Uma das muitas tarefas que me envolvi foi na Copa Kia do Brasil 2011.
Na semana passada, fui à Erechim por causa do jogo Ypiranga 0 x 1 Coritiba, válido pelas partidas de ida da primeira fase da competição. O jogo foi na quarta-feira (16), mas na terça já estava na cidade por causa da partida e novamente quero relatar alguns aspectos comerciais que envolvem a competição.
O primeiro deles é exatamente o naming rights. A montadora coreana mais uma vez se associou à competição através do patrocínio e tem aproveitado para divulgar o lançamento do automóvel Soul, agora também na versão Flex. Dois carros também foram expostos no estádio, além de algumas outras iniciativas da empresa e dos demais patrocinadores. Uma diferença em relação à competição do ano passado é que a Coca-Cola acabou entrando como anunciante, que já tinha se associado também ao Campeonato Gaúcho deste ano como patrocinadora mastes. Outra novidade da Copa do Brasil 2011 é que um backdrop com os todos os patrocinadores e anunciantes e nos mesmos moldes de outras competições também está sendo utilizado durante as entrevistas coletivas. Antes da bola rolar, houve o desfile das candidatas do clube ao concurso Musa do Gauchão 2011, certamente um atrativo a mais para quem foi no estádio.
Ao final da partida, um repórter de uma rádio local digamos que "condenava" a atitude de retirar as marcas patrocinadoras do clube dentro do estádio e também na sala de imprensa. Aqui vai uma explicação: na realidade, sempre que uma equipe disputa uma competição, existe o bônus e existe o ônus. O lado bom é que os clubes sempre recebem uma visibilidade maior e adquirem experiência em competições desse tipo. O lado ruim é que algumas regras precisam ser seguidas e isso envolve também a parte comercial da competição. Isso acontece na Libertadores, na Copa do Mundo, na Champions League, enfim, em vários competições. Nestes casos, prevalesce uma hierarquia das competições: aquelas com uma importância maior acabam se sobressaindo em relação às demais. Vale lembrar, por exemplo, que a marca Tramontina não estava presente nas camisetas coloradas no Mundial disputado em Abu Dhabi, pois a FIFA não permite que outras marcas apareçam nesta hora (somente permanece o patrocinador principal no uniforme oficial).
A solução para isso? Simples: que se coloque em contrato este tipo de possibilidade. Nada melhor do que deixar bem claro as situações que podem ocorrer em função dos contratos de patrocínio. E aos clubes, devem ser criadas alternativas aos seus patrocinadores quando isso acontecer, promovendo ações independentemente da exposição das marcas. Na medida em que o futebol brasileiro se profissionaliza a cada dia, é bom ficar atento a estas questões.
Nesta quinta-feira, a Copa do Brasil prossegue para os times gaúchos, com a partida São José x Paulista, no Passo D´Areia, quando será inaugurado o gramado sintético do estádio. Este ano, em função das participações de Grêmio e Internacional na Libertadores, além de São José, de Porto Alegre, e Ypiranga, de Erechim, o Caxias é terceiro representante gaúcho na competição. O time caxiense, aliás, foi a grande surpresa da primeira rodada, ao vencer a equipe do Ceilândia, no Distrito Federal, por 5 x 0. Com o resultado, a equipe espera o resultado de Vitória (BA) e Botafogo (PB) na quinta-feira para saber contra quem estará disputando a fase seguinte.
Abaixo, deixo algumas fotos do jogo da semana passada em Erechim.

Carros foram expostos na partida de Erechim

Backdrop também está sendo utilizado na Copa do Brasil 2011

Alessandra de Matos Narini, candidata do clube no concurso Musa do Gauchão 2011
Fotos: Fernando Trein