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Posts de julho 2010

Carros

31 de julho de 2010 40

Olá! Chove à beça em Porto Alegre nesse instante. Logo mais vou jantar com minha turma de amigos, estamos desde ontem paparicando uma amiga que mora nos Estados Unidos e que está por aqui. Cada noite o encontro tem sido na casa de um de nós. Pra mim é o programa perfeito, prefiro mil vezes conversar e beber em casa do que em bares, ainda que de vez em quando seja preciso tirar o mofo e ver gente nova. Temos uma chef de mão cheia no grupo: ontem ela preparou uma sopa de alho poró e um filé com ervas que nunca vi tão aromático. Hoje não sei qual será o menu, mas já estou sem comer há 6 horas, vou traçar com muita gula o que vier.

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O que isso tem a ver com carros? Nada, lógico. Foi só um papinho para abrir o apetite.

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O lance dos carros é o seguinte: tô precisando de ajuda. Vou comprar um carro novo pra mim. Apesar de adorar dirigir, não entendo nada do assunto. Tenho escutado opinião de pai, irmão, ex-marido, amigos, mas na hora de entrar numa concessionária sozinha, me aperto. Estou entre três modelos: um EcoSport (Ford), um Sandero Stepway (Renault) e o Idea Adventure (Fiat). Não estou ganhando nem um tostão para dizer as marcas da minha preferência, ok? Já deu para perceber que gosto de carro esportivo, alto, estilo caminhonete. Então, mãos à obra. Meninos que me lêem, por favor, opinem. E meninas que entendem do assunto, opinem também! Não quero escolher só pelo visual. Costumo pegar a estrada sozinha para meus encontros literários no interior do Estado, preciso de um carro que não me deixe na mão. E adoraria que fosse econômico, coisa que esse tipo de carro não é, eu sei. A Eco eu conheço bem, era o que eu dirigia, mas minhas filhas acham total falta de originalidade trocar pela mesma marca. Sou conservadora em alguns aspectos, não vejo problema em ser fiel a um carro, mas reconheço que trocar de marca é mais animador. Então, topam participar da decisão? Palpitem! Depois eu conto o que decidi.

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Vocês não imaginam como eu gosto de uma estrada, viajar é meu maior prazer. E dirigir é uma terapia pra mim. Antigamente gostava mais, claro. O trânsito não era o stress de hoje, não havia essa frota enorme nas ruas, não se perdia tanto tempo em engarrafamentos, mas, ainda assim, sigo gostando muito de dirigir, e já tive bons momentos como navegadora, me entendo bem com mapas, não acharia nada ruim participar de um rali… Hoje meu senso de orientação já não é o mesmo. De 0 a 10, acho que sou uma motorista nota 9. Tá bom: 8,5.

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Terminei de ler “Eu, aos pedaços” de Carlos Heitor Cony, livro de memórias. E andei vendo um show com minha filha de 14 anos no DVD… Vocês me elogiam tanto que agora darei uma oportunidade para a maioria me jogar ovos, rasgar meus livros, me deletar. MILEY CYRUS! Juro, a Hannah Montana!! Caaaalma, sei que ela sempre foi bem chatinha, mas assisti Wonder World Tour (a gravação é de um show que ela fez em Londres no final do ano passado) e gostei do lado rock´n´roll da moça. Ela cresceu, está sexy, provocativa, uma mini Madonna (perdão, Madonna, sei que ela não chega a seus pés, mas está tentando). Enfim, a garota também tem feito um som meio techno, que eu não gosto, mas essa turnê roqueira me divertiu, me fez balançar os pezinhos em cima da mesa de centro. Permitam-me voltar aos meus distantes 14 anos – só de farra, vai. Juro que ainda sou mais a Amy Winehouse.

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Beijos!!

A capa do meu novo livro: Fora de mim

28 de julho de 2010 60

Como prometido, está aí a capa do “Fora de Mim”, que deverá ser lançado em meados de outubro. É possível que haja uma sessão de autógrafos no Rio e certamente na Feira do Livro de Porto Alegre, ainda sem data marcada. Avisarei, claro. Ah, e a sessão de autógrafos em Natal, na próxima quarta, será na livraria Siciliano do shopping Midway Mall, às 19h.

Em breve publicarei a capa da Agenda 2011.

Beijos!

Verossímil!!!!

26 de julho de 2010 15

Obrigada pelas inúmeras correções. Não me chateio nem um pouco com elas, ao contrário, só tenho a agradecer, pois escrevo esses posts na corrida mesmo, como se fossem e-mails, e me atrapalho às vezes.

Beijos!

Partir

24 de julho de 2010 49

Olá, todo mundo.

A vida segue. Ontem recebi aqui em casa a decoradora Cristina Brasil, que por algum tempo apresentou o programa “Decora Brasil” no canal GNT – aquele em que alguém entrega um ambiente precisando urgentemente de um trato e ela renova tudo com ideias criativas, transformando o velho em novo, o feio em bonito, o monótono em alegre. Eu adoro esses programas de “antes e depois”. Então vocês imaginam eu receber essa mulher na minha casa. Brrrrrr, o que ela iria achar? Adoro o meu apartamento, mas era a primeira vez que receberia uma profissional. Bom, acho que passei no teste, ela fez mil elogios, fiquei feliz da vida, até porque eu é que escolhi cada móvel aqui de casa, cada objeto, cada detalhe. Ela filmou uma entrevista comigo para o site dela (quando estiver no ar, aviso) e depois fomos jantar num bistrô muito legal chamado “As santas”. Nossa cara! Comi um risoto de maçã verde com gorgonzola que estava uma delícia e conversamos sobre a vida, que é o melhor assunto do mundo. Foi uma tarde/noite muito agradável.

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Hoje assisti ao filme Partir, com Kristin Scott Thomas, que é uma atriz estupenda (e um tantinho glacial). Ela interpreta uma fisioterapeuta acomodada num casamento convencional que de repente se apaixona e inicia um caso com um homem contratado para realizar uma obra em sua casa. Um homem simples, rude, ex-presidiário, o oposto do seu marido médico e bonitão. O roteiro é incrivelmente verossímil. Um filme sobre até onde uma paixão pode nos levar. O filme vai ao extremo e até assusta ao mostrar o quanto podemos ficar descontrolados diante de uma emoção tão arrebatadora. Eu gostei demais porque o tema me fascina: não por acaso o título do meu próximo livro é “Fora de Mim”, que tenta relatar essa angústia de querer entender o que não é compreensível, de tentar justificar o que prescinde de justificativa, e o medo de nos deixarmos levar: se dissermos sim para o que nos arrebata, onde iremos parar? Se dissermos não, o quanto estaremos perdendo? Não olhem para mim, pois não tenho respostas, apenas perguntas.

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Semana que vem, vou postar aqui a capa do Fora de Mim, em primeira mão.

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Esse ano não vou lançar coletânea de crônicas, ficará para o ano que vem, mas como estou completando 25 anos de literatura (meu primeiro livro de poemas foi lançado em outubro de 1985), e essa é uma data de respeito, resolvi preparar um presente para os leitores fiéis que me acompanham há tanto tempo. Exatamente em outubro, a L&PM publicará uma Agenda 2011 com 144 frases selecionadas por essa que vos escreve. Sei que há muita gente fazendo isso no twitter, mas não sou eu que estou por trás das escolhas, então achei que seria bacana eu mesma fazer uma seleção particular de versos e frases, e passar o ano todo ao lado de vocês: janeiro, fevereiro, março, abril…  Espero que curtam e não se cansem.

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Um bom início de semana a todos e obrigada pelas mensagens!!

Cissa

20 de julho de 2010 54

Não tenho como descrever o que estou sentindo no momento. Não consigo parar de chorar. Li há 10 minutos num site da internet que o Rafael, filho da Cissa Guimarães, morreu essa manhã no Rio após ser atropelado. Tinha 17 anos. Eu o conheci na casa da Cissa. Um guri lindo, lindo. Tudo o que eu mais queria era estar no Rio nesse momento para abraçar essa mulher que, sem sobra de dúvida, foi a criatura mais cheia de vida que já conheci. Cissa é a porta-estandarte da alegria, uma mulher que sempre soube superar seus problemas e voltar pra vida ainda mais reenergizada, mais positivista. Ninguém merece a perda de um filho, e meu coração fica ainda menor quando relembro dela me contando sobre o quanto a família é e sempre foi seu bem mais precioso. Não sei como uma mãe e um pai conseguem segurar um baque desses. Eu sou mãe e, sinceramente, me sinto impotente diante desse destino maluco que vira o jogo assim, de um minuto pro outro. Cissa, falarei com você em breve, mas quero que saiba que estou 100% com você, com João e Thomaz, e com todos os teus amigos que, tenho certeza, estão sentindo essa perda com a total intensidade que ela tem. Não há como gostar de você, Cissa, sem se sentir parte da sua família, tamanha é sua energia agregadora. É como se eu tivesse perdido alguém meu, também. Força e paz pra você!

Um pouco do que existe

17 de julho de 2010 39

Gurizada, vocês são bacanas demais. Fico emocionada com os comentários que vocês deixam, e não só respondo cada um em particular porque não me sobraria tempo pra mais nada. Hoje, em especial, que estou meio jururu (pelo motivo que 90% da população fica triste), receber o carinho de gente que nem me conhece pra valer é um estímulo e tanto. Obrigada é pouco.

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Hoje consegui ver os episódios finais de Som e Fúria, seriado que foi a melhor coisa que passou na tevê aberta ano passado (ano passado? sei lá, acho que sim, mas houve também o ótimo Tudo Novo de Novo… ano passado mesmo? Será que já faz tanto tempo?). Mas voltando: Som e Fúria é um assombro de inteligência, sarcasmo, grandes atuações, um sopro de vitalidade na mesmice constituída. Grande série! Que bom que eu tenho os DVDs e vou poder assistir sempre que quiser e sentir falta de algo que respeite meus neurônios e não me subestime. Parece que vem uma nova temporada a caminho, espero mesmo que sim.

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Terminei também de ler Invisível do Paul Auster. Bom pra caramba. Não sou muito chegada em obras que se valem do recurso complicador de colocar um livro dentro do livro, mas Auster não é amador, armou o enredo de forma totalmente clara sem privar o leitor do espanto e da magia da trama. Quem é real? Somos todos um pouco invisíveis e disso nasce a urgência de se inventar.

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Há momentos em que me sinto meio infantilóide de tanta alegria de viver, de tanta confiança de que o caminho será sempre longo e surpreendente, me emociono facilmente com minha inocência e deslumbramento, mas tem horas que é impossível sustentar a farsa: tô ficando velha mesmo. Caí na real quando li a lista de indicados para o próximo VMB, Video Music Brasil, que acontecerá em setembro. Me acompanhem:

Vespas Mandarinas/Gloria/Cine/Hevo 84/Strike/Replace/Karina Buhr/Flora Matos/The Name/Apanhador Só/Unidade Imaginária/Thiago Petit/Cidadão Instigado/Gui Boratto/Killer of The Dance Floor/Zemaria/Database/Boss in Drama/Janelle Monáe/Darwin Deez/ School of Seven Bells/ Big K.R.I.T./Toro y Moi/Kamau/Ogi/Rincón Sapiência/Lurdez da Luz

Socorro!!! Parece que dormi 100 anos e acordei hoje. Nunca ouvi falar nem remotamente nessa gente. Por favor, não me humilhem e nem me empalhem.

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Pessoal do Rio Grande do Norte, é certíssimo que estarei aí dia 4 e 5 de agosto. É longe paca, mas vou! Reservem o sol pra mim, porque o clima aqui no sul está siberiano.

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E vamos em frente. Beijos!

Notícias do frio

13 de julho de 2010 27

Brrrrrrr…. 9 graus em Porto Alegre nessa terça, 18h00. Mas a sensação térmica é de menos, por causa do vento. Tudo bem que fez um lindo dia de sol, mas, caramba, não tenho mais paciência pro frio de rachar. Se bem que não se pode reclamar, porque semana passada fazia quase 30 graus por aqui, uma sorte o inverno ter chegado atrasado esse ano.

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Fui mais uma a não me empolgar com a logomarca da Copa do Mundo no Brasil. Uma homenagem aos goleiros, pelo visto. Se não for, mão na bola representa o quê? Volei, basquete, handball? Ok, ok, sabemos que representa a integração entre os povos, etc, etc. Ainda assim, achei simplória. Gosto de coisas simples, mas não simplórias.

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Terminado o Surdo-Mundo, livro do David Lodge que adorei e recomendei aqui, estou lendo outro livraço: Invisível, do Paul Auster. Não consigo desgrudar. Superbem escrito e com um tema pra lá de picante: o incesto.

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Assisti hoje no DVD Quando Nietzche Chorou, baseado no livro do mesmo nome, de Irvim Yalom. Como eu gosto demais de tudo o que se relaciona com psicanálise e havia gostado muito do livro, conferi a versão cinematográfica, que é muito irregular. As cenas que retratam os sonhos e delírios dos personagens são bizarras, risíveis até, de tão kitch. Já as cenas que mostram o início da psicanálise quando ela nem ainda tinha esse nome (dizia-se “a cura pela fala”) são interessantes. Enfim, um filme só pra quem curte mesmo o assunto, porque para quem curte cinema, é fraco.

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Soube hoje que o parlamento francês aprovou a proibição do uso do véu islâmico na França. Isso não estaria na contramão das liberdades individuais? Nós podemos até questionar o seu uso, podemos considerá-lo um símbolo da opressão feminina, mas há que se respeitar a religião e os costumes de todas as nações. Como é que vão ficar as mulheres muçulmanas que vivem na França? Se a burca é um elemento de opressão, e é, sua obrigatoriedade teria que ser extinguida nas sociedades em que foi originada.

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Hoje, 13 de julho, é dia do rock. A benção, Mick, Keith, Ron, Charlie, Paul, John, George, Ringo, Elvis, Kurt, Eric, Bono e outros tantos que fizeram e fazem história e espalham seu legado para o mundo todo. Vida longa às guitarras!

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Beijos.

Cássia Kiss e eu

08 de julho de 2010 37

Olá, pessoal.

Obrigada pelas mensagens deixadas.

Acabo de chegar de Brasília. Já estive lá umas quatro ou cinco vezes, sempre correndo, a trabalho. Considero uma cidade sui generis, diferente de todas que já vi. Não imagino como seja morar lá,  mas me rendo à beleza arquitetônica da capital federal. Cada vez que passo pela Esplanada dos Ministérios meu queixo cai, principalmente à noite, com as luzes iluminando a catedral, o congresso, o palácio do governo, e mais adiante, a incrível ponte JK. Passados 50 anos da inauguração de Brasília, ela segue sendo futurista e tudo indica que nunca ficará datada. A imponência da obra de Niemeyer é algo que faz com que ele mereça mesmo o epíteto de gênio.

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Mas queria mesmo é contar pra vocês como foi o encontro no Centro Cultural Banco do Brasil. À tarde, antes do evento, me encontrei rapidamente com a Cássia Kiss numa sala de imprensa improvisada no hotel em que estávamos hospedadas. Cássia está linda, jovem, radiante – resumindo, apaixonada. Estava acompanhada do marido, João, e o casal não se desgrudava um minuto, coisa rara de se ver até entre adolescentes. Legal ver uma mulher madura, vivida, já com quatro filhos de relacionamentos anteriores, abrir-se para um novo encantamento. É como eu digo: paixão rejuvenece mais que botox…

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Então fomos para o CCBB e chegando lá já havia uma longa fila a nossa espera. O auditório lotou, tinha gente sentada no chão. Primeiro o curador do evento, Marcelo Andrade, fez uma rápida apresentação do projeto que se chama Escritores Brasileiros: a cada mês eles levarão um escritor para falar sobre sua obra e um ator/atriz para ler os textos. Nos próximos meses Brasília receberá Luis Fernando Verissimo, Marina Colasanti, Nelson Motta e outros. Não lembro agora o casting inteiro, mas é poderoso.

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Aí fui chamada ao palco e fiquei uma meia-hora contando sobre como comecei minha carreira, os desvios e mudanças de rota desde a infância até chegar aqui, o que gosto de escrever, como costuma ser a reação dos leitores, enfim, um tricô regado a muito bom humor e informalismo. Eu me senti em casa, e acho que a plateia curtiu também.

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E então chegou o grande momento: Cassia Kiss subiu ao palco para ler algumas crônicas do meu livro Doidas e Santas. Sempre considerei a Cassia uma atriz intensa, e imaginei que ela talvez desse uma certa dramaticidade ao texto, mas que nada, de cara ela foi tirando os sapatos que apertavam e deixou todo mundo super à vontade. Leu com muita graça e leveza, as pessoas riam demais, foi uma delícia. Eu, que costumo ficar constrangida quando ouço textos meus sendo lidos em voz alta, relaxei e curti, por mim teria ficado lá até a madrugada…

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Uma palinha pra vocês verem como não estou inventando nada, foi bem assim:

http://www.youtube.com/watch?v=51GSUFgvdoA

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Bom, aí fomos para a livraria do CCBB, autografei alguns livros e jantamos ali mesmo, no bistrô. Uma noite agradabilíssima, que tem tudo para se repetir no Rio dia 14 de setembro.

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Antes disso, em agosto, está confirmada minha presença dia 4 em Natal e dia 5 na Feira do Livro de Mossoró, RIo Grande do Norte.

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Vamos falando. Beijos!

Pós-Copa

06 de julho de 2010 16

Pois é, todo mundo de volta à vida… Vou contar uma curiosidade pra vocês. Eu moro no mesmo edifício do Paulo Paixão, preparador físico da seleção brasileira. Um cara educadíssimo. Encontrei-o na garagem do prédio anteontem, quando ele estava chegando com malas e bagagens da África do Sul.  O abracei e disse sinceramente o que pensava: que eles haviam realizado um trabalho digno.  Fazer o quê?  Claro que a vitória é tudo o que se quer. Mesmo que tivéssemos ido para a final, nossa frustração seria a mesma se fôssemos desclassificados. Mas não consigo sentir essa raiva que a nação inteira tranferiu pro Dunga. Uma coisa não se pode negar: ele foi coerente. Treinou uma equipe vitoriosa por 4 anos e não quis, na hora do bem-bom, trocar os jogadores com quem estava acostumado por garotos que mal conheciam o grupo. Não estou dizendo que ele fez certo ou errado, estou dizendo que ele foi coerente, e já estou vendo alguns aí me xingando, dizendo que coerência não ganha Copa do Mundo, como se houvesse uma fórmula secreta para a vitória. Ninguém tem. Todos tentam, cada um a seu modo. E 31 equipes voltam pra casa sem o troféu. Um só vence.

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Dunga talvez tenha errado mais no seu comportamento pessoal do que na escalação do grupo.  Rosto emburrado, complexo de perseguição, excesso de zelo, tudo isso engessa não só o futebol, mas a vida em todos os seus aspectos. Sabemos que o futebol é mais que um esporte, hoje: é uma indústria que move milhões e ninguém quer saber de brincadeira, mas, pomba, um pouquinho de leveza não teria feito nada mal ao time. E foi uma estupidez sair do campo ao final da partida sem cumprimentar o técnico da Holanda e sem abraçar os nossos jogadores, como fez Maradona. Com um pouco mais de espírito esportivo, nosso final teria sido menos triste.

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Blablabla requentado, esse meu. Copa, que Copa? Vivemos num mundo que aboliu o ontem. O ontem não existe mais, a não ser como vaga memória. É tudo tão frenético que temos apenas a realidade do agora e uma projeção de futuro, igualmente frenético. Lembra quando 4 anos era tempo pra caramba? Pois tenho a sensação de que a Copa do Mundo de 2014 já está ali na esquina. Os relógios e calendários nunca tiveram tanta pressa.

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Amanhã, quarta, estarei em Brasília. Quem puder, participe do encontro às 19h30 no Centro Cultural Banco do Brasil. Depois conto como foi assistir a Cassia Kiss lendo meus textos, admiro demais essa atriz, vai ser uma honra.

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Falando em atriz, ontem a Cissa Guimarães me telefonou dizendo que a temporada do Doidas e Santas no Teatro Leblon, no Rio, foi prorrogada por mais três meses devido ao sucesso. A peça ficará em cartaz até outubro!

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Já a peça “Tudo que eu queria te dizer”, com Ana Beatriz Nogueira, fez um rápido tour pelo interior do Rio e estreará em Porto Alegre dia 10 de agosto. Se alguém já assistiu, me conte!! Ainda não vi nada, tô na maior expectativa.

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Vamos falando, beijos!

Mata-mata

02 de julho de 2010 17

É só um jogo de futebol, a vida continua… mas que frustração!!!!!!!!!!!

Bola pra frente.

Transfiro minha torcida pra seleção do Uruguai!!!

Beijos!!!