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New York, New York

05 de outubro de 2010 26

Definitivamente de volta, readaptada à rotina, essa que me faz tanta falta. Supermercado, levar filha pra tirar sangue no laboratório, almoçar com a mãe, responder e-mails, se preparar para escrever os próximos textos e lamentar a quantidade de votos recebidos pelo Tiririca. Desanimante, esse país maravilhoso, musical e coisa e tal. Eu gosto muito de diversão, mas tirar sarro em eleição é burrice.

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Sobre New York, duas perspectivas: o que vivi e o que senti. Vou começar pelo que vivi.

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Viajei com uma amiga que conheço há 25 anos, fomos colegas numa agência de propaganda, depois cada uma seguiu outro rumo profissional, mas nunca perdemos contato. Hoje ela é sócia de um escritório de arquitetura que é referência nacional em restaurações e construções de teatros no Brasil. Isabel, o nome dela.

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Chegamos em Nova York segunda à noite (dia 27). Chovia. Largamos nossas coisas no Pod Hotel (230 E, 51 St), que é uma grande pedida pra quem não quer gastar os tubos, mas gosta de ficar bem localizado. Os quartos são minúsculos, é verdade (pod significa casulo), mas tudo é limpo, de bom gosto, e a frequencia do hotel é da maior qualidade, gente bonita e com espírito de aventura.

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Cansadas e impossibilitadas de grandes caminhadas por causa da chuva, jantamos no bistrô next door, grudado no hotel: Le Bateau Ivre. Croque monsieur e vinho. E naninha.

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O primeiro dia amanheceu nublado e chuvoso. Inauguramos com um café da manhã no Sarabeth, em frente ao Central Park (recomendo o suco “four flowers”), e depois com uma visita ao Ground Zero, área onde ficava o World Trade Center. Impossível não se emocionar ao chegar naquele terreno que hoje está cheio de escavadeiras, tratores, e que foi palco de uma tragédia sem precendentes na história moderna. A ausência das torres comove. Dali caminhamos até o Soho, almoçamos no simpático L´orange bleue - que omelete! – e visitamos uma galeria de arte chamada Clic, onde havia uma mostra que destacava a arte do surf.  Vi fotos, gravuras e montagens que me fizeram ter vontade de voltar aos 18 anos. Já contei pra vocês? Adoro surf. E quem pensa que surfista é alienado está muito mal condicionado pelos clichês.

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Quando a noite chegou, fomos a Columbus Circle e assistimos a um show de jazz comandado por nada menos que Sadao Watanabe, japonês de 77 anos que já tocou com os maiores instrumentistas do mundo e que também se rendeu à influência da música brasileira, como todo bom jazzman. O lugar em que assistimos ao show era incrível. Quem viu o filme “Lost in Translation”, com Bill Murray e Scarlet Johansan, deve lembrar daquele bar do hotel em Tóquio, todo envidraçado, com vista pra cidade, onde eles bebiam, conversavam e ouviam jazz. É o mesmo cenário, só que em Nova York. Sadao Watanabe arrasando com seu sax e sua competentíssima banda, com um fundo todo envidraçado dando vista ao skyline da cidade, e nós ali sentadas numa mesa, bebericando um vinho. Lugar pequeno, aconchegante, num andar alto de um prédio. Ainda no elevador, ao chegarmos, subimos com um pianista de jazz que mais parecia um rapper e que já havia tocado no Free Jazz em São Paulo. O Alan. Conversa vai, conversa vem, virou aqueles amigos de infância de uma noite só. Sentou conosco à mesa. Uma figura.

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Meu inglês é uma porcaria. O da Isabel não é muito melhor. Ainda assim, incrível como todo mundo se entende. É a magia da boa vontade.

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O segundo dia amanheceu ligeiramente fresquinho e com um sol tímido. Fiz minha estreia no metrô novaiorquino (na primeira vez que fui à cidade só andei de ônibus) e voltamos ao Soho, paraíso do consumo charmoso. Me encantei com a loja do MOMA Design, deixei uns dólares por lá, assim como na Victoria Secret, que pode parecer carésima, mas é só famosésima: underwear muito em conta. Esse é o problema dos Estados Unidos: está tudo muito em conta, pirando gregos e troianos. Voltarei a esse assunto mais adiante.

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Almoçamos no The Mercer Kitchen, restaurante bacana, mas com um nenê na mesa ao lado que impossibilitava a conversa. Americanos levam seus pirralhinhos a ambientes adultos o tempo inteiro, não há babás, creches, avós e essas adoráveis invencionices de terceiro mundo.

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Ainda nesse mesmo dia, fiz uma visita à minha livraria preferida, Rizzolli Bookstore, mas pra mim perdeu o encanto, talvez pela mudança de endereço, e conheci a megastore da Apple, na esquina do Central Park, em frente ao antigo hotel The Plaza. Entrei naquele antro de perdição e só ouvia a voz das minhas filhas retumbando nos meus ouvidos: “Mãe, compra um MacBook, é três vezes mais barato que no Brasil!”

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Não comprei. Not yet.

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À noite: cataclisma cultural. Fomos a um teatro na Union Square assistir ao espetáculo Fuerza Bruta, há anos em cartaz, sucesso absoluto de uma trupe argentina (aliás, o mesmo espetáculo está em cartaz no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires). É um impacto. Já sabiamos que deveriamos ir vestidas totalmente à vontade (jeans, camiseta e tênis) e que não haveria assentos, assiste-se em pé. Chegamos e fomos encaminhadas a um grande espaço escuro onde no chão há um círculo desenhado. Todos ficam dentro do círculo, e não se enxerga nada em volta: de onde virão os artistas, cadê o palco, pra onde se olhar? Nobody knows. Então surge no alto um DJ tocando música eletrônica e a rave começa. É isso: uma rave performática. Instrutores dividem o público ao meio e começa o show, que mescla teatro, dança e interação com a plateia. Um ator, no meio de todos nós, faz seu número e se molha com uma chuva cenográfica, enquanto os pingos caem sobre todos que ali estão. As atrizes dançam num palco e a gente dança junto. Tudo é surpreendente, bizarro, teatral, estranho, até que o grande momento acontece: do teto, começa a descer uma piscina plástica, onde quatro dançarinas fazem coreografias dentro d´água. Uma piscina suspensa sobre nossas cabeças! E a piscina transparente desce, desce, a ponto de esticarmos as mãos e tocarmos no seu fundo, interagindo com as dançarinas. Certamente não estou conseguindo explicar o efeito, é muito mais louco do que minha narrativa permite. Só posso dizer que é sensacional e apavorante, porque se tem a impressão que a piscina irá explodir e a água cairá sobre nós, mas não acontece. Tudo termina com a sequência da rave, atores e público dançando juntos sobre o embalo do DJ, que é um personagem à parte. Vibrante. Amazing. Quem estiver de passagem marcada pra NY e não for de muita frescura, reserve. Se não confiam na minha opinião, saibam que já estiveram por lá Demi Moore, Ashton Kutcher, Bradley Cooper, Jude Law, Pierce Brosnan, Orlando Bloom, Serena Williams, Shakira, John Legend e Beyoncé, não é um casting de respeito? Eu e Isabel compramos ingressos pela internet antes de embarcar, tudo reservado com antecedência. O espetáculo dura 1 hora exata. Há imagens no youtube.

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Dia seguinte: MOMA. Havia uma mostra especial do Matisse, mas ela não me cativou tanto quanto a mostra permanente do museu, que inclui Miró, Picasso, Kandisnky, Cezanne, Seurat (AMO Seurat!), Van Gogh, Klimt, Dali, Monet, Modigliani, Magritte. Banquete para 400 talheres. Mas não era um banquete, era de manhã. E havia um dilúvio lá fora. O prédio do MOMA é uma obra de arte à parte. Todo envidraçado. Tirei muitas fotos de dentro pra fora, clicando as ruas molhadas. São os melhores registros da cidade que fiz.

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Almoço no Robert, recém-inaugurado restaurante no 9º andar do Museu de Arte e Design. A vista pro Central Park seria um deslumbre se não estivesse chovendo tanto, mas nada atrapalhou a degustação da minha salada Ceaser.

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Fim de tarde no bairro da moda: Meatpacking District, que é um charme mesmo, mas com chuva, todo charme desbota. O High Line Park, pequena área verde suspensa sobre trilhos ferroviários, deve ser bacana com sol. Acizentada, não me emocionou.  Mais vale uma caminhada pelas ruazinhas residenciais. Os best moments desse pequeno tour foram o Chelsea Market, um mercado coberto com muitos recantos gastronômicos, e o restaurante Pastis, point bombadíssimo, onde comi um ravioli de lagosta memorável (prato do dia!).

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Mesmo sendo prato do dia, nunca achei os restaurantes baratos, assim como o transporte público: tudo caro! Barato são os artigos de vestuário, louça, cosméticos, acessórios. Nova York é um Paraguai glamurizado.

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No outro dia choveu mais do que nunca. More than ever. Eu e  minha amiga nos concedemos um day off, cada uma na sua (como deveria acontecer nos casamentos inteligentes). Sozinha da silva, entrei numas papelarias (meu luxo de consumo) e fui conhecer o New Museum, que arquitetonicamete é um encanto, mas dei azar: os terceiro, quarto e quinto andares estavam fechados. Restava o segundo, com uma mostra estúpida (a arte contemporânea tem esse cacoete de ser, muitas vezes, estúpida) e o sétimo andar, cuja “arte” é a vista da cidade, mas chovendo cats & dogs, não valeu o preço do ingresso.

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Voltei à loja da Apple. Já tinha amigos lá, passava todos os dias à tardinha para dar um hello. Compro ou não compro o Mac da minha filha? (que será 50% meu, óbvio).

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Tenho uma amigona desde outra encarnação que casou com um americano e vive na Carolina do Sul. Surprise! Ela veio a Nova York me visitar! Jantei com ela (Alice) e minha amiga Isabel numa brasserie há poucas quadras do hotel. Pizza e vinho e risadas! Amizade antiga é a melhor refeição do mundo.

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Deus existe! No sábado, amanheceu um espetacular sunny day, sem nenhuma nuvem no céu. Eu e Isabel cruzamos o Central Park, invadimos uma maratona, nos intrometemos, fizemos um estrago saudável na manhã dos novaiorquinos, e depois fomos tomar nosso suco “Four Flowers” no Sarabeth, de novo. Lá encontramos Alice e fomos até Washington Square, e depois ao Soho, só que bateu uma aflição: todas as pessoas acordadas em NY estavam no Soho, o planeta inteiro concentrado em meia dúzia de ruas. Plano de fuga! Eu e Alice pegamos uma rua lateral e conversamos tanto que nem nos demos conta de quantos quilômetros caminhamos. Isabel havia ficado no Soho porque é louca.

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À noite, jantar no tradicionalíssimo P.J.Clarkes, que já foi considerado o melhor hamburguer da cidade, em priscas eras. Hoje os “the best of” mudam a cada semana, mas pra não fazer desfeita à tradição, lá ficamos, pedimos hamburguer, cerveja e fomos muito felizes.

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Domingo, último dia. Ainda um resto de sol, mas já com um vento outonal, pedindo um cashemere. Programaço: Alice nos encontrou no hotel, pegamos um metrô até a última estação na pontinha da ilha e atravessamos a pé a Brooklyn Bridge. É uma experiência. Do lado de lá, rumamos para Williamsburg, também conhecido como Billburg, o bairro fervido do Brooklyn, mas menos fervido que qualquer ponto de Manhattan. Maravilha caminhar pela Bedford St e cruzar com seus bistrôs, galerias, lojas, tudo com um movimento civilizado. O bairro tem um ar de Palermo, em Buenos Aires. Como boa portenha que, em minha imaginação, também sou, me senti em casa.

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Alice voltou pra sua Greensville, onde vive, e eu e Isabel nos despedimos de Nova York tomando um drinque chiquetésimo na cobertura do hotel The Strand, um lugar pequeninho, com um lounge com ótima trilha sonora e vista inacreditável para o Empire State todo iluminado. Voltei pro Brasil sozinha no dia seguinte. Isabel ainda foi pra Houston.

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Fim dos nossos serviços.

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Não, ainda não acabou: comprei o Macbook. Minha filha acaba de descobrir que sou a melhor mãe do mundo. Malandra.

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Descrevi o que vivi, e foi muito bom. O que senti é diferente. New York, mesmo com todo seu magnetismo, não é compatível com meu jeito de ser. Tenho verdadeiro horror ao frenesi consumista que a cidade impõe. No aeroporto, quando voltei, eu parecia uma bóia-fria perto daqueles outros viajantes que despachavam cinco ou seis malas gigantes onde traziam pra casa Manhattan inteira empacotada. Até o lazer de Nova York parece business. Faz falta uma certa classe, uma certa elegância, que encontro ainda na Europa, e não sei por quanto tempo. Sem falar no sol, que pela altura dos prédios novaiorquinos, não alcança as ruas, está impedido de fazer parte da cidade, a não ser em parques e olhe lá. Nova York me ofusca mais do que me ilumina, me cansa mais do que me descansa. É uma baita cidade, sem dúvida, e eu não seria maluca de desprezá-la, mas meu pique de viagem agora é outro, mais lento, mais contemplativo. Next stop: Tailândia, Caribe, Croácia, Itacaré, qualquer lugar que me resgate.

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Dado o recado.

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Beijos!

Comentários (26)

  • Luiza diz: 5 de outubro de 2010

    Maaaarthaaa!! Que delícia, adorei. Vamos pra Tailandia 2011!! Beijo

  • Gustavo Quadra diz: 6 de outubro de 2010

    Well, well…viu? Disse que não ia descansar! rsrs
    Amei o post, Martha…Gigante, inspirador…Ri um pouco, saboreei os pratos com vc (gosta de comer, hein? rs)
    Pena pela chuva, lindo os dias finais…
    Sonho de consumo: andar pelas ruas de NY nesse Sol outonal
    So,that’s all

    ps: Já comprei seu livro (nem sabia que era pré-venda…), comprei o novo e um velho…rs…Chega amanhã!! Já sabe, né? Estou louco aqui…!

    Beijão e boa noite!

  • sandro nowacki diz: 6 de outubro de 2010

    Martha querida.

    Adorei acompanhar a perspectiva do que foi visto e vivido na Big Apple. Nunca fui. Não tive o privilégio, mas imagino que o frenseí não iria fazer a minha cabeça. Adorei as palavras de apoio aos surfistas… Concordo que as meninas mereciam um MacBook! E me encantaria assistir Fuerza Bruta (e melhor ainda se pudesse encontrar a Beyoncé por lá) bem como admirar as obras de Klimt ao vivo!

    Mas eu gostei mesmo foi da frase:

    “Amizade antiga é a melhor refeição do mundo”

    Meus amigos são tudo o que eu tenho.

    Beijocas e parabéns pelo blog.

    San.

  • Fernando Koch diz: 6 de outubro de 2010

    Oi Martha,
    já trocamos algumas palavras quando há uns 10 anos atrás levei uns livros teus para a China. Agora estou morando em Buenos Aires, mas sigo teu trabalho por aqui e minhas visitas a Porto Alegre.
    Muito boas as dicas de NY. Só quero fazer um comentário. O Fuerza Bruta não é um espetáculo espanhol, mas sim argentino. Eles tem mais de um elenco em ação atualmente e estão com o espetáculo em NY City e outro aqui, no Centro Cultural Recoleta. Inclusive a sala para a apresentação, que tem o nome de Villa Villa, foi batizada assim por ter sido o local de estréia do primeiro espetáculo do grupo que tinha este nome.
    Saludos de la ciudad del tango!

  • Juliana Prestes diz: 6 de outubro de 2010

    Martha! Adorei o post!!! Sou louca para conhecer Nova York, mas sua riqueza de detalhes é tanta que parece que eu estive lá!
    Um grande beijo e bom dia!

  • Claudia Damasio diz: 6 de outubro de 2010

    Martha….vc é tão autêntica, tão culta e ao mesmo tempo tão simples.
    Sempre te sinto feliz! parab´nes!
    Sua fã, Claudia

  • Carol diz: 6 de outubro de 2010

    Adorei!!! Tudo!!! Tenho interesse em conhecer Nova Iorque mas suspeito que, como você, eu não combinarei muito com ela.

    Tenha uma ótima semana! Beijos, Carol

  • Sonia Leal diz: 6 de outubro de 2010

    Adorei tudo,mas principalmente a útima parte, deliciosa.Adoro teu jeito de escrever.bjus

  • Leandro diz: 6 de outubro de 2010

    Ai ai..nada como viajar estando com uma ótima companhia: você!
    Bjs

  • Helaine diz: 6 de outubro de 2010

    Obrigada por nos fazer viajar contigo. Uma delícia! Seja bem-vinda à rotina. Beijo.

  • Ana Paula diz: 6 de outubro de 2010

    Marthaaaaaaaaa,

    bem vindaaa,saudades!!

    NY pode ser tudo isso..mais ainda prefiro a Europa…particularmente Paris e arredores…ano q vem estarei lá e desde já conto meses,semanas,dias e hrs!!

    bjos

  • Fernanda Arruda diz: 6 de outubro de 2010

    Martha,

    Você consegue deixar tudo muito mais interessante do que de fato é, digo pois não tenho vontade de conhecer NY, sou muito mais Tailândia e Itacaré, mas você descreveu tudo com uma riqueza de detalhes que deu até vontade de estar lá também. Aliás, falando de Itacaré, não sei se você já foi, mas se não então aconselho a ir sim, amo essa cidade, foi lá onde encontrei o meu amor e é lá onde pretendo viver os ultimos dias de minha vida. Vá, sinta a energia daquela cidade mágica, o povo baiano é tudo de bom, depois nos conte como foi. Eu até faço uma associação de idéia com a história vivida por Liz Gilbert, em Comer Rezar Amar, onde ela viajou por três lugares com nomes de inicial I (Itália, India e Indonésia), que em inglês quer dizer ‘eu’, foi uma verdadeira viagem para o interior dela mesma, até encontrar o homem de sua vida. Então comigo foi mais ou menos assim, só que não precisei sair do país, fui logo alí, no sul da Bahia :)

    Beijos!

  • Luciana diz: 6 de outubro de 2010

    Martha,
    Estive em NY agora em setembro com minha familia e concordo quando falas desta obrigatoriedade ao consumo.Por esse motivo,deixei de conhecer alguns lugares,sem contar as brigas que tive com meu marido,pois ele nunca queria ir comigo as compras,pois detesta este programa,principalmente em viagens.
    NY tem muito charme,mas a viagem acaba sendo mais cansativa do que qualquer outra.
    Ressalto um aspecto bastante negativo que percebi:Eles desconhecem o respeito ao meio ambiente.O desperdicio esta evidente o tempo inteiro.Agora entendo porque nas escolas americanas estao ensinando que a Amazonia e patrimonio do mundo,porque de la nao vai sobrar nada!
    Beijos e bom retorno,
    Luciana

  • Karin diz: 6 de outubro de 2010

    Martha, adorei a descrição da viagem! Só fico triste por não teres te empolgado mais com a cidade! Eu, com certeza, ficaria com a Isabel no Soho! hahahaha! And how about your English não ser tão bom? C’mon! BEijos!

  • gisele c villagran diz: 6 de outubro de 2010

    Oiii Martha!!! Adorei teu post ,como é maravilhoso saber escrever a tua narrativa é perfeita…viajei para Nova York sem sair do lugar.Concordo com tigo em relação a Europa ,fiz um thur em julho França , Itália ,Espanha e Irlanda a Europa realmente encanta e descansa.Bjão e tdo de bom!

  • Annabel diz: 7 de outubro de 2010

    Martha,

    Obrigada por nos levar a NY com vc nesse relato delicioso.
    Foi ótimo rever a cidade através de seu olhos atentos.
    Eu continuo alucinada com aquela cidade.
    Gosto da energia vibrante e acho que podemos resistir sim sem entrar no consumismo.
    Da primeira vez que fui não perdi nenhuma manhã ou tarde fazendo compras, mesmo pq nem tinha dinheiro para isso, o que foi ótimo.
    Sobrou tempo para passear bastante pelas ruas e parques da cidade, parar para ver jazz ao vivo na Washington Square ou mesmo curtir solos de sax pelo Central Park.
    Da segunda vez fui sozinha e daí perdi parte do meu precioso tempo nas compras, mas toda noite ia ao Village ver jazz ao vivo em um boteco MUITO legal que se chama The 55 Bar. Cada dia uma banda diferente. Me dei de presente uma noite no Village Vanguard e deixei o glamuroso (e turístico) Blue Note para uma próxima vez. Sim pretendo voltar aquela cidade onde podemos pegar o metro as 3 da manhã, sozinhas, sem sermos assaltadas. Infelizmente a violência no Brasil não nos permite essa estripulia.
    No Lincon Center fui ao Dizzy’s Club pq o preço era menos proibitivo do que o Columbus Circle e adorei passear pelo Brookling a pé.
    Com certeza o clima atrapalhou sua estada lá, mas é muito legal ver que vc não perdeu o bom humor e criou programas alternativos bem legais para driblar a chuva.
    Sei que estou sem crédito para pedir, já que até hoje não te mandei a foto do Tio Woody no Hotel Carlyle, mas queria muito que vc compartilhasse conosco as fotos que tirou no MoMA.
    Abraços
    Annabel

  • Raquel diz: 7 de outubro de 2010

    Marthinhaaaa
    Amei o post, delicia é ler seus textos isso sim!
    To indo pra Porto Alegre amanha pela primeira vez, acredita? e sou gaúchaaaaa
    Gostaria de algumas dicas sua
    onde ir? o q fazer? onde comer? o que comer?
    Gosto muito de vc

    Beijos

  • Adriana diz: 7 de outubro de 2010

    Oi Martha!
    Sou tua fã de verdade! Te acho maravilhosa e parece que tudo que escreve é pra mim…. Quanta audácia minha né??? Quero comprar a tua agenda 2010 para mim e para presentear as minhas amigas e gostaria de saber onde e quando estará a venda. Agradeço se enviar estas informações para o meu e-mail.
    Um super Beijo!!

  • Ivete Canti diz: 7 de outubro de 2010

    Martha, que delícia de crônica!
    Nada como um guia turístico com sentimento. Tudo tão real, quase a chuva me molhou
    grata
    bjs
    Ivete

  • Juliana Amaral diz: 7 de outubro de 2010

    Welcome to My World baby!!!!
    Yep, New York it’s craziest city in the world!!!!
    Adorei saber que voce foi ver FUZEZABRUTA, incrivel neh, nem voce conseguiu decifrar a magia deste espetaculo, porque nao tem como, so vendo pra sentir a vibracao, a luta, o fim e o recomeco de uma existencia….
    Que pena que a chuva atrapalhou um pouquinhos, fez lembrar-me de quando fui a Veneza, chovou todos os dias que estive la…
    Espero que da proxima vez possa te encontrar pelas ruas do Brooklyn, Carol Garden eh uma delicia e caminhar pela Smith St eh como se estivesse caminhando pelas ruas do Bom Fim…
    Beijos

  • Thiago Souza diz: 8 de outubro de 2010

    Ótimo! Na próxima vamos juntos! Hahaha!

    Beijo, Martha querida!!

  • Thaise Missel diz: 9 de outubro de 2010

    Bah mulher! somos gêmeas! Tenho certeza que tu invadiste a minha casa, entraste no meu quarto e roubaste, sem dó nem piedade, os meus escritos sobre NY e fez um crtl c + crtl v!
    hahahaha

    Brincadeiras a parte, é ótimo ler tuas histórias e embarcar nelas! ainda mais quando se está na aula de webdesign com um professor que não ama ninguém e aguardando ansiosa que o namorado venha me buscar para irmos distribuir brinquedos para as crianças carentes que eu dava aulas bahá’ís :D

    Um beijo, Martha.

  • Marisa diz: 9 de outubro de 2010

    Oi Martha!

    Adoro suas cronicas, livros, peças…Consegues, muitas vezes, colocar no papel exatamente o que eu gostaria de dizer e não sei como.
    Também estou indo à NY em janeiro e também com uma amiga (há 27 anos). Aproveitarei todas as suas dicas.
    Obrigada!
    Marisa

  • André Fuzarca diz: 11 de outubro de 2010

    É, suas crônicas são de uma simplicidade singular. Como se fossemos a NY junto com você. Mas, e as fotos?Tem como mostrar algumas? Eita mulher que escreve bem!!

    Ótima semana!

    André Fuzarca

  • Sandrine Pereira diz: 18 de outubro de 2010

    Comentário mais comum aqui: “Adoro ler o que você escreve”. Mas, fazer o quê? É a pura verdade!!!
    Quando você escreveu que sua filha descobriu que você é a melhor mãe do mundo me fez lembrar que filho é tudo igual.
    Mas vamos e venhamos, você ficar lembrando o tempo todo, sua filha falando – mãe compra meu MacBook – o que você lembra? Que mãe também é tudo igual. Não tira férias de filhos nem um segundo.

  • Leonardo diz: 18 de novembro de 2010

    Olá Martha,

    Primeiramente, parabéns pela coluna no Jornal O Globo, sempre bem escrita e dominicalmente lida. Curiosamente digitei no google “loja mais barata para comprar macbook em nova york” e ele não encontrou nada especificamente, mas sugeriu em um de seus links este seu blog. Cheguei hj mesmo de NY e quando comecei a ler a matéria sobre a Big Apple, identifiquei-me na hora com o seu relato, desde o The Pod, onde fiquei uma semana até às sugestões. Congratulations!!!!

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