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O rock escala as suas seleções: veja quais bandas podem ser a trilha sonora do Brasil e seus adversários na Copa do Mundo

11 de junho de 2014 0

A Contracapa entra em campo com a Copa do Mundo. Antes de a bola rolar daqui a pouco, a coluna embarca na brincadeira do chapa Vinicius Batista, da Contra do Jornal de Santa Catarina, que relacionou algumas das seleções destaques do mundial com bandas do cenário do rock. Aliás, nosso camarada mandou muito bem ao escalar a banda U2 para representar a seleção espanhola:”Eles descobriram como fazer um jogo (música) que dá certo. É chato, sempre a mesma coisa (o mesmo som), mas funciona. Tanto Espanha quanto U2 estão aí nas paradas”. (Veja a lista completa no blog do Vinicius)

Como preza o adágio de que o bom futebol se joga por música, por aqui traçamos um perfil a partir das equipes que compõe com o Brasil a chave da primeira fase: Croácia, Camarões e México. Façam suas apostas:

* Brasil é Jack White (Por Vinicius Batista)

Ana Pacheco, AFP

Ana Pacheco, AFP

Se reinventam com a habilidade como elemento central. Depois de momentos de ouro (os mundiais do Brasil de 1994 e 2002 e White com o White Stripes) ficaram um pouco em segundo plano. Nesta semana de abertura da Copa, o Brasil chega favorito e o Jack lança um novo álbum (Lazaretto), com expectativa para figurar entre os melhores do ano. Canção para a copa: Alone My Home.

* Croácia é The Who

Francisco Leong, AFP

Francisco Leong, AFP

Os dois casos simbolizam respectivas consagradas escolas que refletem até hoje. A banda inglesa foi um dos pilares do rock nos anos 1960 e 1970 e ajudou a redirecionar os rumos do gênero a partir de então, e citamos a seminal ópera rock Tommy, que completou 45 anos neste 2014. A Croácia, espinhoso adversário nesta largada do Brasil em busca do sexto mundial, é a personificação da escola iugoslava, que, a exemplo do guitarrista Pete Townshend e do explosivo baterista Keith Moon, esbanjava virtuosismo e potência em campo. Tanto o Who quando a Croácia representam um legado que merece respeito. Canção para a Copa: My Generation. Placar: Placar do jogo: Brasil 1 x 0 Croácia.

* México é Sixto Rodriguez

Yuri Cortez, AFP

Yuri Cortez, AFP

Não se engane com a má fase do selecionado mexicano, que por pouco não se classificou para este mundial. E já que chegaram, é melhor tomar cuidado, principalmente no que diz respeito ao Brasil, notório freguês dos mariachis verdes. O México pode ressurgir tal qual a história fantástica de Sixto Rodriguez, um cantor folk mexicano que nos anos 1970 surgiu como promessa e depois caiu no ostracismo. Foi dado como morto até que nos anos 1990, ele foi redescoberto graças pelos fãs. O caso virou um documentário, Searching for Sugar Man, ganhador do Oscar daquele ano. Ninguém está morto. Canção para a Copa: The Wonder. Placar do jogo: Brasil 2 x 0 México

* Camarões é Tame Impala

John Macdogall, AFP

John Macdogall, AFP

Dos leões africanos sempre se espera de tudo. Geralmente são franco atiradores, impetuosos e com um futebol que encontra ressonância na psicodelia da banda australiana Tame Impala. Em seus discos, clipes delirantes e passagens pelo Brasil, o quarteto nunca cadencia o jogo: olha para frente e direciona as descargas sonoras e efeitos multicolores para os nossos corações. A relação aí está no nome que inspirou a banda, o impala, considerada uma das espécies dominantes das savanas africanas, bicho extremamente veloz e com reflexos rápidos. No caso da seleção de Camarões, tem potencial para promover um espetáculo dos mais doidos em campo. Canção para a Copa: Elephant. Placar do jogo: Brasil 3 x 0 Camarões

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