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Posts na categoria "Rock"

Conheça a Balcony

16 de junho de 2014 0

balcony

O cara que saca um banjo numa apresentação merece a minha atenção imediata e espero que os leitores também não se arrependam quando ouvirem a banda Balcony de Floripa. Conheci esse sexteto num evento da SIC Radio, na semana passada. Tão jovem quanto seus integrantes, o grupo foi criado em dezembro passado e em março deste ano lançou o primeiro single: Ho Honey, folk rock de gente grande e que segue na mesma boa pegada de outras composições autorais da patota (Old Boys, Brothers, From Bellow e Smitten. Basta dizer o que eles ouvem para vocês entenderem o que é o ambiente sonoro deles: Bob Dylan, Beatles, Oasis, The Lumineers, Phillip Phillips e Eddie Vedder (Pearl Jam).

Daqui para qualquer lugar: onde quer chegar Daza?

12 de junho de 2014 1

 

Foto Carlos Rocha, Divulgação

Foto Carlos Rocha, Divulgação

Aqui vai a íntegra da resenha publicada nesta quinta-feira no Variedades  sobre Daza, novo álbum do Dazaranha. Lobo abaixo do texto vai o álbum para você ouvir na íntegra e tirar suas próprias conclusões.

Para tentar entender o que aconteceu com Daza, o esperado novo álbum de estúdio do Dazaranha depois de sete anos de hiato, eu parto do final: Som de Tamborim, a última das 11 faixas. O samba de autoria de Moriel Costa _ e principal letrista do grupo _ dá uma dimensão da salada de referências que se transformou o trabalho e que causou certa estranheza a quem o ouve. Tecnicamente é o melhor disco já produzido da banda, mas como identidade característica de conjunto não faz frente às obras que o antecederam.
O risco foi presumido. O Dazaranha se reuniu há dois anos para gravar o trabalho e lapidou o presente repertório a partir de um setlist inicial de 50 composições. Como resultado do conhecido assembleísmo da banda, surgiu a ideia de aproveitar as contribuições individuais de seus integrantes, incluindo músicas de trabalhos paralelos, como de Moriel Costa, Chico Martins e Gazu. O que aparentemente pode soar como um “cozidão”, para seus membros foi uma homenagem à forma como o convívio de 22 anos os influenciou individualmente, trazendo isso para o espectro do conjunto e falar sobre vidas e amores. Há acertos, como em Dizem que Só (já gravada pela banda Tijuquera e que está no recente álbum solo de Moriel), que ganhou uma levada nobre e suave, A Vida é pra Viver, Fé Menina _ ambas de Chico Martins _ e na surpreendente batucada de Som do Tamborim (este de um outro projeto de Moriel que ainda está por vir). Em outros casos não funciona, a exemplo de Se Você For, também de Chico. A música já é conhecida pela versão da cantora catarinense de axé Diana Dias, que vem impregnada de uma batida linha pop dos anos 80 e que já não encontra mais ressonância nem nas FMs de hoje.
A urgente Caminho Reto e o reggae Rastaman, de Gazu, até resgata o vigor do punch roqueiro e regional do DNA do grupo, mas peca diante de um vocal esquisito. Aliás, o que aconteceu com a voz de Gazu? Um componente determinante na identidade sonora da banda, mas que está completamente descaracterizada. Na tentativa de aliviar o sotaque marcante, perdeu a força. Isso fica latente nas duas melhores canções do disco: Pelo Mar e Céu Azul, ambas de autoria do baterista J.C. Basañez. Aliás, justo ele, o integrante mais recente do grupo, é o autor das faixas que mais se identificam com a atmosfera das letras sagazes e assim preservam a tradição de assegurar pelo menos dois bons hits em cada trabalho.
Pelo Mar está entre as melodias e letras mais lindas já compostas pela banda e surge animadora quando abre o CD. Condensa a essência da banda de forma vigorosa: a percussão de Gerry Costa, o violino regente de Fernando Sulzbacher, o baixo, as guitarras nervosas, os metais, berimbau, enfim, aquela psicodelia coletiva, só que mais complexa. A música diz muito sobre o espírito deste disco: “Pelo mar… daqui para qualquer lugar”. Pena que os vocais nadam e morrem antes de chegar na praia, mas ali está o Dazaranha como estamos acostumados a vê-los no palco. É neste ponto que entra uma peça fundamental nesta investida com Daza, o produtor e arranjador catarinense Carlos Trilha, que levou para o estúdio a potência arrepiante dos shows. Trilha foi o responsável pela primazia da produção do disco, contribuindo inclusive com teclados e arranjos em outras faixas.
O Dazaranha tem lastro para correr riscos e é nesta hora que contará com a boa vontade do seu público cativo. Mas pode transgredir mais, de preferência como força coletiva, preservando uma essência que lhe é tão cara _ e o caminho pode estar nas mais de 30 músicas que ficaram para trás. Também é bom vê-los saindo da zona de conforto, ainda que tudo acabe em samba, o que no caso de Som de Tamborim os livrou de uma barca furada.

O rock escala as suas seleções: veja quais bandas podem ser a trilha sonora do Brasil e seus adversários na Copa do Mundo

11 de junho de 2014 0

A Contracapa entra em campo com a Copa do Mundo. Antes de a bola rolar daqui a pouco, a coluna embarca na brincadeira do chapa Vinicius Batista, da Contra do Jornal de Santa Catarina, que relacionou algumas das seleções destaques do mundial com bandas do cenário do rock. Aliás, nosso camarada mandou muito bem ao escalar a banda U2 para representar a seleção espanhola:”Eles descobriram como fazer um jogo (música) que dá certo. É chato, sempre a mesma coisa (o mesmo som), mas funciona. Tanto Espanha quanto U2 estão aí nas paradas”. (Veja a lista completa no blog do Vinicius)

Como preza o adágio de que o bom futebol se joga por música, por aqui traçamos um perfil a partir das equipes que compõe com o Brasil a chave da primeira fase: Croácia, Camarões e México. Façam suas apostas:

* Brasil é Jack White (Por Vinicius Batista)

Ana Pacheco, AFP

Ana Pacheco, AFP

Se reinventam com a habilidade como elemento central. Depois de momentos de ouro (os mundiais do Brasil de 1994 e 2002 e White com o White Stripes) ficaram um pouco em segundo plano. Nesta semana de abertura da Copa, o Brasil chega favorito e o Jack lança um novo álbum (Lazaretto), com expectativa para figurar entre os melhores do ano. Canção para a copa: Alone My Home.

* Croácia é The Who

Francisco Leong, AFP

Francisco Leong, AFP

Os dois casos simbolizam respectivas consagradas escolas que refletem até hoje. A banda inglesa foi um dos pilares do rock nos anos 1960 e 1970 e ajudou a redirecionar os rumos do gênero a partir de então, e citamos a seminal ópera rock Tommy, que completou 45 anos neste 2014. A Croácia, espinhoso adversário nesta largada do Brasil em busca do sexto mundial, é a personificação da escola iugoslava, que, a exemplo do guitarrista Pete Townshend e do explosivo baterista Keith Moon, esbanjava virtuosismo e potência em campo. Tanto o Who quando a Croácia representam um legado que merece respeito. Canção para a Copa: My Generation. Placar: Placar do jogo: Brasil 1 x 0 Croácia.

* México é Sixto Rodriguez

Yuri Cortez, AFP

Yuri Cortez, AFP

Não se engane com a má fase do selecionado mexicano, que por pouco não se classificou para este mundial. E já que chegaram, é melhor tomar cuidado, principalmente no que diz respeito ao Brasil, notório freguês dos mariachis verdes. O México pode ressurgir tal qual a história fantástica de Sixto Rodriguez, um cantor folk mexicano que nos anos 1970 surgiu como promessa e depois caiu no ostracismo. Foi dado como morto até que nos anos 1990, ele foi redescoberto graças pelos fãs. O caso virou um documentário, Searching for Sugar Man, ganhador do Oscar daquele ano. Ninguém está morto. Canção para a Copa: The Wonder. Placar do jogo: Brasil 2 x 0 México

* Camarões é Tame Impala

John Macdogall, AFP

John Macdogall, AFP

Dos leões africanos sempre se espera de tudo. Geralmente são franco atiradores, impetuosos e com um futebol que encontra ressonância na psicodelia da banda australiana Tame Impala. Em seus discos, clipes delirantes e passagens pelo Brasil, o quarteto nunca cadencia o jogo: olha para frente e direciona as descargas sonoras e efeitos multicolores para os nossos corações. A relação aí está no nome que inspirou a banda, o impala, considerada uma das espécies dominantes das savanas africanas, bicho extremamente veloz e com reflexos rápidos. No caso da seleção de Camarões, tem potencial para promover um espetáculo dos mais doidos em campo. Canção para a Copa: Elephant. Placar do jogo: Brasil 3 x 0 Camarões

Taliesyn reedita festival, mas agora para celebrar a volta da trincheira roqueira de Floripa

11 de junho de 2014 0

VIVA TALIESYN

A primeira edição do Festival Viva Taliesyn, há cerca de dois anos, foi um mobilização desesperada para não deixar a trincheira roqueira do Centro da Capital fechar, o que garantiu uma sobrevida, mas não impediu o triste desfecho. O Talis reabriu neste ano e o festival voltou, agora como celebração, nesta sexta-feira 13, para afugentar as bruxas e os fantasmas. Na frente do barulho estarão as bandas Os Cafonas, Farra do Bowie, Sylvester Stallone e Domingos & Feriados.

Mais uma do programa De Passagem: A batalha dos homens de uma banda só!

11 de junho de 2014 0

Mais um episódio do web programa De Passagem, que eu e o Marco Martins (Vinil Filmes) produzimos para a SIC Radio (no site você assiste a todos os episódios da série). Este especialmente me deixou satisfeito, até porque o tema me é muito caro: as one-man-bands, ou monobandas, um movimento revigorante dentro da cena roqueira underground do país. Quem explica melhor isso são os barões Fabulous Go-Go Boy From Alabama e Chuck Violenza. Aumenta o som e confira aí!

Os Depira com single novo: Cada Qual com Seu Vício

11 de junho de 2014 1

A banda joinvilense Os Depira lançará o segundo álbum no segundo semestre e nesta semana apresentou um aperitivo da obra roqueira: o single Cada Qual com Seu Vício, a nervosa faixa-título que virou um clipe emulando trechos de um clássico do cinema mudo, o filme The Mystery Of The Leaping Fish (1916).

SIC Radio lança novo site e aplicativo exclusivo

10 de junho de 2014 0

sic

Já visitou a nova casa da SIC Radio? Então não faça cerimônia e seja muito bem-vindo no novo site da latinha sonora online de Floripa que entrou. A nova plataforma também conta com e um aplicativo para IOS e Android que você baixa aqui. A partir disso, a radio vai unir todo o seu conteúdo subversivo: dos programas diários para ouvir em streaming ao blog e os episódios do web programa De Passagem.  Visita, ouça, veja e apareça nesta terça-feira à noite, no Uai de Minas (Rua Bocaiúva, Centro de Floripa) para o convescote de lançamento que reunirá toda a patota de programadores da SIC, além dos “shows de bolso” de Gustavo Cabeza e da folkband Balcony.

Crônicas de amores e balas perdidas da Nação Zumbi

06 de junho de 2014 0
Foto Vitor Salerno, Divulgação

Foto Vitor Salerno, Divulgação

Apenas Nação Zumbi. É assim que a banda de Recife se apresenta no seu oitavo álbum e interrompe um silêncio de sete anos dos estúdios, onde se volta para seu interior e compõem 11 faixas inéditas, espécie de crônicas pessoais ou “capítulos de um livro”. No curso dos seus 20 anos, o grupo repete o título do urgente e pesado disco de 2012, mas se aventura em um conceito muito mais limpo, suingado e profícuo. A energia se dilui, mas ainda faz vibrar.

Numa breve passagem no início do ano por Florianópolis, o baterista Pupilo já alertava para a nova direção que o disco apontaria e que ficaria latente em Cicatriz, single lançado em março e que abre o álbum lançado pela gravadora Slap.
Se o antecessor Fome de Tudo, de 2007, trazia uma apetite voraz pelo barulho e pelo discurso, este novo trabalho traz a Nação mais introspectiva, se deixando levar por outros embalos e aspirações. A produção foi encarregada a Kassim e Berna Ceppas, com a contribuição de Mario Caldato Jr., coprodutor de Fome de Tudo, na mixagem de algumas faixas.
_ Em Fome, a banda tocou junta em estúdio. Neste, voltamos a gravar em separado, com cada um contribuindo nas composições dentro de tudo aquilo que nos influenciam, como o cinema, histórias pessoais _ disse à época Pupilo.
Respondendo ao que considera uma evolução natural, a Nação surpreende logo de cara. Bala Perdida, a segunda faixa, chama pela sagacidade da letra no relato de um encontro quase fatal com um tiro que expressa a dúvida “se foi por querer”. O guitarrista Lúcio Maia é o catalizador destas veredas sonoras, puxando para a surf music, a psicodelia, o post-rock, o reggae, o bolero e o metal. Defeito Perfeito cria a primeira sensação de surpresa aos ouvidos dos fãs mais tradicionais: um soundsystem jamaicano, fritado em efeitos e regido pela vozes de Jorge Du Peixe e de Lula Lira _ filha do saudoso Chico Science, o fundador da banda. A sequência traz uma outra parceria, com a cantora Marisa Monte dividindo a voz com Du Peixe em A Melhor Hora da Praia, um arroubo de romantismo e clima de luau.
Os tambores não se calam, e tocam mais alto a partir da metade do disco, onde desperta a expertise do jogo de palavras: a ansiedade contemporânea expressa na fantástica Novas Auroras (“Ontem você quis o amanhã/Hoje você quer o depois”), as paixões idealizadas em Nunca Te Vi (“Nunca te vi sempre te amei/Vivo da promessa de encontrar você”) e o excesso de zelo na divertida Cuidado (“Tome cuidado com o seu cuidado em ter cuidado”). É ao tratar dos amores frívolos e trágicos em Foi de Amor e na incendiária Pegando Fogo que a clássica Nação dá as caras em um trovejar de guitarras e tambores. Nesta nova alvorada depois de sete anos, a Nação Zumbi ainda mantém acesa a chama para fazer arder a cena pop.

Joinvilense de quatro anos surpreende batarista do Iron Maiden

05 de junho de 2014 0

Segundo o chapa Rubens Herbst, do Orelhada, a pequena Eduarda Henklein, baterista joinvilense de quatro anos e que deixou os marmanjos de queixo caído com um registro da sua performance postado no YouTube “aprontou” outra. Um novo vídeo com esse prodígio das baquetas tocando Wasting Love, do Iron Maiden, impressionou ninguém menos que Nicko McBrain, baterista da mítica banda de metal inglesa. O veterano metaleiro mandou felicitações à garota, só que na forma de uma bateria encomendada junto a marca Premier, da qual ele é endorser.

Banda Variantes lança novo álbum (ouça aqui!)

05 de junho de 2014 0

A banda Variantes, de Chapecó, manda um alô para avisar que está viva e operante, tanto que acaba de lançar um novo álbum, intitulado Tudo Acontece. São nove faixas de puro  róque sulista, incluindo a assertiva Estamos Vivos, e que vocês ouvem logo abaixo, mas também podem baixá-las de graça no site da banda.