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Ultimate Fighter

05 de julho de 2012 0

Numa dessas minhas noites insones (raras, felizmente), liguei a TV e fiquei zapeando de canal em canal, em busca de algo palatável para assistir. Pois bem, lá pela tantas paro em um que está exibindo uma luta entre dois corpulentos homens. A violência era tanta que fiquei parado, sem conseguir acionar o botão do controle. Logo descobri que se tratava de uma modalidade chamada Ultimate Fighter e que é uma das práticas esportivas, depois do futebol, mais apreciadas no mundo. E que os vencedores costumam ficar milionários em pouco tempo. Meu Deus, nunca vi tanto soco, tanta pancadaria, tanta agressão. E tudo isso estimulado pela voz raivosa não só dos treinadores, mas também do público presente.

A bem da verdade eu devo ter visto uns dez minutos da luta, não mais. Meu estômago não é dado a apreciar esse tipo de espetáculo. Mas o curto tempo foi o suficiente para perceber que é uma das “diversões” mais pesadas e agressivas a que o ser humano se entrega. Não vi uma única pausa, um momento de descanso para que os participantes pudessem recompor-se. Não, o desejo era de destruição do adversário, se possível coroando a noite com sangue, muito sangue. E ainda falam em evolução. Sinceramente, quem pratica e se deleita com isso, a meu ver, estimula seu lado mais animal, mais bruto. A única linguagem que querem conhecer é a da destruição do outro, do prazer em ver alguém sofrendo. Isso é esporte? Desculpe, mas então como deveremos nominar as atividades em que as pessoas também competem, querem ganhar, mas para isso escolhem um tipo de prazer saudável, lúdico?

Desliguei a TV em seguida e fui dormir. Parece que quem levou um soco na cara fui eu. Entreguei-me nos braços de Morpheu com a secreta esperança de que um dia esse tipo de barbárie seja considerado crime. Com severas punições.

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