Austin Sperry (37º no ranking na SSL). Scheidt e Cayard foram adversários em uma única oportunidade, quando o americano foi ao Rio de Janeiro para correr a Nestlé Match Cup, em 2009. O brasileiro venceu o único confronto entre ambos e Cayard foi vice-campeão, perdendo a final para o gaúcho Daniel Glomb.

Cayard dedicou a maior parte de sua carreira à America’s Cup, intercalando campanhas olímpicas de Star e participações na Regata Volta ao Mundo. Foi campeão da Louis Vuitton Cup em 1992. Nunca escondeu, porém, que o barco Star é sua paixão na vela e por esse motivo considera o título mundial de 1988 como um dos mais valorizados de sua ampla coleção. A última participação pela classe em Olimpíadas foi nos Jogos de Atenas, onde representou os Estados Unidos, em 2004.

Paul Cayard. Foto Satiro Sodre.

Paul Cayard. Foto Satiro Sodre.

O velejador americano, vivendo a expectativa pelo início da competição em Nassau, aprovou o formato de disputa proposto pela Star Sailors League.

Eu acho que é uma ideia fantástica. Se existe uma classe no esporte da vela que merece um ‘Final Masters’ no encerramento de cada temporada, estou certo de que é a Star — afirmou Cayard diante da perspectiva de que os velejadores somem pontos ao longo do ano e os melhores do ranking se classifiquem para a final mundial, como na Copa Masters de Tênis em relação à ATP.

O legado de Paul Cayard

A força americana na SSL não está limitada ao carisma de Cayard, outras cinco duplas do país estão confirmadas para competir nas Bahamas: Mark Mendelblatt e Brian Fatih, líderes do ranking da SSL; George Szabo, campeão mundial de Star, que irá correr ao lado de Craig Moss; Augie Diaz e John von Schwarz, além do mais jovem velejador da flotilha, Tomas Hornos, que terá como parceiro Joshua Revkin e da dupla Mark Strube e Eivind Melleby. Entre os 2.400 velejadores da SSL, 550 são americanos.

Brian Fatih e Mark Mendelblatt. Foto Divulgação/SSL

Brian Fatih e Mark Mendelblatt. Foto Divulgação/SSL

Mark Mendelblatt, além de ter passado por várias classes olímpicas até o ingresso na Star, venceu a Louis Vuitton Cup em 2007, como tático do Emirates Team New Zealand. Para vencer a Bacardi Cup de Star em 1986, em Miami, teve de superar outros grandes velejadores como o brasileiro Lars Grael e o francês Xavier Rohart.

É muito bom continuar velejando na classe no mais alto nível, apesar de não fazer parte da próxima olimpíada. O sistema da SSL, com regatas ao redor do mundo para se estabelecer um ranking e depois partir para a grande final, é uma ótima maneira para se manter os melhores velejadores juntos ao longo do ano.

Para George Szabo a escolha do local para se organizar a competição inaugural da Star Sailors League não poderia ser mais adequada.

Mal posso esperar para velejar novamente na bela paisagem das Bahamas. Nassau é uma das melhores raias de vela do mundo. Um cenário paradisíaco que mescla lanchas, veleiros, esquiadores em belas praias com vento, ondas, pessoas animadas… é simplesmente fantástico.

A premiação total da Star Sailors League é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

George Szabo e Craig Moss. Foto Divulgação/SSL

George Szabo e Craig Moss. Foto Divulgação/SSL

Patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, Scheidt conta com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. Ao lado Bruno Prada, conquistou o tricampeonato mundial de Star e duas medalhas olímpicas, prata em Pequim e bronze em Londres. Bruno, que tem os patrocínios do Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela. Retornou à classe Finn após a Semana de Vela de Ilhabela. Mais informações em www.robertscheidt.com.br

Por Juliana Leite – Local da Comunicação

Robert Scheidt reencontra Bruno Prada para disputa da Star Sailors League (SSL), nas Bahamas

24 de novembro de 2013 0
Scheidt comemora o título em Omã, Foto Steve Mitchell

Scheidt comemora o título em Omã, Foto Steve Mitchell

Após conquistar mais um título mundial da classe Laser, o velejador paulista Robert Scheidt já tem novo compromisso no início do mês de dezembro pela classe Star, ao lado de Bruno Prada, com quem conquistou três títulos mundiais e duas medalhas olímpicas (prata e bronze).

A dupla representará o Brasil na Star Sailors League (SSL), que reunirá os melhores velejadores do mundo, na classe, em Nassau (Bahamas), pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Robert e Bruno Prada vão compor uma flotilha de 18 barcos, entre 3 e 8 de dezembro.

O evento com sede no Nassau Yacht Club é exclusivo para duplas convidadas e que ocupam as primeiras colocações no ranking mundial de Star. Serão nove regatas nos três primeiros dias e o quarto, reservado para a final entre os 10 melhores colocados. O prêmio da primeira edição da SSL é de 200 mil dólares.

Entre duplas de 11 países, destacam-se como adversários de Robert e Bruno, o lendário americano Paul Cayard, sete vezes campeão mundial e vencedor da Louis Vuitton Cup, o francês Xavier Rohart, o sueco Freddy Loof, o suíço Flávio Marazzi, o norueguês Eivind Melleby e o também americano Mark Mendelblat.

Rolex Ilhabela Sailing Week conhece seus primeiros campeões

13 de julho de 2013 0

Foto Carlo Borlenghi/RISW

A Rolex Ilhabela Sailing Week conheceu, nesta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI), seus primeiros campeões da edição 2013. Alguns dos barcos considerados favoritos conseguiram manter a regularidade exigida por condições variadas de mar e vento para assegurar com um dia de antecedência o título.

Na classe S40, o Crioula, do tático Samuel Albrecht, foi campeão com sete vitórias em oito regatas disputadas. Na HPE, o Ginga, de José Vicente, superou os outros 24 barcos da categoria a duas regatas do fim do campeonato. Enquanto na estreante Star, os tricampeões mundiais Robert Scheidt e Bruno Prada puderam trazer a Ilhabela o talento que os levou a tantas vitórias internacionais, para uma comemoração inédita. Na C30, o Loyal, de Marcelo Massa, está quase com a mão na taça. Precisa apenas de um sétimo lugar numa das duas últimas provas.

Ginga na lente. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Nesta sexta-feira, com ventos fracos, na direção nordeste e intensidade média de 6 nós (10 km/h), a Comissão de Regatas realizou duas provas barla-sota, num percurso entre duas boias, ao norte de Ilhabela. A temperatura esteve sempre acima dos 20 graus, chegando a 25 no meio da regata. Os barcos voltam às disputas neste sábado (13), ao meio-dia, para a definição das classes C30, ORC, RGS e IRC.

Título vai para Porto Alegre na S40

Depois de bater na trave no ano passado, o Crioula, barco do Veleiros do Sul (RS), ficou com o título da Rolex Ilhabela Sailing Week na S40, a classe dos barcos mais rápidos do evento internacional. Nas oito regatas, os gaúchos não deram oportunidade aos adversários, principalmente para o Carioca, de Roberto Martins.

A sete vitórias foram consequência de largadas perfeitas, entrosamento e talento.

- A dedicação e a habilidade dos tripulantes foram fundamentais para essa conquista. Velejamos em alto nível e em condições de vento e mar diferentes - explicou Samuel Albrecht, atleta olímpico e tático do Crioula.

Katana/Energia, de Fabio Filippon. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Na raia de S40 da Rolex Ilhabela Sailing Week, quatro barcos tentaram fazer frente aos gaúchos, inclusive o Magia V/Energisa, de Torben Grael, que acabou abandonando o campeonato devido à quebra do mastro. O clube Veleiros do Sul emprestou um barco aos argentinos, o Super Matanga.

O clube gaúcho é apontado como um dos mais fortes do continente e um dos principais celeiros de campeões da modalidade no país. A bordo do Crioula, atletas que tentam vaga no Rio/2016, como o próprio Samuel Albrecht, Geison Mendes e Gustavo Thiesen, ajudaram o barco a ser campeão.

- Depois da Rolex Ilhabela Sailing Week vou dar atenção à campanha olímpica para os Jogos de 2016. Decidi mudar de classe. Agora estou na Nacra, pois tenho o objetivo de fazer uma temporada como timoneiro em um monotipo do calendário olímpico - completou Samuel Albrecht, que fazia dupla com Fábio Pillar na classe 470.

Show do Ginga

Mesmo sem seu principal tripulante, Breno Chvaicer, lesionado, a tripulação do Ginga foi campeã por antecipação na HPE, comprovando o favoritismo. Foram cinco vitórias em nove regatas, numa das flotilhas mais equilibradas dos últimos tempos na vela oceânica. Os números da súmula mostram ainda que o quarteto de Ilhabela tem 14 pontos perdidos, 16 a menos do que o vice-líder, o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira.

Foto Edu Grigaitis

A primeira explicação para o sucesso, segundo o regulador de velas Juan de La Fuente, é a insistência nos treinamentos.

- Cada manobra, como trocas de bordo, içar velas, escolhas das melhores rajadas e contornos de boia são treinados intensamente por nossa tripulação. Simulamos situações de regatas em treinos durante a semana na mesma raia da Rolex Ilhabela Sailing Week.

Nas regatas desta sexta-feira, o Ginga não tomou conhecimento dos adversários e contornou a última boia de vento em popa nas duas provas, com larga vantagem na linha de chegada. Os 24 adversários do Ginga tentaram se equiparar em velocidade, mas o desempenho da equipe foi digno da medalha de ouro.

- Não é só entrosamento que justifica o sucesso do Ginga. Há outras equipes bem treinadas, mas o segredo deles é ter achado a velocidade certa do barco na reta (vento em popa), fruto de muito talento dos tripulantes. Vamos tentar achar essa velocidade também no popa - ressaltou Marcelo Bellotti, que comanda o SER Glass Eternity no evento em Ilhabela.

Robert Scheidt e Bruno Prada brilham em Ilhabela

Os medalhistas olímpicos viveram uma semana inédita em Ilhabela e aproveitaram para matar as saudades das vitórias na Star, de velejarem juntos e da raia de Ilhabela, onde praticamente aprenderam a velejar. A classe olímpica, em comemoração aos 40 anos do evento, foi incluída no programa pela primeira vez para coroar a dupla tricampeã mundial.

Scheidt e Prada não deram chance de reação aos adversários, com a incontestável campanha de oito vitórias em nove regatas disputadas e vantagem de 14 pontos sobre o adversário mais próximo. Com um descarte, a dupla soma 8 pontos perdidos.

- Foi uma semana maravilhosa, exceção à regata de abertura, na qual não conseguimos velejar muito bem com vento fraco. A partir do segundo dia as condições melhoraram e conseguimos dar velocidade ao barco. O mais importante foi reativar a dupla. Independentemente de a Star retornar ao programa olímpico, queremos correr pelo menos uma ou duas competições da classe por ano – comentou Scheidt, eufórico, após a inédita conquista.

Prada e Scheidt.Foto Edu Grigaitis

Na raia, prevaleceu o entrosamento da dupla olímpica e o conhecimento da raia, considerada o quintal de casa para os dois velejadores.

- Estamos mais bem treinados e conhecemos o regime de ventos. Isso fez com que errássemos pouco. Agora é descansar e aguardar a decisão da ISAF (Federação Internacional de Vela) sobre o futuro da Star - relatou Scheidt que segue competindo de Laser até que a definição sobre os Jogos do Rio/2016 seja anunciada.

A disputa pelo vice-campeonato será intensa neste sábado, dia da décima e última prova do programa da Rolex Ilhabela Sailing Week para a classe Star. A dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert tem apenas dois pontos perdidos a menos do que Lars Grael/Samuel Gonçalves: 22 a 24. A dupla Dino Pascolatto/ , com 28 pontos também pode chegar ao pódio.

A dupla dourada na raia. Foto Flavio Perez

- Marcar o Lars será fundamental. Não podemos deixar que nenhum barco se posicione entre os nossos dois. Sei que o Lars prefere o vento fraco, o que deve ocorrer, mas para nós é melhor que esteja mais forte – projeta o proeiro Seifert.

O também medalhista olímpico, Lars Grael, afirmou que vai velejar da melhor forma que puder, sem se preocupar com a posição de Fuchs e Seifert.

- É um privilégio correr em Ilhabela no nível internacional que a inclusão da Star na Rolex Ilhabela Sailing Week nos proporcionou. Scheidt e Prada são tricampeões mundiais e justificaram essa condição aqui na Ilha – reconheceu Lars, parabenizando a dupla campeã.

Resultados:
S40 após 8 regatas e 1 descarte
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 7pp (1+1+[2]+1+1+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 13pp (2+3+1+2+2+2+2+2)
3º – Vesper 4 (João Marcos Mendes) – 24pp (4+5+4+3+3+[4]+3+3)

C30 após 8 regatas e 1 descarte
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 9pp (1+1+1+1+1+1+3+[3])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 17pp (3+3+[7]+4+2+3+1+1)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 22pp ([6]+2+3+3+3+4+5+2)

Star – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 8pp ([5]+1+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 22pp (4+3+2+4+2+2+3+[5]+2)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 24pp ([7]2+3+3+4+3+2+4+3)

HPE – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 14 pp ([4]+1+1+3+3+3+1+1+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 30pp (2+[8]+5+7+5+1+5+2+3)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3+4+5)

ORC Geral – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 10pp (1+1+1+2+2+[2]+1+2)
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 20pp ([29]+2+3+1+9+1+3+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 37pp (14+5+4+9+3+5+8+3)

ORC 700 – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 10pp ([5]+2+1+2+1+2+1+1)
2º – Prozak (Marcio Finamore) – 14pp (2+1+2+3+2+1+3+[5])
3º – Colin (Sebastian Menendez) – 21pp (1+5+[5]+4+3+4+2+2)

IRC – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Angela Star (Peter Siemsen) – 20,5pp ([20]+1,5+2+1+8+3+4+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 21pp (1+4+[7]+3+1+5+2+5)
3º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 22,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1+7+6)

RGS A – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 11pp (2+[6]+2+1+1+2+2+1)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 14pp (3+2+4+2+2+1+1+3)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 24,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5+9+5)

RGS B – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Albatroz (Gremio de Vela Escola Naval) – 22pp ([8]+5+6+4+4+1+1+1)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 25pp (3+2+3+6+3+2+[7]+6)
3º – Mandinga (Jonas Penteado) – 27pp (1+1+2+1+1+3+18+[18])

RGS C – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp (2+1+2+1+1+1+1+[9])
2º – Santeria (Mauricio Martins) – 19pp ([15]+12+4+2+1+2)
3º – Azulao (Marcello Polonio) – 21pp (1+3+3+[4]+3+4+4+3)

RGS Cruiser – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Jambock (Marco Aleixo) – 8pp ([10]+1+1+1+1+1+1+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20pp ([10]+2+2+3+4+5+3+1)
3º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 24pp (2+[10]+4+2+2+2+2+10)

Com informações da ZDL Comunicação

Rolex Ilhabela Sailing Week entra na reta final com favoritos na liderança

11 de julho de 2013 0

Crioula segue líder do S40. Foto Carlo Borlenghi/RISW

A Rolex Ilhabela Sailing Week entra na reta final da edição 2013 e as equipes fazem as contas em relação à classificação geral do campeonato. Quem está na liderança e com vantagem segura já sabe qual estratégia adotar para sair com o título do maior evento de vela oceânica da América Latina. As súmulas dos monotipos apontam quatro barcos próximos do título e que podem confirmar matematicamente o primeiro lugar nas regatas desta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Na C30, o Loyal , do comandante Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento após novo show nesta quinta-feira (11). Na S40, o Crioula, de Eduardo Plass, também venceu as duas regatas do dia e só precisa de mais dois segundos lugares para ser campeão antecipado. Na HPE, o Ginga, que tem o comando de José Vicente, leva 13 pontos de vantagem sobre Fit to Fly, Eduardo Mangabeira.

Regata da Star. Foto Carlo Borlenghi/RISW

Na Star, os medalhistas olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada são virtuais campeões da classe.

- A parte física está fazendo a diferença para nós, mas tecnicamente as duplas do Lars Grael e do Marcelo Fuchs são de alto nível, o que deixa o campeonato ainda melhor - afirmou Bruno Prada, que reconhece a vantagem ‘considerável’ na tabela de classificação.

Scheidt reconhece o favoritismo, mas mantém cautela:

- Ainda precisamos de dois terceiros lugares. O objetivo nesta sexta-feira será poupar o equipamento para evitar quebras.
A dupla tem apenas seis pontos perdidos, 10 a menos do que a dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert e 11 de vantagem sobre Lars Grael/Samuel Gonçalves.
- Correr contra os atuais medalhistas olímpicos na Star eleva o nível da nossa dupla. Mesmo assim, temos condições de melhorar ainda mais. Eu tenho um dos maiores velejadores do mundo ao meu lado – ressaltou Samuel Gonçalves, em referência a Lars Grael.

Loyal é o virtual campeão da C30. Foto Carlo Borlenghi/RISW


Diplomaticamente, nenhum tripulante dos barcos líderes assumiu que o título da Rolex Ilhabela Sailing Week está garantido. Principalmente pela qualidade das equipes.
- Vamos fazer um match race e marcar o segundo colocado. Geralmente, quem larga na frente na classe S40 tem vantagem – explicou Samuel Albrecht, do líder Crioula.
A equipe tem vantagem para o Carioca, de Roberto Martins.
- Os resultados comprovam o entrosamento da equipe, que já sabe o que fazer nas últimas regatas. Nossa tripulação, que é do Veleiros do Sul, de Porto Alegre (RS), veleja há muito tempo junta, desde as classes olímpicas.

Ginga confirma favoritismo na HPE

A tripulação do Ginga, liderada por José Vicente, é a atual bicampeã brasileira da classe. Com quase 100% de velejadores de Ilhabela, a equipe conhece bem o regime de ventos da raia, fator decisivo nos resultados. O Ginga, com o descarte, tem 13 pontos de vantagem para o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, em sete regatas já disputadas.

- Nosso barco é muito rápido e bom de manobra. O principal, para ser campeão, é manter a calma e trabalhar de acordo com os adversários. São eles que precisam correr atrás da gente. A vantagem é muito grande, mas faltam dois dias de competição e não podemos bobear - contou o regulador de vela, Juan de La Fuente, que além de ajudar o Ginga a andar bem, é treinador da única equipe 100% feminina na Rolex Ilhabela Sailing Week, a Alfa Instrumentos, também da HPE.

Regata de HPE. Foto Carlo Borlenghi/RISW


Quem está atrás, como o Fit to Fly, segue preparado para aproveitar qualquer eventual vacilo do líder Ginga.
- Ainda não está definido, mas reconhecemos que o Ginga merece os resultado pelo treinamento e habilidade dos velejadores que tripulam a equipe. O Breno Chvaicer, que montou a equipe, escolheu bem o quarteto - elogiou Beto de Jesus, do Fit to Fly.
- A classe HPE é bastante equilibrada e forte, reunindo atletas de ponta da modalidade no Brasil -completou.

Loyal, perto do título

Na classe C30, após sete regatas, o Loyal, de Marcelo Massa, segue com 100% de aproveitamento e também está próximo do título na flotilha com nove barcos.

- Somos uma das equipes que mais treina na vela oceânica brasileira e os resultados podem ser explicados por esse ângulo – explicou Marcelo Massa.

As categorias que precisam de fórmula para calcular o vencedor, como ORC, RGS e IRC podem apontar os campeões apenas na última regata do sábado (13). As provas desta quinta-feira (11) foram disputadas no formato barla-sota ( rumo da primeira boia contra o vento e da segunda, a favor) com vento leste de até 15 nós e temperatura média de 25 graus no extremo norte de Ilhabela. A intenção da Comissão de Regatas é de realizar mais duas regatas no mesmo formato para todas as classes nesta sexta-feira a partir do meio-dia.

Resultados parciais:

S40 após 6 regatas e 1 descarte
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 5pp (1+1+[2]+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 9pp (2+3+1+2+2+2)
3º – Super Matanga (Ruben Salvucci) – 18pp ([5]+4+3+4+4+3)

C30 após 6 regatas e 1 descarte

1º – Loyal (Marcelo Massa) – 5pp (1+1+1+1+1+[1])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 15pp (3+3+[7]+4+2+3)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 15pp ([6]+2+3+3+3+4)

Star – após 7 regatas e 1 descarte:

1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 6pp ([5]+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 16pp ([4]+3+2+4+2+2+3)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 17pp ([7]2+3+3+4+3+2)

HPE – após 7 regatas e 1 descarte

1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 12 pp ([4]+1+1+3+3+3+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 25pp (2+[8]+5+7+5+1+5)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3)

ORC Geral – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 7pp (1+1+1+2+2+[2])
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 16pp ([29]+2+3+1+9+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 26pp (14+5+4+9+3+5)

ORC 700 – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Prozak (Marcio Finamore) – 8pp (2+1+2+[3]+2+1)
2º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 8pp ([5]+2+1+2+1+2)
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 14pp ([5]+3+3+1+4+3)

IRC – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 9,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 14pp (1+4+[7]+3+1+5)
3º – Angela Star (Peter Siemsen) – 15.5pp ([20]+1,5+2+1+8+3)

RGS A – após 4 regatas e 1 descarte

1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 8pp (2+[6]+2+1+1+2)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 10pp (3+2+4+2+2+1)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 14,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5)

RGS B – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6pp (1+1+2+1+1+3)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 13pp (3+2+3+6+3+2)
3º – Asbar II (Sérgio Klepacz) – 19pp (6+3+1+3+6+[9])

RGS C – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp ([2]+1+2+1+1+1)
2º – Azulao (Marcello Polonio) – 14pp (1+3+3+[4]+3+4)
3º – Santeria (Mauricio Martins) – 16pp ([15]+12+4+2)

RGS Cruiser – após 6 regatas e 1 descarte

1º – Jambock (Marco Aleixo) – 10pp ([10]+1+1+1+1+5)
2º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 12pp (2+[10]+4+2+2+2)
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 16pp ([10]+2+2+3+4+5)

Com informações da ZDL Comunicação