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Respondendo mensagens

17 de junho de 2009 25

Oi, hoje vou responder algumas mensagens. Não tenho como responder todas, paciência… 

Raquel, você citou os erros de pronúncia do seu namorado gaúcho e alguns leitores do blog deram seu palpite a respeito, então vamos lá. Bueno, ninguém gosta de ouvir alguém falando errado, ainda mais quando é uma pessoa que a gente ama, mas sejamos honestos: quem não fala errado de vez em quando? Eu, quando era garota, falava muito errado, e só melhorei um pouco graças à leitura e ao hábito de escrever. Ainda assim, até hoje cometo alguns  deslizes, principalmente na hora de conjugar o “tu”. Sou a rainha do “tu foi”, “tu viu”. Erradíssimo, mas toco ficha assim mesmo. A fala é algo muito dinâmico e raríssimos são os impecáveis, aqueles que não erram nunca. Não estou aqui fazendo apologia ao erro, apenas quero dar uma humanizada no assunto. 

Mas, pelo visto, teu namorado está mais fora do padrão do que a maioria. Nesse caso, concordo com quem te sugeriu dar umas corrigidinhas nele de vez em quando. Não precisa dar uma de madre superiora, faz com carinho, quando achar que é o momento. Ou simplesmente repita a frase dele com a pronúncia correta: se ele disser “eu truxe um presente pra ti” você responde “eu também te trouxe um presente”. Será que ele se toca? 

Putz, essa história de corrigir é delicada. Lembro que, mil anos atrás, eu falei “incesto” de forma errada, como se fosse “incêsto”, e um namorado me corrigiu dizendo que se pronunciava “incésto”, e eu respondi qualquer coisa como “ah, deixa disso, tu entendeu” (olha o erro de conjugação de novo). Na verdade, fui prepotente porque fiquei constrangida, me senti humilhada. Bobeira minha. Doeu ser pega falando errado, mas adivinha: nunca mais repeti o erro. Aprendi pra sempre.

Por que será que eu e ele estávamos falando em incesto? Mistério. Não faço ideia.

O fato é que falar corretamente é algo que se deve aprender na infância. É complicado consertar depois de “velho”. São heranças familiares. Conheço uma mulher culta e inteligentíssima que diz “imbigo” em vez de “umbigo” simplesmente porque foi criada ouvindo a palavra ser dita desse modo. Vá tentar dar jeito agora que ela tem 68 anos de idade. Complicado… .

Raquel, dá uma baita vergonha ver alguém falar errado, mas tem outras coisas erradas que são bem mais difíceis de engolir, então faça um diagnóstico do seu gaúcho, veja o que ele tem de legal, o que fez você se apaixonar por ele, e priorize isso. Se ainda assim você ficar muito incomodada, então parta pra outra, mas pode acontecer de você encontrar um dos “impecáveis” na oratória que mandam mal em outro aspecto. Nobody´s perfect.

*

Fleur de Jolie, não tenho nenhum relançamento programado, mas não é tão difícil encontrar meus livros mais antigos – os de poemas estão todos no pocket “Poesia Reunida”. Só o “Geração Bivolt” que caducou mesmo. 

*

Thaís, você pergunta o que estou lendo. Detesto fazer isso, mas estou lendo três livros ao mesmo tempo! O Cartas pra Você, o Melhor teatro de Domingos Oliveira e comecei ontem a dar uma espiada em A salvo de nada, do francês Olivier Adam.

*

Danielle, obrigada pelo carinho!

*

Zenilda, devo estar no Recife dia 18 de agosto, mas quando chegar mais perto eu confirmo hora e local.

*

Nathália, legal o teste para saber o sexo do nosso cérebro. Respondi as questões e o meu deu 14, considerado feminino. Se fosse “muito” feminino daria 20.

Quem quiser fazer o teste também, segue o link:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI65446-15224,00-QUAL+E+O+SEXO+DO+SEU+CEREBRO.html

*

Volto qualquer hora, beijão!!

 

  

 

 

 

 

 

   

 

 

   

Postado por martha medeiros

Comentários (25)

  • Nathália Hecz diz: 17 de junho de 2009

    Bem curioso o teste, né?! Martha, eu cheguei a escrever um comentário sobre a situação da Raquel, mas não mandei. Não sei se eu deveria opinar, uma vez que ela pediu a tua opinião. Mas agora virou post, então: concordo contigo, Martha. Gente, quem gostaria de ter um namorado falado errado? A Raquel deve corrigir sim, não tem mistério. Também sou a rainha do “tu”, até escrevendo eu uso, credo. Mal de gaúcho, não tem jeito. Beijão pra ti, te adoro! =D

  • Raquel diz: 18 de junho de 2009

    Oi Martha,

    Adoro suas crônicas, e a forma leve com que escreve. Sempre me deixas a pensar, sobre o meu universo e o dos outros.
    Li um texto da colunista, Eliane Brum, revista época, que é intrigante, os assunto: as relações humanas, os novas famílias e seus padrões e peculiariedades.
    Pensei em você, e não sei o porquê, pois, poderia conversar com qualquer amigo meu a respeito.
    Queria que lesse, e quem sabe falasse um pouquinho a respeito.

    O link para o artigo, está na página acima.

  • Valdir diz: 17 de junho de 2009

    Nao existe “falar errado”. Toda a fala eh gramatical, exceto em raros momentos de hiper-correcao. Quando tu fala coisas como “tu vai”, “tu foi”, a marca da pessoa tah no pronome, portanto seria redundante marcar outra vez no verbo, que sinaliza a acao e o tempo. A lingua falada tem muita complexidade e variacao, mas nunca, jamais, um falante consegue falar algo que nao seja gramatical, portanto correto. Errado eh pensar como tu (e muita gente) pensa, jamais falar como a gente fala.

  • Ana Paula Sales Tavares diz: 18 de junho de 2009

    Oi, Martha! Acho super legal quando você responde as nossas mensagens! Faça isso sempre, viu? Hehehehe… Um beijão!

  • Mariana Chaves diz: 17 de junho de 2009

    Oi Martha,

    imagino que vc tenha um grande legado de fãs. Pois bem, eu sou um deles. Me chamo Mariana, tenho 27 anos e moro em Poços de Caldas , sul de Minas Gerais.
    Estou lhe escrevendo, para lhe dizer, que estava ( e estou) muito ansiosa em ver seu filme. Mas aqui na minha cidade, o filme ficou pouquissimo tempo em carta; e nesse período estava viajando. Então queria saber se vai sair em DVD e quando será?
    Um abraço MAriana

  • Daniela Figueiredo diz: 21 de junho de 2009

    Oi, Martha. Acho natural e compreensíveis erros na conjugação do tu (também sou rainha do “tu foi”, aliás, é difícil encontrar um gaúcho que o conjugue corretamente). Mas o que dói na alma ao ouvir, são erros como “menas”, por exemplo. Também assusta saber que o amado, que tanto admiramos (pois amamos quem admiramos), escreve “corasão” ou “sinema”. Não li o comentário da Raquel, mas pelo que entendi ela criticava a pronúncia. Já é exigir demais do coitado.
    Assisti ao filme Divã e adorei! Beijos

  • Thais diz: 19 de junho de 2009

    Oi Martha, mais uma vez, muito obrigada pela resposta. Estou pesquisando sobre o livro “A salvo de nada”, adoro suas dicas, li e gostei demais do “Clube do Filme”, muito bom mesmo!^
    Um grande abraço,
    Thais

  • Thamires Souza Travascio diz: 18 de junho de 2009

    OLá tava estudando na biblioteca do meu curso essa semana (ano de vestibular) e acabei encontrando varios textos teus postados na Revista de Domingo do O GLOBO . E por incrivel que pareça era dia dos namorados e todos os textos tinham a ver com o assunto. Gostei especialmente de um postado dia 16/06/2005. Gostaria de postar num blog que tenho amador e tals. que já tem alguns textos seus. Tudo bem por vc? o rexto é MAIOR E MELHOR QUE AMOR. grande bju adoro teu trabalho.

  • Alessandra Monteiro diz: 21 de junho de 2009

    Meu Deus!!Fujo das constastações, principalmente qdºñ me favorecem. Sempre achei meu lado masculino a parte maior do meu cérebro. Tenho censo prático e mais amigos.Sou extremamente feminina.Amo os homens,para o que eles são e nos servem.Por tanto ñ sou Bi, nem Homo. Achava que era equilibrada, mas depois do teste meu mundo caiu..rs.. Sou SETE(7)!!! Estudarei mais este assunto.. talvez ñ precise mais de tanta auto-análise, para entender as “mulherzinhas”, os “homenzarrões” e EU!! Bjs, até +.
    Alê

  • liliane diz: 18 de junho de 2009

    Querida, Martha..sou tua fã numero 1 e por vezes já nos falamos pelos comentários, mas agora estou estarrecida pois estou tc com uma Martha pelo msn q diz ser vc. A mim não convenceu, mas a tantos sim…gostaria q aqui comentasse sobre este ocorrido. Olha fico indignada qdo colocam nomes errados a textos teus, e agora ainda isso…se fazendo valer de sua pessoa.A mim não engana. grata se comentar.

  • teresa diz: 18 de junho de 2009

    martha, sei que não tem comparação ser corrigido na nossa própria língua e numa língua estrangeira, mas deixo meu depoimento. os franceses, que estão acostumados a lidar com estrangeiros, arrumaram uma maneira delicada de corrigir. se vc comete uma falta, seu interlocutor repete a frase correta, mas de forma afirmativa, positivando o que vc disse. tipo (inventando, tá?): se vc diz “hoje é calor”, ele responde “é verdade, faz calor hoje”. elegante, né?. ah, fiz o teste do sexo do cérebro: 11

  • Rebeca diz: 17 de junho de 2009

    O que vou dizer não é a respeito do q vc escreveu…preciso te dizer assisti o filme Divã depois de ler e reler o livro milhões de vezes sua uma grande fã do seu trabalho e o filme me fez rir,chorar,foi incrível adorei !!!Parabéns Martha Medeiros!!!

  • Juliana diz: 20 de junho de 2009

    Martha querida…acabei de ler seu texto na Zero Hora e concordo plenamente, não sei realmente o que o inverno oferece de bom, pq eu tb adoro sol, céu azul, vestido, rasterinha, etc e tal….daqui um tempo devo mudar para Poa, mas gostaria muito que essa estação se tornasse verão, primavera, outono,rs…
    BJOSSS!!

  • Juliana diz: 18 de junho de 2009

    Martha querida, meu teste tb deu 14, por incrível que pareça, porque as vezes penso ter nascido com o sexo errado,rs…
    Bjosssssss!!

  • claudia carneiro diz: 18 de junho de 2009

    Martha,Sou sua fã, divulgo seus textos para um monte de mulheres. O que mais desejo ao repassar é a ideáia de que a mulher pode ser parceira uma da outra, o que muitas vezes não acontece. Você bem que podia fazer uma crônica sobre as intrigas que fazemos uma com a outra, e de graça. O que me deixaria feliz hoje? um alô seu em seu blog…seria um luxo!!! Abraços mineiros e carinhosos

  • Raquel Nogueira Martins diz: 18 de junho de 2009

    Martha,
    Muito obrigada pela carinhosa resposta! Sinto-me mto honrada…Sou sua fã há bastante tempo e com minha história como pano de fundo, mais do que nunca, suas dicas serão de gde valia. Concordo com tudo o que vc falou (Obs.: confesso ter ficado a fim de trocar idéias com vc em vários momentos!) e vou tentar contribuir pra situação melhorar…pois continuo acreditando no AMOR – palavra fácil e quase impossível de se errar na pronúncia ou na escrita.Agradeço também aos posts! Bjo gde!

  • Ísis R. diz: 17 de junho de 2009

    E para mim foi relevante, tanto é que tive vontade de comentar que o texto de hoje estava absurdamente diferente do usual.

    Acredito ter sido sincera no meu comentário.

  • Mariana Luiza diz: 20 de junho de 2009

    Martha querida, só hoje pude assistir ao “Divã”, e venho te parabenizar “pela parte que te cabe daquele latifúndio”. Que filme cheio de sutilezas, de beleza e de afetividade. Parabéns !

  • Ísis R. diz: 17 de junho de 2009

    Olá, Martha. Não entendi por que meu comentário no post anterior não foi publicado. Será que foi somente por te desagradar ou por ser um ponto em contrário com a maioria dos leitores que aqui postam? De forma alguma quero usar o teu espaço pra xingamentos, mas considero que minha opinião quanto ao que foi publicado em ZH é apenas mais uma crítica, que pode ou não ser relevante.

  • Danielle Padua diz: 22 de junho de 2009

    Olá Martha, tenho 19 anos e sou sua fã!!!
    Me indentifico muito com o que você escreve…
    Parabéns!
    Beijos.

  • Aline Bartalotti Furlanetto diz: 17 de junho de 2009

    Olá Martha, conheci seu trabalho antes do filme DIVÃ e me aprofundei em pesquisas a seu respeito depois do filme. Confesso que estou viciada no seu blog, rs…
    Bom recentemente recebi uma indicação do seguinte livro: “CARTAS de um POETA sobre a vida”, é do Ranier M. Rilke, você já teve contato com algum trabalho dele ou conhece?

    LUZ !!!

  • Avner Posner diz: 17 de junho de 2009

    Esse teste do sexo do cérebro é super interessante. Adorei fazer. Recebi por e-mail a uns 2 meses atrás. Agora não lembro qual foi o resultado, mas acho que deu feminino. Fazer o que né?
    E estou doido para ler CARTAS PARA VOCÊ e também estou querendo ler CARTAS ENTRE AMIGOS SOBRE MEDOS CONTEMPORÂNEOS.
    Beijos

  • Maria do Carmo Bocorny diz: 23 de junho de 2009

    Fiz o teste do “sexo” do cérebro e o meu resultado deu…11! Isso quer dizer que sou quase hermafrodita hahahha. Estou numa linha tênue entre o masculino e feminino. Um caso raro, segundo a reportagem.

  • Professor diz: 18 de junho de 2009

    Caí de pára-quedas aqui! Mas…só uma pergunta: O que veio primeiro, a oralidade ou a escrita? Bom, o problema de muitos “jornalistas” e “escritores” é que muitos não têm o mínimo de conhecimentos de Linguística!Estudem.Reflitam..Da mesma forma que a humanidade evolui e se modifica com o passar do tempo, a língua acompanha essa evolução e varia de acordo com os diversos contatos entre os seres pertencentes à comunidade universal. Assim, é considerada um objeto histórico, sujeita a transformações

  • Fernanda Guimarães diz: 21 de junho de 2009

    Colocaram agora o John Lennon para assinar os teus textos…
    Vê o que anda circulando na net. Há trechos até que não fazem parte do teu original:
    http://www.maputo.co.mz/por/foruns/diversos/fizeram_nos_acreditar
    http://saudesucessopazeharmonia.blogspot.com/2009/02/fizeram-gente-acreditar-mas-nao-nos.html
    Estas são apenas dois links, mas há uma infinidade na net. Recebi através de e-mail e já estou encaminhando o texto original com os devidos créditos!
    beijos

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