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Grife lança catálogo com moradores de rua e cenário de indigência na Capital

09 de junho de 2014 7

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Se fosse pelo simples intuito de vender, a Sharkle, marca independente de streetwear de Florianópolis, vestiria belos e saudáveis modelos em cenários de deslumbre ensolarado da cidade, mas a ideia do catálago de estreia foi justamente transgredir e transitar para além da fronteira do politicamente correto. A grife levou ao pé da letra o sentido do gênero (moda de rua) e pegou moradores de rua na Capital como modelos.

Até aí tudo bem, mas a grife radicaliza ao retratar seus protagonistas em situações reais do seu cotidiano, na indigência, em seus sombrios refúgios e até consumindo drogas como crack e injetáveis. As únicas intervenções são as camisetas _ cujas estampas foram concebidas por artistas fora do eixo das galerias e escolas de design _ e os registros são documentais e chocantes. O propósito do polêmico ensaio se traduz no seu título (The Unseen and Urforgiven), sugerindo um estilo de vida não-comercial, mas real: aquele que não se vê e não se perdoa. As fotos são de Alexandre França, Eduardo Valente e Marcelo Oriano Jr. (tem mais por aqui)

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Comentários (7)

  • Murilo de Souza diz: 9 de junho de 2014

    Muito muito bom.
    Excelente a visão de propaganda.

  • Luiz dias diz: 9 de junho de 2014

    Que falta de sensibilidade com as pessoas, com a fraqueza delas.. Um oportunismo, um lixo esse material. Jamais daria um real para esta marca que se apropria de pessoas viciadas e transtornadas. A marca quer aparecer e escolheu a pior maneira possível. aonde estão os direitos humanos e o Ministério Publico de Santa catarina???

  • Carlos diz: 10 de junho de 2014

    Mais uma turma explorando os pobres. Falta de vergonha na cara.

  • Thor diz: 10 de junho de 2014

    Os Direitos Humanos deveriam estar ajudando essas pessoas de rua, assim como o Ministério Público de Santa Catarina… E não as deixando na rua em situação medíocre de vivência. Essa hipocrisia virtual de pseudo-Santo me admira, mais do que a radicalização da marca. Parabéns pela iniciativa, quebrando as barreiras e colocando o dedo na ferida de gente sensível, medíocre e hipócrita.

  • Marilia Deisenroth diz: 10 de junho de 2014

    Muito bom! Uma maneira de ajudar estas pessoas a näo serem vistas como lixo pela nossa sociedade.

  • Marcia diz: 10 de junho de 2014

    É válida a propaganda ! Por que só os ricos, os chics, os limpinhos e os famosos ?! O que é errado é expor a intimidade e a situação vulnerável em que se encontram ! Isso sim é péssimo e desrespeitoso – sem dúvida !

  • Thomaz diz: 10 de junho de 2014

    Que lixo de material, tem fotos que nem o nome da marca e nem a roupa se tem como foco, e sim o uso de drogas. Apologia ao uso de drogas é crime!! Denuncia 181!

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