Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Mario Vargas Llosa

15 de outubro de 2010 30

Antes de entrar no assunto do nosso prêmio Nobel de Literatura, tenho um aviso a todos que se envolveram com aquela profunda questão existencial da minha vida: que carro comprar. Minha falta de originalidade é tanta (e o tempo foi tão curto para fazer os test-drives que deveria ter feito e não fiz) que acabei adquirindo outro Eco Sport. Só troquei de cor.

*

Ontem fui assistir à palestra de Mario Vargas Llosa na auditório (lotado!) da Reitoria da UFRGS, aqui em Porto Alegre, dentro do projeto Fronteiras do Pensamento. A parte mais emocionante da noite foi quando ele entrou no palco. Todo o público se levantou para aplaudí-lo. Me senti honrada de estar na presença de um homem que escreve tão bem e que se posiciona igualmente bem sobre os mais diversos assuntos. O primeiro livro que li dele foi Batismo de Fogo, e isso faz meio século, mais ou menos. Lembro quase nada do livro, apenas que foi uma leitura arrebatadora para a estudante que eu era na época. Se fosse para indicar um livro hoje, indicaria Travessuras da Menina Má.

*

A palestra, no entanto, não rendeu o esperado, ao menos não para mim. Prefiro quando o palestrante fala de improviso ou, mesmo com tudo ensaiado, fala de forma espontânea, o que não aconteceu ontem. Llosa leu um longo ensaio sobre cultura. Um texto interessantíssimo, claro, falando sobre as diferenças entre cultura popular e cultura erudita, defendendo que uma não obscurece a outra, e que nossa preocupação deve se reter apenas na banalização do saber.  Gostaria de ter esse texto para lê-lo em casa, com calma, podendo sublinhar trechos, reler, fazer anotações. Ouví-lo por uma hora foi um teste duro de concentração, ainda mais em espanhol, idioma com que tenho boa familiaridade, mas que ainda assim não é o meu. Foi inevitável, ao final da leitura de Vargas Llosa, eu me pegar pensando na morte da bezerra em vez de focar no que estava sendo lido. Não foi só comigo, soube.

*

Porém, depois da palestra, Vargas Llosa foi sabatinado por perguntas do público e do secretário de Cultura Sergius Gonzaga, e aí aconteceu o momento de descontração que todos esperavam. Foi ótimo ouvir o escritor falando de sua forma de criação, sua visão de mundo, o impacto de receber um prêmio Nobel, tudo numa conversa mais informal e inclusive divertida, arrancando risadas da plateia.

*

Aproveitando que é época de eleição (em tempo: alguns de vocês reclamaram e eu vesti a carapuça: não devia ter deixado passar o comentário de uma leitora que usou sua mensagem para fazer propaganda política, dei bobeira e já deletei, desculpem), vou postar aqui uma crônica que publiquei em agosto de 1998 no jornal Zero Hora, e que posteriormente foi publicada no livro Trem-Bala. Era ano de eleição no Brasil. No texto, citei Mario Vargas Llosa. Mesmo passados 12 anos, é um texto que não ficou datado, creio.

 

PALAVRAS MORTAS

 

Mario Vargas Llosa é peruano e um dos maiores escritores da América Latina. É, também, um político abortado. Tentou candidatar-se à presidência da República de seu país, em 1990, e perdeu no segundo turno para um alucinado Fujimori. O que ficou dessa experiência? As diversas funções que a palavra pode ter.

Reproduzo a seguir um trecho de uma entrevista dada por Vargas Llosa ao jornalista argentino Jorge Halperín e que foi publicada no livro Pensar el mundo, junto a diversas outras entrevistas com personalidades marcantes deste final de século. Halperín perguntou a Llosa o que faz um escritor com as palavras quando as deve usar como político. A resposta: “Para um escritor, a linguagem é seu bem mais precioso. É uma relação que envolve enorme cuidado, respeito, quase uma reverência religiosa. Ela é trabalhada de maneira muito pessoal porque é através dela que criamos nossa identidade como escritor. Já para o político, a linguagem é apenas um instrumento. Como ele quer chegar ao maior número de pessoas, ele a simplifica e a repete. Por isso, em política, é irresistível o uso de estereótipos, clichês, estribilhos, tudo o que em literatura significa palavra morta.”

Minha gente! Brasileiros e brasileiras! Vote em quem vai dar emprego! Vote em quem vai dar educação! Vote em quem vai transformar esse país! Vote por um novo Brasil!

Você ouve essa cantilena desde que nasceu. Palavras ao vento, refrões massacrantes, frases sem conteúdo, sem idéias, sem soluções. Será que a população estranharia um discurso diferente, outras palavras? Confundiria com literatura? Tenho uma curiosidade danada de saber como se sairia um candidato caso nos oferecesse outros verbos, outros predicados, menos slogans. Imagine ele dizendo o que vai fazer, por que vai fazer e, principalmente, como e com que grana. Não seria preciso rimar nem abusar de sintaxes, apenas dar às palavras mais utilidade.

Iniciou-se ontem mais uma maratona de propaganda eleitoral. Os candidatos são os mesmos, a boa intenção é a mesma. O que poderia despertar nosso interesse por essas eleições? Palavras vivas.

 

Martha Medeiros

Comentários (30)

  • Helaine diz: 15 de outubro de 2010

    Arrebatadora para mim, também, foi a leitura de “Festa do Bode”, primeiro livro de Llosa que tive nas mãos. A partir daí minha paixão pela (boa) literatura se fez ainda mais presente em minha vida. Por falar nisso, Martha, li o seu “Fora de Mim” de um fôlego só. Ótimo. Só ficou uma dúvida que não quer calar: foi “de verdade”??? Beijos.

  • Eder diz: 15 de outubro de 2010

    Martha,
    Seu texto continua incrivelmente atual. Quando se fala em política, a possibilidade de mudança e transformação é tão ínfima, que seu texto permanecerá atual por muito tempo.
    Parabéns pelo seu maravilhoso trabalho e por este contato tão próximo dos seus leitores.

  • Priscilla Fontoura diz: 15 de outubro de 2010

    Martha, adoro seu blog e acompanho sempre!
    Realmente este texto não ficou datado, parece que foi escrito ontem! Adoro seus textos e, esse em especial, nos proporciona uma bela reflexão sobre os apelos dos candidatos, são realmente palavras mortas.
    Continue sendo essa pessoal tão especial! Sucesso sempreee!
    Beijos

  • Léia Viana diz: 15 de outubro de 2010

    Martha, acabei de ler seu livro e fazer resenha dele no Skoob. Gostei da proposta, do “desabafo”. Beijo grande

  • a INCRÍVEL falível diz: 15 de outubro de 2010

    Travessuras da menina má foi um dos livros que você indicou que mais gostei. Presenteei várias pessoas com ele e todos amaram acompanhar as intermináveis maldades da Chilenita.

    Ah Borb… quer dizer Martha, escrevi uma carta pra você no blog. Vou tentar mandar pro seu e-mail daqui.

    Beijos.

  • Marcella diz: 15 de outubro de 2010

    Martha, quando aparece em Curitiba?
    Venha nos visitar!
    Um beijão

  • Davi diz: 16 de outubro de 2010

    Martha… Sou um grande fã seu e já tenho todos os seus livros… Ao passar pela Livraria Saraiva ontem ví seu livro novo: Fora de Mim… Achei super interessante o pequeno texto da contrcapa (sinopse) do livro… Comprei ele hoje pela manhã pela internet, porem gostaria de saber o texto que fica na contracapa… Vou usa-lo em um trabalho da faculdade…
    - Caso tenho lido favor mandar o texto ao meu e-mail…

    Atenciosamente

    Davi

  • Cláudia diz: 16 de outubro de 2010

    Olá Martha,
    Sou sua fã. Não leio seus livros, os como…hahaha
    Quando virás ao Recife?
    Abraços.

  • Rener Melo diz: 16 de outubro de 2010

    Eu quero muito, ler Vargas Llosa . E vou seguir a sua dica, e começar com: Travessuras da Menina Má.
    O Beijo!

  • ALINE diz: 16 de outubro de 2010

    OI, MARTHA! ONTEM ASSISTI A PEÇA “TUDO QUE EU QUERIA TE DIZER” COM A TAMBÉM MARAVILHOSA, ANA BEATRIZ NOGUEIRA! ADOREI!!!!!!! FICA AQUI A DICA PRA QUEM MORA NO RIO! MIL BJS. ALINE

  • Daphne Laurent diz: 16 de outubro de 2010

    Você voltou ao assunto do carro e eu pego carona. Vem cá: você precisava meeeesmo trocar de carro? Seu carro anterior já estava com pelo menos 300 mil kms rodados? Sabia que carro foi feito para rodar pelo mesmo tudo isso? É isso mesmo: 300 mil kms. Inclusive rodando das ruas e estradas brasileiras. Por que a histeria toda para comprar um carro novo? Dizem os entendidos que o impacto ambiental provocado por cada carro novo colocado nas ruas é absurdamente grande. Não quer ser uma eco-chata mas não seria bom parar um minutinho e pensar? No ano passado consegui, depois de muuuita luta é claro, convencer meu namorado a trocar o carro dele só depois de rodar pelo menos 250 mil. Já foi uma vitória.

  • Gustavo Quadra diz: 16 de outubro de 2010

    CLARO que lembro da crônica…olhei logo pro livro aqui em cima da escrivaninha…rs
    Muito orgulho da nossa América Latina com o Nobel… Vencedor de um país vizinho, uma língua irmã…rs

    Beijo, beijo!

  • Tatiana Carvalho diz: 17 de outubro de 2010

    Acho que quase todos gostariam de dizer: nossa Martha! Isso é muito datado, não combina com os “novos tempos”. Acho melhor você nem publicar, pode criar polêmica! Mas, infelizmente(no bom sentido), seu texto encaixa perfeitamente nesse tempo nosso. Palavras mortas. Gestos calculados. Até quando?

    Grande abraço!!!
    Seus textos são preciosos…Para rir, para refletir…

  • Analucia Johann diz: 17 de outubro de 2010

    oi Martha.. há tempos eu queria te deixar um recado e não sabia onde então aqui estou … queria te dizer que adoro tuas palavras e sinceridade… e tb gostaria de dividir contigo meu amor pela escrita… e tb algumas dúvidas em meu caminho que estão atrapalhando minha caminhada… vc deve estar pensando: essa criatura não tem amigos??? sim tenho… mas será que é possivel a gente conversar por email ???não somos amigas mas gostaria muito que vc conversasse comigo… um abraço com muito carinho….

  • cristina carneiro diz: 17 de outubro de 2010

    Olá, Martha
    Ao ler aqui no blog do seu “desencanto” com o escritor Mario Vargas Llosa (claro que não por culpa dele , mas muito mais de quem organizou o evento), deixo aqui uma “dica” para você: Ele concedeu uma entrevista deliciosa para a Bia Correa do Lago, no programa que ela conduz no TV Futura “Umas Palavras”, esse programa costuma reprisar durante a semana, na grade da programação. O inédito é sempre aos sábados. Ontem ela entrevistou o Benedito Nunes (filósofo e crítico literário brasileiro) o que também foi muito bom. Veja na grade da Futura online para saber quando o programa com o Vargas Llosa vai ao ar novamente.
    Um beijo grande
    PS. Infelizmente passam-se os anos e o quadro político brasileiro continua o mesmo…Mas o que esperar de um povo que acha que eleger o Tiririca é fazer protesto??…by the way…Seu texto é muito atual e o será com certeza nas próximas eleições…Se tiver dúvidas, leia as crônicas do Machado de Assis, pricipalmente aquelas em que ele analisa a política do império à beira da república…São completamente contemprâneas.

  • Alexandre Dantas diz: 17 de outubro de 2010

    Martha, esse texto do ZH diz tudo, tudo mesmo(!). Basta de clichês políticos, mas seria para um candidato palpável mudar? Só ao surgir de uma campanha assim é que saberíamos. Não aguento mais o mesmo slogan aqui no meu estado: “Mato Grosso do Sul rumo ao desenvolvimento”. Há 8 anos estamos no tal rumo, que curiosamente só desenvolve os caudilhos da região.

    Sou um grande fã seu. Não… não daqueles psicodélicos que ao a encontrar grita “MAAAARTHAAAAAAAAAA MEDEEEEEEIROOOOOOOOOSSSSSS!!!!!!!!!!!”. Nessas horas, o eufemismo é mesmo indispensável. Seus textos são simples, amo isso. Uma literatura clara que me deu sede de escritores mais difíceis. Você me foi a porta de entrada para a literatura brasileira. Acho que esse é um grande mérito para escritores. Espero, um dia, escrever bem como você.

    Tem uma crônica sua em que você fala que daria tudo para ser amiga de Pedro Biau… Woody Allen. Essa gente de grande cultura. Saiba que para mim, tal pessoa é você. Minha melhor referência cultural e literária: Martha Medeiros.

    Um abraço, Alexandre.

  • Dani diz: 17 de outubro de 2010

    Oi, Martha!!!
    Eu não consigo mais ter acesso ao zero hora virtual! você pode publicar as crônicas semanalmente aqui no blog?
    1 beijo e até loguinho! não deixarei de te ver na livraria da travessa aqui em ipanema(RJ)! já terminei de ler “fora de mim” e você é absolutamente incríveeeeeeel! eu te amo!

  • Mirian diz: 18 de outubro de 2010

    Martha querida.
    Faz um tempinho que não deixo meu recadinho, mas acompanho seu blog diarimente. Leitura obrigatória!
    Hoje estou feliz. Muito tenho para comemorar. Ontem foi meu aniver (54 aninhos…bah! Como o tempo passa rápido), e foi um dia especialmente feliz porque pude comemorar com as pessoas que amo. E, adivinha? Ganhei o “Fora de Mim” de presente,entre tantas outras maravilhas. Amei!!! Assim que terminar de ler, comento, mas já sei que será uma leitura e tanto, pelas primeiras frases que espiei.
    Um carinhoso abraço.
    Mirian

  • Carol diz: 18 de outubro de 2010

    Como sempre, adorei o seu texto! Apenas quero registrar o meu desejo de que tenha uma ótima semana!!!

    Beijos,

    Carol

  • Letícia diz: 18 de outubro de 2010

    Oi Martha!

    Sempre que posso dou uma passadinha aqui no teu blog…
    Também tenho uma Eco Sport e estou bem satisfeita com ela!!

    Mudando um pouco de assunto, e quem sabe até sugerindo um assunto para algum texto (quanta pretensão! hehe)… tu preferes a verdade que machuca ou a mentira que conforta?? tema bastante polêmico.

    Um beijo e ótima semana pra ti!

  • Natália Guandalini diz: 19 de outubro de 2010

    Querida Martha!

    Simplesmente sou apaixonada pelo seu trabalho. Adoro a leveza e a praticidade com as quais você retrata o cotidiano. E o quando o faz com aspereza, coloca uma pitada de bom humor. É maravilhoso.

    Eu brinco de escrever e abaixo está um texto meu. Não precisa publicá-lo, só gostaria de compartilhar com você, uma das minhas escritoras prediletas. Sei que estou sendo piegas, mas não sei dizer isso de outra forma.

    “Eu escrevo para expulsar sentimentos e pensamentos que gritam dentro de mim.
    Desenho com palavras as idéias que eu jamais conseguiria expressar com o som da minha voz.
    É a espontaneidade que dirige a minha mão, esboçando os contornos da minha alma.
    Dispo-me de pudores e fecho os ouvidos para vozes externas que limitam a explosão da criatividade.
    É um singelo momento de plenitude, onde mente e coração se unem em busca de um prazer perdido na imensidão do meu ser.”

    Abraços,

    Natália

  • Luiza diz: 19 de outubro de 2010

    Olá Martha. Em geral, sempre considerava tuas opiniões e reflexões sobre alguns dos temas mais atuais de nosso pequeno grande mundo, super bacanas e antenados. Mas, SINCERAMENTE: “Antes de entrar no assunto do nosso prêmio Nobel de Literatura, tenho um aviso a todos que se envolveram com aquela profunda questão existencial da minha vida: que carro comprar. Minha falta de originalidade é tanta (e o tempo foi tão curto para fazer os test-drives que deveria ter feito e não fiz) que acabei adquirindo outro Eco Sport. Só troquei de cor.”???
    Achei um pouco fútil, comercial e fora de contexto. Ou será que perdi algo? Concordo com a Daphne sobre a reflexão do impacto ambiental. Vale pensar.
    Abraço.

  • Tatiana Zanella diz: 21 de outubro de 2010

    Vocé é maravilhosa Martha, tem uma “sensibilidade de vida” muito grande, sua visão é cristalina, é real e é de arte…Parabéns. Sou uma grande fã sua. Estava torcendo para que o encontro e sessão de autógrafos do livro Fora de Mim fosse no dia 27/10, pois sou do interior e estaria em POA nesse dia…paciência…quem sabe em outra oportunidade possa ter um livro seu autografado.

  • Luciana Galvão diz: 23 de outubro de 2010

    Minha Nossa!
    Palavras Vivas! Como sinto falta delas nessa política tão igual.
    Adoro o seu blog, assim como o que escreve.
    Um beijo carinhoso.

  • Luciana Galvão diz: 23 de outubro de 2010

    retificando: Adoro o seu blog, assim como TUDO o que escreve.

  • ediney santana diz: 27 de outubro de 2010

    enfim algo de bom para comemorarmos

  • mario lopez benavides diz: 29 de outubro de 2010

    acredito que pra nos, semianalfabetos latinos seja gratificante ter mais um premio nobel de literatura, agora não vejo com toda sinceridade motivos suficientes na obra de Vargas Llosa para tal. Temos escritores muito mais credenciados para esse premio, Jorge Amado é um, Julio Cortazar outro, a academia que outorga esse tipo de galardão é uma das mais reacionarias do planeta e não entende nada de literatura nossa!!!

  • Pia Elena Borowski diz: 19 de novembro de 2010

    Querida Martha, não podería deixar de criar a coragem necessária p/chegar até a tua pessoa (permita-me tratá- la assim), pois me sinto muito íntima de ti desde a primeira vez que fizeste parte da Jornada Nacional de Literatura-UPF ( a qual sou participante envolvida e engajada, desde o seu início, há 29 anos.
    Bem, tudo isso para dizer que, desde lá, teus textos e toda tua trajetória literária fazem parte da minha vida e que meus filhos, marido, genros e nora aprenderam a apreciar.Meu nome é Pia Elena Zancanaro Borowski e atuo como professora da Terceira Idade,na oficina Literária e Dialogando Emoções em torno de dezesseis anos.

    Mas quero focar, aqui, principalmente o trabalho com os alunos da Oficina Literária do CREATI, que inspirados nos teus escritos encontram motivação para escrever, crescer (em identidade e dignidade) e fazer parte dessa sociedade,que teima em esquecer que o envelhecimento é inevitável. Assim , querida Martha,queremos reforçar
    que és nossa musa inspiradora e para tanto ousamos encaminhar o convite de LANÇAMENTO DO NOSSO TERCEIRO LIVRO,”Retalhos de vida ? edição comemorativa aos 20 anos do CREATI”e, contigo, poder estreitar
    laços para divulgar nosso trabalho, que ainda está um tanto escondido, dizendo que o objetivo da oficina não é formar escritor e sim oportunizar aprendizagem, convívio, solidariedade e cuidado,nesse momento da vida tão belo, frágil, sensível e delicado.Aguardo e confio no seu retorno qto ao desejo de receberes um exemplar de nossa
    obra coletiva,selando assim uma aproximação de apreço e amizade.
    Grande abraço da prô Pia Elena

    P.S: Tentei enviar um e-mail, com o convite anexado, mas ele voltou.

  • lauro accioly diz: 21 de novembro de 2010

    Assistir sua entrevista no sem censura,nossa voçê é linda e muito sexy.hoje mesmo vou comprar todos os seus lovros,me tornei seu fã.Muitas felicidades.

  • Bruna diz: 27 de novembro de 2010

    Li “Travessuras da Menina Má” com 16 anos. Comprei na Bienal do Livro, sem conhecer nada do Llosa e sem saber do que se tratava. Foi um daqueles não raros casos onde se julga um livro pela capa e pelo título. Bendita hora que achei aquele livro. Claro que, com meus 16, aquelas palavras me caíram como uma pedra – ou como disse uma vez Antônio Prata sobre a primeira vez que leu J. D. Salinger, aquelas palavras me caíram como um piano. Um piano pesado que cai bem em cima da cabeça de um transeunte na rua, de um prédio de padrões World Trade Centerísticos. E nunca mais me esqueci. Das chilenitas, do meu menino e daquela figura feminina sem nome e sem identidade fixa, que sempre teimava em aparecer. De fato, é uma boa indicação. Daria tudo para ouvir as palavras do Llosa num auditório lotado, embora deva confessar que provavelmente devanearia longe e longamente no texto em español, também.

Envie seu Comentário