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Posts com a tag "estados unidos"

Paulo Govêa e as impressões na América

16 de junho de 2014 1

gôvea

Nosso craque das tintas, o grafiteiro e artista Paulo Govêa, de Floripa, mandou lembranças de Nova York (EUA), onde se manteve ausente do ziriguidum futebolístico no Brasil para uma temporada de imersão e pesquisa artística. Lá, ele vem deixando rastros, em telas e nos murais dos espaços urbanos, como na fachada de uma antiga fábrica em Newark (New Jersey), hoje um espaço de criação e vivência onde estão instalados artistas, fotógrafos, estilistas, músicos e skatistas.

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Melvia Chick Rodgers volta para novo show, sábado, em São José

19 de maio de 2014 0
Foto Daniel Conzi

Foto Daniel Conzi

Pintou uma nova oportunidade para ver a notável cantora norte-americana Melvia “Chick” Rodgers. Ela se apresentará no sábado no Divino Gastro Club, em São José. No final de semana, o projeto Chicago Connection lotou o Teatro Ademir Rosa (CIC) para o primeiro show de Melvia na sua passagem pelo Brasil e que brindou a plateia com uma performance emocionada de No Love, uma das suas canções próprias. Ao cantar a letra, Melvia veio às lágrimas.

Guitarrista Paul Gilbert (Mr. Big) virá a Floripa para ensinar os segredos dos riffs

20 de fevereiro de 2014 1

O guitarrista norte-americano Paul Brandon Gilbert estará em Floripa em abril para um workshop onde vai socializar os seus conhecimentos nas seis cordas. Ele vem vem a convite da Escola de Música Rafael Bastos para ministrar a aula magna no dia 22. O gringo traz no currículo passagens pelas bandas Mr. Big e Racer X. Os ingressos já estão à venda e as informações estão no site da escola.

Mixtape da pressão: Tartakingdom Reggae Riddim

03 de dezembro de 2013 0

tarta

Nobríssima sapiência Marcello Tonelli, ou Tarta para os seus devotos admiradores, foi um dos fundadores da banda Iriê, depois seguiu o ofício da advocacia mas não se desgarrou do rebanho do reggae. Há meses ele se empenha em um garimpo em frentes distantes, estabelecendo uma conexão a partir da Ilha com artistas e projetos do Brasil, Alemanha, França, Estados Unidos e, claro, Jamaica. Uma troca de informações autônoma e independente que resultou em uma retumbante coletânea que ele edita, prensa e socializa por aqui a partir de dezembro. O primeiro volume da coletânea do projeto Tartakingdom Reggae Riddim é um cartão de visitas inspirador, “fodástico” e que chega em boa hora para botar pressão na trilha deste verão. A primeira seleção traz Iriê, Jezux Raggaman, Perfect Griddimani, Jahcoustix, Jah Rain, Pressure, Selecta Weedy, Spetacular e Jah Sun.

 

Que me perdoe o Papai Noel mas eu fico com a Kate Moss de coelhinha

03 de dezembro de 2013 1

Os leitores que se comportaram muito bem nestes 60 anos de existência da revista Playboy ganharam de presente a toda toda linda modelo inglesas Kate Moss, 40 anos. A edição americana de aniversário traz a top de coelhinha e como veio ao mundo num ensaio fotografado Mert Alas e Marcus Piggott. Que me perdoe o Papai Noel, mas prefiro as coelhas!

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Lou Reed: não é morte, mas uma voltinha no paraíso...

27 de outubro de 2013 2

Lou-Reed-18-11-11

 

O breaking news na rede cravava de maneira fatal e sintomática: está morto. Mas Lou Reed sempre se valeu do benefício da dúvida para forjar o próprio horizonte e assim impor um novo patamar para a arte. Por que haveríamos de aceitar isso tão facilmente? Até o meio da tarde tínhamos como fonte primária a revista Rolling Stone que aunciou a partida do compositor e guitarrista que ajudou a dar forma ao rock há pelo menos 50 anos. No primeiro post a respeito da notícia, o blogueiro Alexandre Matias (do Trabalho Sujo) foi mais reverencial a citar o “homem que salvou o rock’nroll de sua primeira grande crise ao fundar o Velvet Underground ao lado de John Cale.” Em seguida se autoconcedeu o direito à duvida (“Atualização16h15min: Pode ser boato”). Até que veio a confirmação ao final da tarde pelo próprio empresário do ao jornal The Guardian. Sim, Reed havia morrido, na manhã deste domingo. Sunday Morning? É muita oronia!

Sunday morning and I’m falling

I’ve got a feeling I don’t want to know

Early dawning, Sunday morning

It’s all the streets you crossed, not so long ago

(_ Velvet Underground & Nico)

Ok, mas eu invoco o meu direito de não acreditar até cair a ficha. Os que se deram por convencidos se resignam com o fato de o homem que levou uma geração a passear por lugares selvagens “agora dá uma voltinha pelo paraíso” (essa eu gostaria de cunhar mas peguei emprestada de Brenda Goedert). Reed era uma daqueles imbatíveis, que sobreviveu a toda a sorte de loucuras e transgressões físicas e mentais dos anos 1960, 1970, 1980 até entrar no novo milênio são e ainda genial. É difícil mesmo acreditar que tenha sido vencido pelo tempo, talvez por complicações do recente transplante de fígado ao qual se submeteu ainda neste ano. As causas pouco interessam. Se está morto fará muita falta ao mundo e à música pop. Mesmo se não produzisse nada _ embora tenha lançado há dois anos um álbum em parceria com a banda Metallica (Lulu) _ sua presença física neste mundo hoje tão carente de ídolos substanciais representava um alento. Era e foi um dos pilares da cultura pop que se consolidou a partir da Contracultura. Um artestão sublime da literatura, um alquimista do rock. A sua história é uma crônica de um sobrevivente nos Estados Unidos: ainda adolescente foi submetido a tratamento de eletrochoque para “curar” a sua opção pela bissexualidade; fez michê e sobreviveu ao grande banquete da era das drogas. De mito do rock underground foi alçado à condição de artista imprescindível. Mas seu grande trunfo foi não ter recorrido ao caminho de se tornar mais um mártir do rock. Não, preferiu andar na linha do abismo desejando nascer “mil anos atrás” (Heroin, 1967). E chegou aos 71. Um feito magnífico!

Se Wandy Warhol fez dele e dos Velvets tela de projeção para as suas intenções na música (e também para exibição de seus filmes), Reed retribuiu com a selvageria das distorções, poesia e estética. O punk deve a ele _ e muito! _, assim como o post punk, a new wave, o indie, enfim, qualquer respiro dentro do ambiente da música pop teve a sua inspiração. Deus nos livre do pesadelo dele nunca ter existido para nos propor um passeio pelo lado selvagem, onde depravação, sadomasoquismo, orgias de travestis, heroína e ruas sujas seriam a vanguarda salvadora frente ao mofo hippie. Transformer, de 1972, é a sua primeira obra-prima solo _ entre quase tudo que compôs e retrocedemos aos álbuns com os Velvets, incluindo o seminal Velvert Underground & Nico (a festa urbana de 1967 que fez o rock crescer). Walk on The Wild Side é um hino ao despertar para um encontro com a loucura. Há muito o que citar sobre a grande estrada pavimentada por esse ser sexual e artisticamente ambíguo, que sublimou a literatura com o brutal Berlin (1973) e fez borbulhar os sentidos na experiência ruidosa de Metal Music Machine (1975). Revisitou o emblemático Transformer 10 anos depois e assim cunhou a sua segunda maior obra: The Blue Mask. Nos anos 1990 fez o que todo bom roqueiro sobrevivente com um acervo digno deveria fazer: reuniu o Velvet Underground para um turnê de shows pela Europa amealhando os bolsos dos fãs e os deixando felizes.

Aos críticos, o bardo respondeu que “suas besteiras ainda assim valiam mais do que os diamantes de muitos”, e sempre deixou claro que a sua expectativa para a vida era escrever O Grande Romance Americano. E deixou isso registrado, em cada álbum, cada vírgula, cada nota distorcida de guitarra. Mas claro, sem nos tolher o benefício da dúvida. Inclusive sobre a sua morte.

No ano passado entrei em uma loja de discos de vinil em Las Vegas _ uma rede que surgiu nos anos 1980 para vender CDs e que, vejam vocês, se rendeu à plataforma que ajudou a enterrar para sobreviver hoje (incrível não?!) _ para comprar algumas bolachas para a minha filha que viria dali a um ano. Fui muito óbvio em minhas escolhas e não tive dúvidas em colocar entre elas o Velvet Underground & Nico, com aquela banana na capa e todo aquele furor e estranhamento magistrais ali dentro. Era uma daquelas edições comemorativas recém-lançadas e remasterizadas. Fiz questão de inaugurar a vitrola da minha pequena com ele e com o Early Takes do George Harrison. Foi meu presente para a Maria Clara, ainda tão inocente para entender tudo aquilo, mas receptiva desde a primeira audição. Isso porque ainda nem fomos caminhar pelo lado selvagem.

 

O Daza não vai mais para a Califórnia...

04 de setembro de 2013 0

Garota o Dazaranha não vai para a Califórnia. A banda catarinense precisa estar em San Diego no dia domingo para se apresentar no Brazilian Day, mas não conseguiu os indispensáveis vistos de trabalho para entrar nos Estados Unidos. A missão EUA então foi abortada.
A melhor sorte teve a banda de Urussanga Gera Fornasa & Bandalheia, que tocou no último sábado, na edição nova-iorquina do evento.

Pixies volta à ativa com EP, seu primeiro EP em muitos e muitos anos

03 de setembro de 2013 0

A esperada alvorada da banda americana Pixies, depois de 22 anos sem lançar nenhum pacote novo, vingou ontem com a apresentação de EP, seu mini álbum (“extended play”) com quatro canções: Andro Queen, Another Toe In The Ocean, Indie Cindy e Whats Goes Boom. Está à venda no site dos caras (em vinil e digital). No início do ano o grupo apresentou um single inédito, Bagboy, que não está no EP, mas surgiu na esteira do anúncio do desembarque da baixista Kim Deal _ que também lançou um novo álbum com o Breeders (recomendo!).

Descarrego, de Floripa, vai a Curitiba abrir show do Suicidal Tendencies

27 de agosto de 2013 0
Divulgação

Divulgação

Bem que se tentou, mas as tentativas para trazer a banda americana Suicidal Tendencies para Santa Catarina fracassaram diante do alto custo. Mas nem por isso o rock da Ilha passará em branco na tour destes mestre do hardcore mundial. A banda Descarrego, da Capital, será uma das sortudas que farão as honras na abertura do show do Suicidal, sexta-feira, em Curitiba (Espaço Cult).

Devendra Banhart de Mala pronta para o Brasil: Floripa está na mira

26 de agosto de 2013 0

devendra_banhart

 

Na semana passada eu comentei na Contracapa sobre a esperada vinda ao Brasil de um astro do neo folk dos mais estimados no mundo hoje, mas agora eu me permito a revelar o santo que estaria de malas prontas também para passar por Floripa: Devendra Banhart. O músico, cantor e compositor californiano está com turnê programada para novembro e, embora as escalas não tenham sido anunciadas oficialmente, presume-se que o roteiro será Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e a Ilha de Santa Catarina.

Devendra está em turnê com o seu oitavo disco, Mala, e caiu na estrada escudado por dois ilustres parceiros em sua banda: os brasileiros Rodrigo Amarante (ex-Los Hermano) e Fabrizio Moretti (baterista dos Strokes).

Em 10 anos de carreira, o americano se notabilizou pelo vasto trânsito entre as fronteiras das músicas do planeta. Especialmente a brasileira, pela qual rendeu juras de amor ao tropicalismo, gravou Caetano Veloso, reverencia Secos & Molhados, Mutantes, Milton Nascimento e Novos Baianos. Tem suas digitais impressas também em The Existencial Soul Of Tim Maia _ Nobody Can Live Forever, um coletânea lançada nos Estados Unidos que compõe um retrato fundamental da carreira do Síndico. Sua pinta riponga e seu ideário afetivo musical o tornaram “o preza” em vários terreiros do globo. Se vier, vai se sentir em casa.