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Posts na categoria "Dream Valley"

Uma questão de respeito

17 de novembro de 2013 0

O carioca Marcelo CIC bradou do alto da picaque do palco principal na primeira noite do Dream Valley para apelar pela valorização dos djs brasileiros. Fez coro ao apelo do paulista Mario Fischetti ainda na edição anterior. Fischetti, que voltou ao festival, coincidentemente sucedeu CIC e apresentou uma performance nervosa, energética, como uma autoafirmação. O discurso se tornou secundário diante do que a seleção brasileira apresentou durante o festival.

Numericamente dobrou em relação ao ano passado. Foram nove em 2013, mas o parâmetro se estabeleceu qualitativamente, felizmente. A dupla mineira Digitaria, que muito ralou no universo da indie music nacional retornou ao Dream Valley na condição de uma das apostas do selo inglês Hot Creator, puxando o bonde do deep house, estilo melódico caiu nas graças dos brasileiros e ajudou a consolidar o conceito do palco Mystic, que, embora dedicado aos artistas do cenário “undeground”, conseguiu fazer frente aos popstars do Dream Stage. Uma disputa que ficou latente na segunda e decisiva noite. O paulista Gui Boratto, um dos DJs brasucas mais respeitados no Exterior, protagonizou um duelo dos mais emblemáticos com o alemão Tocadisco, este um do readliners do Dream Stage.

Boratto fez tremer literalmente o Mystic Stage lotado por uma plateia que estava lá para vê-lo e ouvi-lo. E o que dizer do Elekfantz, o projeto dos catarinenses Daniel Kuhnen e Leo Piovezani, uma das gratas surpresas deste final de 2013 e que tomará de assalto o próximo ano, tutelados pelo próprio Boratto (que os produz e lançará o álbum de estreia em 2014 pelo seu selo D.O.C.). Uma festa dançante, que subverteu o conceito do underground transformando a pista do Mystic em um salão dançante, frenético. Um máquina de hits que estará no festival Lollapalooza de 2014. Sim, também tem essa: Santa Catarina, até então conhecida como um polo da música eletrônica por seu circuito de clubs agora também apresenta as suas credenciais como um celeiro produtor. É assim que se constroi um festival: reverenciando o mainstream e correndo riscos. Neste último quesito, o Dream Valley se superou com o Mystic Stage. Foi o mais significativo entre seus avanços. Um line up invejável, que não pode ser considerado secundário. Houve até uma surpresa: o brasileiro Repow, que não estava na programação, acabou escalado para tomar o lugar da dupla Nervo, uma das atrações mais aguardadas, no final da madrugada de domingo. As DJs australianas fariam o penúltimo live da noite, mas segundo a organização do festival a participação delas foi cancelada por “motivos alheios à vontade” _ não teriam conseguido tomar o voo fretado que as traria de São Paulo. Coube a um jovem produtor de Curitiba a tarefa de segurar a pista para a entrada do aclamado Hardwel. O holandês fez o encerramento do Dream Valley em 2012 e retornou neste como o melhor do mundo na temporada. Fez valer o título, incendiando a alvorada do domingo e fechando apoteoticamente mais uma edição do festival catarinense.
Na sexta-feira, o DJ belga Yves V estava impressionado com a sua estreia no Dream Valley. Ele que é um prodígio revelado pelo Tomorrowland, considerado o maior festival do mundo, foi profético em sua empolgação: “em 10 anos vai se tornar o maior do planeta”. O tempo conta a a nosso favor. Ainda restam oito pela frente.

Apoteose no DVF 2013

17 de novembro de 2013 0

hardwellblog

Apoteose no Dream Valley Festival 2013 Em busca do line-up perfeito, milhares de pessoas seguiram o caminho do vale dos sonhos, o caminho da positividade e das melhores batidas. Todos chegaram ao Beto Carrero World, em Penha, que durante a última sexta e sábado foi ponto de convergência de artistas consagrados na cena eletrônica mundial. Em 2013 o Dream Valley Festival seguiu o caminho da consagração.

As pequenas mas significativas mudanças foram determinantes para o sucesso desta segunda edição, como a estrutura do Mystic Stage. Dessa vez o palco secundário estava coberto, um detalhe que fez a diferença ao clima especial do palco dedicado à vertente underground da música eletrônica. O line-up do Mystic Stage, ousa-se dizer, estava perfeito, exatamente como dreamers sonharam.

Os DJs escalados para o palco principal, o Dream Stage, também não deixaram a desejar. No primeiro dia o destaque foi W&W, Yves V e o show eletrizante de Steve Angello. Já no sábado, do alemão Tocadisco incendiou a pista no meio da madrugada.  A única baixa foi Nervo. As gêmeas australianas não chegaram a tempo para a apresentação na madrugada de domingo. A surpresa boa foi o jovem Repow, DJ brasileiro considerado prodígio que assumiu a cabine no lugar das loiras.

Já o holandês Hardwell, que encerrou o DVF no ano passado aclamado pelo público, voltou em 2013 como número 1 do mundo (e entrou no palco vestido com a camisa da seleção brasileira. Adivinha o número atrás?), numa coroação mútua – ele como DJ, o DVF como o melhor do Brasil.

Agora é esperar o próximo. Até 2014, Dream Valley!

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

 

O piloto sumiu! Dupla australiana Nervo perde o voo para SC e não se apresenta no Dream Valley

17 de novembro de 2013 1

Uma das atrações mais aguardadas da última noite do Dream Valley, a dupla Nervo não chegou em tempo para a apresentação no Dream Valley programada para o final da madrugada deste domingo e sua particpação foi cancelada. O público foi surpreendido quando no horário programado para as DJs australianas surgiu no palco Dream o brasileiro Repow. Em nota, a organização do festival alegou “alheias à sua vontade” para justificar a baixa. Informações extra-oficiais dão conta que o voo que as traria de São Paulo _ onde se apresentaram na mesma noite em Guarujá _ não decolou. As gêmeas Nervo, que foram aclamadas na primeira edição do festival, fariam o penúltimo live da noite, antes do holandês Hardwell, considerado o melhor DJ do mundo na temporada.

Tale of Us e a festa tribal

17 de novembro de 2013 0

O deep house é a onda do momento na cena eletrônica brasileira e a dupla Tale of Us está em casa no Dream Valley. O duo italiano que bebe da fonte berlinense mantém em ponto de fervura máxima a pista do Mystic Stage, que continua com lotação máxima na madrugada deste sábado. Um deep longe da zona de conforto, eletrificado e tribal. Preparando o stage underground para a entrada do mexicano Betoko que a pedido do público foi escalado antes para não coincidir com a performance do holandês Hardwell no encerramento do palco Dream.

Foto Charles Guerra

Foto Charles Guerra

Comida, diversão e água

16 de novembro de 2013 0

Nem só de música vivem os dreamers. Para aguentar a maratona de dez horas de música ininterrupta no Dream Valley Festival 2013, o público já acostumado a grandes festivais de música segue uma espécia de manual.

As blumenauenses Maindra Sabel, 23 anos, e Paula Supis, 22 anos, dão a dica: sapatos de salto baixo, roupas confortáveis, muita água e um lanche no começo da noite para aguentar o pique até às 7h.

Na edição deste ano do DVF há opções de alimentação para diferentes gostos. Os calzones fizeram sucesso na sexta-feira, quando foram vendidos 3 mil unidades.  A previsão é que até o final desta noite sejam vendidos mais 4 mil.

 

guiborato06

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Gui Boratto: A liturgia de um mestre das pistas

16 de novembro de 2013 0

A pista do Mystic Stage foi tomada para receber o DJ e produtor paulistano Gui Boratto, que sucedeu seus pupilos do Elekfantz. E fez valer a sua moral como o seletor brasileiro mais respeitado fora do país _ e também no Brasil. Com precisão e muita pressão ele entoou a sua liturgia techno impondo um ritmo que levou à plateia a responder com gritos e coro faixa a faixa do seu vigoroso repertório de uma carreira das mais consistentes que já contabiliza três grandes discos (Chromophobia, Take My Breath Away e III) e novas do ensolarado quarto álbum que sairá em 2014. Pura fúria. Na contabilidade dos dois dias de segundo DV, fica a impressão segura de que a construção do line up do Mystic Stage foi a grande sacada desta edição. Um soco nos sentidos!

Elekfantz estoura a sua manada de hits na estreia no Dream Valley

16 de novembro de 2013 0

O Elekfantz, projeto dos catarinenses Daniel Kuhnen e Leo Piovezani, deixou na pista do Mystic Stage na abertura da noite de sábado a mesma impressão cravada na sua estréia em outubro na Europa: eles merecem toda a atenção possível. Classificado como indie dance (pelo site Beatport) o duo antecipou o que seria uma das apoteoses dançantes deste festival. Uma performance incrível e eletrificada. A plateia respondeu com um frisson dançante diante da liturgia de texturas, do blues, new wave, rock, house e techno diluídas em uma verdadeira manada de hits: Pharao’s Dance, Diggin’ on (o single lançado mês passado e que já cravou mais de 100 mil downloads no Soundcloud e rendeu um dos remix da temporada em Ibiza pelo DJ Solomun), She Know’s, Why So Bad, Wish (um sampler escaldante de Moddy Waters). A grande cartada é So Damn Classy, uma vigorosa faixa que será o grande trunfo do álbum que a dupla lançará em março de 2014 pelo selo D.O.C. do produtor e DJ Gui Boratto, o padrinho do projeto. Kuhnen e Piovezani cumprem com sobras o desafio de correr riscos no palco, elevando o nível da produção eletrônica para algo orgânico, melódico, intenso percussivo se valendo da arte de ser original dentro da repetição das batidas. É apenas o início de uma promissora e longa jornada para os elefantes catarinenses, que já estão escalados para o festival Lollapalooza Brasil em abril do ano que vem. Ao fim de uma hora de delírio dançante, os discípulos entregaram a pista em ebulição para o tutor e produtor Gui Boratto. O melhor dos mundos para a largada do Mystic Stage.

Rodrigo Vieira no Dream Stage

16 de novembro de 2013 0
Ale Rauen abriu a noite no Dream Stage

Ale Rauen abriu a noite no Dream Stage

Foto: Rafaela Martins / Agência RBS

Pouco antes de subir no palco do Dream Stage, Rodrigo Vieira, o segundo DJ a tocar no palco principal, elogiou o line-up do DVF 2013 e enalteceu a cena da música eletrônica brasileira.

- Evoluiu muito de uns anos para cá – disse ele, que tem 34 anos de carreira como DJ. Para Vieira, a valorização dos DJs brasileiros se intensificou quando os estrangeiros passaram a vir em peso para o Brasil, para tocar nos principais clubs e eventos do país.

Rodrigo Vieira apresenta seu set das 22h às 22h30 no Dream Stage no lugar da curitibana Ale Rauen, que abriu a segunda noite do festival.

Tudo pronto para segunda noite do Dream Valley 2013

16 de novembro de 2013 0

abertura

Os primeiros dreamers já começaram a chegar ao Beto Carrero World, em Penha, para a segunda noite do Dream Valley Festival 2013. Os portões abriram pontualmente às 20h e o público veio preparado com capas de chuva.

Às 21h os primeiros DJs sobem nos dois palcos do DVF, por coincidência todos brasileiros. No Dream Stage, palco principal, a curtibana Ale Rauen abre os trabalhos. Mas a expectativa é para a estreia no Brasil do projeto Elekfantz na tenda do Mystic Stage. Formado pelo DJ catarinense Daniel Kuhnen e o baixista Leo Piovezani, o Elekfantz acaba de voltar de uma turnê de sucesso na Europa.

O francês Bob Sinclar, as gêmeas autralianas Nervo e Hardwell são as atrações mais aguardadas. Hardwell, atual número 1 do mundo segundo a DJ Mag, é o queridinho do segundo dia e receberá homenagens dos fãs. As amigas Amanda Serafim, 19 anos, Natália Augustin, 19 anos, e Amanda Bom, 18 anos, vieram só para vê-lo.

Foto: Rafaela Martins / Agência RBS

Primeira noite do DVF 2013 reúne 16 mil pessoas

16 de novembro de 2013 0
Kaskade fechou a primeira noite do DVF 2013

Kaskade fechou a primeira noite do DVF 2013

A primeira noite de Dream Valley Festival 2013 reuniu 14 DJs em dois palcos de estilos diferentes, mas igual energia.

O Dream Stage – palco principal – pareceu acolher bem a dupla W&W, os terceiros da noite, que apresentou uma sequência de house music com vocais conhecidos do público e sons apenas de batidas, mas sem perder a vibração. Yves V, residente do festival belga Tomorrowland disse que pela experiência que tem, já que soma sete apresentações no festival Tomorrowland, o Dream Valley tem tudo para ser o maior festival do mundo em 10 anos.

Afrojack, um dos DJs mais bem pagos do mundo e atração aguardada no DVF 2013, não aceitou ser fotografado, visto, e não concedeu entrevistas, mas apresentou set que dividiu opiniões. Sua performance cheia de marra deu lugar à de Steve Angello, de longe o destaque da noite. Iluminado pela lua quase cheia, o sueco fez uma apresentação apoteótica.

Os brasileiros também foram destaque na primeira noite do festival. Marcelo CIC e Mario Fischetti abriram os trabalhos no Dream Stage. No outro palco, o Mystic Stage, quem teve a honra de dar a largada no evento foi o duo mineiro Digitaria. O recado que todos eles deixaram foi bem claro: “valorizem os DJs brasileiros”, como recomendou CIC no final de sua apresentação. Isso porque os artistas tupiniquins já têm produções de consistência e qualidade artística e estão em pé de igualdade com os europeus.

O norte-americano Kaskade, um dos grandes nomes do cenário eletrônico mundial, empolgou a multidão até o sol nascer.

No total, 16 mil pessoas passaram pela área do kartódromo do Parque Beto Carrero World, em Penha.

A noite deste sábado promete, com atrações aguardadas como o francês Bob Sinclar, as gêmeas australianas Nervo e o queridinho da edição passada do festival, Hardwell, atual Melhor DJ do Mundo segundo a revista Dj Mag. No Mystic Stage, a expectativa desta noite é a estreia no Brasil do Elekfantz, projeto formado pelos catarinenses Daniel Kuhnen e Leo Piovezane, e a apresentação do mexicano Betoko.

Colaborou Mariana Feitosa