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Posts de novembro 2009

Roubo de livros

26 de novembro de 2009 41

Não sei para o que serve a história que vou contar, mas vou contar assim mesmo.

Estava no aeroporto de Granada (Espanha), cerca de duas semanas atrás, esperando meu voo para Madri, de onde eu embarcaria de volta para o Brasil. Estava numa loja de conveniências que vendia de tudo (camisetas, gadgets, brinquedos, livros, revistas). Peguei uma Elle espanhola e fui pro caixa. Quando fui pagar, vi que havia ali um calendário poético do Mario Benedetti, que é um autor uruguaio que faleceu recentemente e por quem sou apaixonada. Mais apaixonada que eu, só um grande amigo que estaria fazendo aniversário dali a quatro dias. Pensei na hora: vou levar esse calendário de presente pro meu amigo. “Quanto custa?”, perguntei pra moça do caixa. Ela respondeu que não tinha preço. Não entendi. Ela me explicou: o calendário recém havia chegado na loja e ainda estava sem preço, portanto ela não poderia me vender. Putz, era muito azar. Pedi a ela que sugerisse um preço maior do que ela imaginava que custaria o calendário, mas ela argumentou que não poderia fazer isso, teria que registrar, coisa e tal. Caramba, então por que exibem o produto se não podem vendê-lo?? Ela deu de ombros e foi embora. Sumiu da minha vista. Escafedeu-se. Achei estranho ela deixar o caixa a descoberto. Fiquei eu olhando para aquela caixinha (o calendário era de mesa, não era grande), e aquela caixinha olhando pra mim, nós duas em flerte descarado, ela praticamente ordenando: “me pegue, sua boba!”. Não pensei em câmeras de segurança nem em alarme, não foi o medo de ser flagrada que evitou que eu consumasse o roubo, eu simplesmente não consegui fazer isso por travamento mesmo. Não seria o fim do mundo, seria apenas um gesto errado, por mais que esse “errado” estivesse sendo estimulado pela própria vendedora, não tenho dúvida disso. Deixei pra lá e fui me embora, frustrada, sem o presente que agradaria em cheio o meu amigo.

 

*

Voltei pra Porto Alegre e contei pra ele:  “Quase roubei um presente de aniversário pra ti”. Depois de me ouvir, ele agradeceu minha boa intenção e contou uma história muito melhor que a minha. Estava certa vez jantando num restaurante de uma praia uruguaia (o Uruguai de Mario Benedetti!). O restaurante era decorado com livros. Muitas estantes forradas de livros bons, para o cliente que quisesse esperar a comida folheando algumas páginas. Era noite de reveillon, o restaurante em festa. Meu amigo foi até o banheiro e encontrou mais livros por lá. Pegou um tijolaço de 500 páginas, uma antologia de e.e.cummings.  Voltou pra mesa, comeu, bebeu, se divertiu e, ao sair, carregou o livro com ele. Pensou: “um dia quero ter uma casa nessa praia, e nesse dia eu voltarei aqui e devolverei o livro”. Um ladrão poético, realmente.

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Já estava quase chegando no carro, com o livro escondido, quando um garçom veio correndo atrás dele. “Fui pego. Dancei. Deu tudo errado”. Mas o garçom queria apenas devolver a máquina fotográfica que ele havia esquecido na mesa. O roubo por pouco não havia virado uma troca.

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Anos depois, ele construiu sua casa naquela praia. E pensou que era hora de honrar o trato que havia feito consigo próprio. Foi até o restaurante, entrou no banheiro, e recolocou o livro entre outros, numa estante. Hoje o restaurante não existe mais, mas um amigo desse meu amigo chegou a contar pro dono do restaurante sobre esse longo passeio que e.e.cummings havia dado. O dono sorriu, disse que havia ganho o livro de presente e que não havia dado por sua falta, e disse mais: que havia gostado do caso.  

Meu amigo pretende descobrir onde anda esse senhor e convidá-lo pra jantar em sua casa nesse verão, nessa mesma praia uruguaia. Mas, por via das dúvidas, vai deixar escondidos todos os seus livros de poesia.

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Quem quiser tirar alguma conclusão disso tudo, fique à vontade. Eu apenas achei uma boa história.

Beijos!

 

 

Postado por martha medeiros

A Garota Ideal

22 de novembro de 2009 39

Acabo de assistir uma pequena joia no DVD, que recomendo a todos. O filme chama-se A Garota Ideal, e não lembro se, quando esteve em cartaz, foi aclamado ou passou batido. Eu só o assisti agora por recomendação fervorosa de uma amiga. Sempre achei que os melhores presentes que recebemos são essas dicas avalizadíssimas. Claro que nem sempre dá certo – essa mesma amiga já me recomendou um filme que não consegui passar da metade – mas é raríssimo nós duas não sintonizarmos no quesito cinema.

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Bom, A Garota Ideal é uma produção norteamericana vendida como comédia, mas ela não produz gargalhadas, apenas sorrisos ternos, porque o filme é isso: terno e profundamente tocante. É a história de Lars, um homem tímido em excesso. Ele mora nos fundos da casa do irmão e da cunhada, que tentam atraí-lo pra vida, mas ele prefere viver recluso, sem amigos, sem namorada, saindo apenas para trabalhar e voltar para seu bunker sossegado. No entanto, a insistência é tanta para que ele socialize, que ele encontra uma solução para o deixarem em paz: compra pela internet uma boneca sexual em tamanho natural, até meio parecida com a Angelina Jolie. O nome dela é Bianca. O que poderia passar por piada se transforma num constrangimento, pois ele trata a boneca como se ela fosse uma mulher real. Conversa com ela, senta com ela à mesa na hora das refeições, deixando seu irmão e a cunhada estarrecidos com esse delírio. Ao procurarem uma psicóloga para saber como lidarem com a situação, a profissional recomenda que o casal entre no jogo de Lars, tratando a boneca como gente. Enquanto isso, a médica também entra no jogo, fingindo que está tratando a boneca de uma doença, mas na verdade ela aproveita para iniciar uma terapia com ele, sem que ele perceba.

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Aos poucos vamos descobrindo a fonte de toda a reclusão de Lars, a razão do seu medo de ser tocado pelos outros, em todos os sentidos: físico e psicológico. Enquanto isso, vai se estabelecendo uma corrente de solidariedade pelo pequeno vilarejo onde ele vive: todos também começam a tratar a boneca como real. O padre na igreja, os colegas de escritório, os vizinhos, a cabeleireira, a tal ponto de Bianca parecer mesmo que é alguém com pensamentos e vida própria. E à medida que ela vai ganhando essa vida própria (tem amigos e até uma agenda de compromissos), Lars começa a desenvolver sua percepção sobre as diferenças entre realidade e fantasia. Mais do que isso não conto porque aí vocês vão me matar. 

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O filme é simples e exato. Por mais estapafúrdio que possa parecer o roteiro, ele é genial. Tem uma frase que pra mim resume tudo: é quando Bianca, ao sair da igreja ao lado de Lars (ela se locomove numa cadeira de rodas, naturalmente – seria exigir demais que ela caminhasse…), uma senhora coloca um ramalhete de flores artificiais no seu colo. Lars se afasta, empurrando a cadeira, e sussurra para a “namorada”: “Não são de verdade, por isso vão durar para sempre”. Uau. O que mais desejamos na vida é que nossos amores durem para sempre, porém eles são de verdade, e a verdade pressupõe desentendimentos, frustrações, mudanças de humor, e tudo isso nos fragiliza, nos deixa inseguros. O amor não é uma flor de plástico. Se fosse, duraria pra sempre, como gostaríamos, mas ao mesmo tempo não exalaria perfume, não teria frescor, não demandaria cuidados: não haveria vida. 

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Uma nova semana está iniciando. Muita vida pra todos nós, mesmo que não seja a ideal.

Beijão!

  

 

Postado por martha medeiros

De tudo um pouco

17 de novembro de 2009 19

Olá, olá…

Já estou no turbilhão da rotina novamente. Vi nos comentários deixados por vocês que alguns estão querendo fotos minhas cavalgando o camelo. Ai, meus sais. No site que eu indiquei pra vocês, no post “Batismo no Deserto”, tem uma foto onde aparecem quatro “tuaregues” num comboio, sendo uma com o braço levantado, abanando. Eu estou na frente dela. Como não me reconheceram??? Só porque estou toda tapada de lenços e de óculos escuros?? Isso não é desculpa.

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Bem que eu tentei postar umas fotos minhas, particulares, aqui no blog, mas (falando em tapada), sou muito tapada pra essas coisas. E estou sempre correndo. Vou tentar de novo mais adiante.

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Fui assistir no cinema ao documentário This is It, que mostra os ensaios do Michael Jackson para a turnê que ele não chegou a fazer. Achei fantástico. Ele cantando Billie Jean é antológico, e não só essa canção, mas todas estão formidáveis, e o grupo de dançarinos dão um show à parte. O talento de MJ não me surpreende, o que me surpreendeu foi ver um cara muito decidido, rigoroso em suas escolhas e na busca pela qualidade. Enfim, ele era o dono do show. Eu tinha uma imagem mais infantilizada dele, por motivos óbvios (Neverland, criancinhas, pirulitos, etc). Achei que ele fosse um sujeito mais “comandado”, mas não, ele era o verdadeiro comandante da sua carreira, isso fica claro. E muito bacana também ver a gentileza, a delicadeza com que ele tratava todos os músicos, dançarinos, coreógrafos. Uma aula de como ser exigente sem ser ríspido, coisa que pouca gente sabe como se faz.

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No DVD, assisti a A partida, filme japonês que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro alguns anos atrás. Incrivelmente sensível e com uma trilha sonora lindíssima. Dá a nós uma visão menos catastrófica da morte. E da vida, também.

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Soube ontem que o Doidas e Santas está concorrendo a melhor livro de crônicas pelo Prêmio Açorianos de Literatura. A entrega do prêmio será dia 14 de dezembro aqui em Porto Alegre. Torçam por mim! 

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Li hoje a notícia de que uma francesa acaba de casar com o namorado que morreu há um ano. Eles viveram juntos por seis anos e tinham duas filhas, e resolveram legalizar a união, só que assim que começaram a tomar as providências, o cara morreu num acidente. Ela, então, recorreu a um artigo do código civil francês, que permite o casamento com uma pessoa falecida, desde que os proclames já estivessem em andamento. Depois de várias instâncias, ela conseguiu realizar seu sonho: casou ao lado de uma foto dele, e vestida de noiva! Pode parecer romântico para alguns, mas eu acho meio patético. A única razão plausível que me ocorre é que hoje ela não é uma mulher casada, e sim uma mulher oficialmente viúva, e essa condição talvez traga a ela algum conforto financeiro para seguir sustentando suas filhas. Não é nenhum pecado. Mas se foi apenas para demonstrar seu amor eterno ao ex-parceiro, acho duvidoso. Performances bizarras sempre me parecem apelativas, perdem o aspecto de veracidade, parece mais uma tentativa de entrar para a lista dos famosos por 15 décimos de segundo.

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Mas vá saber.

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Beijos!

 

 

   

 

 

 

 

   

 

Postado por Martha Medeiros

De volta!

11 de novembro de 2009 27

Olá!!

Cheguei hoje de manhã da minha viagem ao Marrocos. Passou rápido e ao mesmo tempo parece que fiquei um tempão fora, incrível como a dimensão do tempo muda quando saimos da rotina.

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Bom, o balanço final: foi bárbaro. Primeiramente, pelo próprio Marrocos, um país mais árabe que africano, com uma diversidade de paisagens (árido, verde, montanhoso, desértico) e de estilos arquitetônicos. Casablanca, como  já disse, se equipara a qualquer capital ocidental, com prédios altos e anúncios luminosos. Marrakesh, ao contrário, é mais “roots”, toda com prédios baixos e em tons de terracota, e muitas, muitas, muitas mesquitas e uma medina (tipo o “centro da cidade”, cercada por muros) com um comércio efervescente, voltado para os turistas. Fez é ainda mais autêntica, ali senti pra valer como vivem os marroquinos, pois sua medina é voltada para os habitantes da cidade, sem concessões ao turismo, e ali o bicho pega. É uma cidade mais suja e mais amarelada. Ifrane é considerada a “Suiça” do Marrocos, cercada por uma floresta de cedros e com uma arquitetura mais “serrana”. E Chefchauen é uma pérola, uma cidadezinha construída na encosta de uma montanha, toda com casinhas em azul e branco, parece um vilarejo mediterrâneo. Parece, mas não é. Os costumes muçulmanos estão bem salientados em suas ruelas.

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Viajar em excursão, coisa que eu nunca tinha feito, foi um exercício de desprendimento, paciência, entrega e solidariedade. Não se pode querer que o grupo se adapte a você. Você é que tem que se adaptar ao grupo. Zero egoísmo num esquema desses, é a prática do anti-individualismo.  Não há a vontade de um, e sim a vontade de todos. Pra nossa sorte, as vontades eram homogêneas e não houve stress. Claro que enxergar a cidade com os olhos de todos é diferente de enxergá-la com olhos próprios, mas o pessoal tinha as características certas para uma aventura como essa: eram todos divertidos, educados e de boa paz.

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Clarisse, minha amiga querida e “mentora” dessa excursão junto com sua colega de trabalho (Mylene), me ganhou de vez. Pela primeira vez dividimos quarto, como se tivéssemos 15 anos e fossemos colegas de colégio, e ríamos muito madrugada adentro (há testemunhas: não só as paredes dos hotéis, mas os demais hóspedes que vinham pedir que calássemos a boca). Grande parceira, além de grande profissional. 

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Voltei antes do fim da viagem. Me despedi do grupo num jantar na beira da estrada, num restaurante bem mequetrefe e por isso mesmo supersimpático (vínhamos num ritmo gastronômico tipo 5 estrelas), já na Espanha (atravessemos o Estreito de Gibraltar num ferry). Fizemos um brinde à camaradagem e à amizade eterna, e na manhã seguinte, enquanto eles seguiam viagem por Granada, Córboba, Sevilha, eu voltei pra Madri e de lá para o Brasil. Agora sigo acompanhando o grupo pelo blog www.clicrbs.com.br/viajandocomarte Tem fotos lindas, confiram!

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O grupo? Tinha gente dos 30 aos 130 anos! Éramos 26, contando as três organizadoras (Clarisse e Mylene, mais Adriana, da Porto Brasil Viagens). Essa mescla de idades só confirmou o que eu já sabia: somos todos da mesma geração  quando temos o estado de espírito aberto, jovem e disposto.

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Como é andar num camelo?? Well, well. Cavalo é melhor, porque não tem o maldito cocuruto, que incomoda. Mas pra compensar, havia aquela imensidão do deserto, o silêncio, a beleza das dunas, um astral difícil de narrar em palavras. Seguimos num comboio vagaroso, até que, com o sol já posto, começamos a ouvir ao longe um batuque tribal: era um grupo de músicos que já nos esperavam no acampamento, legítimos representantes do ritmo gnowa. “Apeamos” dos camelos envolvidos por esse ritmo hipnótico, e fomos  recepcionados com chá de hortelã e um fogo de chão já aceso. Havia muitos tapetes forrando a areia e as “portas” dos quartos também eram feitas de tapetes. O chá rapidamente virou vinho, e o jantar foi longe, com direito a ver a lua nascer atrás das dunas. Mais riponga, impossível. Depois de muito papo e risadas em torno do fogo, fomos dormir o sonos dos justos e acordamos na manhã seguinte às 6h30 com um nascer do sol receptivo. Hora de voltar pra civilização, o que fizemos em veículos 4×4 dirigidos por tuaregues “a caráter”, todos com nomes como Mohamed, Said, Ali… Mas ouvindo rock´n ´roll!! Alta velocidade, a poeira comendo solta,  trilhando uma parte da pista do rali Paris-Dakar. Ninguém me contou, crianças, eu estava lá. 

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Claro que tudo isso é uma aventura meio “produzida”, porque tem um forte componente turístico, mas e daí? Éramos turistas, ora.

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De qualquer forma, quero muito um dia voltar para o Marrocos em petit-comité (a dois, bem dizendo) para fazer uma viagem de carro sem roteiro, sem programação antecipada. O visual do país é de tirar o fôlego.

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Agora que estou de volta, me aguardem, volto em breve.

Beijos!

 

 

 

 

    

 

Postado por martha medeiros

Salam Aleikum!!!

03 de novembro de 2009 36

E aí, pessoal! Olha eu aqui direto de Marrakesh, sob uma lua cheia de  chorar de tão linda. Estou adorando a viagem, vocês não imaginam o que é isso aqui, outro planeta. Chegamos em Madri no sábado de manhã, dia lindíssimo e calor.A capital madrilenha segue com aquela vibração pulsante e contagiosa. Era Halloween e no bairro de Chueca o pessoal saiu a caráter pelas ruas, todos fantasiados, uma loucurama total. Eu e mais cinco pessoas do nosso grupo jantamos no restaurante Bardemcilla, também conhecido como Café Latino, da família do ator Javier Bardem, tudo uma delícia, mas o gajo não estava por lá, devia estar nos braços da Penélope Cruz…

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No dia seguinte fomos para Casablanca, primeira impressão da África. É uma cidade enorme e muito ocidentalizada, a única bela atração é a mesquita Hassan II, a beira mar. O melhor de Casablanca foi ter conhecido Casablanca, a cerveja!! Uma delícia, e olha que nem sou cervejeira. Bom, apenas almoçamos lá e depois pegamos um ônibus até aqui, Marrakesh, onde chegamos à noite. O hotel em que estamos é das mil e uma noites, impressionante!! Nunca vi nada tão luxuoso, mas não é brega. Talvez fosse se estivesse em Jurerê, aí seria over, mas aqui está completamente dentro do espírito da cidade. Marrakesh é toda terracota, uma muvuca!! O souk (mercado) é um camelódromo árabe, tem de tudo (mas aí temos tudo igual, essa é a verdade) e a gente tem que se safar do assédio dos vendedores que é quase agressivo. Sorte de quem não é muito consumista (eu não sou), porque quem é, enlouquece diante de tantas ofertas. Tudo muito colorido e atrativo. Claro que não dá pra sair dali de mãos abanando… 

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O que mais tem me chamado atenção é a diversidade gastronômica, tenho comido maravilhas, e nada é tão condimentado como eu esperava, é uma mistura de cozinha marroquina com  francesa, uma celebração dos sentidos. À noitinha, a praça Djeema El Faiad é uma festa a céu aberto, há encantadores de serpentes (quase morri quando um cara quis que eu fotografasse com a cobra dele – não maliciem!!!) Acabei fotografando, mas com ele segurando a serpente, eu não me atrevi. E há também macacos e charretes e motos cruzando em cima da gente e dezenas de bancas de comida sendo preparada na hora, e os prédios todos com tapetes pendurados em suas fachadas, desde o teto até o chão, e os minaretes chamando para as orações naquele lamento que é característico das cidades muçulmanas. Doideira total, uma excitação. Maravilhoso.

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Bom, tenho que sair para jantar. Fica aqui o meu agradecimento público e antecipado ao pessoal que organizou essa “viagem” em todos os sentidos (Clarisse e Mylene da Viajando com Arte e a Adriana da agência Porto Brasil Viagens), que se viram em 10 para nos proporcionar informação, diversão e conforto. Tudo está dando mais que certo. Amanhã embarcaremos para Ouarzazate, já na porta do deserto, e de quinta pra sexta dormiremos num acampamento tuaregue. Se for possível, daqui a alguns dias eu conto mais.

Beijão!!  

Postado por Martha Medeiros