Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Aristogatos

12 de fevereiro de 2010 53

Último post antes de sair pro aeroporto. Algumas pessoas pediram que eu reproduzisse aqui minha crônica sobre os gatos, já que nem todo mundo teve acesso através dos jornais, então segue aí e divirtam-se. Beijos e até a volta. Miau! 

 

                                               ARISTOGATOS
 
  
         Nunca imaginei ter um bicho de estimação por uma questão de ordem prática: moro em apartamento, sempre morei. E se morasse em casa, escolheria um cachorro. Logo, nunca considerei a hipótese de ter um gato, fosse no térreo ou no décimo andar. Quando me falavam em gato, eu recorria a todos os chavões pra encerrar o assunto: gato é um animal frio, não interage, a troco de quê ter um enfeite de quatro patas circulando pela casa?
         Hoje, dona apaixonada de um gato de 5 meses (e morando no décimo andar), já consigo responder essa pergunta pegando emprestada uma frase de um tal Wesley Bates: “Não há necessidade de esculturas numa casa onde vive um gato”. Boa, Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação soberana da  elegância, é uma obra de arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de 10 x 0 para a vulgaridade, está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.
         Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Por que, afinal, eu me encantei de tal modo por um felino? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que gatos são inteligentes: aprendem qualquer crime com facilidade. Francis Galton disse que o gato é antissocial. Rob Kopack disse que se eles pudessem falar, mentiriam para nós. Saki disse que o gato é doméstico só até onde convém aos seus interesses. Estava explicado por que gamei: qual a mulher que não tem uma quedinha por cafajestes?
         Ser dona de um cachorro deve ser sensacional. Lealdade, companheirismo, reciprocidade, eu sei, eu sei, eu vi o filme do Marley. Cão é boa gente. Só que o meu cachorro preferido no cinema nunca foi da estirpe de um Marley. Era o Vagabundo, sabe aquele do desenho animado? O que reparte com a Dama um fio de macarrão, ambos mastigam, um de cada lado, e mastigam, mastigam até que (suspiro… a emoção impede que eu continue). Eu trocaria todos os príncipes loiros e bem comportados da Branca de Neve e da Cinderela pelo livre e irreverente Vagabundo, que foi o personagem fetiche da minha infância. E lembrando dele agora, consigo entender a razão: aquele malandro tinha alma de gato.
         Imagino que, com essa crônica, eu esteja revelando o lado menos nobre do meu ser. Pareço tão sensata, tão bem resolvida, tão madura – quá! – tenho outra por dentro. Que vergonha. Levei mais de 40 anos para me dar conta de que não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide pra passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, tem jogo.
         Cristo, um simples gato me fez descobrir que sou mulher de bandido.
 
 
                                                                           Martha Medeiros
                   

 

Postado por Martha Medeiros

Comentários (53)

  • Jacqueline Petkovic diz: 16 de março de 2010

    Queriada Martha,
    Amei a crônica. Meu marido, acabou vivenciando algo muito parecido contigo em relação ao bicho. Há 5 anos que temos um gato de rua feliz da vida com a gente e nós com ele. Falaste sobre a graça do bicho…”Não há necessidade de esculturas numa casa onde vive um gato”. É verdade, mas confesso que tenho uma escultura de uma artista de Poa, Marílha Fayh, tão linda, que chega a rivalisar com nosso “Grude”. Gostaria muito de te enviar uma foto para entender a graça “dupla”. Abraço

  • Roberta Scheffer diz: 12 de fevereiro de 2010

    Também sou marinheira de primeira viagem com gatos, Martha. E uma viagem dupla: adotei duas gatinhas. Uma doce surpresa! Com o tempo a gente aprende que os felinos são muito companheiros e carinhosos. De independentes têm só a fama. Se sobrar um tempo, segue link de texto que escrevi sobre uma das minhas aventuras com as bichanas. Abraço, Roberta
    http://www.lilarizzon.com.br/outraspalavras/objdpage:6/id:267

  • Cheila Cristina Moro diz: 16 de fevereiro de 2010

    Querida Martha,gosto muito de tudo que escreves.És uma pessoa especial.Fiquei muito feliz ao saber que tens um gatinho. Gatos são inteligentes, fofos, lindos, amorosos e especialmente bondosos. Parecem sempre saber como nos sentimos, mesmo que não externemos nenhuma reação diferente.Adoram estar entre livros.O meu gatinho Mingau(5 meses)é o meu silencioso e conivente companheiro quando estou lendo ou escrevendo.Somos todos apaixonados por ele,aqui em casa.Felicidades e um grande beijo.

  • Luíza Guazzelli Pezzali diz: 13 de fevereiro de 2010

    Bom, então somos duas – apesar de eu ter quatro cachorros em casa e não trocá-los por qualquer gato, por nada. Na realidade, somos é milhões de mulheres de bandidos, e terminamos sempre de algemas a pesar nos pulsos, reféns dos nossos próprios sentimentos.

  • Jéssica diz: 21 de fevereiro de 2010

    Bom.. gatos .. queridos gatos,eu não sou muito “chegada” neles,porque eles são muito,parados. E já os cães são mais brincalhões,simplificando o cão é um verdadeiro amigo !

  • Rubens diz: 16 de março de 2010

    O único gato com quem convivi toda a minha infancia era de gesso,sempre alí, numa prateleira de canto. mas…Trabalho em um pequeno hotel e ha uns 5 meses apareceu um filhote;femea.O patrão ( fazendeiro só lida com gado) grita: “Dá pau, pega maria leva e solta longe”
    Levei pra casa. Meiga. Carinhosa. Me acompanha sempre. 4 Filhotinhos nasceram. Ela com 4 dias adoece. Após duas semanas internada minha amiga está de volta. Magra, mas saudável.Ela dorme. Eu escrevo. Lá fora um grilo canta.

  • Kamila diz: 12 de fevereiro de 2010

    Texto muito bom…
    Tbém amo gatos apesar de não ter mais.
    Nunca tinha pensado na relação dos gatos com os cafajestes, mas é isso mesmo….

  • Ana Maria Uez diz: 12 de fevereiro de 2010

    Martha, concordo totalmente contigo tenho duas gatas adotadas, a mais velha é portoalegrense, foi resgatada da Redenção. Lembro de uma vizinha que sempre me dizia, ainda quando eu tentava compreender o meu primeiro gato, que “gato é um animal soberano”. Não tem melhor definição, eles são incríveis, surpreendentes.
    Adorei a tua crônica!

  • Maya Roldo diz: 12 de fevereiro de 2010

    Fez muuito bem em postar, adoreei este, inclusive te mandei um e-mail sobre. Vale a pena pra quem não leu :) Beijos, boa viagem :)

  • Fernanda Santos diz: 21 de fevereiro de 2010

    Martha, quanta criatividade!!!! Nem eu mesma sabia que esse meu lado de “apego aos felinos” indica que gosto desse tipo de homem?! Acho que toda mulher gosta do jeito “felino”. Parabéns pela crônica!

  • polly diz: 14 de fevereiro de 2010

    Primeiramente quero dizer que amei o ARISTOGATOS,pois crio mais de 70 gatos e eles são assim mesmo como descreves e é justamente isso que os fazem fascinantes!
    Mas quero dizer-lhe também que tu me salvastes quando li um trecho do teu livro COISAS DA VIDA onde tu falas:
    “Sustente seu próprio fardo e esforce-se para aliviá-lo”.
    Saiba que me salvastes hoje e espero q para sempre!
    obrigada por existir
    beijos

  • Marilene Veiga diz: 7 de abril de 2010

    E foi assim que descobri que meu filho de 16 anos lê Martha Medeiros! Bjos

  • claudia diz: 12 de fevereiro de 2010

    Martha,
    Eu tenho muita paixão pelos felinos. Tenho 4 gatos em casa. A minha caçula tem 2 meses e é o xodó da família. Bom saber que vc agora admira os felinos. Eles são TUDO dem BOM!
    Bjos

  • Bruno Marcos Radunz diz: 14 de fevereiro de 2010

    Para te dar mais subsídios sobre a comparação entre cães e gatos, da volatilidade dos gatos e do apego dos cães, assistia no yotube um vídeo do prof. Daniel Godri, funcionário cão, funcionário gato. Tem tudo a ver com teu texto. Parabéns e boa viagem.

  • Jane Schneider Barbosa diz: 14 de fevereiro de 2010

    Oi Martha!
    Adorei por demais Aristogato,gosto muito de gatos, estou louca para ter um novamente.
    Parabéns, leio sempre que possível o que você escreve. beijos. Jane

  • Taynná Monteiro diz: 17 de fevereiro de 2010

    Eu já tive cães e gatos, confesso que sempre fui encantada com felinos, sempre tão clássicos, elegantes… Acho que eles têm espíritos femininos. Um gato não sabe perdoar, um gato sabe bem o que quer…
    Espero que você e seu amor felino se entendam por muito tempo!
    Beijo!

    PS: adoro seus textos!

  • Solange diz: 17 de fevereiro de 2010

    Sensacional! Eu “sempre” me identifico com teus textos. Obrigada… tu és maravilhosa

  • Daniela diz: 12 de fevereiro de 2010

    Bem vinda ao clube!

    A idéia de que gato é frio é só de quem nunca conviveu com um. Eles são que nem gente, cada um tem uma personalidade diferente. Os gatos não são tão óbvios quanto os cães, acho que é por isso que tem gente que não suporta os bichanos.

  • Tais diz: 17 de fevereiro de 2010

    Fico admirada como consegues expressar em palavras fatos reflexivos sobre a vida real. Porém me sinto entristecida o quão as pessoas só enxergam a superficialidade, no qual escrevesse no texto “A massacrante felicidade dos outros” e não interiorizam a essencia dos textos: “Aristogatos” e “Toma lá da cá” no qual este último tivesse que reescrever alguns pontos para que as pessoas entendessem.

  • Laura Lemos Porto diz: 12 de fevereiro de 2010

    olá Martha, bom adoro você e suas crônicas maravilhosas. Tenho um blog que fala dos livros que li. E é claro tem 3 teus lá. Por favor entre de uma olhada.
    abraços e muito obrigada por me proporcionar momentos fantásticos com os teus livros.
    lauralemosporto.blogspot.

    Atenciosamente

    Laura Porto

  • Ale diz: 12 de fevereiro de 2010

    Gostei muito do teu texto, também imaginei se um gato não me agradaria, daí lembrei que meu cachorro iria acabar com ele!

  • Rose Ramos diz: 13 de fevereiro de 2010

    Cara Martha, sou sua fã mas me permita discordar deste seu texto.Gostar de gatos não é uma questão de falha de caráter. É o gostar incondicional. É maturidade, sabedoria, é aceitar o outro como ele é.Adoro bichos, por que gosto de gatos. Quem só gosta de cachorros é incapaz de aceitar alguém que lhe contradiz, que não obedeça suas ordens ou tenha vontade própria.Vc ja viu alguem vestir gatos como pessoas? Tratar como filho? Só os que tem cão,né? Estes são carentes. Tenha + de 1 e Ame-os.

  • Jô Merheb diz: 13 de fevereiro de 2010

    Miau, Martha!

    Não posso deixar de comentar este texto, assim como não pude deixar de repassar para meus contatos!
    Como fã incondicional de gatos (mesmo amando também cães e praticamente todos os animais) e defensora árdua da qualidade do convívio com eles, foi uma surpresa abrir a ZH de quarta-feira e me deparar com esta maravilha!
    Agradeço em nome dos bichanos e quero te dizer que ainda bem que nunca é tarde para fazermos descobertas.
    Ah! E amei a analogia! ;)

    Abraços!

  • Jô Merheb diz: 13 de fevereiro de 2010

    Ah, e lembrei muito da peça uruguaia “Gatomaquia”, se tiveres oportunidade de assistir, recomendo!

  • Silmara diz: 12 de fevereiro de 2010

    Martha,

    Obrigada por postar sua coluna aqui. O meu gato me segue pela casa toda. Deve ter alma de cachorro, mas mesmo assim tem a pose de soberano. Sem contar que fica pedindo carinho e de repente, no meio do carinho, me morde. E voce acha que eu desisti de fazer carinho?
    Ta vendo? Eu tambem estou vivendo um amor bandido.

    Boa Viagem e um feliz carnaval.
    Bjos

  • Nathi Hecz diz: 12 de fevereiro de 2010

    “Martha My Dear”, essa crônica Aristogatos é um primor! Eu já tinha lido, já tinha te cumprimentado por ela, mas vai de novo: arrasou! Um beijo! =D

  • Gilce Corrêa diz: 13 de fevereiro de 2010

    Eu pensava exatamente como você, com todas as letras, tenho 1 casal de gatos de 7 anos e não consigo imaginar minha vida sem eles! Costumo dizer que eles é que mandam na casa, sou apenas uma hóspede… rs

  • Pâmella Oliveira Lopes diz: 17 de fevereiro de 2010

    Ainda penso o mesmo sobre os gatos, ainda não sei se vou me render aos encantos e seduções dos felinos, mas, fazendo esta relação com as minhas escolhas, acho que sim! Ainda vou ter e me render a um gato…

  • Cândida diz: 13 de fevereiro de 2010

    Olá Martha, tudo bem?
    Também sou apaixonada por gatos, acho eles a coisa mais fofa, mais adorável. Eu particularmente, prefiro gatos a cachorros. É bem como tu escreveu, cachorro necessita de atenção, é grudento. Já os gatos não, eles vem na gente de vez em quando, se estão com vontade e no fundo é isso que acontece em relação aos homens. Mulheres adoram ficar na dúvida e gostam de homens que a surpreendam.
    Tenho que confessar também que espero um dia escrever metade do que você escreve!
    Beijão

  • Mário diz: 13 de fevereiro de 2010

    Mais uma do gato. Lendo isso eu me escuto: como esse malandro tem estória pra contar! Seu pulo, que é bom, ele não revela. Sete vidas, leveza, charme, mistério… que bicho mais patife… aliás, é esse o lado comum dele; pegou, apenas, o ponto mais interessante dos homens. É impressionante a superioridade desse animal. Gatos: um dia você se renderá!

  • Mariana Luiza diz: 13 de fevereiro de 2010

    Eu como feliz “coisa possuída” de duas gatas, Frederica de 14 anos e Chiara de 12, deixo aqui a minha certeza de que muitas outras crônicas virão, pois o gato é uma escola de vida ! Como é o nome de teu bichano ? Um abraço,
    Mariana

  • Jéssyca Kiany diz: 15 de fevereiro de 2010

    Martha ADOREI a crônica. Sem comentários.
    Queria te fazer uma pergunta. Você faz crônicas baseadas também na vida de outras mulheres, amigas, conhecidas, internauta também? Se alguém tiver, digamos assim, alguma história interessante pra contar você reproduziria numa crônica. Se sim como faz para te enviar algo? Abraço Martha!

  • Helaine diz: 17 de fevereiro de 2010

    Outra ótima crônica, Martha. E, mais uma vez, você mostra que é especial. Prefiro não ter animais morando comigo, mas ter um gato me parece uma atitude mais bem-resolvida. Conheço muita gente que tem cachorro somente para exercitar seu lado carente. Gosta de ter “alguém” sempre disponível, dócil, se humilhando por um carinho. É meio doentio.

  • Amanda Catharino diz: 14 de fevereiro de 2010

    “Para se ter uma ideia correta sobre a nossa própria importância, todos deveríamos ter um cão para nos venerar e um gato para nos ignorar”. (Dereck Bruce)

  • carla diz: 17 de fevereiro de 2010

    Olha, vivo com um gato que é uma personagem importante na minha vida há quatro anos. Ele é demais :) eu e meu marido nos divertimos com ele, o dengosão e brincalhão da casa. É um bicho faceiro mesmo, e nos faz muita compania!

  • Silvana Fabbri diz: 17 de fevereiro de 2010

    Martha, eu tenho inveja de você (no melhor dos sentidos claro…), tudo o que você escreve eu gostaria de ter escrito … rss
    Tenho um gato lindo, Wisky, cinza e branco, gordo e completamente na dele … meus sentimentos são exatamente esses que você descreve ai, acho que tb sou mulher de malandro … e prefiro os gatos.
    Obrigada
    Um grande beijo.
    P.S. Já chegaram os 9 livros que comprei seus, vou começar a ler esta semana.

  • Maria do Carmo Bretanha diz: 12 de fevereiro de 2010

    Dez! Identifico-me completamente: tbém sou mulher de bandido.

    Abreços

  • Ary diz: 12 de fevereiro de 2010

    Ou melhor, uma gata de bandido.

  • Juliana Matos diz: 12 de fevereiro de 2010

    Como toda `felícia` declaradamente louca por gatos, óbvio que ADOREI o texto! Principalmente esse trecho:
    (…) “não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide pra passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, tem jogo.”

    Aaaaaiiiie como eu amo esse blog!

  • Karen Rocha diz: 14 de fevereiro de 2010

    Martha, você é minha confidente anônima, amiga ausente e psicóloga sem diploma… Adoro seus textos, e terminei de ler Divã, Simplesmente, você é a representante da mulher moderna, e escreve com toda a simplicidade que a gente precisa… Hoje em dia neste mundo corrido a gente se dedica a tantas outras coisas, que não nos dedicamos a nos decifrar, e por sentir esta necessidade desde os 16 anos, escrevo não com muita dedicadedicação ou sucesso, mas não deixo nunca a folha em branco!rs

  • Daniela Faber diz: 9 de março de 2010

    Martha, querida!!!
    Fico muito feliz em saber que o charme dos felinos conquistou você. Espero que não se importe em saber que publiquei seu texto no meu blog, devidamente creditado, claro. Achei legal divulgar que uma autora de tanto prestígio está a meu lado, rsrs…
    Mas confesso que meu gato é diferente. Damasco vem quando quer, sim, mas ele está sempre querendo. Se não está no meu colo, está perto. Nem no banheiro vou mais sozinha. Um grande beijo, Daniela

  • Júlia diz: 15 de fevereiro de 2010

    Martha, eu sou uma grande fã de seus textos e sempre que possével os leio. A maneira como escreve é tão gostosa de se ler, é um texto claro e direto, me inspira. Beijos

  • Sabrine diz: 15 de fevereiro de 2010

    Simplesmente maravilhos seu texto. Diz tudo que sempre digo as pessoas.. só quem nunca conviveu diariamente com um gato, não sabe o que é realmente ter um gato…. ELES SÃO SIMPLESMENTE TUDO DE BOM… melhores companheiros, porém não são nossos brinquedinhos que dizemos, rola, deita, finge de morto..etc.. eles tem vontade própria, são autosufiecientes, mas muito fieis e amaveis… não há palavras que chega para falar de um gato… sou simplesmente apaixonada.. Abraços.. Sabrine

  • Susana Alamy diz: 15 de fevereiro de 2010

    Interessante o quanto demoramos para compreender que toda essa fama de cafajeste do gato não passa de repercussão extensa da inquisição, por puro preconceito. Sou dona de gato há mais de 10 anos e posso afirmar que é leal, fiel e extremamente sincero. E por isso mesmo muito nobre.
    …”O gato é apenas tecnicamente um animal, já que é divino”…(Robert Lynd)

  • Liz Dantas diz: 13 de fevereiro de 2010

    kkkkde esse ladao de “mulher de bandido” não me atrai muito não,acho que por isto nunca gostei de gatos,prefiro os cachorros(tenho um schnauzer)mais foi bom ler sua crônica,sou uma das pessoas que não teve oportunidade de fazer antes
    Beijão

  • Vivian diz: 2 de março de 2010

    Uauuu Marthinhaaa… Que lindo texto, amei.
    Mas ainda não estou preparada pra um gato, embora, tenhas me instigado um pouco mais nesta ideia de virar dona de uma escultura ambulante pela casa. Obrigada, flor, beijo no seu coração.

  • Sabrina diz: 14 de março de 2010

    Que delícia de crônica !
    Incrivelmente eu sempre leio você falando de um assunto que estou vivenciando.
    Digo isto pq recebi duas gatinhas em minha vida. Elas me deixam radiante. Até meu cachorro q era um egoísta por ser o único queridinho da casa, mudou de comportamento.Está sendo pai na maturidade. Dormem os três juntos! Entendo sua alegria e seu prazer em tê-lo por perto!!!
    “… é improvável é impossível … ver um bichano pelo chão e não sorrir…”
    Abraços .

  • Rosely Brencys Carbonato diz: 19 de fevereiro de 2010

    Querida Martha, adorei saber que vc.tambem gosta de gatos, tenho duas.
    Algumas inverdades sobre o gato: Infiel, insensivel, individualista, ingrato, inimigo.
    E um “in” que explica tudo isso: incompreendido.

  • Carla diz: 22 de fevereiro de 2010

    Acredito que quem diz não gostar de gatos em casa tem um que de carência. Precisa de um animal que fique lambendo e implorando atenção e que reforce a todo momento que a pessoa é importante. Já quem gosta de gato sabe conviver com o silêncio interior, e sabe que carinho é bom, mas não a todo momento…precismos de momentos para apreciar, para dormir, para pensar na vida…assim são os felinos.

  • Fleur diz: 12 de fevereiro de 2010

    Eu sempre tive uma queda pelos gatos, mas caso mesmo é com a segurança dos cachorros. Não é engraçado? Você diz que gostar de gatos talvez revele seu lado menos nobre, enquanto eu tenho um desejo velado de ter um gato pra não parecer tão boazinha. Talvez um dia eu transceda e adote um gato, como você. Depois 4 cachorros consecutivos.

  • Vinicius Linné diz: 20 de fevereiro de 2010

    Martha, há um texto hilário que diz o seguinte (desculpe, mas não faço idéia da autoria…):

    Um cão pensa: Os homens me amam, me alimentam, cuidam de mim, me dão banho e carinho e suprem todas minhas necessidades: Eles são deuses.

    Já um gato, pensa: Os homens me amam, me alimentam, cuidam de mim, me dão banho e carinho e suprem todas minhas necessidades: Eu sou Deus.

    heheheh
    Abração.
    Eu AMO gatos justamente pela aristocracia dos bichandos.

  • Rosana Ocampos diz: 14 de fevereiro de 2010

    Martha, gosto mt do que vc escreve.Sou presidente de uma ong de proteçao animal em Campinas. Achei divertida a relaçao que vc faz do homem cafajeste com o gato. Precisamos mt de pessoas que nos ajudem a desmestificar o gato como um animal do mal, ligado a uma superstiçao idiota que apenas aumenta os maustratos a eles! Sim, os gatos são animais com uma personalidade diferente! Amam sem dependência! E como todos os animais são do bem! Nos ensinam a amar incondicionalmente!abç fraterno

  • ruth iara diz: 21 de fevereiro de 2010

    Adorei esse texto irretocável. Não tem melhor e se eu quizer fazer um texto sobre os felinos da minha vida a experiência também será pessoal, única, intransferível e irretocável.
    Que bom que vocês se encontraram, Martha, você e o bixano!

    Aquele abraço!

Envie seu Comentário