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Apologia aos remédios

29 de junho de 2012 1

Não tenho tendência para me tornar um hipocondríaco. Farmácias não costumam ser meu lugar preferido. Mas não posso deixar de admitir que faço uso de remédios toda vez que alguma coisa vai mal com a minha alma (e o meu corpo). Nesta área temos observado avanços maravilhosos. Você engole um comprimido e a angústia fica suspensa, quase desaparece. Sei que não é assim tão simples e não quero parecer leviano nessa questão. Porém, sinto em mim mesmo os benefícios que a indústria farmacêutica pode nos trazer. Logo depois que minha mãe faleceu, foi impossível suportar essa perda sem nenhum tipo de anestesia. Como conciliar o sono? Como sair da cama de manhã? Mais grave: como ver algum sentido em continuar vivendo? Não hesitei um segundo em consultar um amigo psiquiatra que me prescreveu uma medicação adequada à situação. A dor não vai embora, não estamos falando de mágica. Mas é um alívio que nos permite continuar seguindo sem tanto sofrimento.

Usados com moderação e apenas em circunstâncias específicas, acabam se tornando a salvação para determinados períodos de nossa vida. E isso pode e deve ser estendido toda vez que sentirmos algum outro tipo de dor.O masoquismo não me atrai. Se a química me ajudar a ser mais feliz, encontra em mim um adepto convicto. Com o tempo a gente consegue seguir em frente sem o uso dessas muletas. Mas em alguns intervalos elas são uma benção e ajudam a nos proteger de nós mesmos.

Abraços,     Gil

Comentários (1)

  • Anderson diz: 29 de junho de 2012

    ” A medicina se fundamenta na natureza, a natureza é a medicina, e somente naquela devem os homens buscá-la. A natureza é o mestre do médico, já que ela é mais antiga do que ele e ela existe dentro e fora do homem …”. ( Paracelso )

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