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Resultados da pesquisa por "rodrigo amarante"

Rodrigo Amarante toca Cavalo na íntegra hoje à noite no CIC. Sem chances de Los Hermanos na garupa do repertório

31 de outubro de 2013 0

Uma cidade que vive o surfe e ninguém para fazer uma “presença” e emprestar uma prancha para o músico Rodrigo Amarante. Passados 13 anos desde a última vez em que se apresentou em Florianópolis _ à época com a banda Los Hermanos _ ele retorna à Ilha onde sempre quis surfar (e não o fez por falta de tempo ou por não conseguir o equipamento) para um show, nesta quinta-feira, às 21h, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC). Ele está de passagem pelo Brasil para promover o seu álbum Cavalo, gravado nos Estados Unidos e conversor por e-mail com o blog. Os fãs dos Los Hermanos terão que colocar as barbas de molho, pois ele não tocará nada da sua antiga banda.

Contracapa _ Como está esta turnê no Brasil depois desse que você descreve como “um bem vindo exílio”? Você se reencontrou aqui ou está mais “estrangeiro” ainda?
Rodrigo Amarante _ Sempre me reencontro aqui, cada vez um pouco diferente, cada vez um pouco mais. Mas essa foi mais que apenas mais uma volta porque eu estou trazendo esse disco novo né, vim pra mostrar o que escrevi nesse tempo de ausência, o que escrevi justo sobre o retiro, a viagem. Tem sido muito bom, uma alegria imensa conhecer o meu novo público pessoalmente, cantar pra eles isso.

Contra _ Algumas críticas sobre os shows anteriores têm abordando o tom introspectivo e melancólico das apresentações. Você acredita que houve um excesso de expectativas para que o álbum Cavalo reproduzisse um clima mais ensolarado a exemplo do teu trabalho com o Little Joy (banda formada em 2007 com o baterista dos Strokes Fabrizio Moretti e com a cantora Binki Shapiro)?
Amarante _ Já dizia Wilson Das Neves “pra ganhar muito basta não esperar nada”. A expectativa é apenas interesse e isso é muito bom, não me chateia ou assusta, ela me inspira porque me desafia. Mas veja, eu não escrevo pra atender a expectativa nenhuma, talvez até pelo contrário porque espero poder surpreender, dar algo de novo, uma outra perspectiva. Eu acho que é esse o meu papel e é isso que me interesso em fazer. Esse disco tem mesmo uma dinâmica diferente de Los Hermanos, não é um dia de praia como foi o Little Joy, é mais cru e tem outras cores, cores mais escuras, está em outra estação. Agora alguém que acha introspecção uma coisa negativa não é mesmo o meu público. E outra, eu não acho que esse disco ou esse show sejam melancólicos, pelo menos não no sentido mórbido que esse comentário parece carregar. Eu acho que isso é uma simplificação preguiçosa daquele que, não sabendo o que fazer com uma música que não lhe promete um mundo de infinita diversão e velocidade, escolhe uma palavra mais bonita e pomposa que tristeza pra mascarar não só sua e falta de criatividade e interesse em escrever mas provavelmente o seu próprio estado emocional. Dizer que acha o show melancólico é não dizer muito. Talvez isso seja porque esse é um show pra ser assistido, uma hora e pouco de música pra ouvir, não é um show de rock pra suar na pista, então quem nunca viu isso se assusta de primeira. Mas não tem problema, há também quem pense diferente e esses eu espero muito poder ver lá. Pra terminar com outra do meu professor Das Neves: “Ô sorte!”.

Contra _ A tua última passagem por Florianópolis foi em 2006 com os Los Hermanos. Lembro que até então vocês vinham com frequência à cidade. Que lembranças tu carregas da cidade neste período e o que esperas encontrar agora?
Amarante _ Lembro de passar tempos maravilhosos aí e de sempre querer ir surfar sem nunca ter conseguido por não ter tempo ou não achar uma prancha pra pegar empresada! Um dia eu consigo! O que eu espero desse show é que as pessoas venham me dar essa chance de coração aberto e que a minha música possa servir a alguém daí, com sorte. Vou para aí ansioso pra encontrar essas pessoas.

Contra _ Há alguma chance de você abrir uma exceção e incluir alguma canção dos Los Hermanos no reportório do show desta noite?
Amarante _ Não há chance. Eu não posso tocar aquelas músicas porque mesmo elas tendo sido escritas por mim elas foram feitas pra eles, com eles, são muito deles então não me sinto à vontade de tocar elas sem todos eles (isso porque metade da banda vem comigo!). Assim essas músicas pertencem àquele mundo e não cabem no meu, pelo menos não o desse meu disco. Eu prefiro preserva-las assim.

Rodrigo Amarante chega montado no novo disco no 31 de outubro no CIC

17 de setembro de 2013 0

O blog cantou a bola sobre o show do Rodrigo Amarante em Floripa e a Orth Produções decreta “bingo!” para o dia 31 de outubro, às 21h, no Teatro Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura (CIC). O ex-Los Hermanos lançará por aqui o novo e benquisto álbum Cavalo. Infelizmente ele trará o bandoleiro Devendra Banhart que resolveu saltar sobre a Ilha e colocar Porto Alegre na rota da sua turnê sulamericana.

Os preços dos ingressos vão de R$ 100 (plateia superior) a R$ 120 (plateia inferior) e os eles estão à venda pelo site blueticket.com.br e bilheterias do CIC e dos teatros Álvaro de Carvalho e Pedro Ivo.

A galope: Rodrigo Amarante lança novo álbum em novembro na Ilha. Será que vem na garupa do Devendra Banhart?

29 de agosto de 2013 0
Juntos e misturados? Devendra Banhart e Rodrigo Amarante. Reprodução

Juntos e misturados? Devendra Banhart e Rodrigo Amarante. Reprodução

Músico e compositor Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, estará em Florianópolis no dia 1º de novembro para o show do álbum solo Cavalo, lançado em maio passado. Ele deu a letra junto com os demais destinos da turnê pelo Brasil na sua fanpage no Facebook. O local será anunciado em breve. Com ele virá também outro “hermano”: Gabriel Bubu.

Resta saber se na garupa deste cavalo virá também o cantor americano Devendra Banhart, que está de turnê marcada para o mesmo mês e que tem Amarante na sua banda de apoio, além de abrir os shows do gringo por aqui. Amarante também colaborou na composição do recente álbum de Devendra, Mala. Floripa foi cogitada como um dos destinos do tour do gringo, mas teria sido descartada nesta semana. Ou talvez não.

As datas

Rodrigo Amarante inicia no mês que vem a turnê de lançamento de “Cavalo”, seu primeiro álbum solo.

Acompanhado por Gabriel Bubu, Gustavo Benjão, Lucas Vasconcellos e Rodrigo Barba, Amarante vai se apresentar em diversas cidades até novembro.

Em breve serão anunciadas datas em Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Fortaleza mas, por enquanto, os shows já confirmados são estes:

26.SET . São Paulo @ SESC-Pompeia
27.SET . São Paulo @ SESC-Pompeia
28.SET . São Paulo @ SESC-Pompeia
venda de ingressos a partir de 30.AGO nas unidades do SESC

11.OUT . Rio de Janeiro @ Circo Voador
venda de ingressos a partir de 02.SET no Circo Voador e www.ingresso.com

12.OUT . Curitiba @ Circuito Banco do Brasil (com participação especial de Tom Zé)
ingressos já à venda em www.diskingressos.com.br

18.OUT . Recife
mais informações em breve

20.OUT . Salvador @ Concha Acústica do TCA
mais informações em breve

01.NOV . Florianópolis
mais informações em breve

02.NOV . Porto Alegre @ Opinião
ingressos já à venda em www.minhaentrada.com.br

09.NOV . Rio de Janeiro @ Circuito Banco do Brasil (com participação especial de Tom Zé)
ingressos já à venda em www.ingresso.com

Devendra Banhart de Mala pronta para o Brasil: Floripa está na mira

26 de agosto de 2013 0

devendra_banhart

 

Na semana passada eu comentei na Contracapa sobre a esperada vinda ao Brasil de um astro do neo folk dos mais estimados no mundo hoje, mas agora eu me permito a revelar o santo que estaria de malas prontas também para passar por Floripa: Devendra Banhart. O músico, cantor e compositor californiano está com turnê programada para novembro e, embora as escalas não tenham sido anunciadas oficialmente, presume-se que o roteiro será Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e a Ilha de Santa Catarina.

Devendra está em turnê com o seu oitavo disco, Mala, e caiu na estrada escudado por dois ilustres parceiros em sua banda: os brasileiros Rodrigo Amarante (ex-Los Hermano) e Fabrizio Moretti (baterista dos Strokes).

Em 10 anos de carreira, o americano se notabilizou pelo vasto trânsito entre as fronteiras das músicas do planeta. Especialmente a brasileira, pela qual rendeu juras de amor ao tropicalismo, gravou Caetano Veloso, reverencia Secos & Molhados, Mutantes, Milton Nascimento e Novos Baianos. Tem suas digitais impressas também em The Existencial Soul Of Tim Maia _ Nobody Can Live Forever, um coletânea lançada nos Estados Unidos que compõe um retrato fundamental da carreira do Síndico. Sua pinta riponga e seu ideário afetivo musical o tornaram “o preza” em vários terreiros do globo. Se vier, vai se sentir em casa.