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Posts de maio 2008

A próxima entrevista

31 de maio de 2008 10

Estava agora escutando Billy Preston cantando My Sweet Lord, do George Harrison, e me lembrei de quando assisti o cara ao vivo três anos atrás, no Festival de Jazz de Montreux. Foi uma emoção! Ele já passou dessa pra melhor (melhor, será??? tenho minhas dúvidas) mas deixou um importante legado. No mínimo, foi um cara que tocou com os Beatles! O Festival de Montreux não tem mais o mesmo glamour que teve anos atrás, mas ainda é uma referência. Em 2005 estive lá e assisti as três primeiras noites. Vi, na fila do gargarejo, The Coors, Garbage, Patti Smith, Isaac Hayes, o citado Billy Preston e um gurizote que na época estava começando carreira, um tal de James Blunt… Tudo na maior paz. Paz demais, até, em se tratando de um festival de música. Pois bem, prometi postar algumas entrevistas aqui de vez em quando. Então acabo de resolver que a próxima será com a Diretora do Backstage do Festival de Montreux, a brasileira Marcia Corban, que vive na Suiça há muitos anos e que poderá nos contar algumas curiosidades desse que é um ícone entre os eventos musicais mundiais, e que começa agora em julho. Prometo para essa semana ainda!

Postado por Martha Medeiros

Fundação Iberê Camargo

31 de maio de 2008 5

Estive ontem à noite no coquetel de inauguração da Fundação Iberê Camargo, cujo prédio, à beira do Guaíba, projetado pelo consagrado arquiteto português Alvaro Siza, virou ponto turístico obrigatório de Porto Alegre. Foi uma festa bacana, com pessoas interessantes, alto astral e tudo mais, porém ocorreu no estacionamento do prédio, sem acesso ao museu, o que me deixou ligeiramente frustrada. Mas não dá nada. Voltarei inúmeras vezes para ver as obras de Iberê, que é realmente um mestre. Já havia estado lá para visitar a obra, dois anos atrás. Agora vai ser pra valer. Ponha na sua agenda também. 

 

Postado por Martha Medeiros

As novas embalagens dos cigarros

28 de maio de 2008 41

Em fevereiro de 2009 as embalagens de cigarro vão ficar ainda mais terroristas do que já são: foram divulgadas as novas fotos que serão publicadas nas carteiras,  uma mais macabra que a outra. Que haja restrição do fumo em locais públicos e que se proíba a propaganda que glamuriza o cigarro, acho importante, ok. Mas essas embalagens, francamente, que papagaiada. Os fumantes já sofrem uma patrulha incansável, não podem fumar em lugar algum, são tratados feito vermes, e agora mais essa. Não, não sou fumante, não acho uma boa fumar, mas também não consigo dizer amém para tanta perseguição. Sei que a intenção é nobre, mas estamos nos tornando um bando de chatos.  

*

Amanhã no final do dia estarei em Bom Princípio (RS) conversando com a comunidade, professores e alunos, e também autografando meus livros. Quem estiver pelas redondezas, apareça!

 

 

Postado por Martha Medeiros

Minas Gerais é bacana demais, sô!

26 de maio de 2008 16

Como havia dito, estive participando da Bienal do Livro em Belo Horizonte. Fui convidada para um debate que tinha como tema: “Mulher escreve diferente de homem”? As outras duas participantes eram as escritoras mineiras Maria Esther Maciel e Malluh Praxedes. Bom, admito que não acho esse assunto dos mais relevantes: que diferença faz se o autor de um livro é homem ou mulher, velho ou jovem, casado ou solteiro, hetero ou gay? Comentei com o pessoal uma frase da Virginia Woolf que, acredito, encerra o assunto: todo artista é um andrógino. 

De qualquer maneira, o assunto não se encerrou, claro, e ficamos lá batendo papo sobre livros que foram escritos por homens mas pareciam ser de mulheres e vice-e-versa. Conversar sobre literatura não é, admito, meu esporte preferido. Quase sempre o tom do papo fica meio acadêmico. Sigo defendendo que não importa de onde a obra parte, e sim aonde ela nos leva…

Mas foi agradável, uai. Estar em Belo Horizonte foi muito bom, encontrei lá na Bienal os gaúchos Moacyr Scliar e Fabricio Carpinejar, e jantei num lugar que gosto muito, chama-se A Favorita, onde vi o Zuenir Ventura em outra mesa.

Isso tudo foi sexta à noite. No sábado de manhã fui para Ouro Preto, estava um dia esplendoroso! Fazia mais de vinte anos que eu não ia a essa cidade  encantadora, na última vez o Tancredo Neves ainda estava vivo! A arquitetura colonial, as igrejas deslumbrantes, a arte barroca, a comida mineira, o artesanato local, tudo é motivo para uma perneada por lá. Para quem quiser tomar um drinque e bater um papo num lugar relaxante, sugiro o terraço do restaurante “O Passo”, e para um bifê mineiro num lugar decorado com mil objetos kitches e divertidos, recomendo “O Chafariz”, ambos na mesma rua… que, óbvio, não lembrarei o nome. Mas nada que Mr. Google não ajude a resolver.     

Por fim, uma dica nada a ver com turismo, e sim com tevê. Amanhã, terça, reprisará a entrevista que o psicanalista Contardo Calligaris deu para a Marilia Gabriela neste último domingo. GNT, 22:30h. Eu perdi os primeiros 15 minutos mas vou rever tudinho, sou fã do Calligaris, é um homem inteligente e com a cabeça arejada. Ele e Gabi falaram sobre travestis, sexo, família e sobre o livro que ele acaba de lançar, “O conto do amor”, que já li e é bem interessante. 

E que bacana que uma atriz brasileira ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes, não? O nome dela: Sandra Corveloni. Touché!

Por fim, ave Guga!! Deixa as quadras, mas segue sendo um baita guri.

     

Postado por martha medeiros

Respondendo aos leitores

22 de maio de 2008 20

 

Me perguntaram se eu toco violão. Bem que eu quis… Quando tinha uns 20 e poucos anos cheguei a ter aulas com um cara que morava perto da minha casa, o Colbert (parece que ele virou diplomata, o que é a vida!). Mas eu não tinha nenhum talento pro instrumento e acabei desistindo. Cheguei a arranhar uma música do Pink Floyd, mas ela ficava tão irreconhecível que troquei definitivamente o violão pela máquina de escrever, e, pelo visto, fiz bem (sim, eu sou do tempo da máquina de escrever, tlec, tlec, tlec…)

 

Agora vou contar uma história antiga à beça. Também aos 20  e poucos, eu trabalhava como redatora publicitária numa agência no centro de Porto Alegre. Estava trabalhando uma manhã quando toca o telefone: era o Luciano Alabarse, o respeitadíssimo diretor teatral, que na época eu não conhecia. Ele disse que gostava dos meus poemas e que gostaria de almoçar comigo e me apresentar a uma amiga que também curtia meu trabalho. Marcamos ali no Chalé da Praça XV. Fui, meio envergonhada. Chegando lá, Luciano já estava sentado à mesa com… Adriana Calcanhoto! Ela recém estava iniciando carreira, fazia seu primeiro show no Porto de Elis e conseguia ser mais tímida do que eu… Almoçamos e no final ela me convidou para assistir ao show, porque havia uma surpresa pra mim. À noite, fui ao Porto de Elis e pela primeira vez ouvi, maravilhada, a voz da Adriana, que já era cristalina como é hoje. E a surpresa que me aguardava é que ela dizia, entre uma música e outra, um poema meu. Puro êxtase! Então, para quem me pergunta se já escutei o novo disco dela: sim! É lindo.

 

E agora então respondo à leitora que me perguntou se não sinto falta de escrever poemas. Sim, muito! Meu último livro de poesia saiu em 2001. Tenho algum material inédito arquivado, mas não suficiente para montar um novo livro. Mas tudo conspira para eu voltar aos versos. Semana passada, no Rio, assisti ao espetáculo que já comentei aqui no blog, com poemas meus, e fiquei pensando… puxa… por que não retomo esse lado da minha carreira literária? A verdade é que eu trabalho com muitos prazos de entrega (para crônicas, editoras, revistas) e sobra pouco tempo para a poesia, que é algo que faço sem pressão alguma, apenas por prazer. Mas irei me disciplinar e, quem sabe, em breve eu volto a ser poeta. Obrigada pelo incentivo!

 

No mais, amanhã estou indo para Belo Horizonte para participar da Bienal do Livro, então só volto ao blog semana que vem. Quem mora aqui no sul e está pensando em ir à serra, fica a dica: dê uma espiadinha nas ruas decoradas de Flores da Cunha! Estive lá ontem e me entusiasmei com as ruas "atapetadas" com flores, desenhos… Tudo feito com serragem colorida e muita dedicação da comunidade. O efeito visual é deslumbrante. É uma bela maneira de celebrar esse Corpus Christi. 

 

É isso, até a volta!  

 

Postado por Martha Medeiros

Ainda música

21 de maio de 2008 11

Rapidinhas:

 

- Houve quem tenha reclamado de eu falar a palavra "chinelagem" quando citei Guns and Roses. Explico: foi uma brincadeira. Minhas amigas acham  o Axl Rose meio seboso (no que concordo) e sempre torceram o nariz quando eu citava o Guns, mas claro que isso não tem nada a ver. Eu gosto bastante da banda, em especial das gravações de Knocking on heaven´s door, November Rain, Patiente e outras. A banda teve muito valor – hoje não sei o que andam fazendo. Portanto, retiro o "chinelo" e vamos em frente.

 

- Alguém citou Jorge Drexler e "Mi guitarra e vos" – acho essa música sensacional e vai entrar no meu playlist. Assisti a dois shows do Drexler, um no Teatro do Sesi em Porto Alegre e outro no Uruguai, onde ele convidou o Paulinho Moska pra subir no palco e cantar com ele "A idade de céu", que é outra música que merece todas as honras. 

 

- Também andaram clamando por Frejat na minha lista! Ora, ora. E se eu contar que existe uma possibilidade remota de eu fazer uma parceria musical com ele? Pois é, tempos atrás a gente se correspondeu e ele acabou ficando com dois poemas meus. Trocamos e-mails por um tempo e depois perdemos contato. No final do ano passado ele ainda apareceu numa sessão de autógrafos que fiz no Rio, mas desde então, nunca mais. Como não sou de ficar cobrando, essa questão vai ficar nas mãos do destino. Mas consegui uma relíquia para meu Ipod: a música Carne de Pescoço, que o Barão gravou no primeiro disco.

 

- Por enquanto, é isso. Bom feriado a todos! Beijos. 

Postado por Martha Medeiros

As músicas da minha vida

20 de maio de 2008 24

Uma vez eu participei de um programa de rádio que pedia para eu escolher as 10 músicas que haviam marcado minha vida até ali. Dez?? Crueldade. São muito mais. Só agora, baixando minha seleção no Ipod, é que estou resgatando coisas do baú. Recém comecei,  mas já estou viajando no tempo… Lembro que, quando era garota, adorava The Guitar Man, do Bread. Baixei, mas com a versão do Cake. Sempre curti muito Roxanne, do Police, mas baixei com a versão do George Michael, que é mais cool. Oldies ainda: We are family, com Sister SledgeBand on the run, com Paul McCartney & Wings; Early in the morning, com Bad Company, e meu hino pessoal: The Weight, com The Band.   


 


Eu avisei que sou jurássica.


 


Do Lenny Kravitz, escolhi You´re my flavour.


Do Aerosmith, Pink.


Do Gun´s and Roses (olha a chinelagem), a versão ao vivo de Used to love her.


Do Metallica, a versão para Tuesdays Gone, do Lynyrd Skynird


Do Lloyd Cole, My way to you


Do Fat Boy Slim, a swingada The Joker, do saudoso Steve Miller Band 


Da Sheryl Crowe, If it makes you happy


Do Nirvana, Lithium


 


Claro que tem Beatles e Rolling Stones.


Por enquanto, só Ticket to Ride de um, Bust of Bearden de outro.


 


Ah, e a versão de Oh Darling que tocou no filme Across the Universe!!


 


Som brakuca, pouco ainda. 


Além do Blues da Piedade, do Cazuza, baixei Trac Trac e Lanterna dos Afogados do Paralamas,  Tempos Modernos do Lulu Santos, e Agora só Falta Você e Jardins da Babilônia da Rita Lee. 


 


Ainda tem algo do Fito Paez… E já nem lembro de mais quem.  


Por enquanto, só rock, porque ouço enquanto caminho, de manhã, e esse som me empurra. Só mais adiante me dedicarei ao jazz, que também tem espaço na minha vida.


 


Então está aí uma palhinha do meu playlist, um som nada “intelectual”, como se pode notar…


Viva a guitarra!



Postado por Martha Medeiros

Poesia Filmada

19 de maio de 2008 18

Olha, queria avisar que leio todos os comentários deixados aqui e fico superfeliz com esse carinho todo, só que não dá pra responder cada um, já basta os e-mails que chegam por causa das colunas dos jornais, pra esses eu consigo mandar um alô, mas atualizar a correspondência aqui do blog me tiraria um tempo que realmente não tenho, juro. Mil desculpas e obrigada a todos.


 


*


 


Essa falta de tempo tem muito a ver com viagens, então aproveito pra abrir a agenda da semana: na quarta-feira, dia 21, estarei às 19:30h em Flores da Cunha (RS), e na sexta, 23, estarei participando de um debate na Bienal do Livro de Belo Horizonte, às 19h. 


 


*


 


Ontem fui ao cinema, mas acabei não vendo Estômago (que segue nos planos): fui, isso sim, ver Um beijo roubado.  Gostei demais! É um filme sobre absolutamente nada, a não ser a vida… Participações especiais hipnotizantes de Raquel Weisz , David Strathairn e Natalie Portman, e quanto ao Jude Law… bom, meninas, vejam com seus próprios olhos. Norah Jones surge fraquinha na primeira cena, mas em seguida toma conta da tela feito uma veterana. A direção do chinês Wong Kar Wai é impecável, moderna, uma pintura. Ele concede ao espectador uma intimidade rara com cada acontecimento, com cada personagem…  O filme todo é uma poesia. Falarei mais sobre Um Beijo Roubado em minhas colunas nos jornais. Ah, e que trilha sonora! Enfim, tudo funciona, tudo emociona. 


 


*


 


Falando em trilha sonora… podem rir da minha cara, mas a jurássica aqui só agora aderiu ao IPod. Não tinha, ganhei de presente. E nesse final de semana que passou comecei a selecionar meu playlist. Por enquanto, coloquei apenas umas 40 músicas, praticamente só  rock, e quase nada atual. Amanhã passo a relação de algumas das minhas músicas preferidas (descobri que, definitivamente, sou louca por Blues da Piedade, do Cazuza).  


 


*


 


Até.


 

Postado por Martha Medeiros

Trivial variado

17 de maio de 2008 18

Estou de volta, e antes de contar as novidades do Rio, tenho que comentar essa história do Inter. Quando eu disse que, hoje em dia, eu era uma colorada meio fajuta, não estava brincando. Eu nem sabia que o Inter tinha perdido pro Sport!! Fiquei sabendo agora, pelos e-mails que deixaram aqui. O jogo foi quarta? Caramba, não tenho nem idéia de qual foi o resultado, será que levamos uma meia-dúzia de gols, só pra calarem nossa boca? Assim é o futebol, assim é a vida: altos e baixos, montanha-russa incessante. Ainda bem… de tédio ninguém quer morrer.

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Quanto ao blog da Juliana Knust, obrigada por me avisarem, bacana o carinho dela. Esse texto meu que ela postou, sobre a amizade, é antigo, acho que do tempo em que eu ainda escrevia pro site Almas Gêmeas. Quem tiver o e-mail da atriz, please, me mande, acabei não deixando recado nenhum no blog dela e quero mandar um alô, agradecer.

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E o Rio de Janeiro continua lindo… Eu gosto demais daquela cidade, curto principalmente o informalismo, aquele %22estar à vontade%22 do carioca. Não parei um segundo por lá. Do aeroporto fui direto para o estúdio da TVE, no centro, para gravar o Sem Censura com a Leda Nagle, e lá fiquei sabendo que o programa não passa mais aqui no Rio Grande do Sul. Vou tentar me informar por quê, mas acho uma lástima, pois o Sem Censura é um ícone do jornalismo nacional: tem duas horas de duração, é ao vivo, e os entrevistados podem interagir uns com os outros. São sempre seis convidados das mais diversas áreas: médicos, empresários, esportistas, artistas… E os telespectadores participam bastante também, via e-mail. 

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No dia seguinte almocei %22chez%22 Malu Mader, num apartamento que é a cara dela: iluminado, alegre, belo e ao mesmo tempo simples, sem frescura. Muitos dvs, livros, discos, instrumentos musicais, o astral é bárbaro. Falamos de tudo um pouco, mas o assunto girou mesmo foi em torno dos paparazzi, que virou uma praga para a turma que é do meio artístico, porém não gosta de se expor, caso da Malu. Volto daqui a pouquinho a esse assunto.

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Saí da Malu e fui para a Livraria da Travessa, em Ipanema, que é uma espécie de santuário pra mim. Tenho vontade de entrar lá dentro com um carrinho de supermercado e enchê-lo até a borda de livros. Aliás, a Livraria Cultura, aqui de Porto Alegre, me faz ter o mesmo impulso… Mas não dá pra levar tudo, infelizmente. Comprei três livros: %22Slam%22, do Nick Hornby, %22A elegância do ouriço%22, de Muriel Barbery e %22De verdade%22, de Sándor Márai – esse já comecei a ler e estou adorando. Feita a compra, subi para o café da livraria e encontrei com uma produtora que está interessada em levar o meu livro %22Tudo que eu queria te dizer%22 para o teatro. Foi apenas um primeiro contato, mas as opções de direção e elenco me pareceram bem atraentes, tomara que dê tudo certo. Quando (e se) eu tiver novidades a respeito, aviso.

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Saí da livraria voando a tempo de tomar um banho no hotel e às 18:30h estava sentada na platéia do teatro Cândido Mendes, também em Ipanema, para assistir a reestréia da perça %22De mim que tanto falam%22, com Cristina Mayrink e Daniela Olivert, duas atrizes ótimas, porém pouco conhecidas (infelizmente, nós só conhecemos quem faz novela). O público fica meio inquieto no início, porque é um espetáculo que reúne meus poemas: apesar de a temática ser a mesma das crônicas (relações humanas, o mundo feminino, etc), o pessoal acha estranho ouvir um texto mais literário, com rima. Mas aos poucos todos vão relaxando, se acostumando, e curtem um monte. As gurias foram aplaudidas de pé. Na platéia estava uma atriz gaúcha que fazia séculos que eu não via, Xala Filippi. Quem tem mais de 40 anos deve lembrar da época do %22Verdes Anos, %22Deu pra ti anos 70%22, %22Inverno%22… Era a efervescência do teatro gaúcho e do Super-8, de onde saíram nomes como Jorge Furtado, Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil, Werner Schunemann, etc. Foi legal revê-la, conversamos bastante. Hoje ela trabalha do outro lado do ringue: imprensa.

*

E a maratona continuou: ontem, sexta-feira, fui almoçar com Lilia Cabral e José Alvarenga, que estão muito entusiasmados com o filme Divã, que estreará em março de 2009. Falamos bastante sobre o filme e de novo surgiu o assunto dos paparazzi. Pra se ter uma idéia, no mesmo restaurante estavam almoçando Silvia Pfeifer, Beth Lago, Silvia Bandeira e Ilsi Silva, cada uma numa mesa, com seus amigos - parecia a filial do Projac. Certamente haveria fotógrafos aguardando a saída dessa turma, e não deu outra. Lilia colocou o pé na calçada e os fotógrafos fizeram mira. Os caras surgem de trás de árvores, de carros… Ipanema e Leblon hoje parecem Hollywood. Devo escrever uma crônica a respeito dessa indústria da fofoca e do flagrante em breve. 

*

Fico por aqui. Soube que o show do Bajo Fondo foi bárbaro, pena que perdi. No final de semana, pretendo assistir %22Estômago%22, filme nacional do qual falam muito bem. É isso, até a próxima.

Postado por Martha Medeiros

Os três próximos dias

13 de maio de 2008 25

Reclamei ontem de falta de assunto, mas prometo que a partir do próximo final de semana terei algumas coisas bacanas para comentar. É que estou indo amanhã cedo para o Rio de Janeiro, onde uma série de compromissos me aguardam. Amanhã à tarde estarei no programa Sem Censura, da TVE, sendo entrevistada pela Leda Nagle (ao vivo, às 16h). No dia seguinte, talvez almoce com Malu Mader, à tarde farei uma reunião com uma produtora de teatro (acho que vem novidade por aí) e à noite assistirei a reestréia de uma peça baseada em poemas meus, chama-se De mim que tanto falam, com Cristina Mayrink e Daniela Olivert (estreou como um espetáculo-pocket em livrarias do Rio e esteve inclusive no EmCena, aqui em Porto Alegre, mas agora ganhou uma produção mais caprichada e novos textos, ainda não conferi, estou curiosa). E no dia seguinte ainda almoço com Lilia Cabral e José Alvarenga, respectivamente atriz e diretor do filme Divã, para saber mais detalhes sobre o que veremos na telona no início de 2009. Ah, e espero que dê tempo para dar uma caminhada pela beira da praia, porque ir ao Rio sem estar junto ao mar não tem a menor graça. Que eu volte sem dengue e com muita coisa pra contar. Até sábado que vem!

Postado por Martha Medeiros