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José Saramago

18 de junho de 2010 33

Escrevo ainda perplexa com a notícia que acabo de ler. O escritor português José Saramago faleceu essa manhã. Teve uma noite tranquila, aí acordou e, enquanto tomava café ao lado de sua mulher, sentiu-se mal e logo após morreu. Rápido e indolor, como merecem todos aqueles que viveram bem.

*

Sempre que me perguntam em entrevistas qual é o meu livro favorito, fico pensando com meus botões sobre a dificuldade de se eleger apenas um livro entre tantas belas histórias já lidas, mas para não ficar discursando sobre a incapacidade de se escolher só um, sempre respondo “Ensaio sobre a cegueira”. Virou meu número 1.

*

Lembro do impacto que tive com a leitura. Era minha primeira vez diante de um texto do Saramago.  Fiquei extasiada com a forma narrativa totalmente envolvente e perturbadora, com sua capacidade de gerar tensão e até de me fazer sentir cheiros ao virar as páginas. Nunca um livro havia provocado em mim reações sensitivas daquela natureza. Tempos depois, assisti à adaptação para o cinema,  dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles, e fiquei ainda mais arrebatada, foi como se eu estivesse lendo Ensaio Sobre a Cegueira pela segunda vez, tal a sintonia (rara!) que percebi entre livro e filme.

*

Li vários livros de Saramago.  Não gostei de “Ensaio sobre a Lucidez”, abandonei no meio, mas adorei inúmeras outras publicações. Cadernos de Lanzarote, Todos os Nomes, As intermitências da Morte, o Homem Duplicado, Pequenas Memórias e principalmente A Caverna, que li com imenso prazer e de onde extraí a ideia para uma crônica chamada “A raça dos desassossegados”. José Saramago morava numa ilha vulcânica praticamente desabitada, era um refugiado em sua própria solidão, mas era um desassossegado de nascença, sempre atento às transformações a sua volta, às incongruências da sociedade, nunca virou as costas pro mundo, apenas não se deixou afetar por ele. Era um homem polêmico por suas ideias políticas e religiosas, e essa era uma das razões de eu acompanhar suas entrevistas. Homens como Saramago provocam concordância e discordância, mantém nossa mente inquieta, e enquanto algumas pessoas não lidam bem com essa contradição, eu vibro: não aplaudo a apatia. Prefiro que alguém me enerve a alguém que me faz pegar no sono.

*

Saramago era um homem que mantinha as pessoas acordadas. Morreu aos 87 anos, não era um garoto, mas sempre é cedo para partir, ainda mais quando se trata de alguém que ainda produzia, pensava, amava, vivia. Tanta gente por aí que não vive.

*

Estou triste e ao mesmo tempo feliz por ter tido oportunidade de conhecer alguma coisa da sua obra. Me sinto grata. Ele me ofertou, e aos milhares que admiravam sua literatura, momentos de um prazer íntimo e enriquecedor. Que bom que os livros ficam.

*

Beijos.

Comentários (33)

  • Pedro Breier diz: 18 de junho de 2010

    Po Martha, achei o Ensaio sobre a Lucidez até melhor que o Ensaio sobre a Cegueira! Hehe

    Não sei se esqueceste de listar ou não leste mesmo, se não leste tens que ler O Evangelho Segundo Jesus Cristo, pra mim o melhor dele…

  • Luisa Portugal diz: 18 de junho de 2010

    Nós, Portugueses, assim como os irmãos brasileiros estamos com sentimento de pesar enorme. Devo fazer 1 reparação: Saramago não morreu como está publicado no seu post mas sim, como citam as fontes oficiais ligadas a ele, nomeadamente a fundação José Saramago que passo a citar:

    Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença.
    O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila.

    Fundação José Saramago
    18 de Junho de 2010

    Saudações Portuguesas

  • Janine Bessa Gomes diz: 18 de junho de 2010

    Concordo com você Martha, quando diz: Saramago era um homem que mantia as pessoas acordadas… é realmente assim que me sinto lendo suas obras.
    Bom, sentimos hoje realmente uma perda incomparável…

  • clovis rosa diz: 18 de junho de 2010

    Marta,
    Descobri hoje teu blog, sou meio lento nestas coisas de internet, mas agora tenho um motivo a mais para ligar meu computador.Reverencias devem ser prestadas em vida, e te considero uma antena da nossa geração.
    Um beijo agradecido.
    clovis

  • Rafaela diz: 18 de junho de 2010

    Martha! Que lindas palavras as tuas! De tudo o que li até agora, com a mesma perplexidade que afetou outros leitores de Saramago, escolho a tua descrição como a melhor expressão do que ele significou: “um refugiado em sua própria solidão, mas era um desassossegado de nascença, sempre atento às transformações a sua volta, às incongruências da sociedade, nunca virou as costas pro mundo, apenas não se deixou afetar por ele”. E, sim, que bom que os livros ficam! Que a habilidade que ele possuía de desconstruir o que nos é apresentado tão pronto permaneça e comova muitos ainda, perpetuando a inquietude que lhe era tão peculiar! Beijos para você!

  • Nestor Jung diz: 18 de junho de 2010

    Martha,

    Desculpe, mas “mantia(!!!!) as pessoas acordadas” no texto de uma escritora….
    Concordo com o Pedro. O Evangelho é o melhor livro do Saramago.
    Com a sua morte, tenho a mesma sensação quando da morte do Henfil: o mundo ficou mais pobre.

  • Marco Severo diz: 18 de junho de 2010

    Martha, não foi assim tão romântica, a morte do Saramago. Ele já vinha doente há um bom tempo, e Luiz Schwarcz, seu editor brasileiro da Companhia das Letras, acaba de publicar no site da editora que vinha falando com Pilar, esposa do escritor, quase todos os dias, e, como ele assinalou em seu blog, ele sabia, juntamente com algumas outras pessoas, que dessa vez não tinha mais volta (ele se recuperou para a surpresa até dos médicos, de problemas respiratórios em 2008). Estavam só esperando a hora. Ele viu o corpo do escritor pela câmera do computador, mostrado pela própria esposa do escritor, de quem era amigo. Fica a esperança de que ele tenha terminado o livro que vinha escrevendo. Pelo sim, pelo não, de qualquer forma ficam as palavras. Sempre elas. E no caso deles, eternas.

  • who diz: 18 de junho de 2010

    memorial do convento, com o pássaro voador, é demais.

    e a cena do diabo que vai, a nado, encontrar jesus, foi uma das coisas mais geniais já produzidas por um ser humano.

  • Cristiane diz: 18 de junho de 2010

    Concordo plenamente com a Martha. Também conheci o Saramago através do “Ensaio sobre a cegueira”, que me apresentou um mundo literário totalmente novo, dinâmico e intrigante. As sensações que aquele livro provoca são meio que sobrenaturais. Martha, adorei tua frase: “Que bom que os livros ficam”. Eles nos tornam “um pouco” imortais!

  • Aubert diz: 18 de junho de 2010

    Olá Martha. O mundo inteiro hoje está órfão. Órfão de uma grande personalidade chamada JOSÉ SARAMAGO. Sempre pensava e ainda penso que há pessoas que nunca deveriam morrer, enquanto outras nunca deveriam nascer. Mas a vida é assim mesmo. Na minha opinião a melhor invenção da espécie humana se chama, Livro. Sim, o Livro é a melhor invenção da humanidade, é a propria transcendência do homem após a vida. Saramago está morto, mas está vivo em cada um de seus livros que continuará a ser lido por muito tempo. Talvez mais ainda, agora que o autor se foi. O que mais me impressiona é que Saramago jamais admitiu que sua obra fosse “traduzida para o brasileiro”, ou seja, é escrito em lingua portuguesa pura e que idioma!

  • Conexão ZH » Arquivo » A maior flor do mundo diz: 18 de junho de 2010

    [...] por sua morte, não faltam lembranças de seu Prêmio Nobel, do Evangelho Segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, A Caverna… Eu, que não sabia de seu único conto infantil, “A flor mais grande do [...]

  • Deise Mesquita diz: 18 de junho de 2010

    Pois é, Martha, esta notícia, junto com o resultado de Alemanha e Sérvia, foi a primeira do dia e me entristeceu também.
    Dentre as muitas e maravilhosas estórias dele, destaco O Conto da Ilha Desconhecida, pequena, porém excepcional.
    Bjs!

  • Renato diz: 18 de junho de 2010

    De que adianta manter as pessoas acordadas, porém afastadas de Deus?

  • Natália Nássara diz: 18 de junho de 2010

    Olá, Martha! Posso me lembrar com bastante clareza do dia triste (mas com toda certeza, a longo prazo, muito feliz) em que trombei com seus escritos numa charmosa livraria aqui de BH… Estava realmente naqueles dias em que o amanhã parece completamente sem sentido, após o término de um relacionamento que seria para sempre e… Ops, não foi! No entanto, com você foi amor à primeira vista, ou primeira leitura, rs! Desde então, adquiri todos os seus livros que pude encontrar, acompanho o blog e também algumas entrevistas. Muitas vezes, sinto como se fôssemos amigas de longa data, tendo, inclusive, sensações muito parecidas diante das mesmas situações, como a que acabo de constatar: a leitura de “Ensaio sobre a Cegueira”. Bom, queria apenas parabenizá-la por ser uma pessoa tão especial e sensível às nuances da vida e dizer que quando vier aqui pra Minas, não deixe de avisar, pois adorarei conhecer minha amiga platônica pessoalmente, rs! Beijos!

  • Helaine diz: 18 de junho de 2010

    Também estou muito triste com a partida do grande Saramago. Mas é como você falou, Martha: resta a gratidão e a alegria de tê-lo conhecido. Os livros ficam. Agora vou ler devagarzinho os livros dele que ainda não li, economizando o prazer. Ainda na semana passada acabei de ler “Caim”, uma pequena obra-prima.

  • Gustavo Quadra diz: 18 de junho de 2010

    Martha, inevitável não lembrar de vc quando soube da morte através da minha página incial na internet. Não sabia a causa mortis, tranquilo em saber que houve tranquilidade. Fiquei imaginando a cena: tomando o café e simplesmente adormecer…uma ida sem volta. Deixo aqui minha tristeza e carinho por ele e por você. Beijos

  • Ana Karoline diz: 18 de junho de 2010

    Oi Martha! Muito legal tudo o que você disse! Sou uma devoradora de suas crônicas, e acabei de ganhar ‘Doidas e Santas’ e amei!

    Ótimo final de semana!
    beijos

  • Samira Mór diz: 18 de junho de 2010

    Conheci a escrita de Saramago quando estava na faculdade. O primeiro livro que li dele foi Memorial do Convento. E me encantei, primeiro com a forma do texto, depois com as metáforas, a ironia, as colocações filosóficas, a capacidade de me fazer rir e de me emocionar e de me deixar perplexa. Depois li Levantado do chão, A jangada de pedra, A caverna. Mas nenhum me cativou mais que Ensaio sobre a cegueira. É até hoje um dos meus livros preferidos. Aquele do qual sempre me lembro.
    Era bom saber que Saramago estava vivo, escrevendo, que teria um livro novo dele ainda não lido. Que dia triste! Concordo com alguém que disse que “o mundo hoje ficou mais pobre”.
    Um abraço.

  • Lilian Marçal diz: 19 de junho de 2010

    Como boa fã que sou da literatura de ambos e sabendo do seu apreço pelo Saramago, eu vim procurar comforto aqui. Sabia que não me decepcionaria.

  • Julio Fraga diz: 19 de junho de 2010

    Perfeito, Martha! Acho que você resumiu algumas coisas que gostaria de dizer sobre o nobre-simples Saramago. Minha experiência com a literatura dele foi, no início, resistente. Depois, tive paciência e humildade para buscar a leitura que me desafiava. Venci as dificuldades iniciais de um leitor de escitor desconhecido (para este leitor) e tantas interessantes coisas foram compreendidas através da literatura de Saramago. Enfim, tornei-me leitor de sua obra e intermitentemente, leio Saramago entre outras coisas. O conto da Ilha Desconhecida é meu livro preferido – pequeno e grandioso ao mesmo tempo. Outros vários também têm seu lugar valor, mas esse é pessoalmente, o que mais me agrada.
    Partilhamos este momento triste! Mas partilharemos sempre dos livros que ficam, como você falou!
    Abraço!

  • Kelli Pedroso diz: 19 de junho de 2010

    Eu li, apenas, algumas de suas obras. Tenho certeza que os outros livros que ainda não li, também, são marcantes. Fiquei triste com sua partida.

  • Carolina M. Oliveira diz: 19 de junho de 2010

    Olá Martha!
    Ainda nova no seu blog, mas amante de seus escritos há algum tempo…
    Pois bem, posso dizer que “Ensaio sobre a cegueira” foi uma abertura para o mundo para mim tb, uma descoberta de fato. Discutimos esta obra no nosso grupo de pesquisa Educogitans, do Mestrado em Educação da FURB (Bnu) e foi assim que “conheci” ele…Contudo, diferente de vc, eu não gostei tanto assim do filme…. sempre fico decepcionada com toas as obras que viram filmes, pois em nada se comparam ao sabor de ler as histórias…Mas o que discordo mesmo de vc, é quanto a “Ensaio sobre a lucidez”… Na minha opinião, é sua grande obra prima e minha obra predileta dentre tantos autores…Enfim, como os colegas mesmo disseram “que bom que ficam os livros”…Abraços

  • Glória diz: 19 de junho de 2010

    Martha

    Sou sua fã, adoro seus livros que, assim como os de Saramago, provocam, desassossegam.
    Comigo acontece o mesmo, toda vez que me perguntam sobre meu livro favorito, acabo respondendo (já que tenho que citar um), “Ensaio sobre a cegueira”. Senti, quando li, o mesmo impacto citado por você. Antes de ler esse, eu costuma citar, como meu preferido, “1984″ de George Orwel (já leu?).
    Gostei muito, também, do “Evangelho segundo Jesus Cristo”, se ainda não leu, leia, é maravilhoso!
    Você tem razão, que bom que os livros ficam, que pena que não virão mais, não dele…

    Beijos

  • Deise Mesquita diz: 20 de junho de 2010

    3 a 1 agora, Martha. E, a glória: sem sofrimento.
    Pipocas devoradas e parabéns pra nós, né?
    A próxima, ainda que dura, conta com a tranquilidade de poder ser tudo, embora com a certeza de sermos os melhores…
    Viva nós, os 190 milhões, o povo brasileiro!

  • Denise Rodrigues diz: 21 de junho de 2010

    Sou ainda muito jovem.Pouco fiz grandes leituras na minha vida mas existe uma coisa que sou grata até hoje o destino.Ter achado na pequena estante de uma biblioteca o seu livro “tudo que eu queria te dizer” e daí foi o começo de muita admiração e buscar por seus textos!
    José Saramago também foi uma pessoa que mexeu com algumas frases, vou procurar ler suas obras e conhecer sua vida. Não por que ele morreu,mas sim por que agora que comecei(acho que nunca é tarde) e pretendo ler o tanto que meus olhos permitirem por que é coisa sobrenatural o que um livro faz comigo!
    Também deixo minhas sinceras tristezas pela ida dele. E também aproveitar pra dizer que te admiro muito e ainda quero ver muitas de suas obras na minha própria estante.
    Beijos e Bom dia.

  • Andréa Madeira diz: 21 de junho de 2010

    Querida Marta
    Sou sua fã como muitas outras pessoas, sei o quanto suas crônicas são lidas e elogiadas, Eu, por exemplo assino a Zero Hora aos domingos so para ler OS SEUS TEXTOS, que sempre me divertem,
    porem nesse ultimo domigo fiquei surpresa com o tema, pois estou passando por uma fase sem rodinhas, nossa que calafrio!!!!!!!!! Acredito que nos proximos anos e meses estaremos vivenciando uma nova fase quanto as relações profissionais, seremos mais independentes, e o problema surge porque ainda somos adeptos do INSS, do salário certo mes a mes, da idéia de que trabalhar para sobreviver é ganhar um salário fixo.
    Então resolvi enviar essa mensagem para dizer que as vezes e não rara as vezes uma ficção se mistura com a realidade ou melhor uma crônica pode atingir varias pessoas de varias formas, e por isso vale a pena escrever, porque sempre terá do outro lado do jornal um Leitor emocionado com as suas plavras.
    Parabens

    Talvez voce se sinta assim com Saramago, com certeza esse fenomeno deve ter te conduzido, e te inspirado. Me solidarizo com voce.
    Um abraço
    Andréa

  • Fernando diz: 22 de junho de 2010

    Oi Martha, tbm decretei a Julianne Moore minha atriz predileta, isso depois do Ensaio sobre a cegueira, onde conheci Saramago. Estou finalizando o “As intermitencias da morte.” Mas n era sobre isso que queria falar, acabei de ler aqui na biblioteca da PUCRS o eu@teamo.com.br da sua amiga Leticia Wierzchowski. Que barato né? Uma lágrima beirou, sempre ameaço choro quando tenho inveja de algo – inveja boa, diga-se.
    Gostei muito, mas vi que é uma edição pra convidados, pena…

    Abraços e ate outubro, ancioso pelo seu proximo livro.

  • Gerson diz: 23 de junho de 2010

    Sobre a crônica “Parece mais não é – ZH – 23.06.2010″.

    De tempos em tempos leio a sua coluna. Não quero ser deselegante, respeito todas as pessoas, mas hoje tenho que escrever e a critica faz parte de nossas vidas. Vejo sempre um conteúdo elitista, superficial e sem graça nos seus textos. Desculpa, mas não posso me furtar de escrever isso.
    Olha, eu tento, afinal, sua coluna está em um ponto “chave” do maior jornal do sul do país. Aí eu abro e tento ler de novo, mais uma vez… mas não dá. Desculpa a crítica, ainda que cáustica. Obrigado.

  • Cristine Bittencourt diz: 23 de junho de 2010

    Martha!!!!

    Me tornei sua fã ao ler suas frases e textos, Vc é de uma sensibilidade e percepção incrivéis….Nunca li nada igual….
    Que maravilha saber que existem mulheres como vc!!!!!
    Abraços

    Cris

  • Paola diz: 23 de junho de 2010

    “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.” Saramago
    Figura carismática, escritor brilhante! Vai deixar um vazio de palavras.

    Martha, minha namorada é super fã do teu trabalho! Ela sempre comenta no teu blog, quando tiver um tempinho, dá uma olhada no blog dela…ela ia adorar! Ontem, inclusive, era niver dela!

    http://farfaraway-gaby.blogspot.com/

    Valeu…um beijo.

  • Marcella diz: 23 de junho de 2010

    Querida Martha,
    Realmente ficamos tristes com a perda de uma pessoa como essa, principalmente por nos darmos conta que não conseguiremos ler mais nenhuma nova obra, nada mais será produzido..
    Pessoas como essas merecem um lugar igual àqueles a que somos “transportados” quando lemos suas respectivas “lições”.

    Um grande abraço minha querida.

  • Renata diz: 24 de junho de 2010

    Martha, quando puderes escuta algo do malagueño Toni Zenet. É maravilhoso. Infelizmente ainda não consegui comprar o cd, mas no youtube tem todas as músicas. A faixa Soñar Contigo é de arrepiar…

  • Adriana diz: 22 de julho de 2010

    Martha!
    Totalmente sua fã e nem sei porque só hoje procurei um blog seu para deixar de esperar que alguém interessante me mande um email com um texto espetacular seu. Sim, pois todos são. Lendo o blog fiquei ainda mais fã por te conhecer melhor, pelas expressões da realidade, do dia-a-dia.
    Quando vier a Minas, não deixe de avisar. Nem precisa tanta antecedência, te coloco como prioridade 1 a qualquer momento.
    Parabéns pelo seu trabalho.
    E, coincidentemente, Ensaio sobre a Cegueira também é meu livro favorito. Embora, também concordo, seja difícil escolher um apenas.
    Mas parabéns!
    Abraços, Adriana.

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