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Uma noite com Paul McCartney

08 de novembro de 2010 75

Quem estava lá, não precisa nem ler esse post. Nenhum relato conseguirá ser amplamente fiel ao que se passou na noite de domingo, 7 de novembro, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Mas vou tentar.

Cheguei de táxi por volta das 18h30, com o sol alto e forte, acompanhada de minha mãe de 72 anos e minha filha de 14: as sortudas ganharam um convite de última hora para assistirem ao show num camarote. Lá se foram elas pro bem bom, e eu fui sozinha pro gramado. Queria ficar bem perto daquele sujeito que tanto fez minha cabeça na infância e adolescência. Ele não era um estranho pra mim. Praticamente dividimos o mesmo quarto.

De cara, encontrei uma prima sentada no gramado, havia ido sozinha também e já estava de papo com um argentino que é vocalista de uma banda cover dos Beatles. Aí chegou mais outra amiga com a filha – essa, namorada do DJ Pic Schmitz que dali a instantes subiria ao palco ao lado do guitarrista Fred Mentz e do saxofonista Vinicius Netto para fazer um pocket show de aquecimento. O sol já havia baixado quando surgiram uns adolescentes vindos direto da prova do ENEM. Ao me verem, contaram  que uma das questões trazia um trecho de um texto meu. Me mostraram a prova e perguntaram se haviam acertado. Dei uma olhada e confirmei: sim, todos haviam acertado. Pra quem fez a prova e lembrar da questão, a resposta certa é a letra E (se não for, mandem os organizadores se entenderem comigo).

Faltava cerca de uns 40 minutos pra começar o show e já estava todo mundo em pé, ninguém mais conseguia sentar sob o risco de virar mingau. Os telões começaram a mostrar uma colagem de ícones da era beatle: fotos, gadgets, capas de disco, reportagens da época, recortes do álbum de família dos fab four e cenas dos filmes da banda, enquanto rolava nos alto-falantes sucessos de Paul em versão techno.

O Beira-Rio lotadaço. A noite estrelada. Calor. De vez em quando soprava uma brisa, mas leve demais pra dar conta daquele caldeirão. Estávamos avisados: o clima ia esquentar ainda mais.

Às 21h10, era dada a largada pro show mais formidável das nossas vidas. Paul entrou ovacionado. Vestia um blaser puxando pro roxo, camisa branca e calças pretas. E uma bota com um pequeno salto, uns três centímetros. Sem um fio branco na cabeça. Será que ele pinta? Se pinta, usa uma tintura melhor do que a do Reginaldo Rossi. Ninguém diz.

Venus and Mars Rockshow abriu a festa, e a partir dali foram três horas e 35 canções para agradar gregos, troianos, visigodos, gaúchos e forasteiros. Ninguém saiu de mãos abanando do estádio. Já na terceira música ele cantou a primeira da série de música dos Beatles incluídas no repertório: All my loving. Tremi o queixo, mas segurei o choro. E só isso segurei. Pulei demais. Cantei. Dancei. Fiz valer cada centavo investido.

Gostei de tudo, mas se eu tivesse que fazer meu compacto dos melhores momentos, incluiria Drive my car, 1985, My love, Something (o queixo tremeu de novo), Band on the run, Back in the USSR, Let it be, Live and Let Die e Hey Jude, claro. Ouvir 50 mil pessoas sendo regidas pelo maestro McCartney e cantando juntas “na, na, na, na.na, na, na, Hey Jude” vai para o livro que, quem sabe, um dia eu escreva sobre as coisas que mais me emocionaram na vida. Acaba de me ocorrer um título provisório: “Me belisca”.  

A essa altura eu já não estava mais no meio da massa. Minhas costas pegavam fogo (a tia aqui não tem mais 17 anos), estava morrendo de sede e precisava de um pouco de espaço. Fui para uma área mais afastada, menos congestionada, e sentei um pouco numa arquibancada com meu copo de Pepsi na mão, eu que prefiro Coca. Mas era o que tinha, e não era uma noite para se reclamar de nada.

Quando Paul começou a tocar Helter Skelter, foi a senha para minha retirada. Sabia que ele encerraria o show logo após, com Sgt Pepper, e que seria uma despedida linda, mas olhei para aqueles 50 mil ao meu redor e fiz um cálculo rápido: por baixo, 5 mil vão precisar de um táxi. Melhor eu me adiantar.

Joguei um beijo pro cara lá longe, no palco, e algo me diz que ele não apenas viu como retribuiu, só que as câmeras não pegaram a cena. Não importa. Nossa intimidade não é da conta de ninguém. Saí na maior tranquilidade do estádio, com a alma lavada, e voltei pra casa, onde encontrei minha filha de 19 anos, que prefere música japonesa a Beatles. A de 14 chegou do show logo depois de mim. Ficamos as três sentadas na cozinha falando de música e da vida até uma e meia da manhã, e teríamos ficado mais, não tivéssemos que acordar cedo na manhã seguinte.

Mas eu ainda não acordei.

Comentários (75)

  • Ana diz: 8 de novembro de 2010

    …eu ainda não acordei, e talvez isso demore mais 25 anos pra acontecer, ou talvez quando um filho meu quiser saber sobre o que eu gostava de ouvir do mesmo jeito em que um dia meus pais me contaram emocionados sobre os beatles e suas vidas

    Isso foi simplesmente …fiquei pensando 2 minutos e não achei uma palavra tudo é tão pouco e insignificante para traduzir o que senti!

    Ogradeço aos dois PAULs da minha vida, o primeiro meu pai que me presenteou, e ao ex Beatle, e eterno ídolo!

  • VeraLucia C. Hermenegildo diz: 8 de novembro de 2010

    Martha,
    Parece que eu estava lá. Você é barbara. É bom começar a pensar no livro “Me belisca”. Mais um sucesso certamente.
    Grande Abraço
    Vera Lucia

  • ALINE diz: 8 de novembro de 2010

    MARTHA QUERIDA! DEVE TER SIDO O MÁXIMO ESSE SHOW! AFINAL… PAUL É PAUL!!!!!!! PARABÉNS POR TER VIVIDO ESSE MOMENTO INESQUECÍVEL! VOCÊ MERECEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!! MIL BJS

  • Isabel diz: 8 de novembro de 2010

    Eu também ainda não acordei e, caso acorde, espero que ele esteja do meu lado (então, talvez seja melhor eu ficar dormindo eternamente).
    Tudo que está aí foi o que eu senti.
    bj
    Bel

  • cristina carneiro diz: 8 de novembro de 2010

    Olá, Martha
    Puxa guria que inveja…. quando ontem o Multishow deu uma pequena palinha para nós pobres brasileiros não gaúchos, senti uma inveja imensa de vocês. De repente me dei conta de que “minha amiga ” Martha Medeiros deveria estar por lá, e pensei cá comigo: “Estou bem representada” ela vai conseguir traduzir direitinho o que eu estaria sentindo se estivesse por lá. E conseguiu… Assisti ao show dele aqui no Rio, no Maracanãzinho, quando por aqui esteve – com a Linda MacCartney – mas pelo pouco que vi ,acho que dessa vez estava mais solto e dono do palco.
    Também dividi o quarto com ele – Dormia olhando um poster enorrrrrmeee colado bem ao lado da minha cama, mas confesso que era um pouco “traidora” em nosso idílio, já que mantinha , com sua enorme língua de fora, Mike Jagger na porta do armário – amava os Beatles e os Rolling Stones- fazer o quê? Só sei de uma coisa, quero ficar sessentona tão “gaiteira” quanto ele.
    Ah! esses shows fazem a gente “ficar comovido como o diabo….”
    Beijo grande
    PS: Não acordes, não…sonha um pouco mais
    Cristina Carneiro

  • Maíra diz: 8 de novembro de 2010

    No meio desse post enorme sobre o Paul McCartney… o que mais me chamou a atenção (fica brega dizer emocionou?) foi ali no finalzinho… imagina eu, filha de carola, fanática por religião, fico aqui babando e achando linda essa relação de mãe-amiga que vc tem com suas filhas…

  • Vinícius Castro diz: 8 de novembro de 2010

    Poxa,
    Que barato, Martha.
    Muito legal essa sua admiração pelo Paul Mc.
    Tenho 25 e sou um grande admirador das boas músicas do século passado (Claro, Beatles no topo!).
    Adorei sua aventura,
    Parabéns pelo blog.

  • Garay diz: 8 de novembro de 2010

    Martha, bela descrição de uma noite inesquecível, mágica. O Paul merece.

  • REINALDO diz: 8 de novembro de 2010

    O cara e demaisss vontade de estar la foi o que não faltou, sou de Uberlândia m.g. so que o Paul não vai passar por aqui kkkk, foram 50 mil privilegiados.

  • nilmar barros bittencourt diz: 8 de novembro de 2010

    Sinceramente,muito tempo ja passou,e nao recordo de um texto tao limpido,exato, cristalino, igual a este.Parabens a moça,chamada Marta.Escrita leve,articulada sobre um show de Paul nao e facil.Existe a empolgaçao que,se nao for dosada,torna-se vazia.Mais uma vez,PARABENS.
    arta

  • Rosane diz: 8 de novembro de 2010

    Obriga, Marta, pelo teu relato.
    Não pude ir ao show, mas fui às lágrimas lendo o que escreveste… Imaginei a emoção de ver “o cara” de perto, o mais bonito dos Beatles, o que embalou nossa infância e adolescência, as reuniões dançantes no clube da cidadezinha em que morava, e os sonhos de um dia poder vê-lo ao vivo e a cores.
    Existe inveja boa? Acho que sim, e eu estou invejando as 50 mil pessoas que lá estiveram, e torcendo para que ele tenha muuuita saúde e muita disposição para continuar por longos anos cantando para todos nós, que o amamos tanto!
    Um abraço
    Rosane

  • flavio teixeira diz: 8 de novembro de 2010

    NÃO FUI,NÃO SEI PORQUE?! SEI LÁ,MAIS O POUCO QUE VI NO FANTASTICO ME EMOCIONOU FIQUEI ARREPIADO,EU SOU DOS ANOS 80 ADORO ENGENHEIROS DO HAWAII,ACHO QUE FOI POR ISTO QUE NÃO FUI NÃO ERA MINHA GERAÇÃO,MAIS AGORA VEJO OS BEATLES SÃO DE TODAS AS GERAÇOES.

  • Evandro Boscaini diz: 8 de novembro de 2010

    Boa Tarde.
    Puxa vida, é por isso que és tão respeitada e admirada.
    Eu, confesso, sou absolutamente fã de Metallica, e não levei muito em conta toda essa histeria com o “Sr”, porém, após ler uma série de reportagens, e o texto acima é definitivo, certamente minha opinião anterior estava equivocada, já estou arrependido de não ter ido ao show, é preciso respeitar o talento. Abraço!

  • João Carlos diz: 8 de novembro de 2010

    Não pude ir ao show. Me orgulho de ser beatlemaníaco. E de der feito meus quatro filhos gostarem dos Beatles. Imagina que eu tinha 12 anos quando eles explodiram. Desde então, fui me ligando nos fab four… Minha filha mais nova, que fará 19 anos no fim deste mês, foi ao Beira-Rio. Foi por ela e por mim. Me ligou mais de mil vêzes (exagerando um pouco, é claro!). Não consegue esquecer. Nunca vai esquecer. Não fui ao Beira-Rio mas, vendo os vídeos e lendo artigos, com o seu – que falou por mim, foi como se eu estivesse lá. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ter vivido nesta época.

  • nivaldo m da silva diz: 8 de novembro de 2010

    Oi Martha! Não fui no show e é claro que algumas músicas dos Beatles sempre me farão ir às lágrimas ou aquelas gotas molhadas que escorrem no canto do olho…Como vc, sou do tempo em que era uma bênção poder ouvir a cada ano seus novos álbuns recheados de canções que, mal sabíamos nós, nos embalariam pela vida toda. E eles conseguiam quase sempre nos levar à loucura com suas canções ricamente alinhavadas com a sensibilidade de Lenon, George, Paul e Ringo. Mais tarde fomos presenteados com outro grupo que chegava com a cara debochada de Mick Jaeger: era os Rolling Stones com toda sua pompa pronto para contrapor ou colocar mais delírío sobre nossas almas carentes e juvenis…Mas isso é outra história ou ou letra para um outro texto ou canção.

  • Fatima Terra diz: 8 de novembro de 2010

    Marta vontade não me faltou foi grana mesmo, mas fui bem representada por vc .Agora só me resta esperar pelo teu livro que com certeza será um sucesso….

  • Luiz Jovany Cassales diz: 8 de novembro de 2010

    Olá Marta, boa noite
    que bom que você existe, pois a medida que vou lendo flutuo pelo Beira Rio, como se estivesse no meio da multidão. Que sensibilidade heim Marta ? Luiz Jovany Cassales Curitiba PR

  • Pedro diz: 8 de novembro de 2010

    Martha, você poderia comentar também a falta de ética da banda Cachorro Grande ao vaiar a banda de abertura, PÔ n gosta de musica eletrônica, jamais se aproxime de caixas de som em um show de estádio, digo isso não porque goste de eletrônico mas faltar com respeito aos músicos doi palhaçada.

  • ***Cláudio Fortes Carpes diz: 8 de novembro de 2010

    Oi Marta:
    Como dito, sou teu fã há décadas, pela ZH. Nada melhor do que dizer o que está em nosso interior! Isso és “expert”! Paul Mac Cartney marcou a era psicodélica, entre nós que vivemos o rebento do “A Hard Days Night”, Misery, e tantos outros! Cheguei a usar calça boca de sino, na década de 1970! Não fui ao espetáculo mas no dia do show ouvi em DVD:
    - “Let Me Roll it”, o que impressiona, não importa se é show ao vivo, ou não, ele não muda!
    Abração,
    Cláudio Fortes Carpes,
    Comissário de Polícia-Músico, aposentado-RS.

  • Renata diz: 8 de novembro de 2010

    Martha, tenho quase todos os teus livros e a cada crônica que eu leio me identifico cada vez mais. Sempre penso em milhares de coisas pra te dizer, mas me faltam palavras… Tu é demais, mesmo! Consigo incentivar algumas pessoas que não gostam de ler, com teus livros. Um dia quero ter a oportunidade de te conhecer. Aaaaah, te admiro MUITO. Obrigada, sempre! Tuas palavras sempre me ajudam de alguma maneira.
    E só pra constar: fiz o Enem e acertei a questão com o trecho da tua crônica =) hehe
    Beijo grande e muito, muito sucesso, sempre!

  • Eleonora Godolphim Feijó diz: 8 de novembro de 2010

    Oi, Martha, com certeza eu assisti ao show do Paul através dos seus olhos. Tu tens a capacidade de descrever tudo de uma maneira simples e direta que se torna impossível não enxergar também. Vibrei, me emocionei e também tentei esconder as lágrimas quando vi a reportagem do Jornal do Almoço, hoje, pensando “na oportunidade da vida daqueles que assitiram ao show”. Ah, sou sua megafã. Obrigada por escrever tudo aquilo que a gente pensa mas não sabe expressar. Você é o nosso “Paul McCartney”. Beijos.

  • Juliana Ferreira diz: 8 de novembro de 2010

    Martha!!!!

    Mais uma vez eu aqui querendo também estar nesse show espetacular!!! Não tenho dúvida que tenha sido o máximo… Um registro histórico para todos que puderam usufruir desse espetáculo!!!

    P.S.: A minha mãe esteve na feira do livro para você autografar a agenda… Muito obrigada novamente pelo carinho…

    Bjus!!!!

  • sonia diz: 8 de novembro de 2010

    Martha, muito bom ler seu comentario sobre esse grandioso show do paul mcCartney.Voc~e, como sempre consegue com muito estilo descrever algo que nos dá a sensação de ter estado lá.

  • Mari diz: 8 de novembro de 2010

    Realmente foi uma noite inesquecível, um daqueles momentos único e indescritível. Fui com meu esposo e meus filhos (gêmeos) de 16 anos. Vivemos juntos aqueles momentos de admiração, encantamento, onde tínhamos a nítida impressão que nossa família simplesmente tinha passado de 4 pessoas para mais de 50.000 . Todos envolvidos no mesmo sentimento, onde a “paz e o amor” reinava novamente. Valeu Martha. Beijos

  • Camila diz: 8 de novembro de 2010

    Galera, vamos fazer campanha para a Martha lançar esse livro o mais rápido possível.

  • Sissym diz: 8 de novembro de 2010

    Martha…. que maravilha. Eu assisti o show dele em 1990 no Maracanã. Apesar de tanta gente, tudo era muito tranquilo. Foi um dos melhores shows que já vi. Eu estava muito proxima a ele. Eu fico feliz porque voce pode ir e veio nos contar…. era meu sonho ver mais uma vez, mas tão longe.

    Eu tive uma sorte enorme, nem imaginava… dia 27 de junho de 2010 ele abriu o Born H1V Free, uauauauau vi ao vivo pelo Youtube e foi muito muito muito bom!

    Beijos

  • gisele c villagran diz: 8 de novembro de 2010

    Para variar o seu comentário foi o mais lúcido e sensato,sem ser muito deslumbrada…perdão Martha mas este show estava virando uma insanidade da parte da midia,esta com um poquinho de medo!Mas estou feliz por vc …bjão e bom recordações de Paul!!!

  • Natália diz: 8 de novembro de 2010

    Oi, Martha!

    Fascinante a descrição da sua noite com Paul McCartney. Fico feliz pelo seu momento.
    Notou a quantidade de homens que comentaram neste post? Realmente, vc não escreve só para mulheres, está mais que comprovado.

    Adoro seus textos.

    Abraços,

    Natália

  • Nathi Hecz diz: 9 de novembro de 2010

    Ah, My Dear =)

    Que booom que tu esteve nesse show, maravilha!! Obrigada por nos descrever tudo isso, lindo!

    Eu estou até agora com uma sensação de loser, ontem meu coração apertou mais do que nunca perto das nove da noite. Passei o dia irritadiça, meio que num estado de “Bah, me odeio”, mas faz parte. Eu queria muito ter ido nesse show, nem sabe o quanto. Mas não deu, faltou o dinheiro.
    Eu acordei e logo liguei o rádio, pois sabia que a atlântida ia transmitir um show do Paul. Ouvi todinho, ainda de pijama, atirada no sofá com aqueles raios de sol entrando pela janela e me fazendo ver que o dia seria lindo. Eleanor Rigby me arrepia sempre, é uma das melhores músicas que já ouvi na vida. Depois, fui ler a Zero Hora. Lindo o caderno especial sobre o Paul, tua crônica também estava muito legal. =)
    Lá pelas dez e tanto entraram ao vivo do show, na Globo. Hey Jude. Aí deu. Que coisa mais linda aquilo, surreal. Depois passaram um pedacinho de Jet e All My Loving, cantei alto com a minha mãe. O Paul é incrível.
    Hoje não me preocupei em segurar o choro enquanto via o Jornal do Almoço. Com certeza o maior e melhor show que Poa já viu. Dava pra ver a energia que pairava no Beira-Rio, todos na mesma sintonia, mesmo sentimento.

    Nossa, como o Paul é lindo, querido, elegante leve, fantástico! Falando em português ,que demonstração de consideração! Ah, sem palavras.
    Se eu estivesse lá, provavelmente choraria em muitas horas, Eleanor Rigby seria fatal. E estou com Dance Tonight na cabeça o dia todo! Nem sei se teve no show, mas até fazendo prova na faculdade me vinha: Everybody gonna dance tonight, everybody gonna feel alright, Everybody gonna dance around tonight♪

    Ele disse “Até a próxima!”, meu sonho é que essas palavras se cumpram.
    *
    Martha, tu mereceu estar nesse show, fico MUITO feliz por ti, de verdade! ;)

    Um beeeeijo, e não acorda tão cedo desse sonho, é lindo tudo isso!

  • Vania Carvalho diz: 9 de novembro de 2010

    Marta, eu também ainda não acordei, tou até ficando preocupada se vou acordar!! Fui com meu filho de 16 anos que ficou completamente extasiado! O teu relato está perfeito, era tudo que eu queria dizer sobre o show se soubesse como!

  • Sheila diz: 9 de novembro de 2010

    Que bom que você foi! Porque eu não pude ir mas, ao te ler, deu pra sentir um pouco desse show que TODOS que foram estão dizendo ter sido O show! Que Paul McCartney continue na ativa por um bom tempo ainda. E que eu possa vê-lo tocar ao vivo!

    P.S. É claro que ele pinta o cabelo! Aparentemente melhorou a tintura porque, na época da Heather Mills a cor era meio “à la Leão” – o técnico de futebol.

  • Fernanda Arruda diz: 9 de novembro de 2010

    Que coisa mais linda!
    E eu que vou perder o show de Sampa, ainda não acredito nisso :(

  • Maria Carolina Gurgacz diz: 9 de novembro de 2010

    HAHAHAHA foi a melhor descrição que eu li até agora! Você é uma comédia Martha, é irreverente e única!
    Conseguiu alcançar o grande objetivo de um escritor, que é fazer um texto seu ser reconhecido sem assinatura. É incrível como teu jeito é muito peculiar.
    Essa noite deve ter sido maravilhosa pra ti mesmo… adorei o texto! PARABÉNS!

  • Silvanira Portinho diz: 9 de novembro de 2010

    Não pude ir, mas fiquei do lado de fora, escutando e dançando.
    Afinal, saber que atrás daquele concreto esta um dos meus ídolos(The Beatles) já foi um consolo. O escutei ao vivo, mesmo sem ve-lo.
    Valeu a pena!!!

  • Renata diz: 9 de novembro de 2010

    Martha,
    leio sempre seu blog aqui no trabalho e nunca deixei um comentário. Na verdade não tenho esse costume, mesmo em blog de amigos, parece que nos revelamos e no seu caso, eu acredito que não seria capaz de traduzir em palavras ou frases o meu respeito e admiração por tudo que vc escreve.
    Meu pai é o maior fã de Beatles, e eu pude assistir trechos do show, e que show!!! Seria ótimo se todo artista tivesse a animação de Paul, 3h, 35 músicas, é pra qualquer fã delirar e sair satisfeito.

  • Lenita diz: 9 de novembro de 2010

    Só de imaginar o : “na, na, na, na.na, na, na, Hey Jude”…já me arrepiei; tento imaginar o que sentiria de estar lá.
    bjs

  • Deise diz: 9 de novembro de 2010

    É, ele também foi – e é – parte importante da minha vida, mas infelizmente BH não está no roteiro da tourné.
    Ainda bem que li seu “Uma noite com Paul McCartney”…
    Obrigada!

  • Júnia Martins diz: 9 de novembro de 2010

    Não precisava estar lá. O seu relato diz tudo: não tenho dúvidas de que o show foi estonteante! Você é fera demais, moça! Abraço!

  • Lari diz: 9 de novembro de 2010

    Como sempre, vc nos faz estar em lugares que nunca estivemos! Que show incrível… Mara!

  • Gustavo Quadra diz: 9 de novembro de 2010

    Martha! Claro que o primeiro assunto será seu texto no ENEM, li a primeira frase e os olhos brilharam, procurei a resposta e marquei (ganhei tempo) e algumas pessoasl me ligaram para falar sobre o texto e tals (são poucas as pessoas que lêem as informações ao final do texto).
    Quanto ao show, fiquei pensando aqui em você pulando: minha ídola como fã…Acho isso engraçado….
    Esses shows gigantescos nos dão esse sensação toda de todo mundo cantando e tal, sempre me arrepeio apesar de não gostar muito de ir a essas multidões…
    Cansado do ENEM nesse final de semana e ainda tenho trabalhar para entregar amanhã..
    Ah, no dia do show do Paul (domingo) foi meu niver e eu fazendo prova! rs

    Beijão, boa noite!

  • Lucas diz: 9 de novembro de 2010

    Martha, suas crônicas são muito boas! Sempre que posso, leio, e me divirto com elas. Quero avisar-lhe que tem um texto seu no Enem! :D

  • Ricardo diz: 9 de novembro de 2010

    Martha, como bem inicias o texto nada expressará o que todos nós que fomos sentimos lá…basta dizer que 48 horas após ainda estou lá….quer dizer, vou e volto! Melhor, acho que jamais saí de lá desde um dia perdido de 1980 quando aos 3 anos de idade invadi a sala de estar onde um irmão mais velho remexia em estrobos, fios, chaves de fenda (ele fazia a sonorização de festas) enquanto sobre uma caixa “cadensa” um “toca-discos” da philips cuja tampa também era alto-falante rodava um “compacto” que dizia: “Aaaaahhhhhhhhhh

    Because the world is round it turns me on
    Because the world is round…aaaaaahhhhhh

    e aí eu comecei a sonhar….acho que no Beira-Rio, dia 7 de novembro de 2010 foi o clímax do sonho que não termina!

    Abraço!

  • Andre diz: 9 de novembro de 2010

    O show do Paul foi um daqueles momentos que a gente agradece por estar vivo. E aproveita pelos que se foram.

  • Daniela diz: 10 de novembro de 2010

    E, além dessa noite espetacular e inesquecível com o Paul, ainda tive o imenso privilégio de encontrar e tirar uma foto com a Martha Medeiros! Foi a cereja do bolo!
    Fiquei meio sem jeito inicialmente, mas meu irmão criou coragem e pediu a foto. Ela foi muito simpática e receptiva! Nem preciso dizer que, apesar de já ser uma fã de longa data, fiquei “mais fã” ainda!! Muitas dessas figuras públicas, por mais geniais que sejam, acabam se tornando pessoas arrogantes, que tratam mal seus fãs. Por isso a Martha (veja só, que íntima!) ganhou ainda mais pontos comigo, pois, além do seu lado genial que todos já conhecem, também me recebeu com carinho e atenção!
    Mais uma vez, parabéns Martha Medeiros! Além de uma escritora espetacular, és uma pessoa muito simpática e humilde!

  • Liete – Brasilia diz: 10 de novembro de 2010

    Ontem Li FORA DE MIM. Foi avassalador. arrebatamento puro. comprei ontem no horário de meu almoço, e comecei a ler indo pra casa, no metrô. e só parei quando terminei, antes do final do jornal nacional. leitura visceral. daquelas que nos arranca do lugar comum. nos joga nos escombros de relacionamentos fracassados. nos lança uma dor aguda que perfura as veias e faz jorrar todas as dores sentidas, ressentidas, que ficaram guardadas num canto escuro do nosso ser. eu adoro o jeito como vc escreve. como vc descreve. usa metáforas com uma magia única. adorei. pretendo reler. agora com a calma que os bons livros requerem.

  • Cristina Garcia diz: 10 de novembro de 2010

    Ah Martha, também fui e sempre serei fã do Paul. Imagine, eu choro quando assisto o DVD dele, se tivesse estado no show, acho que não acordaria desse sonho nunca mais. Mas, só por ter lido esse texto, me transportei para Poa, onde nunca estive e mais precisamente, para o Beira-Rio. Você é daquelas escritoras que, ao ler seus textos, fatalmente nos imaginamos nos lugares e nas situações descritas por você. Isso é maravilhoso, porque você me levou ao show do Paul e, por isso, só tenho que lhe agradecer. Fiquei fã, agora não só do Paul, como também da Martha. Obrigada e foi um privilégio ler o seu texto. Um grande abraço!!!

  • Cris Animal diz: 10 de novembro de 2010

    Prepare-se, pq sei que irei me alongar neste comentário por vários motivos. Pode deletar por aqui….rs
    Esta é a primeira vez que entro em seu blog para comentar, apesar de já ter estado aqui lendo alguns textos.

    Sobre o show de Paul McCartney assino embaixo de todas as suas observações e emoções. Estava lá e realmente o cara ainda guarda em si o poder de embriagar em viagens jamais sonhadas, mesmo quando escutamos pela miléssima vez a mesma música; aquela música que nos embalou anos atrás e que agora embala nossos filhos com o mesmo afeto, magnetismo e sei lá o quê que esses caras tinham e tem para nos atar em “velhas e surradas” músicas. Manter-se com tal carisma tanto tempo deve ser um truque pra lá de racional!
    O que é bom, nunca termina, não é mesmo. O que é bom, permanece intacto, porque é guardado no coração. Lugar sagrado.

    Martha, o que fez-me escrever aqui, não foi o show do Paul, mas o show do seu livro.
    Confesso que nunca gostei de você. Por que? Porque não. Respotsa ignorante, idiota e infantil.
    Não lia Martha, não comprava Martha e não queria saber de Martha.
    Recentemente fiz uma viagem para a Europa e levei comigo “Fora de Mim”. Após beber uma taça de vinho branco e acomodar-me na poltrona do avião, fui dar “de leve” uma espiada no seu “show”.
    Odiei vc na primeira página. O que é isso? Guerra declarada? Ainda nem havia decolado e vc me fala na primeira página sobre acidente aereos. Ora ! Não é para ler você!

    Boa aturina, iniste ! Resolvi que era eu ou você. Fui em frente com a minha espiadinha! Terminei o livro entre a fila de imigração e caminho para o hotel. Óbvio que o reli novamente, de volta ao Brasil, com a calma que ele merecia e eu idem.

    Perdi tempo com minha ignorância e minha arrogância. Perdi tempo enquanto muitos ganharam ao lerem seus livros e crônicas.
    Como o seu livro deixa claro, precisamos de um tempo de luto para nossas dores, perdas, asneiras e recomeçar é mais do que uma necessidade. É um ato de amor próprio.

    Acho que lendo todos os seus livros e escrevendo aqui, recomeço zerada e feliz da vida. Aliás, felicidade nunca me faltou. Deus sempre foi genial comigo! Acho que faltou-me discernimento para algumas coisas da vida.

    Que bom que encontrei você em uma viagem deliciosa para a Europa e que foi feita com a finalidade de mais ou menos: comer, rezar e amar…..rs

    Talvez, você me ache louca e não entenda tudo que escrevi aqui e talvez, sua extrema sensibilidade e capacidade de ler o outro, traduzam o que na verdade, não escrevi, mas está em cada entrelinha deste comentário.

    Show é terminar um livro como o seu e após a leitura sentir-me mais rica e mais abençoada.

    Aceite meu beijo com todo carinho.

    Cris Animal

  • Li diz: 10 de novembro de 2010

    Martha,

    Confesso q estava aguardando este post anciosa…

    O show realmente estava INACREDITÁVEL…as vezes olhava para os lados para ter certeza q não era só eu q babava, e também para ter certeza de q não era um sonho…e até agora ainda estou com dúvida…kkkk….tenho uma coisa muito curiosa para compartilhar com todos vcs do blog… 2 dias antes do show sonhei q estava no Beira Rio e que o Paul tocava Hey Jude e todos cantava na, na, na, na, na, na, Hey Jude…passei o final de semana anciosa para o show e quando ele começou a tocar essa música foi algo mágico, não dava para acreditar, sabe aqueles momentos q a realidade se confunde com o sonho, era exatamente isso q eu estava vivendo, chorei…mas chorei tanto q o lencinho q deram na entrada do show ficou ensopado com as minhas lágrimas, não conseguia acreditar q aquilo estava acontecendo, foi tudo tão mágico e intenso q realmente só quem estava lá para entender…ahhh e só para salientar chorei novamente quando você escreveu sobre esse momento…eu também estou até agora com a sensação de que aquele momento não acabou…e espero q realmente não acabe…

    só para salientar, fui para lá as 13:00, fiquei no sol, na fila, aguardando o show em pé, fiquei no gramado, portanto praticamente 12 hs em pé, teve muitos momentos em q pensei vou sair daqui, não aguento mais, preciso de água, mas derrepente ele começava a tocar e eu pensava…não vou não…não posso perder nem um minuto desse show…nem q isso seja a última coisa q eu faça na minha vida!!!

    ahhh…tenho 25 anos e não vivi momentos da infância e da adolescência ouvindo Paul como vc, mas o Paul é um astro q faz qualquer um se emocionar, vibrar e cantar…eu não consigo parar de olhar os blogs e as notícias e de cantar as músicas do show até agora…foi realmente um momento inesquecível…

    ahhh e quanto ao cabelo…q cabelo em…também fiquei pensando..será q ele pinta..é óbvio q pinta…kkkk

    bju Martha e até a próxima…

  • Fabiana Durgant diz: 10 de novembro de 2010

    Nossa…acabo de chorar lendo teu relato..
    Verdadeiramente,..real!!!!
    Sou outra pessoa após ver e sentir tanta coisa junto…emoção, felicidade, ansiedade, amor, nostalgia, vontade de estar perto e dizer a ele: PAUL ÉS A MATERIALIZAÇÃO DA FORMA PLURAL DO SIGNIFICADO DA PALAVRA AMOR”.
    Obrigada pela tua descrição, somente quem tem talento consegue transpor emoções com tanta perfeição..
    Um abraço tua leitora Fabiana.

  • Priscilla Figueiredo diz: 10 de novembro de 2010

    Oi Martha!
    Então…que bom que curtiu,mas quero saber onde e quando será sua noite de autógrafos aqui no Rio.
    Na verdade dia 17/11, mas onde??
    Te aguardo.
    Bjs
    Pri

  • Fabíola Barillo diz: 10 de novembro de 2010

    Quer dizer que você mandou um beijo para o Paul e foi correspondida… rs
    Então agora você já sabe o que nós, meros mortais, sentimos ao receber um autógrafo seu.
    É quase igual a um beijo… por ser também um gesto de carinho.
    E mesmo relendo aquelas pequenas palavras próximas a sua assinatura por 10, 15, 50 vezes, a gente ainda acha que está sonhando… rs
    Um beijo imenso

  • Ana Paula diz: 10 de novembro de 2010

    Que INVEJINHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
    Era tudo que eu queria. Ter vivido isso com minha filha de 14 anos (que é APAIXONADA pelos Beatles).

  • Célia Alves diz: 10 de novembro de 2010

    Eu também estava lá, com minha filha de 16 anos, e, como tu, até agora não acordei. Ainda não consigo acreditar que vi. Mas eu vi, e adorei. Me emocionei, dancei e ri. Que grande momento nas nossas vidas…

  • Cristina Cleyde diz: 10 de novembro de 2010

    Adoro voce, Martha Medeiros. Adoro ler os seus livros. Estou lendo agora o livro”fora de mim”……lindo!!!
    Paul McCartney é uma pessoa iluminada. Desde a minha juventude eu o amooooooo!!!!!
    Imagino através de suas palavras a sensação de vê-lo de perto e ainda mais cantando.
    Espero ter a oportunidade de conhecê-la pessoalmente. Moro em Belo Horizonte. Vou ao Rio sempre e gostaria imensamente de ir em uma noite de autógrafos sua.
    Grande beijo.
    Cristina Cleyde

  • Andressa diz: 11 de novembro de 2010

    Martha deve ter sido epetacular! Parabéns
    Sou do rio edia 17 estarei lá firme e forte, só gostaria de saber se vc vai autografar só os livros q estão vendendo na travessa? afinal qria comprar e levar pra ti assinar.
    beijao

  • Fernanda Pinho diz: 11 de novembro de 2010

    Querida Martha,

    sou uma profunda admiradora do seu trabalho, passo por aqui assiduamente, mas nunca havia ousado te deixar um recado. Hoje deu vontade. Hoje, que não por um acaso, citei você na minha crônica no site para o qual escrevo (www.cronicadodia.com.br). Meu recado tem um único objetivo: te agradecer. Agradecer por tornar nossas vidas mais leves com suas palavras e agradecer por partilhar conosco suas experiências culturais. Há alguns posts você falava sobre Mario Vargas Llosa. Sabe, eu o descobri com você. Lendo uma crônica de Doidas e Santas, onde você falava sobre o maravilhoso Travessuras da Menina Má. Fiquei curiosa, li e fui completamente arrebatada pelo peruanito. Isso só para dar um exemplo de obras que chegaram às minhas mãos via Martha Medeiros.

    Enfim, você é uma grande fonte de inspiração! Espero que venha a Belo Horizonte lançar o Fora de Mim!

  • sumaya almeida diz: 11 de novembro de 2010

    Martha,

    Estou produzindo uma série de programas para a TV Brasil e gostaria de entrar em contato para convidá-la para uma participação. Pode, por favor, me contatar? sumaya.almeida@gmail.com

  • fernando moya diz: 11 de novembro de 2010

    MARTA , MY DEAR , ” me belisca ” !!!! Porque voce fez não só meu queixo tremer , mas as lágrimas rolarem , só de te ler !!! Exatamente como me senti dia 21 de abril de 1980, no Maracanã !!!
    Agora aguardo ansiosamente pelo Morumbi , dia 21 de novembro . Nosso sonho nunca irá acabar !!! Por favor , que esta sua descrição da noitada com PAUL seja a primeira página do seu livro !!! Abração , fernando moya – são paulo – capital

  • Edna diz: 11 de novembro de 2010

    Gostaria de saber quando será a tade de autógrafos no Rio de Janeiro e local! Um aigo que conheci na comunidade da Martha Medeiros no orkut está aqui , e adoraríamos poder ter o autógrafo da responsável por uma amizade que surgiu a dois anos atrás.Desde já agradeço!
    Edna

  • Dulce Senne diz: 11 de novembro de 2010

    Oi Martha,
    Primeira vez que escrevo num blog de alguém… ainda bem que minha estréia está sendo no seu!
    Quando leio o que escreve, muitas vezes fico pensando se nao fui eu que escrevi tudo aquilo, tamanha é a afinidade de pensamentos, da maneira de encarar a vida, o retrato do cotidiano, etc…(claro que a comparacao é unica e exclusiva no sentido da “energia” que sinto compartilhada…peço licença à pretensao quando me comparo a você!)
    E agora, vendo que você jogou o beijo pro Paul e ele te retribuiu! (claro que tem sempre uns câmeras desconectados, que perdem momentos preciosos…) eu fico aqui pensando que somos velhas amigas, que estudamos no mesmo colégio e ate brigamos feio, de puxar os cabelos, coisa que só as meninas que gostam de defender o que pensam fazem tão bem…
    Esse encantamento que os shows deixam na nossa vida, nao há nada que o substitua…podemos ouvir trilhões de vezes as mesmas músicas, em qualquer equipamento…mas estar ali, Tête à Tête, é pra sonhar sempre, mesmo acordada!
    Fico muito feliz em te ler e receber essa emoçao que nos passa…delicadeza de pessoa especial!
    Tenho certeza que um dia iremos nos conhecer, pessoalmente.
    Como tenho certeza também, que já fomos velhas conhecidas, em algum lugar do passado.
    Grande abraço,
    Dulce
    Sao Jose dos Campos – SP

  • Julia Wartha – Nova Petrópolis diz: 11 de novembro de 2010

    O mais admirável de tua escrita é que fazes com que sintamos uma nostalgia gostosa de momentos que não vivemos, mas para os quais viajamos através dos teus textos (por exemplo, agora, acabei de ir ao show do Paul). Adicionando isso à toda tua simpatia e simplicidade, torno-me tua fã de carteirinha! Quando foi feita a ti a pergunta “Em quem te inspiraste para escrever”, na entrevista em Nova Petrópolis (10 de novembro de 2010) respondeste: Marina Colasanti. Podes ter certeza de que se um dia eu vier a ser entrevistada, ou se apenas me perguntarem tal coisa, direi: Martha Medeiros.

    Um grande abraço, tudo de bom!

    Julia Wartha

  • Ligia diz: 11 de novembro de 2010

    O teu setlist d emoção é EXATAMENTE igual ao meu. Com td aquele calor e ainda dava arrepio? Subia pelo pé…
    Meu queixo tb tremeu, eu tb quase chorei, apaixonada pela elegância dele, saí flutuando numa nuvem!
    E a frase q não sai da cabeça: – Até a próxima! Que assim seja!

  • Marcelo Xavier diz: 12 de novembro de 2010

    HAHAHA! Escrevi quase a mesma coisa no meu blog, mas em outras palavras!

  • Lucas Moraes diz: 12 de novembro de 2010

    Cara Sr. Medeiros, meu nome é Lucas, moro na cidade de Montenegro-RS e estudo na E. E. T. São João Batista, em minha aula de Literatura foi proposto pela professora um trabalho em grupo sobre autores contemporaneos, o grupo que estou escolheu a senhora como autora. Se possivel gostaria de que a senhora me falasse um pouco mais sobre sua vida, visto que, a internet não informa muitas coisas, e quem melhor do que a senhora para nos informar, peço para que por favor, se possivel, enviar-me por e-mail sobre a senhora e também sobre suas obras.

    Agradeço antecipadamente.

    Meu e-mail: lukas.msilva@hotmail.com

    Obrigado.

  • Melinda diz: 13 de novembro de 2010

    Bah Martha que inveja. Não creio que nesta encarnação vá ter outra oportunidade. Moro em Bigrivertown e não consegui ingressos para assistir este mito da minha juventude. Te lendo quase pude vê-lo de blaser, camisa branca e calças pretas, com a modéstia dos grandes. Aquele olhar de garoto e a elegância …sem falar nas canções absolutas ….
    beijinhos invejosos

  • Luciane Fortes diz: 14 de novembro de 2010

    Martha! Moro em Florianópolis mas sou gaúcha, de POA. Fui passar o fim de semana em Poa pra ver o show e a minha família. Minha cunhada me presenteou com o Donna de domingo e eu li a tua coluna antes de ir ao show e chorei.
    Sou manteiga derretida mesmo, meus pais adoravam jovem guarda mas eu quis ir direto à fonte. Dei de presente pro meu pai num dia dos pais o White Album e quem ouvia era eu. Me apaixonei pelos Beatles de uma forma que não tem volta.
    Quando Paul tocou “All my loving” eu chorei, com um sorriso de orelha a orelha mas chorei! O show foi mágico e o teu post passou muito bem a ideia de como um fã se sentiu no show da história …
    Estarei esperando pelo “Me belisque”!

  • NÁDIA CRUZ diz: 16 de novembro de 2010

    Martha,

    Sou carioca, e fã do Paul, apesar de ter nascido apenas alguns anos antes deles terem se separado…
    Em 1990, assisti no Maracanã, junto com mais de 50 mil pessoas, e foi uma das maiores emoções da minha vida! Depois, fui encontrá-lo em Madri, já nos anos 2.000.
    Agora, espero ansiosa pelo dia 21 de novembro, em Sampa.Primeiro, por mais esse “encontro” com ele, depois, por ser o dia do meu aniversário.Melhor presente eu não poderia ter, estar “junto” desse mito musical, no meu dia especial…
    Imagino quanto vou dançar, cantar, e chorar…
    Bjs grandes de uma carioca que curte muito você

  • Sônia de Oliveira Soares diz: 19 de novembro de 2010

    Martha, que maravilha !!!

    Chorei ao ler teu relato sobre o show do Paul McCartney (sou uma chorona), mas me emocionei sinceramente, sou tua fã e adoro ler, ou quando te vejo em alguma entrevista fico com um orgulho danado de tu ser gaúcha.

    Acredito que temos a maior sorte, pois termos uma escritora tão verdadeira e visceral, honesta mesmo.

    Infelizmente, não tive grana pra ver Paul e até agora, já tinha lido depoimentos e entrevistas de quem foi no show, mas nenhuma opinião me pegou assim.

    O sonho não acabou e é a música que nos permite ainda sonhar.

    Tenho 50 anos e amo Beatles e Queen

    Bjusssss

    Sônia

  • Rejane Klaes diz: 21 de novembro de 2010

    Martha,
    Fantástica sua descriçao. Foi um sentimento semelhante ao meu, que também tive a felicidade de estar naquele gramado pulando, gritando, cantando, me emocionando.
    Pena que você saiu antes do Sgt. Pepper’s que é uma das músicas mais fantásticas, um dos melhores álbuns.
    Fui mais ; fiquei até o final e caminhei por cerca de 45 minutos até conseguir um táxi para voltar, já bem longe do Beira-rio, feliz…
    E hoje à noite vou dar uma espiada no Multishow para ver os melhores momentos do Morumbi.
    Grande abraço.

  • cleomarsantos diz: 22 de novembro de 2010

    70 posts não são 50 mil pessoas, assim como MacCartney é diferente de Martha, como pode ambos terem o mesmo doce e refrescante sabor de domingo no Parcão?

  • ognei vieira diz: 23 de novembro de 2010

    Martha,só uma coisa para te dizer és Mário Quintana de saias,abraços.

  • Moa diz: 24 de novembro de 2010

    Ainda bem que eu vivi para ver o que eu vi, parabéns por todas as tuas palavras, escritas ou faladas, a emoção ficará para sempre no coração e na retina. bjs.

  • Anelise diz: 25 de novembro de 2010

    Martha!Adoro ler tudo que vem de ti! Tu não sabes, mas é minha conselheira. Me identifico muito com tuas palavras e acredite, parece que estás falando para mim. Obrigada pelas dicas!
    Bjs
    Ane

  • Luciana Galvão diz: 25 de novembro de 2010

    Assisti o show de Paul pela tv.
    Delirei e sim chorei ( eu sou chorona).
    Acho que esse foi um dos seus melhores posts. Ameeeiiii cada linha!
    Um beijo no seu coração

  • Guimar Ameida diz: 28 de novembro de 2010

    Querida Martha

    Li um texto seu maravilhoso, verdadeiro, sensível.. intitulado Em perigo de extinção, (também adoro Beneditti) de janeiro de 1999 e gostaria de mandá-lo para algumas amigas. Como faço para tê-lo? Não foi localizado no arquivo de seu blog. Muito obrigada.
    Un besito.

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