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Retrospectiva Mar Aberto - Temporada 2012 - janeiro e fevereiro

26 de dezembro de 2012 0

A partir de hoje, o blog Mar Aberto publica uma retrospectiva da temporada 2012, com os principais fatos noticiados aqui ao longo do ano. Este primeiro post é válido para os meses de janeiro e fevereiro. Confira:

JANEIRO

Dia 11 – Os velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada retomaram a liderança do ranking mundial da classe Star. De acordo com a relação divulgada pela Federação Internacional de Vela (Isaf), Scheidt e Prada somam 4.646 pontos, à frente dos italianos Diego Negri e Ferdinando Colaninno (4.524) e dos noruegueses Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen (4.518).

Dia 15 – O catarinense Wilhelm Schurmann vence a categoria slalom da 4ª Regata Internacional de Buzios (RJ), realizada em Manguinhos, no Buzios Vela Clube, entre os dias 9 a 15 de janeiro. O filho mais novo da família Schurmann venceu 12 das 18 regatas disputadas, além da regata final Rei de Búzios.

Foto Carlo Borlenghi/Rolex

Dia 19 – O Phoenix V/Mitsubishi, do experiente Eduardo de Souza Ramos, foi o campeão da etapa do Circuito Atlântico Rolex Cup, da classe S40, disputada no Uruguai, após briga acirrada com o o barco Crioula, do Veleiros do Sul.

Dia 22 – O catarinense Mario Mazzaferro, 17 anos, é o novo campeão brasileiro de Laser Radial. O velejador de Itajaí levou o título do 19º Campeonato Brasileiro realizado nas águas da represa de Três Marias, em Minas Gerais. A competição contou com cinco regatas e 88 velejadores e foi marcada por ventos fracos.

Dia 27 – Após o grave acidente de carro na Austrália em abril de 2011, a catarinense Jacqueline Silva voltou a competir ao participar da segunda fase da primeira etapa masculina do ASP South America Surf Series 2012, o Powerade Pro World Star Tour, em San Bartolo, em Peru.

Jaqueline Silva em Lobitos. Foto Kirfalens

Dia 28 – O  velejador catarinense Bruno Fontes conquistou a medalha de prata na Rolex Miami OCR, a primeira das seis etapas da Copa do Mundo de Vela,  nos Estados Unidos. Após vencer as últimas cinco regatas disputadas, Bruno (Eletrosul/Unimed/Age do Brasil e Fundesporte) finalizou a Medal Race em 10º lugar. Na Star, Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com o ouro.

O paulista Caio Ibelli faturou o título de campeão mundial Pro Junior da ASP ao vencer o australiano Garret Parkes em uma bateria extra. Foi o quinto título brasileiro na categoria em 13 edições disputadas.

O veterano Ronaldo Figueiredo venceu  o Nature Bodyboard, Music & Art disputado nas ondas do Riozinho (Campeche) e válido como primeira etapa do circuito catarinense de bodyboard profissional. Na decisão, ele derrotou Eder Luciano, atual campeão brasileiro, Darlan Vieira, campeão catarinense de 2011, e Fernando Gomes.

Nose riding de Jeferson Silva. Foto Diego Freire.

O brasileiro Jeferson Silva venceu o Huanchaco Longboard Pro e se tornou o campeão sul-americano de 2012 nos pranchões, na Playa El Elio, em Trujillo, no norte do Peru.

Dia 29 – O local da Praia de Grumari (RJ), Jorge Spanner, foi o campeão do Grussaí Pro Surf, a primeira etapa do Circuito Estadual de Surfe Profissional do Rio de Janeiro. O evento foi disputado em São João da Barra e contou pontos para o circuito brasileiro de surfe profissional (Abrasp Tour). Na final de poucas ondas, Spanner derrotou Leandro Bastos, Victor Ribas e Paulo Pequeno.

O surfista de Balneário Camboriú, Igor Arakaki, foi o destaque da abertura do Circuito Catarinense Oceano de Surf Amador 2012, realizado na Prainha, em São Francisco do Sul. O evento teve a participação recorde de 148 surfistas na disputa pelos 2000 pontos no ranking da Fecasurf.

Jorge Spanner largou na frente pelo título carioca. Foto Pedro Monteiro

FEVEREIRO

Dia 1º – O carioca, Raoni Monteiro, top da elite do surfe mundial, usou o twitter para comunicar que iniciaria o ano sem patrocínio e co-patrocínio.

Dia 4 - O paranaense Peterson Crisanto garantiu o bicampeonato para o Brasil no Oakley Pro Junior de Stradbroke Island, na Austrália. Em 2011, Peterson havia sido derrotado pelo capixaba Krystian Kymerson.

Telefónica era considerado imbatível. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

Os espanhóis do Telefónica confirmaram o favoritismo e venceram a terceira perna da Volvo Ocean Race 2011/2012. A tripulação completou o percurso de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) até Sanya (China) – 4.600 milhas náuticas – em 12 dias, 19 horas e 58 minutos. Em segundo, chegou o Groupama, seguido por Camper, Puma e Abu Dhabi. O resultado foi histórico, pois desde a edição 1989/1990, ainda chamada de Whitbread, um barco não vencia as três primeiras etapas.

Dia 5 -  Os capixabas Léo Costa e Neymara Carvalho largaram na frente na corrida pelo título nacional da temporada 2012. A dupla venceu a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboard disputada nas ondas de meio metro e formação irregular do Farol de São Thomé, em Campos (RJ).

Com nota 10 na final, o campeão brasileiro de surfe de 2008, Gustavo Fernandes, venceu o FreeSurf Rio Pro, segunda etapa do estadual de surf profissional do Rio de Janeiro, nas ondas da Barra do Furado, em Quissamã. Com o resultado, Guga assumiu a liderança do ranking brasileiro de surfe profissional (Abrasp Tour).

Bruno Fontes garantiu a vaga olímpica em Búzios. Foto Pedro Felizardo CBVM

Dia 10 - A Semana Brasileira de Vela disputada em Búzios definiu com um dia de antecipação os representantes em seis classes nos Jogos de Londres/2012: Bruno Fontes (laser), Robert Scheidt e Bruno Prada (star), Ricardo Winicki (RS:X), Patrícia Freitas (RS:X), Adriana Kostiw (laser radial) e Jorge Zarif (finn).

Dia 12 -  O paulista Miguel Pupo, 20 anos, sagrou-se campeão da última edição do Hang Loose Pro Contest, em Fernando de Noronha (PE). Na final, ele superou o catarinense Jean da Silva, 27, e ambos assumiram a dianteira no ranking mundial unificado da ASP, que classificou 10 surfistas para o ASP World Tour 2013. O catarinense Ricardo dos Santos e o porto-riquenho Brian Toth perderam nas semifinais e ficaram em terceiro lugar.

Dia 18 - O Telefónica dominou a regata in-Port de Sanya, na China. Com o resultado, ampliou para 18 pontos a vantagem na liderança da regata de volta ao mundo, com 101 pontos, contra 83 do vice-líder Camper.

Jeff Hubbard começou o ano com título. Foto Miskov

O havaiano Jeff Hubbard venceu a primeira etapa do IBA World Tour, em Pipeline. Para muitos, o havaiano venceu o melhor evento de todos os tempos do Circuito Mundial. Em ondas perfeitas, de seis a oito pés (2,0 a 2,5 metros), Jeff mostrou que é o atleta a ser batido em Pipeline e com notas 9 e 9,65 deixou os três adversários em combinação na briga pelo título.

Dia 19 - Os títulos do Australian Open of Surfing, evento nível seis estrelas da ASP, ficaram com os australianos Matt Banting, no masculino, e Sally Fitzgibbons, no feminino. Com as vitórias, eles faturaram os 3,5 mil pontos no ranking da ASP. Na final, Banting venceu o norte-americano Evan Geiselman, enquanto Fitzgibbons bateu a peruana Sofia Mulanovich. Os brasileiros pararam nas quartas de final. Destaque para a ataução do catarinense Tomas Hermes, eliminado pelo campeão.

Isabela Sousa venceu em Pipe. Foto Specker/IBA

A cearense Isabela Sousa, atual campeã brasileira e vice-mundial, conquistou o título do Pipe Challenge, a primeira etapa do IBA World Tour, o circuito mundial de bodyboard. Em ondas de três a quatro pés (1 a 1,5 metro), Isabela venceu uma final quase 100% brasileira, que contou com Neymara Carvalho e Karla Costa, e a japonesa Minami Hatakeyama.

Dia 20 – Robert Scheidt e Bruno Prada trocaram o Carnaval pelo Campeonato Paulista de Star, como etapa de treinamento para a Olimpíada de Londres. O resultado foi o melhor possível: a 50ª conquista da dupla.

Dia 23 – O ASP World Tour 2012 nem havia começado e o paulista Gabriel Medina já ganhava prêmios. No banquete anual da entidade, o ASP Surfing Awards, o garoto prodígio de Maresias arrebatou os prêmios de revelação da temporada e de maior votação do público. O campeão mundial sub-20 Caio Ibelli e a cearense Silvana Lima também foram premiados. Ibelli, pelo título mundial, e Silvana, pela votação do público, na mesma categoria vencida por Medina.

Caio Ibelli com o seu título mundial Pro Jr. Foto ASP/Kirstin

Dia 26 – A equipe da Austrália ganhou com facilidade a edição inaugural do Mundial de StandUp Paddle (SUP) and Paddleboard da Internacional Surfing Association (ISA). Das 11 categorias em disputa, os aussies venceram sete e levaram a medalha de ouro por equipes e o troféu perpétuo Club Waikiki. Considerado o maior atleta de SUP do mundo, Jamie Mitchell se recuperou do erro na corrida técnica quando cruzou a linha de chegada sem carregar o remo e ganhou a maratona de Sup, seguido do compatriota Travis Grant e do francês Eric Terien.

Dia 27 - Em ondas de meio metro de altura, o destaque da segunda etapa do Circuito Oceano de Surfe Amador foi o surfista Alcides Lopes Neto, de São Francisco do Sul. Ele levou o título em duas categorias: júnior e mirim. Na Open, André Mói, de Balneário Camboriu, levou a etapa e abriu caminho rumo ao título da temporada.

O surfista Adriano de Souza era o único brasileiro ainda na briga pelo título da primeira etapa do ASP World Tour 2012, o Quiksilver Pro Gold Coast, disputado em Snapper Rocks, na Austrália. Mineirinho despechou os aussies Josh Kerr e Owen Wright para garantir vaga nas quartas de final do evento.

Adriano de Souza voando na Gold Coast. Foto Robertson/ASP

Confirma nesta quinta-feira, dia 27, o que de mais importante rolou nos meses de março e abril.

Puma vence regata do porto de Irlanda na conclusão da Volvo Ocean Race 2011-2012

07 de julho de 2012 0

Puma levou a In-Port Series. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

A Volvo Ocean Race 2011-2012 foi concluída neste sábado, dia 7 de julho, em Galway, na Irlanda, com a realização da regata Discover Ireland In-Port-Race, vencida pelo Puma. O Camper e o Telefónica completaram o pódio nesta regata final. A vitória final da Volvo Ocean Race 2011-2012 ficou com os franceses do Groupama, seguido pelo Camper. O Telefónica, do brasileiro Joca Signorini, terminou em quarto lugar. A próxima edição da Volvo Ocean Race terá início a partir de Alicante, no outono de 2014.

A regata in port foi realizada numa distância de 8,2 quilômetros e 10 seções, sob chuva intermitente e ventos de 12 nós a partir do norte. O Puma mostroiu logo sua disposição de vencer ao montar nove boias na liderança para garantir uma vitória avassaladora. Atrás do barco de Ken Read, Groupama e Camper encenaram um duelo intenso, com alternâncias constantes no segundo lugar.

Foto Paul Todd/Volvo Ocean Race

A equipe de Chris Nicholson finalmente conseguiu superar seu adversário na última bóia, quando Franck Cammas cometeu um erro na manobra de aproximação. O Telefónica, que estava em sexto na primeira marca, passou o Abu Dhabi e o Sanya, e enfrentou o trecho final com mais de um minuto de desvantagem para o Groupama. Mas a tripulação comandada por Iker Martinez estava no lado certo e conseguiu ultrapassar o seu adversário para marcar um honroso terceiro lugar, atrás da Puma e da CAMPER. Com os resultados da Discover Ireland In-Port Race, o Puma garantiu o título da In-Port Series, na soma das 10 regatas portuárias da Volvo Ocean Race 2011-2012.

Telefonica persegue o Camper durante a in-port race. Foto Paul Todd/Volvo Ocean Race

Classificação final da Volvo Ocean Race 2011-2012:
1º Groupama Sailing Team, 253 pontos
2º CAMPER com a Emirates Team New Zealand, 231
3º PUMA Ocean Racing alimentado por BERG, 226
4º Equipe Telefonica, 213
5º Abu Dhabi Ocean Racing, 131
6º Sanya Team, 51

Classificação da Discover Ireland in-port race:

1º PUMA Ocean Racing alimentado por BERG, 53:12 (6 pontos)
2º CAMPER com a Emirates Team New Zealand, +1:19 (5 pontos)
3º Equipe Telefonica +1:56 (4 pontos)
4º Groupama vela equipe, +2:29 (3 pontos)
5º Abu Dhabi Ocean Racing, +4:00 (2 pontos)
6º Equipe de Sanya, +4:32 (1 ponto)

Classificação final da In-Port-Series:

1º PUMA Ocean Racing alimentado por BERG, 45
2º CAMPER com a Emirates Team New Zealand, 44
3º Groupama vela equipe, 41
4º Abu Dhabi Ocean Racing, 37
5º Equipe Telefonica, 27
6º Sanya Team, 16

Camper vence última etapa e Groupama é o campeão da Volvo Ocean Race 2011/2012

03 de julho de 2012 0

Festa dos franceses em Galway, na Irlanda. Foto Paul Todd/ Volvo Ocean Race

O Groupama, liderado por Franck Cammas, é o grande campeão da edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo. Nesta terça-feira, o barco francês cruzou a linha de chegada em Galway, na Irlanda, na segunda colocação – garantia o título até com um quarto lugar – e pode comemorar a vitória da maior regata oceânica do mundo. Com 250 pontos, o Groupama não pode ser mais alcançado com a pontuação da regata do porto de Galway, programada para sábado e que encerra os nove meses de competição. A vitória na nona perna ficou com o Camper, conduzido por Chris Nicholson, que assim subiu para a segunda colocação provisória. O Puma foi o terceiro, e o Telefónica, em quarto

Camper levou a nona etapa e subiu para segundo no geral. Foto Ian Roman/ Volvo Ocean Race

O Camper foi proclamado o vencedor da última etapa da Volvo Ocean Race 2011-12 após um sprint de 550 quilômetros que começou ontem em Lorient (França), após sofrer uma penalização na largada. Após 37h40min13seg, o barco Chris Nicholson cruzou a linha de chegada em Galway (Irlanda) as 2h42min da manhã, seis minutos e 58 segundos à frente do Groupama, 12min48seg à frente do Puma e 17min20seg de vantagem para o Telefónica. Foi outra chegada apertada em um estágio que teve quatro veleiros se alternando na liderança. O Sanya chegou as 5h14min e o Abu Dhabi, às 5h23min da manhã.

Franck Cammas vibrou muito com o título. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

A vitória final do Groupama Sailing Team é o resultado de uma progressão consistente desde a quinta posição conquistada na primeira regata do porto, em Alicante. Nas regatas in-port seguintes foram dois quintos lugares (Cidade do Cabo e Sanya), um terceiro (Auckland), dois segundos (Abu Dhabi e Miami) e três vitórias (Itajaí, Lisboa e Lorient). Já nas pernas off shore, o Groupama somou um terceiro lugar na primeira perna, apesar de um erro tático que o enviou para trás do bloco. O barco ainda foi quarto na segunda perna, segundo na terceira na sétima perna, terceiro na quinta e sexta pernas e vitorioso na quarta e oitava pernas, completando o resultado com a segunda colocação na última regata.

Vale lembrar que um brasileiro colaborou e muito para o sucesso do Groupama. É o carioca Ricardo Ermel, que fez toda a logística da equipe durante a parada em Itajaí, quando o barco francês precisou de outro mastro após uma quebra no Atlântico Sul. Parabéns Ricardo!

Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

Classificação final da nona perna:
1º CAMPER com a Emirates Team New Zealand – 1d40m13h13s (30 pontos)
2º Groupama Sailing Team – 1d13h47m11s (25 pontos)
3º PUMA Ocean Racing alimentado por BERG – 1d13h53m01S (20 pontos)
4º Equipe Telefonica – 1d13h57m33s (15 pontos)
5º Sanya Team – 1d16h12m27s (10 pontos)
6º Abu Dhabi Ocean Racing – 1d16h21m29s (5 pontos)

Classificação parcial da Volvo Ocean Race 2011-12:

1º Groupama Sailing Team, 250 pontos – CAMPEÃO DA EDIÇÃO 2011/2012
2º CAMPER com a Emirates Team New Zealand, 226
3º PUMA Ocean Racing alimentado por BERG, 220
4º Equipe Telefonica, 209
5º Abu Dhabi Ocean Racing, 129
6º Sanya equipe, 50

Telefónica foi o quarto colocado na nona perna. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

Declarações:

Iker Martinez, capitão do Telefone Equipe:
“Sabíamos que era um passo importante, nós lutamos para vencer, mas não navegamos bem como era necessário. Saímos líderes e fomos levando por um longo tempo, e mudanças de vela parecem terem sido vitais, mas não fomos brilhantes. Felicito ao Groupama, eles merecem”

Roberto Bermudez, timoneiro e trimmer CAMPER com a Emirates Team New Zealand:

“Muito feliz, porque além garantir o segundo lugar geral, e depois de tudo o que aconteceu, é um bom resultado. A única desvantagem é que Groupama venceu, e a vitória de hoje implica apenas um segundo, mas ainda estamos felizes. Estamos felizes porque estávamos em acabamentos de Puerto Mont, tudo parecia muito difícil, portanto, um segundo é uma vitória para nós. “

Franck Cammas, o Groupama padrão Sailing Team:

“Este é um momento incrível para mim. Sempre foi meu sonho, participar desta regata. O primeiro livro que li na minha vida falava da Whitbread. Sem dúvida, este é o melhor que eu já fiz. É o evento mais longo e mais difícil de ganhar, começou mal para nós, mas superamos tudo”

Ken Read, skipper do Puma Ocean Racing alimentado por BERG:

“Nós somos um ímã para a má sorte quando temos uma boa vantagem. É algo que já aconteceu tantas vezes neste evento . Dito isso, reconheço o mérito do Camper e Groupama. Vamos terminar em terceiro, e eu não acho isso ruim, considerando que não há muito tempo estávamos flutuando no oceano sem um mastro. Devemos ter orgulho disso. “

Com informações da assessoria de imprensa oficial da Volvo Ocean Race

Volvo Ocean Race passa pelo farol lendário ao Sul da Irlanda

02 de julho de 2012 2

Puma foi o primeiro a passar o rochedo de Fastnet, no Sul da Irlanda. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

Cumpridas as primeiras 24 horas da nona perna  da Volvo Ocean Race 2011-2012, quatro veleiros já passaram o ponto de controle da Fastnet Rock, na ponta sul da Irlanda. O Puma foi a primeiro a passar pelo farol legendário, seguido pelo Telefonica,  Camper e Groupama. No relatório, às 13h, o barco de Ken Read leva vantagem de 0,3km sobre o Telefónica de Iker Martinez, que supera o Camper e Groupama por apenas 900 metros.

Depois de deixar Lorient em direção sudeste para dobrar a ilha de Belle, o primeiro ponto de controle da nona perna, a flotilha iniciou uma corrida rumo à costa irlandesa. O vento soprou suave na costa francesa, mas as condições mudaram no mar Céltico, onde todos os veleiros estiveram a uma velocidade superior a 20 nós durante a madrugada.

O Telefónica, que largou na liderança, alternou a posição com o Camper durante à noite. Mas no relatório das 11h, o Puma aparecia a frente do Telefonica e Camper, usando uma rota mais a oeste, no barlavento, o mesmo que Groupama havia escolhido. O barco de Ken Read foi o primeiro a completar a Fastnet, parando o relógio às 12h31min, um minuto e 19 segundos à frente do Telefónica de Iker Martinez. O Groupama passou às 12h36min, e um minutos depois, o Camper. Os quatro barcos contornaram a rocha em apenas seis minutos e 59 segundos após quase 24 horas e mais de 400 quilômetros de competição.

Telefonica e Camper se alternaram na ponta durante à noite. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

As posições do relatório para 13h revelam que os quatro veleiros navegam com intensidades de vento de 12 a 15 nós de sudoeste a oeste, com velocidades entre 11 nós a 13 nós. Eles estão distantes um pouco mais de 130 quilômetros de Galway, onde termina a última etapa da Volvo Ocean Race 2011-2012. A bordo, a tripulação dos seis veleiros confirma que dormir não é uma opção. Como a chegada está prevista para a manhã desta sexta-feira, hoje é o último dia de vela oceânica na Volvo Ocean Race para o Volvo Open 70. O veleiro será substituído por uma nova classe de um projeto-barco de 65 pés para a próxima edição, que começará a partir de Alicante, no outono de 2014.

Classificações da nona perna – Dia 2 (02 de julho, 13h):

1º Puma, distante 131,1 Nm de Galway *
2º Telefonica 0,3
3º Groupama, 1,2
4º Camper, 1,3
5º Abu Dhabi Ocean Racing, 9,2
6º Sanya, 10,9
(* 1 milha náutica = 1,852 km)

Diego Fructuoso, a equipe de comunicação da equipe Telefonica
:
“Durante a noite, o vento aumentou e não há sol. As condições são bastante duras, embora o vento deva cair durante o dia. Todos os barcos estão juntos, esperamos velejar bem.”

Hamish Hooper, a equipe de comunicação CAMPER com a Emirates Team New Zealand:
“Ontem à noite estivemos na frente pela menor das margens. Todos os barcos estão a uma distância de uma milha, e eu duvido que isso vai mudar nos próximos 250 quilômetros. O que nos permite estar nesta posição é que as crianças estão fazendo mudanças de vela muito boas e no momento certo. “

Yann Riou, a equipe de comunicação da equipe de vela Groupama:

“Esta manhã ainda temos velocidade de 20 nós no Mar Céltico. Nós permanecemos em contato com o primeiro colocado. A previsão indica que o vento deve enfraquecer à medida que nos aproximamos do Fastnet. “

Amory Ross, a equipe de comunicação PUMA Ocean Racing alimentado por BERG:

“A vida a bordo é bastante desconfortável. É frio e úmido, e ninguém dormiu. Em vez disso, nossas camas estão cheias de peças de reposição, comida e equipamento para manter o peso mais uniformemente distribuídos quanto possível.”

Onda atinge o Abu Dhabi durante troca de vela. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

Telefónica larga na frente rumo a Galway, na Irlanda

01 de julho de 2012 0

Nona perna é questão de honra para o Telefónica. Foto Paul Todd/Volvo Ocean Race

A flotilha da Volvo Ocean Race partiu na manhã deste domingo para a última etapa da competição, entre o porto francês de Lorient e o porto irlandês de Galway. Os espanhóis da equipe Telefónica, que também leva o brasileiro Joca Signoniri, largou na frente, mas são os franceses do Groupama que podem levar a vitória geral no campeonato se chegarem ao menos em quarto lugar na última perna off shore da competição.

O Telefónica caiu para a quarta posição na classificação geral após algumas frustrações a partir da sétima perna. Além disso, o time espanhol terminou a regata do porto em Lorient em quarto lugar no último sábado. Neste domingo, a equipe deixou claras as suas intenções já no tiro de largada da nona perna ao conquistar a liderança a 6,5 milhas náuticas da costa, ainda no percurso inshore. A última etapa da competição terá 550 milhas até a Irlanda.

Uma manobra inicial agressiva da equipe Camper custou uma penalização e ela foi obrigada a ocupar a última posição na flotilha temporariamente. No entanto, um brilhante trabalho coletivo conseguiu levá-los para o terceiro lugar no momento em que a frota passava pela última baliza.

Largada no porto de Lorient. Foto Ian Roman/Volvo Ocean Race

O Groupama, líder da competição, possui 25 pontos de vantagem sobre as demais equipes na classificação geral e optou por uma abordagem mais conservadora. Ela se manteve atrás dos outros barcos, confiante de que as próximas 48 horas reservam condições que propiciam alta velocidade, o que se adequa perfeitamente ao seu barco. Antes de deixar o porto da cidade natal, o capitão da Groupama, Franck Cammas, disse que estava animado com as previsões, porém consciente da capacidade dos seus rivais.

- As condições não estão tão ruins para o nosso barco, isso é certo, mas o percurso é muito fácil, é quase uma linha reta. Nestas condições, todos os barcos são muito rápidos – explicou.

Apesar de ter apenas 550 milhas náuticas, esta perna oferecerá alguns desafios para a frota. O primeiro acontecerá esta noite, quando as equipes se depararão com uma zona de exclusão no extremo noroeste da França. Os times provavelmente cruzarão a zona ao sul, desviando de tráfego marítimo em meio a ventos fortes e escuridão total. Uma frente fria entre a França e a Irlanda poderá tornar as coisas ainda mais interessantes com fortes rajadas de vento e pequenas tempestades.

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No final da manhã de segunda-feira, a frota deverá circular o Fastnet Rock, a ponta sul da Irlanda. A partir daí, será uma corrida em linha reta até Aran, um conjunto de três ilhas que delimita a entrada para a Baía de Galway, cujas falésias alcançam 200 metros. O farol de Eiragh, no extremo oeste das ilhas de Aran, aparecerá ao lado esquerdo dos barcos antes que a frota vire em sentido leste rumo à linha de chegada na Baía de Galway, prevista para 07 de julho.

Acompanhe ao vivo a disputa na nona perna pelo site oficial da Volvo Ocean Race

A quebra do leme do Telefónica - vídeo

16 de junho de 2012 0

O barco Telefónica sofreu um duro castigo na oitava perna da Volvo Ocean Race, entre Lisboa e Lorient. A 300 milhas náuticas da chegada no porto francês, o veleiro de Iker Martinez  teve o leme quebrado pela segunda vez em dois dias e não foi possível manter a mesma velocidade diante de grandes ondas no Atlântico Norte. No vídeo, o capitão Iker Martinez relata que o jeito foi pensar apenas na segurança da tripulação, já que a etapa já estava perdida para o Groupama.

Telefónica supera danos no leme e lidera oitava perna até Lorient

15 de junho de 2012 0

Tripulantes do Puma observam o Telefónica que havia reduzido a velocidade. Foto Amory Ross

Em uma tarde repleta de adrenalina no Atlântico Norte, o Telefónica, do capitão Iker Martínez, superou os problemas  no leme de estibordo e recuperou o primeiro lugar, enquanto Camper passou o PUMA e assumiu o terceiro lugar após percorrer 565.82 milhas náuticas nas últimas 24 horas.

As últimas 350 milhas náuticas até a linha de chegada em Lorient podem ser emocionantes, no entanto, na tarde desta quinta-feira o vento aumentou e o Telefónica foi forçado a recuar, apesar de anteriormente ter velejado 564 milhas náuticas em 24 horas para quebrar o recorde da edição 2011/2012.

Os espanhóis tiveram que substituir o leme de estibordo quebrado por um reserva. Apesar de ter 90% de sua velocidade reduzida, o barco espanhol conseguiu retomar a velejada e às 19h (horário espanhol, 14h no Brasil) já liderava a flotilha novamente. O navegador do Telefónica Andrew Cape descreveu a situação atual como “pesada”, devido a continuidade dos ventos fortes de até 40 nós até a meia-noite, quando os veleiros deverão cambar a bombordo para a abordagem final até Lorient.

Franck Cammas e sua tripulação, a bordo do Groupama, vice-líder da oitava perna, ainda lutam com o carro de cabeceira da vela grande, que ficou preso no topo do mastro, na quarta-feira. O tripulante Brad Marsh conseguiu instalar outro carro para que a tripulação possa encurtar a vela.

- Vamos ver como correm as coisas na manhã de sexta-feira, porque agora, o perfil da vela grande não parece grande – disse o skipper Franck Cammas.

Os outros quatro barcos fazem um duelo mais emocionante ainda, quase sem diferença. O primeiro barco está previsto para aportar  em Lorient no início da manhã desta sexta-feira (5h, horário de Brasília).

Com informações da Assessoria de Imprensa da Volvo Ocean Race

Telefónica se defende em ritmo de recorde na Volvo Ocean Race

14 de junho de 2012 0

Foto Diego Fructuoso/Volvo Ocean Race

Os seis Volvo Open 70 velejam em plena tempestade com ventos de 30 nós e velocidade média acima dos 25 nós. Todos percorreram mais de 515 milhas nas últimas 24 horas e o Telefónica estabeleceu novo recorde na edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race ao registrar 560 millas em um dia.

O barco de Iker Martínez lidera a velejada com 8,8 milhas de vantagem sobre o Groupama que recuperou duas posições após cair para a quarta colocação devido a um problema com sua vela maior. Todos terão que realizar nas próximas horas uma manobra que devido a igualdade da flotilha, poderá provocar surpresas. O Camper é o quarto, apenas 15,5 milhas atrás do líder. A chegada a Lorient está prevista para esta sexta-feira.

O Telefónica lidera a velejada e no reletório de posições das 12h (8h no horário de Brasília) havia conserguido abrir vantagem graças ao ritmo mais rápido de toda a flotilha (24,2 nós de media nas últimas três horas). A 8,8 millas do barco de Iker Martínez está o Groupama de Franck Cammas, que à noite deu mais uma demonstração de força ao recuperar as posições que perdeu devido a uma avaria que obrigou o tripulante de proa Brad Marsha escalar o mastro de 30 metros em condições que só se permitia ficar no convés do veleiro. O Puma é o terceiro, a 11,2 milhas do Telefónica, seguido do Camper, a 15,5 milhas do líder.

Foto Yann Riou/Volvo Ocean Race

As próximas horas seguirão em ritmo frenético até a última hora da tarde quando está previsto a manobra que os barcos deverão fazer para pegar o caminho de Lorient. Nas atuais condições, esta manobra pode ser decisiva já que a proximidade dos barcos faz com que qualquer deslize se transforme em perda de posições de forma instantânea

Classificação parcial – Etapa 8 – Dia 5 (14 de junho, 12h):

1º Telefónica, a 510,6 Nm de Lorient*
2º Groupama sailing team, +8,8
3º Puma, +11,2
4º Camper, +15,5
5º Abu Dhabi, +39,0
6º Sanya, +71,4
(* 1 Nm, milha náutica = 1,852 km)

Telefonica alcança ilha de San Miguel na liderança da Volvo Ocean Race

13 de junho de 2012 0

Joca Signorini no timão e Xabi Fernandez no trimmer do Telefónica. Foto Diego Fructuoso

Os seis veleiros superaram na manhã desta quarta-feira o ponto que eram obrigado a passar no arquipélago dos Açores e passaram a navegar em direção a uma tempestade que irá impuslioná-los até Lorient, destino da oitava perna da Volvo Ocean Race. O Telefónica foi o primero a zerar o cronômetro na Ilha de San Miguel, com três minutos de vantagem sobre o Groupama, e 12 de diferença para o Puma. O relatório do meio-dia (horário de Alicante, 8h no Brasil) revela que a vantagem do barco de Iker Martínez sobre o veleiro de Franck Cammas se ampliou para 3,4 milhas. O Camper é o quarto, a 10,3 milhas do líder. Todos superaram hoje a barreira das 1 mil milhas para chegada em Lorient, onde devem aportar na sexta-feira.

Juntos em San Miguel

A passagem pelo ponto de controle em San Miguel serviu para confirmar a igualdade entre os barcos da flotilha depois de 800 milhas e quase três dias de competição desde a largada em Lisboa. Para negociar a passagem pelo ponto obrigatório, os barcos viraram a noite mais ao norte, quase juntos. O Telefónica se adiantou em relação ao Groupama, manobrando antes, o que permitiu a Iker Martínez liderar a passagem pela baliza às 6h56min da manhã (horário de Alicante). A diferença entre o líder e o sexto colocado, o Sanya, foi de apenas uma hora e 44 minutos.

Rumo a tempestade

Após superar o posto de controle no Arquipélago dos Açores, a flotilha ganha latitude para entrar no sistema de baixa pressão localizado mais ao norte. A tempestade carrega ventos de até 40 nós e os veleiros se dirigem para o local com dois sentimentos: sabem que a potência da tempestade empurrará os veleiros na direção desejada com velocidade que talvez marquem o novo recorde da edição, mas ao mesmo tempo estão conscientes dos riscos associados a combinação de vento e mar que obriga os velejadores a navegar nos seus limites.

De acordo com Ian Walker, capitão do Abu Dhabi, teoricamente não deverão ter problema:

- No Pacífico Sul navegávamos de través e desta vez será de popa. Reduzir a superficie vélica deveria adiantar, mas por outro lado estamos competindo, assim temos que vem quem fará mais força.

Will Oxley, tripulante do CAMPER, avisa:

- Teremos ondas enormes, talvez de seis a sete metros.
A última previsão é de que os barcos devem chegar a Lorient no meio da tarde de sexta-feira.

Classificação parcial – oitava perna – Dia 4 (13 de junho, 12h):

1º Telefónica, a 1.066,8 Nm de Lorient*
2º Groupama,  +3,4
3º Puma, +4,5
4º Camper, +10,3
5º Abu Dhabi,  +17,9
6º Sanya, +32,2
(* 1 Nm, milha náutica = 1,852 km)

Flotilha da Volvo Ocean Race se aproxima dos Açores com empate técnico

12 de junho de 2012 0

O trabalho forte no Groupama. Foto Yann Riou Volvo Ocean Race

A flotilha da Volvo Ocean Race começou a se reagrupar novamente a medida que o vento perde intensidade na aproximação final ao Arquipélago dos Açores. Liderando o grupo, Telefonica e Groupama travam uma dura batalha alternando posições. As próximas horas irá testar a capacidade das tripulações de avançar com os veleiros com pouco vento, contornar a ilha de San Miguel e garantir uma posição para aproveitar um forte temporal que está previsto na reta final para Lorient.

Tripulante Mitch Muller, do Puma, observa o Groupama. Foto Amory Ross/Volvo Ocean Race

Os dois primeiros dias de competição na oitava perna confirmaram o bom desempenho do Telefónica, Groupama e PUMA, que abriram vantagem diante do Abu Dhabi e do Camper, e a tentativa do Sanya de surpreender com um caminho alternativo. O relatório do meio-dia desta terça-feira  mostra um empate técnico entre Telefónica e Groupama.

Sanya tenta surpreender mais ao Sul. Foto Andres Soriano/Volvo Ocean Race

Ambos se alternaram na liderança durante toda a noite e esta manhã o barco de Franck Cammas cruzou a proa do veleiro de Iker Martinez para ganhar o oeste e tentar vencê-lo a sotavento. Ambos são monitorados no planejamento global, mas não perderam de vista oss seus outros rivais na luta pelo título: o Puma, a 1,9 milhas e o-Camper, que reduziu sua desvantagem de 16,4 para 7,9 milhas nas últimas nove horas.

Zane Gills se protege do spray no Telefónica. Foto Diego Fructuoso

Ao meio-dia, o pelotão estava distante 120 quilômetros a sudeste da ilha de San Miguel. Atravessar o arquipélago dos Açores será uma pausa entre os dos primeiros dois dias rápidos e o vento duro esperado na reta final. Depois de passar San Miguel, os barcos vão à caça de uma tempestade que irá forçá-los a subir a latitude provavelmente até quinta-feira, quando os barcos deverão encontrar condições difíceis na aproximação final para a costa francesa.


Paul Willcox, do Abu Dhabi, se hidrata durante o percurso. Foto: Nick Dana Volvo Ocean Race


Classificação parcial da oitava etapa – Dia 3 (12 de junho, 12h):
1º Telefónica, a 1.279,9  Nm de Lorient *
2º Groupama, 0,0
3º Puma, a 1,9
4. Abu Dhabi , a 5,8
5. Camper, a 7,9
6. Sanya, a 20,3
(* 1 Nm, milha náutica = 1,852 km)

Com informações da Assessoria de Imprensa oficial da Volvo Ocean Race