Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "polêmica"

Grife lança catálogo com moradores de rua e cenário de indigência na Capital

09 de junho de 2014 7

sharke marca21

Se fosse pelo simples intuito de vender, a Sharkle, marca independente de streetwear de Florianópolis, vestiria belos e saudáveis modelos em cenários de deslumbre ensolarado da cidade, mas a ideia do catálago de estreia foi justamente transgredir e transitar para além da fronteira do politicamente correto. A grife levou ao pé da letra o sentido do gênero (moda de rua) e pegou moradores de rua na Capital como modelos.

Até aí tudo bem, mas a grife radicaliza ao retratar seus protagonistas em situações reais do seu cotidiano, na indigência, em seus sombrios refúgios e até consumindo drogas como crack e injetáveis. As únicas intervenções são as camisetas _ cujas estampas foram concebidas por artistas fora do eixo das galerias e escolas de design _ e os registros são documentais e chocantes. O propósito do polêmico ensaio se traduz no seu título (The Unseen and Urforgiven), sugerindo um estilo de vida não-comercial, mas real: aquele que não se vê e não se perdoa. As fotos são de Alexandre França, Eduardo Valente e Marcelo Oriano Jr. (tem mais por aqui)

sharke marca11

sharke marca3

sharke marca4

sharke marca51sharke marca6

 

"Homenagem" em aniversário de Adolf Hitler assusta itajaienses

21 de abril de 2014 64

neo

Foto: José Rogério Jesus, RIC TV Record

Um amigo de Itajaí ficou assombrado ao se deparar com cartazes homenageando o aniversário de Adolf Hitler, ocorrido no domingo (20/4). As peças trazem a assinatura de White Front (algo como “Frente Branca”) e foram coladas em postes no Centro da Cidade. Nos cartazes, a imagem do líder nazista com a mensagem: “Heróis não morrem. Parabéns Führer”. A existência de um suposto grupo ou de simpatizantes do nazi-fascismo é algo novo e intrigante para aquela comunidade.

 

3:25: Instituto Cannabis é convidado para a Marcha da Maconha na Jamaica

27 de março de 2014 0

O embate na UFSC será, claro, o mote principal da Marcha da Maconha que o Instituto Cannabis (InCa) projetou para o dia 31 de maio em Florianópolis. O InCa foi convidado para participar no dia 12 de abril do Ganja Rally Invitation, misto de congresso, “copa” e marcha que ocorre na Jamaica. O convite partiu do venerado Bunny Wailer (fundador da banda Wailers).

Tipo assim Jurerê: ridículo é o nosso salário!

05 de dezembro de 2013 0

Especula-se que cantor Gabriel Valim, autor de Piradinha e do infame novo hit Tipo Jurerê (onde “descreve sociologicamente” as frequentadoras do balneário de Jurerê Internacional _ recomendo uma pausa aqui para ler a traquinagem do Laranjas!), leve nada menos que R$ 150 mil por show. Reflito atordoado quem, ao final das contas, é o ridículo nessa história: ele ou eu!

O trailer do novo filme de Lars Von Trier que apavorou uma sessão infantil nos EUA

05 de dezembro de 2013 0

ninfo

Eis o trailer hard de Ninfomaníaca, o polêmico drama pornô do diretor Lars Von Trier, que estreará (se a patrulha da moral e dos bons costumes permitir) em janeiro de 2014. Se você tiver mais de 18 anos vá em frente, mas não cometa o erro de uma sala de cinema nos Estados Unidos que o exibiu por engano antes de uma sessão infantil.

Guitarra Maldita de Dylan está avaliada em meio milhão de dólares. Valeu a vaia!

04 de novembro de 2013 1

A uma Fender Stratocaster de Bob Dylan será leiloada. O instrumento está avaliado em cerca de US$ 500 mil. Vale o peso da incomodação, pois foi com ela que o bardo atiçou a ira dos seus devotos quando em 1965 surpreendeu ao trocar seu violão pela “maldita” guitarra em um show em Newport, marcando a sua fase elétrica. Na época, Dylan foi chamado de “traidor”. Hoje, o a conta bancária dele agradece.

Secretário de Cultura da UFSC garante que mural de Hassis não será apagado, mas restaurado

29 de agosto de 2013 0
Reprodução

Reprodução

O tempo já havia se encarregado de apagar o esplendor do Mural da Humanidade, obra do artista Hassis pintada em 1978 nas paredes do altar-mor da Igrejinha da UFSC. Uma mobilização pelas redes sociais alerta para o suposto risco da retirada definitiva do painel. A própria Fundação Hassis, encarregada de zelar pelo acervo e memória do artista, faz coro à denúncia, mas o secretário de Cultura da Universidade (SeCult) Paulo Roberto Berton descarta a possibilidade. Ele informa que há um projeto de restauração da obra e do prédio, mas ainda sem previsão de execução.

O Mural da Humanidade é a maior obra em dimensões (160 metros quadrados) do seu autor, também uma referência no Estado e país neste tipo de intervenção. Ainda que bastante castigado pela falta de conservação e restauro, a pintura revela o deslumbre de cores e traços característicos de Hassis, que o pintou sem qualquer custo para a UFSC na época. A universidade não tem recursos em caixa para bancar a restauração e que os buscará por meio de patrocínio e leis de incentivo à cultura. Mas o tempo costuma ser implacável.

Detalhes do Mural da Humanidade. Fonte: livro Hassis e a Procissão do Senhor dos Passos (Carlos Moura, Tempo Editorial, 2013)

Detalhes do Mural da Humanidade. Fonte: livro Hassis e a Procissão do Senhor dos Passos (Carlos Moura, Tempo Editorial, 2013)

Veja a nota de esclarecimento da SeCult.

A Secretaria de Cultura (SeCult) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esclarece sobre a campanha “Salvem o mural da Igrejinha da UFSC”, presente na rede social Facebook. Essa ação se refere ao mural “Humanidades”, pintado nas paredes do prédio histórico da antiga capela do bairro Trindade, criado pelo artista plástico Hiedy de Assis Corrêa – o Hassis. Atualmente, o prédio que abriga a obra compõe o complexo arquitetônico do Departamento Artístico-Cultural (DAC) da Universidade, sendo este um dos setores da SeCult, e, por essa razão, cabe a esta Secretaria explicar que:

a) é de total desconhecimento da SeCult e da Administração Central da UFSC qualquer projeto da UFSC que tenha “a intenção de acabar com o mural Humanidades”, pintado por Hassis, como divulgado na página https://www.facebook.com/salvemomuraldaigrejinha;

b) contrariamente à informação divulgada, a UFSC reconhece o valor histórico, social e artístico da obra citada – e jamais atuaria na direção de sua destruição. O interesse da instituição é o de buscar recursos financeiros para a conservação da obra de Hassis, bem como, de todo o complexo arquitetônico do DAC, ou seja, é um trabalho que ainda prevê muitos estudos, planejamento e discussão;

c) lamentamos que notícias como esta sejam divulgadas nas redes sociais e em outros meios de comunicação, levando à sociedade informações que geram inquietações no campo artístico e cultural, incitando cidadãos a tomarem posições e apoiar manifestações com base em argumentos que não retratam a posição desta Administração.

Secretaria de Cultura (SeCult) da UFSC

Apenas três projetos passam pela análise de recursos ao Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura

27 de agosto de 2013 0

Apenas três entre as centenas de recursos recursos de revisão do processo de habilitação do Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura foram deferidos (veja aqui).

Outros 230 projetos continuarão desabilitados. Só na primeira etapa que consistia na análise documental mais da metade dos 961 projetos inscritos nesta edição do prêmio foi desclassificada.

Em tese, o próximo passo será a seleção técnica que definirá os vencedores, que deverão ser anunciados ainda na primeira quinzena de setembro.

Muito além do lenço e do documento: Alegria Alegria teria sido composta para jingle de jornal

30 de julho de 2013 0

E que história doida essa que o Mario Prata conto hoje na edição de aniversário do jornal O Sol Diário, hein? Ele levanta a lebre de que a canção Alegria, Alegria, clássico de Caetano Veloso e que comoveu o Brasil no Festival da Record de 1967, teria sido composta sob encomenda poucos anos antes. Seria um jingle para a campanha de um novo jornal do grupo O Globo chamado também chamado O Sol, mas que nunca foi lançado. Originalmente, a música contava apenas com a primeira parte:

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No Sol de quase dezembro
Eu vou…
O Sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou…
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot…
O Sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou…

E para o festival da Record ele teria completado:

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou…
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou…
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil…
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou…
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…

Em 1970, Prata questionou o baiano sobre a história, que foi lacônico, dizendo nem que sim nem que não, despedindo-se cantarolando: Por que não? Por que não?

Moukarzel tomará posse hoje na Secretaria de Cultura da Capital sob tiroteio

29 de julho de 2013 1

Luiz Carlos Mourkazel tomará posse nesta segunda-feira como o primeiro secretário municipal de cultura de Florianópolis e já enfrenta a primeira artilharia forte. Seus opositores comentam pelas redes o fato de a sua nomeação ferir a Lei da Ficha Limpa, que “disciplina a nomeação de cargos em comissão no âmbito da administração municipal”.

A razão seria a demissão de Moukarzel por justa do departamento de Cultura do Sesc no final da última década. Na época, o Sesc alegou improbidade administrativa diante da contratação considerada irregular de uma associação cultural e editora fundada por Moukarzel para prestar serviços ao projeto Sonora Brasil.

O novo secretário está tranquilo sobre a sua condição no colegiado do prefeito Cesar Souza Jr. Considera que o caso não fere o princípio da Lei da Ficha Limpa, já que trata-se de uma questão privada “entre empregador e empregado”. Cabe lembrar que o Sesc é uma entidade privada.

Ele explica que a questão também foi analisada juridicamente em conjunto com o prefeito Cesar Souza Jr ainda na fase da sua nomeação. E contra ele não há qualquer condenação em qualquer esfera jurídica, inclusive qualquer representação contra ele no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Moukarzel lembra que foi ele quem recorreu à TST contra a decisão do Sesc porque a considerava uma injustiça, mas “na discussão de direitos” também perdeu. Disse que foi um “inocente útil” no caso da contratação uma entidade fundada por ele, mas que isso “são águas passadas”. “O registro no Tribunal só existe porque eu tomei a iniciativa de discutir sob o âmbito do direito trabalhista a demissão do Sesc, que eu considerei injusta.”

A posse de Moukarzel será às 16h, na Casa da Memória, na Capital e a criação da Secretaria Municipal de Cultura está entre “as metas do Plano Nacional de Cultura, aprovado em 2011 pela Câmara Federal. Entretanto, a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – MUNIC realizada em 2012, e divulgada no início do mês de julho pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que entre os 5.565 municípios brasileiros apenas 13,5% já contam com secretarias específicas para a área cultural”.

Sobre a Lei da “Ficha Limpa”, vai a íntegra do projeto aprovado pela Câmara de Vereadores da Capital:

PROJETO DE LEI N.

DISCIPLINA A NOMEAÇÃO PARA CARGOS EM COMISSÃO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL DIRETA E INDIRETA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 1º Fica vedada a nomeação para cargos em comissão no âmbito da administração pública municipal direta e indireta às pessoas inseridas nas seguintes hipóteses:

I – os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, desde a decisão até o transcurso do prazo de oito anos;
II – os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:

a) contra a economia popular, a fé pública, a Administração Pública e o patrimônio público;
b) contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;
c) contra o meio ambiente e a saúde pública;
d) eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;
e) de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública;
f) de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
g) de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;
h) de redução à condição análoga a de escravo;
i) contra a vida e a dignidade sexual;
j) praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;
k) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de oito anos;
l) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição, desde a decisão até o transcurso do prazo de oito anos;
m) os detentores de cargo na Administração Pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a decisão até o transcurso do prazo de oito anos;

n) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, desde a decisão até o transcurso do prazo de oito anos;
o) os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena;
p) os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de oito anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário;
q) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de oito anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário; e
r) aqueles que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória e que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de oito anos.

Art. 2º A vedação prevista na alínea “b” deste artigo não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.

Art. 3º Todos os atos efetuados em desobediência às vedações previstas serão considerados nulos.

Art. 4º Caberá aos órgãos e entidades municipais, de forma individualizada, a fiscalização de seus atos em obediência a presente Lei, com a possibilidade de requerer aos órgãos competentes informações e documentos que entender necessários para o cumprimento das exigências legais.

Art. 5º O nomeado ou designado, obrigatoriamente antes da posse, terá ciência das restrições e declarará por escrito não encontrar-se inserido nas vedações do art. 1º desta Lei.

Art. 6º O Prefeito Municipal de Florianópolis, dentro do prazo de noventa dias, contados da publicação desta Lei, promoverá a exoneração dos atuais ocupantes de cargos de provimento em comissão, nas situações previstas no art. 1º.

Parágrafo único. Os atos de exoneração produzirão efeitos a contar de suas respectivas publicações.

Art. 7º As denúncias de descumprimento desta Lei, deverão ser encaminhadas ao Ministério Público, que ordenará as providências cabíveis na espécie.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis,

CÉSAR SOUZA JÚNIOR
PREFEITO MUNICIPAL