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Posts com a tag "Teatro"

Kassandra vai fazer o ponto em Blumenau

12 de maio de 2014 0
Foto Cristiano Prim, Divulgação

Foto Cristiano Prim, Divulgação

A mitológica personagem Kassandra, da atriz Milena Moraes, atenderá em novo, porém ainda em controverso endereço: a Casa da Sete, de Blumenau. O conhecido “clube de entretenimento adulto” do Vale receberá no dia 17 (sábado), o espetáculo que já deu muito o que falar desde a sua estreia em 2012 em Florianópolis. Dirigido por Renato Turnes, Kassandra é uma montagem da Cia La Vaca para texto do franco-uruguaio Sergio Blanco. Serão duas apresentações em um único dia: às 20h e às 23h. Fora isso, não adianta inventar a desculpa de que está ao teatro para visitar a Casa da Sete.

Performance Luana is Present é a pedida do Vértice Brasil desta sexta na Capital

11 de abril de 2014 0

luana

Este colírio para os olhos é uma das bambas da programação do Vértice Brasil 2014, festival de teatro feito por mulheres e que encerra neste sábado sábado na Capital. A atriz Clara Lee apresenta nesta sexta-feira (11/04), às 21h30min, no Teatro Sesc Cacupé, a performance Luana is Present. Sim, porque qualquer relação com a atriz Luana Piovani é proposital. A semelhança entre as duas inspirou Clara a criar o monólogo que trata da identidade, representação e jogos de cena onde a condição de ser mulher loira será exposta e relatada. A entrada é gratuita.

O gol de Wilker

06 de abril de 2014 0

O ator e diretor José Wilker, morto no sábado, pouco conviveu com Florianópolis. Suas passagens por aqui foram raras (ao menos duas nos últimos 15 anos) e rápidas, mas marcantes pela sua persona  sarcástica e crítica.

No sábado , ele recebeu uma homenagem um tanto inusitada na cidade. O atacante Wilker, do Avaí, dedicou ao xará o gol que marcou no empate em 2 a 2 com o Marcílio Dias, no estádio da Ressacada. Diz o boleiro que assim foi batizado porque o pai era fã do ator. Lembrando o personagem Gioanni Improta: “Felomenal!”

Perda de Nico Nicolaiewsky será sentida nos palcos catarinenses

07 de fevereiro de 2014 3

Luto no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Brasil e na Esbórnia. Morreu o ator e músico Nico Nicolaiewsky, que se notabilizou com o personagem Maestro Pletskava do espetáculo Tantos & Tragédias junto com o parceiro Hique Gomez. Uma ausência que será sentida também nos palcos catarinenses. Com 30 anos de estrada, a peça fez do Estado um dos seus principais roteiros. Nico estava internado desde janeiro para tratar da leucemia e morreu na manhã desta sexta-feira em Porto Alegre, aos 56 anos. Sua passagem mais recente pela Ilha foi no final do ano passado com o seu espetáculo solo.

ERRO Grupo: só faltava um livro para contar a saga da companhia de teatro de rua da Capital

05 de fevereiro de 2014 0

erro livro

Um livro é pouco para explicar a história do ERRO Grupo, companhia de pesquisa em teatro de rua e intervenção urbana que se notabilizou por seu trabalho outsider a partir de Florianópolis. Por isso, serão dois volumes, intitulado Poética do ERRO. O primeiro já foi para o prelo e traz nove textos dramatúrgicos do diretor Pedro Bennaton e da atriz Luana Raiter, além da apresentação do crítico paulista Valmir Santos.

A próxima publicação será Registros e trará uma seleção de capítulos produzidos por vários pesquisadores, entre eles Victor da Rosa, que também é um dos organizadores. As duas publicações reúnem também um farto material fotográfico, selecionado em mais de 15 mil imagens que compõe o acervo de 12 anos de atividade do grupo catarinense. Em outra frente, a rua, o ERRO trabalha com uma nova obra adaptada na dramaturgia do romeno Stefan Peca e que estreará na Capital em maio e no mês seguinte levará a trupe para uma temporada na Europa, com escalas em Barcelona (Espanha), Bucareste (Romênia) e, muito provavelmente, Paris.

Sérgio Blanco (Autor de Kassandra): "Quando a arte gera censura é porque incomoda"

19 de setembro de 2013 0
Sérgio Blanco. Foto Gustavo Castagnella, Divulgação

Sérgio Blanco. Foto Gustavo Castagnella, Divulgação

Sérgio Blanco é penitente mas ao mesmo tempo resignado com o destino que forjou para a sua cria: “Kassandra é a ferida _ ou o rastro _ que todos temos e que precisamos mostrar aos outros. Pobre Kassandra”. O dramaturgo franco-uruguaio estará no final de semana em Florianópolis para conhecer a montagem brasileira da sua peça, escrita em 2010 e aqui adaptada pela atriz Milena Moraes com direção de Renato Turnes.

Premiado autor, mora desde 1998 em Paris e aproveita a passagem pelo Uruguai _ onde estreou seu novo espetáculo Tebas Land e atualmente dirige um seminário de dramaturgia para jovens autores a convite do Teatro Nacional em Montevidéu _ para conhecer Kassandra sábado, às 21h, no Bokarra Clube. O desembarque será nesta sexta-feira (20/9), quando Blanco é o convidado do projeto Encontro com o Dramaturgo, às 19h, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC.

Ainda que não apresentado formalmente à sua Kassandra brasileira, ele está ciente sobre as tragédias vividas pela peça neste um ano de montagem. E reconhece que na Europa e América do Norte a vida da heroína é mais prazerosa. Aprecie a íntegra da entrevista por e-mail com Blanco.

Contracapa _ Kassandra deixou a programação da Maratona Cultural, por conta de um veto do governo do Estado (financiador do evento) ao local da apresentação. Este tipo de situação se repetiu também em outras adaptações da peça?
Sérgio Blanco _ Não. Foi a primeira vez que aconteceu e embora tenha me entristecido muito, porque impediu a equipe de mostrar seu trabalho, creio que foi bem interessante do ponto de vista político. Quando a arte gera censura é porque incomoda, e eu gosto que a arte incomode, que gere mal estar, debates, discussões etc. Penso que a arte está para despertar as paixões, não para acalmá-las. É doloroso e indignante que te proíbam de dizer ou mostrar algo, mas também tem o lado lisonjeiro… Fico com o lado lisonjeiro.

 

A versão brasileira da heroína, por Milena Moraes. Foto Cristiano Prim, Divulgação

A versão brasileira da heroína, por Milena Moraes. Foto Cristiano Prim, Divulgação

 

Contra _ Por outro lado, a peça foi premiada na França, sendo exibida inclusive na Universidade de Sorbonne. Gostaria que você comentasse a respeito.
Blanco _ A obra ganhou muitos prêmios por toda a Europa e também na América do Norte e América do Sul. É muito bonito isso. Cada vez que me ligam para dizer que ganhamos um novo prêmio em seguida penso em Kassandra e em todos os prêmios que todos os seres que ela representa merecem. Kassandra, a personagem, adoraria ir receber um prêmio. O reconhecimento é sempre algo muito gratificante para qualquer pessoa, e ser representado nas grandes cidades da Europa, dos Estados Unidos, da América do Sul é um prazer.

Contra _ A recomendação da peça é para que ela seja encenada em espaços não-convencionais. No caso de Florianópolis é em uma casa de diversão adulta. O que se encaixaria nessa definição de não-convencional?
Blanco _ Sua pergunta é muito inteligente porque toca um dos temas centrais desse texto. Eu não sei a resposta para a sua pergunta. O que me interessa é justamente que a equipe que vai trabalhar com este texto se faça a mesma pergunta e que a partir daí comece sua procura. Kassandra é um texto que obriga à equipe de trabalho a começar pela procura de um local de representação que não seja convencional. Esse é o primeiro passo que todos têm que dar: onde vamos fazê-la? E para mim é muito interessante que a equipe reformule a pergunta: o que é um espaço não convencional? A resposta a essa pergunta será estimulante para os criadores que trabalharão com este texto. Acredito que se perguntar o que é um espaço não convencional coloca sobre a mesa um dos temas centrais das artes cênicas hoje em dia: desde que lugar se estrutura o relato teatral nos tempos que correm…

Contra _ A personagem se expressa em um inglês rudimentar. Já ouvi de pessoas que, mesmo não dominando o idioma, conseguiram entender a performance.
Blanco _ É verdade que ela fala em um inglês básico e rudimentar, que todos podemos entender. Mas acredito que todos entendam Kassandra porque mais além do idioma que utiliza o que o torna acessível é a forma como o utiliza. E se analisarmos a forma como Kassandra utiliza essa língua, podemos ver que a utiliza como uma língua de sobrevivência. Essa língua _ a língua da sobrevivência – é uma língua que todos conhecemos. A língua de Kassandra é a língua do desespero, do sofrimento, do dilaceramento… Acredito que seja por isso que todos a entendemos, porque todos somos sobreviventes de algum naufrágio. Todos viemos de alguma catástrofe e por isso somos todos capazes de compreender a língua da dor. O sofrimento é algo universal. A necessidade de contar nossa dor, nosso dilaceramento, também é algo universal. Kassandra é a ferida _ ou o rastro _ que todos temos e que precisamos mostrar aos outros. Pobre Kassandra. Mas também pobre de mim… E pobre de todos nós…

5) Você dirigiu neste ano um seminário sobre dramaturgia para jovens autores no Uruguai. Qual o desafio que a arte contemporânea impõe aos novos dramaturgos hoje?
Blanco _ Um desafio enorme. A escrita teatral é uma das escritas mais complexas por seu caráter híbrido, _ é um objeto literário, mas ao mesmo tempo tem que servir de base para uma representação _ obriga a quem quer escrever teatro a ter um bom conhecimento tanto do que é a língua como do que é a cena. Quem quer escrever teatro tem que saber que escrevemos para uma arte visual, uma arte do olhar. Vamos ao teatro para exercitar o olhar. Teatron em grego quer dizer mirante, então no DNA do próprio nome da nossa arte (teatral) aparece a noção de olhar, da mirada. Isso é algo muito importante para um dramaturgo: levar em conta este olhar, saber todo o tempo o que está acontecendo com o olhar contemporâneo. O olho que nos vê hoje em dia é um olho que está formatado pelas novas formas de difusão: pelas sintaxes múltiplas dos sistemas de link, pela fragmentação do discurso, pela divisão das perspectivas, pela decomposição contínua do pixerizado, etc., etc., e tudo isso é algo que um dramaturgo tem que conhecer muito bem. Para que olho eu estou escrevendo? Esta é uma pergunta que todo dramaturgo tem que se fazer constantemente. Eu digo que é o tomar a temperatura do olho. Isto é o que fizeram Sófocles, Shakespeare, Tcheckov, Brecht ou Beckett. E por isso foram grandes dramaturgos. Penso que só podemos escrever teatro tendo em conta o olhar contemporâneo de quem venha a sentar no mirante…

Duas noites para Severo Cruz no Sol da Terra

13 de setembro de 2013 0

Ator e cantor Severo Cruz estará no Espaço Cultural Sol da Terra (Lagoa da Conceição) nesta sexta-feira e sábado em três frentes artísticas: cinema, teatro e música. O primeiro ato será a exibição do curta Ao Velho Lobo do Mar, protagonizado por ele e com direção de Eduardo Guerreiro. Na sequência, Severo encenará o monólogo Harry Laus por Harry Sket e fecha o programa cantando Jorge Coelho e Cartola. As duas sessões serão às 21h. Será um estímulo e tanto ao bolso e à autoestima do nobre artista da cidade que há meses faz do próprio carro a sua morada desde que perdeu a casa na Costa da Lagoa em um incêndio.

Ator Severo Cruz faz do próprio carro morada na Lagoa da Conceição

30 de agosto de 2013 2
Severo no filme A Antropóloga, de Zeca Pire (2011). Foto Claudio Silva, Divulgação

Severo no filme A Antropóloga, de Zeca Pire (2011). Foto Claudio Silva, Divulgação

Amigos e conhecidos do ator e cantor Severo Cruz não se conformam com a situação de quase indigência em que o veterano artista da Capital se encontra. Já faz alguns meses que ele está morando no próprio carro, protegido apenas por uma lona, ao lado da Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição. No ano passado, Severo perdeu a casa na Costa da Lagoa em um incêndio.

Um grupo de artistas e parceiros promoveu um show para arrecadar dinheiro para a reconstrução do imóvel que pelo visto também foi consumido neste tempo. A preocupação é quanto à saúde e à segurança do ator. O calvário de Severo não combina com a história destacada nos palcos e no cinema catarinense.

O jornalista e escritor Jakzam Keiser lembra da fantástica atuação do ator Severo Cruz no curta-metragem Ao Velho Lobo do Mar, de Eduardo Guerreiro, eleito o melhor curta catarinense pelo júri popular do Florianópolis Audiovisual Mercosul em junho passado.

No filme foi rodado em 2011 Severo interpreta um morador de rua que imagina sua cama de papelão ser um barco e ele o capitão. É a infeliz ironia da vida que interpreta a ficção.

Difícil de matar: com seus coturnos, o sobrevivente Mário Bortolotto toca em Floripa no dia 31 de agosto

23 de agosto de 2013 1
Bortolotto (ao centro da foto). Soleira das Artes, Divulgação

Bortolotto (ao centro da foto). Soleira das Artes, Divulgação

O dramaturgo e enfant terrible Mário Bortolotto é uma dessas personalidades outsiders que estimulam reações de amor e ódio. Muito mais pela primeira opção, que ficou latente após ele sobreviver a um assalto em 2009, quando ele foi baleado por assaltantes que tentaram roubar a bilheteria do Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, em Sampa.

Ao sair da sedação, o primeiro pedido foi pelos seus coturnos. Desde então Bortolotto está em franca batalha cultura, ora com a sua companhia, ora com a banda de blues bukowskiana Saco de Ratos, que tocará no DIA 31 DE AGOSTO (ao contrário do que equivocadamente este blog informou como sendo no sábado 24)à noite no General Lee Pub em Floripa. O show é a faceta da sua canastrice: Velhos, Bêbados, Barrigudos e Tocadores de Blues.

E tem um doc sobre a banda que é muito interessante…

Projetos inscritos para o Edital Elisabete Anderle 2013 não chegam a 1 mil

16 de julho de 2013 4

O Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura contabilizou 961 projetos inscritos na edição deste ano. A Comissão Permanente de Licitaçã fará a abertura dos projetos para habilitação em sessão pública, nesta quarta-feira, às 14h, na Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
A área da música, mais uma vez, liderou com sobras contabilizando 276 inscrições, com o teatro (170) e as artes visuais (132) na sequência. O total desta edição ficou muito aquém do Edital anterior, de 2008, quando foram recebidas 1.428 inscrições. A expectativa para este era de 1,5 mil. Veja a lista abaixo:

* Dança (50 projetos)
* Patrimônio cultural (111 projetos)
* Artes visuais (132 projetos)
* Teatro (170 projetos)
* Música (276 projetos)
* Letras (101 projetos)
* Artes populares (48 projetos)
* Áreas não identificadas (70 projetos)
* Passagens (3 projetos)

Total de inscritos contabilizado até o dia 15 de julho: 961