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Recesso

10 de dezembro de 2010 52

Olá, turma. Abusei do sumiço, eu sei, mas essa época do ano minha cabeça costuma sair de férias antes do corpo: bate um cansaço existencial e nada mais engrena. Tenho desacelerado a cada dia. Sem culpa: foi um ano bastante ativo e produtivo. Só que preciso de uma parada total, então me despeço temporiariamente de vocês. Seguirei com as crônicas nos jornais, mas aqui para o blog eu voltarei apenas em março. A gente se reencontra lá.

Em 2010, os posts que fizeram mais sucesso foram aqueles em que contei minha viagem ao Rock in Rio em
1985 e minha primeira viagem sozinha pela Europa em 1986. Então, pra não deixar ninguém de mãos abanando, postei aqui mais um relato de viagem, e voltei ainda mais no tempo: 30 anos atrás! Foram as férias inesquecíveis da minha vida, numa praia então quase deserta de Santa Catarina. Inspirem-se, divirtam-se e até breve, que o tempo passa rápido e já já estarei aqui outra vez.

Beijos!

O VERÃO DE 81

Eu tinha 19 anos e nenhum plano para as férias daquele verão. Fazia faculdade de propaganda,
não estava namorando e andava roxa por um programa diferente, até que alguém da nossa turma deu a ideia de conhecermos uma praia em Santa Catarina chamada Bombinhas. Era janeiro. Não lembro exatamente quem tomou a iniciativa de alugar a casa, só sei que éramos 10 – cinco homens e cinco mulheres. Os guris foram na frente, de carro. Nós, gurias, chegamos um dia depois, de ônibus.  Desembarcamos em Florianópolis e o Fernando foi nos buscar na rodoviária num Fiat 147 vermelho. Bombinhas pertence ao município de Porto Belo. Disso eu sabia, já estivera lá com meus pais numa viagem alguns anos antes, num inverno gelado, e  só do que eu lembrava era de um lugar ermo, mas agora seria diferente. E foi.

Antes que a malícia corra solta: apesar de formarmos cinco casais, ninguém era namorado de ninguém.
Minto: a Katia e o Geraldo estavam começando a ficar, mas tudo na maior inocência. De resto, éramos mesmo uma turma de amigos. O clima era do seriado Friends, versão praiana. Além do Geraldo e do Fernando, havia o Theo, o Caco e o Serginho. Além da Katia, havia a Neca, a Karin, a Claudia e eu.     

Se você frequenta a Bombinhas de hoje, não a reconheceria. No verão de 81, era terra de ninguém. Na rua
principal havia um ou dois botecos, um posto telefônico e uma farmácia. Nenhum hotel, nem supermercado, nem lojas, nem restaurantes, apenas as casas de madeira dos poucos nativos. Na beira da praia, mesma coisa: só alguns poucos casebres de madeira onde viviam os pescadores locais. Num dia de sol a pino, de ponta a ponta da praia, contava-se no máximo uns 15 guarda-sóis na areia, de outros aventureiros como nós. Era praticamente uma praia privativa.

Onde é que eu estava mesmo? Chegando com as gurias no Fiat 147 vermelho. Saímos da BR e então passamos por Porto Belo, onde fizemos compras no único supermercado que havia. Depois atravessamos lentamente os morros que dão acesso às praias. A estrada era medonha, de terra batida e cheia de desníveis. Passamos por Bombas, fantasmagórica, e chegamos finalmente em Bombinhas. Estávamos empoeiradas e cansadas. Largamos nossas mochilas no casebre e fomos direto pro mar. Aquele mar esmeralda. O Caribe logo ali no Estado vizinho.  

Nossa casa era de madeira pintada de branco, com um pequeno jardim na frente. Dentro, havia uma minúscula antesala com um sofá e uma mesinha de fórmica. Ao lado, ficava o aposento maior: a cozinha. Havia um fogão, uma geladeira e uma mesa grande com algumas cadeiras. Três portas conduziam aos três quartos, e o único banheiro ficava mais ao fundo. Quem dormiria com quem?

As donzelas resolveram que ficariam as cinco no mesmo quarto, enquanto os guris poderiam se dividir entre os outros dois. E no primeiro dia foi assim. Três guris num quarto, dois em outro, e cinco malucas amontoadas num cubículo onde havia uma cama de casal. A ideia era revezar: duas na cama e três no chão, em colchonetes. Nossa integridade estava assegurada. Essa decisão durou exato um dia. Nos outros, não me pergunte onde dormíamos. Era cada um por si, sem frescura, sem lugar marcado, sem clube do bolinha e luluzinha, todos dividindo camas, colchonetes, redes. Tinha gente que dormia na cozinha, na sala, no jardim, na beira da praia. Onde caíamos, ficávamos. Era a graça da coisa.

Acredite se quiser: tudo na maior pureza. Promiscuidade zero. Só farra.

Nos fundos da nossa casa ficava um outro pequeníssimo cômodo, do tamanho de uma guarita de salva-vidas. Era ali que dormia o proprietário da casa, um pescador chamado Sabão. Foi para onde ele se mudou com a mulher e as duas filhas pequenas durante os dias em que alugou a casa dele pra nós. Era alto, loiro, esquelético, um príncipe escandinavo com a pele curtida pelo sol, maltratado pela pobreza, mas totalmente de bem com a vida. Discreto, não perturbava em nada. Saía de manhã para pescar em seu barco e à tardinha voltava. Muitas vezes, vendia seu peixe para nós, e logo descobrimos que ele sabia preparar uma caipirinha como ninguém, e de pescador diurno passou a barman noturno, extraindo mais uma fonte de renda daquela turma de gaúchos que tinha fome (e sede) de diversão.

Durante os 10 dias em que ficamos em Bombinhas, choveu exatamente nada. Nuvem, também não lembro de ter visto. Acordávamos, tomávamos o café da manhã e, depois de dar exaustivos cinco passos para fora da casa, colocávamos os pés na areia branca, com aquele marzão em frente só pra nós. Nadávamos, caminhávamos na praia, jogávamos frescobol e até conseguimos descolar uma rede para improvisar uma quadra de vôlei. No final da tarde, dois ou três de nós iam até Porto Belo comprar mantimentos.Alguns iam até o posto telefônico para ligar para Porto Alegre e saber notícias do mundo. Não havia tevê na casa. Apenas um pequeno toca-fitas. Sim, ouvíamos música através de fitas K-7. Não existia celular, nem DVD, nem notebooks. Éramos 10 Robinson Crusoe.

Um dia resolvemos explorar o território em volta. Depois de muito sobe e desce por estradinhas íngremes, de muito comer poeira e de cruzar com bichos estranhos pelo caminho, descobrimos uma praia ainda mais selvagem, Quatro Ilhas, onde tomamos o banho de mar mais inesquecível dessa temporada.  

À noite, sob uma luz fraca, brincávamos de mímica, fazíamos torneios de canastra e improvisávamos uma churrasqueira na beira da praia: cavávamos um buraco, acendíamos o fogo e grelhávamos os camarões e os peixes que o Sabão trazia. O luau só não era completo porque ninguém lembrou de levar violão. Ninguém tocava, que eu saiba. Mas havia uma gaita, acho.

Um dia de manhã cedo, surpresa: estávamos todos na beira da praia quando vimos um barco se aproximando. Era uma lancha. Uma lancha realmente grande, com um piloto. O moço chegou bem perto, saltou da lancha e veio até nós para se apresentar. Ninguém conseguia acreditar: o pai de um dos guris do grupo era amicíssimo de um empresário de Florianópolis, o dono da lancha, que gentilmente havia cedido seu barco e incumbido seu funcionário de ficar o dia todo à nossa disposição. Era tudo o que precisávamos: sair da rotina! Fechamos a casa e subimos todos na lancha. Fizemos um longo passeio até Itapema e no caminho encontramos prainhas desertas que convidavam para um pit stop e um mergulho. Na volta, a lancha atracou no cais de Porto Belo e almoçamos às quatro da tarde por conta do tio rico – a essa altura o empresário já havia virado tio – no inigualável restaurante Petiskão, onde entramos cantando uma marcha de Adoniran Barbosa e saímos mais pra lá do que pra cá, de tanta cerveja. Tudo bem, não estávamos dirigindo mesmo.

Ao chegar em casa, todos queriam apenas um banho e descansar, mas não podíamos prever que a noite seria ainda mais agitada do que o dia. Dessa vez, por um motivo nada agradável. A movimentação de pescadores no fundo da nossa casa pressagiava o pior. Foi com tristeza que soubemos que Sabão havia levado um choque fatal. Morreu eletrocutado nos fundos da nossa casa – melhor dizendo, da casa dele.

Em choque ficamos nós. Quantos anos ele teria? Não mais que 30. O que podíamos fazer pela família? Os guris acompanharam o corpo até Porto Belo e nós ficamos para dar assistência às duas pequenas meninas, pequenas mesmo. Não lembro da mulher do Sabão, mas devia estar cuidando dos trâmites em Porto Belo também. Passamos a noite praticamente em claro, atordoados com aquele súbito desaparecimento.

O dia seguinte foi de uma tranquilidade respeitosa, todos mais silenciosos do que de costume, conversando em voz baixa na beira da praia, mas retomando aos poucos o nosso cotidiano de estudantes em férias, faltava muito pouco para ir embora.    

À noite, mais um torneio de canastra. Todos com as cartas na mão, comprando e descartando, baixando trincas, sequências, até que o primeiro de nós bateu. E na hora de pedir para lhe alcançarem o morto, não teve dúvida: “Me passa o Sabão”. Foi a primeira gargalhada depois da tragédia, aquele riso nervoso diante da piada politicamente incorretíssima. Passados 30 anos, até hoje, quando nos reencontramos, “me passa o Sabão” é a senha para chamarmos as lembranças de volta.

Então chegou o dia de retornar para casa e tocar cada um a sua vida. Fernando hoje mora em São Paulo. Karin morou por lá também, mas voltou. Claudia mora em Florianópolis e é atriz de teatro. Theo é velejador. Serginho rodou o mundo todo e semana passada fomos avisados que está em Porto Alegre. Caco é engenheiro. Neca é pedagoga. Katia e Geraldo, que começaram essas férias numa ficação inocente, comemoraram bodas de prata ano passado. E eu estou aqui contando essa história.

Férias, há de diversos tipos. Mas aquele verão de 81 nunca saiu da nossa memória porque, além de ter selado uma amizade que dura até hoje, foi a concretização de um ideal que hoje poucos conseguem atingir. Nós passamos 10 dias em contato direto e ininterrupto com a natureza, numa praia paradisíaca, limpa, pouco habitada e silenciosa, sem conexão com aquilo do qual queríamos realmente tirar férias: da bagunça da cidade, dos compromissos urbanos e de nossas adoradas famílias, que, como todas as famílias, eram controladoras. Estávamos uns com 18 e outros com 19 anos, comemorando a maturidade recém conquistada e nos preparando para a vida que cada um construiria a partir dali. Cinco garotos e cinco garotas 100% wireless, no sentido mais verdadeiro do termo.

Se suas férias de verão não puderem ser assim, que ao menos tenham esse espírito.
Feliz 2011!

Comentários (52)

  • Danielle Bernardes diz: 10 de dezembro de 2010

    Maaaaartha,
    Adorei o post!!!
    Férias realmente inesquecíveis.
    Sentirei sua falta por aqui, mas férias é essencial para renovar nossas energias, né?
    Então, ótimas férias. Um natal abençoado e um 2011 de muita paz e conquistas.
    Forte abraço
    Dani

  • Bruno diz: 10 de dezembro de 2010

    Oi Martha…

    Otima esse teu relato dessa viagem….rsrsr…me lembro tbem de diversas viajens q fiz com a nossa turma da Praca Garibaldi para a praia, nos anos 80.
    Era assim mesmo, todo o dia acontecia algo novo, mesmo q caisse na rotina…mas nao por muito tempo!
    Gracas a Deus, nao tivemos nenhuma tragedia…., mas alguns sustos…Imagina uns 12 “avoados” de moto…Mesma idade…18,19….rsrsrsrsr
    Boas lembrancas

    Obrigado

  • Nathi Hecz diz: 10 de dezembro de 2010

    Oi, Martha!
    Bem que eu vi que tava meio sumida, mas pensei mesmo que o fim do ano tenha sido o responsável. Tranquilidade total, pode apostar que em março aqui estarei. =)
    Esse texto sobre o verão de 81 só aumentou minha vontade de praia. Não sei o que sou capaz de fazer se eu não for este ano… Ai, ai.
    Gostei demais do texto, ótima história.
    *
    Minha flor, se ler os comentários antes de se ausentar um pouquinho, te digo um muito obrigada. Obrigada por ter estado aqui durante este ano, de forma leve e verdadeira. Obrigada pela informalidade, carinho, atenção e respeito. Te acompanhar durante todos esses anos (vai para 5) só me faz ter mais admiração e amor por ti. :)
    *
    Um grande abraço, ótimo fim de ano! Te encontro nas crônicas! ;)

  • Luiz Jovany Cassales diz: 10 de dezembro de 2010

    Olá Martha
    Que sensibilidade à flor da pele, até pra contar momentos inesquecíveis. Uma palavra exprime seu talento nesse texto: Sensacional ! Abs, Fique na Paz de Cristo! Jovany. Curitiba PR.

  • Eloisa Gabriela diz: 11 de dezembro de 2010

    Ai é triste… vai dar abstinencia de Martha Medeiros mais tudo bem… férias merecidas!!! Muita PAZ e SAUDE para ti…Que tenha um ano novo repleto de SUCESSO e mais idéias maravilhosas!! Você merece!! Estaremos aqui firme e forte quando você voltar doidos para saber das novidades!

    Obs: poxa MARÇO??? muito tempo…rs

    Um grande abraço Martha!! Não esqueça de nós!!

  • Irene diz: 11 de dezembro de 2010

    Martha,

    Curti muito o relato sobre Bombinhas ! Nesta mesma época, acampávamos no Baleia Branca em Porto Belo e diariamente enfrentávamos o morro, em meio a muito pó, para passarmos o dia em Bombas, Bombinhas, com duas crianças pequenas, barraca de praia, sanduiches, água, baldes, pazinhas…
    Na volta, o inesquecível Petiscão era o “must” !
    Obrigada por me fazer lembrar dessa época divertida !
    abraço,
    Irene

  • maria neusa guadalupe diz: 11 de dezembro de 2010

    Descanso do corpo,descanso da alma..todos precisam dessa parada..que vc tenha um natal de paz e um passar de ano de alegria…..beijos já saudosos.

  • Sandrine Pereira diz: 12 de dezembro de 2010

    Olá Martha,

    quem não precisa de uma parada de vez em quando? Eu preciso de vez em sempre.
    Foi um ano e tanto, deve estar mesmo precisando de férias.
    Que post mais lindinho, adorei!!! Realmente esses seus relatos de “aventuras” são muito bons. Fico daqui imaginando cada cena e me divirto muito. Essa coisa do jovem se divertir com qualquer coisa, pelo menos na minha época e pelo jeito na sua, era assim. Hoje tenho minhas dúvidas se eles conseguiriam se divertir sem levar a parafernália eletrônica. Pior para eles, pois nós temos muito que recordar.
    Bjs e aproveite muuuuuuuuuuuuito. Vou matando minhas saudades pelas crônicas dos jornais.

    Sandrine Pereira

  • Kenia diz: 13 de dezembro de 2010

    Uma delícia ler o relato de mais um pouquinho da sua história…
    É sempre muito bom e divertido.
    Curta bastante e até breve!
    Beijos.

  • Roberta diz: 14 de dezembro de 2010

    Martha!!!
    Sou apaixonada por teus textos, sempre mexem comigo e este mais ainda, pois falou dos lugares em que mais gosto de estar: Bombinhas e Quatro Ilhas!!!
    Não estive em Bombinhas em 81, pois ainda não era nascida… mas no verão de 87, estava eu, no auge dos meus 4 meses de idade, na beira da praia de Quatro Ilhas, com meus pais, meu irmão e toda a “parafernalha” necessária para ir a praia com duas crianças pequenas. Detalhe, nossa casa era em Porto Belo e íamos todos os dias a Bombinhas/Quatro Ilhas… hoje penso nisso e vejo como meus pais eram corajosos!!
    Se durante seu descanso (merecido, diga-se de passagem) passares por lá, quem sabe nos encontramos!

  • Samantha diz: 14 de dezembro de 2010

    Martha,

    Sou do grupo As Marias da Graça, e gostaríamos de convidá-la para um projeto.

    Escrevemos para seu e-mail do O globo. Você tem outro e-mail para nos comunicarmos? Nosso prazo é sexta, 17/12.

    Obrigada.
    Beijos

    Samantha
    As Marias da Graça
    http://www.asmariasdagraca.com.br

  • Mirian Quadros diz: 14 de dezembro de 2010

    Olá Martha!
    Antes das merecidas férias será que ainda há tempo de atender mais uma leitora???
    Gostaria de te enviar um e-mail, é possível? Podes me passar teu endereço?
    Fico na espera! Grande abraço!

  • maria carolina de carvalho diz: 15 de dezembro de 2010

    Oi Martha!
    É engraçado vc nem saber que eu existo e eu simplesmente não existir sem ler suas crônicas, textos, poesias…
    Vc escreve pra alma!!! É um gênio!
    Quando deixa seus sentimentos fluirem das mãos para as linhas de um papel, simplesmente me faz um bem imenso!

    Se no dicionário existissem imagens representativas, ao lado da palavra fã, estaria eu, de carteirinha e tudo em sua homenagem!
    Obrigada por ser tão maravilhosa!

    Um grande abraço.

    Ahhh, espero que março chegue logo! Boas (merecidas) férias!

  • LETICIA diz: 15 de dezembro de 2010

    Martha
    Ri e chorei ao mesmo tempo.
    Vivi nessa mesma época. E que saudades!
    Muito boa escolha do post. Ah, ontem comprei teu último livro.
    Beijos
    Até Março!
    Leticia

  • ALINE diz: 16 de dezembro de 2010

    MARTHA QUERIDA!

    BOM DESCANSO E BOAS FÉRIAS!!!!!!!!!! VOCÊ MERECE!

    BOAS FESTAS!

    BJS.

    ALINE

  • Danielle Faria diz: 21 de dezembro de 2010

    Que delícia do seu texto!
    Seu relato convida as minhas e as recordações de muitos.
    Feliz quem tem boas histórias para lembrar e pessoas para reencontrar. O que dá cores a vida são esses detalhes.

    Estou feliz – agora, menos eufórica – porque encontrei esse espaço. Feliz mesmo!!! :-)
    Abraços!

  • marcio diz: 24 de dezembro de 2010

    Olá, Martha é indiscutivel que voce escreve bem, mas noto sempre em seus textos um ar de superioridade, como se voce escrevesse de cima de um pedestal. Desculpe, é a impressão que tenho. Seus textos não tem vida real, se tem, são sempre de um ótica glamurosa.

  • Marisa diz: 25 de dezembro de 2010

    Feliz 2011! Valeu a sintonia em 2010.

  • marcio diz: 25 de dezembro de 2010

    Fiz um comment e não o vejo publicado! O que houve?

  • marcio diz: 26 de dezembro de 2010

    Entendi. Só é publicado elogios, isso explica o fato de nunca ter lido nenhuma crítica por aqui. Lamentável!!!

  • Danielle Faria diz: 26 de dezembro de 2010

    Minha opinião em nada se aproxima da opinião do Márcio, mas perspectivas diferentes, quando conduzidas com maturidade (e é o seu caso), só acrescem.

    Quem escreve sujeita sua escrita a várias interpretações… Nem os físicos estão livres dessa verdade, quem dirá os outros mortais que se aventuram no terreno complexo das emoções humanas. Se a escrita é otimista, os pessimistas irão dizer: “Essa escritora tem a síndrome da Poliana Moça”. O inverso também geraria comentários: “Que melancólica é a escrita dela!”.
    O fato, é que a forma como as palavras atingem são sempre únicas e o leitor é que dá vida a maior parte das interpretações. O seu enredo, Martha, encontra-se com a história de vida de cada um e neste contexto que as palavras ganham significado.
    Somente uma opinião…
    Grande abraço Martha!

  • Andrea diz: 27 de dezembro de 2010

    http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=56988&edicao=9986&anterior=1

    Veja isso!!!!!!
    Injusto e ilegal que alguém publique seu texto sem as devidas referências. Há uma pequena “adaptação” numa troca do nome da rua por o de uma avenida, possivelmente da localidade em que foi plagiado o texto!!!
    Como leitora de seus textos, revolto-me… Uma coisa é divulgar sem saber autoria ou origem/fonte, outra BEM diferente é plagiar e assinar como produto próprio!!!!

  • Mariana Tiné diz: 27 de dezembro de 2010

    Martha,

    Sempre tive uma enorme vontade de estabelecer um contato com você, até para te falar que é a minha fonte de inspiração para escrever, que é um exemplo de jornalista que sabe levar sua carreira de forma intacta e, hoje realmente tive a coragem de vir aqui e te escrever.
    Estou com a minha faculdade de jornalismo trancada por falta de verba para concluir os estudos.
    Mas, na verdade meu contato com você é para te apresentar um material que tenho e, quem sabe pode ser produtivo e, também saber se existe alguma possibilidade de trabalhar com você.

    Aguardo seu contato ansiosamente, pois sei que você valoriza cada pessoa que admira seu trabalho.

    beijos

  • Priscila Costa diz: 1 de janeiro de 2011

    Oi Martha. Deixa eu te perguntar antes que eu esqueça (acabei de lembrar). Uma vez você falou aqui no blog que gosta da cantora Corinne Bailey Rae. Acho a voz dela incrível e adorei os cd’s. Seguinte: quando comecei a conhecê-la (comeciinho mesmo) e alguém me falava à respeito eu sempre confundia com outra cantora, a Laura Izibor. E é isso: queria saber se você a conhece. Conheci à partir das músicas “Shine” e “Don’t Stay”. Caso não conheça, vale a pena. E se já conhece, o que acha? Bjs

  • Maira diz: 11 de janeiro de 2011

    Olá, Martha

    Tudo bem?

    Escrevo-lhe para dizer que fiz uma crítica sobre seu livro “Doidas e Santas”.
    Ficaria muito feliz se você pudesse a ler e opinar.
    Espero que goste.
    Segue o link: http://www.screamyell.com.br/ (baixe um pouco a barra de rolagem que você encontrará o texto.)
    Abraços,
    Maira

  • fernando diz: 14 de janeiro de 2011

    Oi tudo bom com você Martha, bom passei para lhe dizer que amo o seu trabalho e que sou muito seu fan e sempre estou aqui olhando seu trabalho de perto, aproveito também para lhe pedir um favor, sou um novo blogueiro de moda, e lancei há um tempo atrás meu blog, queria pedir-lhe que desse uma olhada e meu blog comentar as postagens para me dar uma força nele.Alem de meu blog também faço croquis de moda caso se interesse pelo meu trabalho me peça algo por comentário que te envio.

    O endereço do blog é: http://wwwmaismoda.blogspot.com/

    Desde já lhe agradeço pela atenção e deixo um abraço.

    Fernando marques

  • Sandra Portugal diz: 17 de janeiro de 2011

    Martha, ja’ conversamos por email algumas poucas vezes, aonde te convidei a visitar meu blog e depois quando fui ao lancamento do seu livro Fora de Mim no Rio de Janeiro.
    Como tenho ultimamente postado varios trechos ou textos de sua autoria la’ no blog, ficaria MUITO realizada se tivesse a sua visita e feedback la’ no blog!
    Acabei de completar minha colecao de todos os seus livros e a medida que for lendo ou relendo continuarei homenageando seu estilo de escrito e seu sucesso por la’!
    bjs Sandra Portugal
    http://projetandopessoas.blogspot.com//

  • Priscila Costa diz: 21 de janeiro de 2011

    “Como vaai você… Eu preciso saber da sua vidaa.” hahaha.
    Martha, vou estar em uma cidade de Santa Catarina (Lages) entre 26 de janeiro e 15 de fevereiro e queria saber se você vai participar de algum evento em Floripa ou arredores nesse periodo. Pois é, gostaria de te ver.. rs. Beijos

  • Andressa Ascêncio diz: 21 de janeiro de 2011

    Martha,
    Te conheci através do jornal O Globo.Estava de férias no Rio de Janeiro e então comprei o jornal de domingo.Comecei a ler suas crônicas e agora me considero viciada!
    Parabéns!

  • Priscila Costa diz: 27 de janeiro de 2011

    Martha, assisti a um show ontem que estou indicando para todo mundo, até para quem não gosta desse tipo de coisa. Chico Saraiva e Susana Travassos. Ele um compositor brasileiro e ela uma cantora portuguesa. Conhece? Caso não, acredito que tem alguns vídeos no youtube. Vi no SESC de Lages. A voz dela é maravilhosa e eles são muito simpáticos! Foi uma delícia.
    Beijos

  • Priscila Costa diz: 27 de janeiro de 2011

    Complementando… Vi agora que tem alguns vídeos no youtube sim, mas não é nunca a mesma coisa, né… Ah, eu adoro teatro! Principalmente aquele clima… Tudo muda ali. Parece outro mundo. Quando você sai de lá (também de salas de cinema) o contraste é gritante. Parece que você tá acordando, rsrs.
    Beijos

  • Izabela Cristina diz: 3 de fevereiro de 2011

    Martha, conheci seu blog recentemente na sua comunidade do orkut e já adorei. Durante essas suas merecidas férias lerei seus antigos posts e espero gostar ainda mais das suas crônicas.
    Te conheci pelo “Trem Bala” e ri, chorei concordei, refleti e me apaixonei !! Adoro, amo ler seus textos e o ultimo livro seu que li “Fora de Mim” veio em ótima hora ! Obrigada e parabéns !!

  • hilda diz: 4 de fevereiro de 2011

    Saber contar uma história é uma arte. Tenho recebido textos com a sua assinatura.
    Hoje recebi um sobre “Felicidade Realista”, cujo crédito era dado ao Quintana, e assim encontrei seu site.
    Muito legal.
    Esse fim-de-ano foi muito especial para mim: férias inesquecíveis.
    Embarquei com meus dois filhos e a namorada de um deles no meu jeep, e desci o morro.
    Rodei até Parnaíba, com parada em Teresina-PI.
    Se eu soubesse contar, daria uma história fofa.
    Boa sorte, querida. Virei sua fã.

  • Ida Lenir Gonçalves diz: 14 de fevereiro de 2011

    É a primeira vez que entro no seu blog, mas já li muito dos seus textos, com os quais me identifico.
    Ao ver sua foto em um dos seus livros, fiquei surpresa. Como uma mulher tão bonita, inteligente, interessante, sensível e talentosa pode ter reflexões e viver situações de desamparo e decepção tão similares às minhas?
    Mantenho um blog também e através dele converso comigo mesma, escancaro minh”alma.
    Quem sabe num momento de folga, você possa me dar a honra de uma visita e comentário. Ficaria muito feliz.
    Um abraço e volte logo de férias.
    http://diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com/2011/02/13/encontros-e-reencontros/

  • Vivianne de Cássia Machado diz: 14 de fevereiro de 2011

    Oi Martha, Vi sua entrevista no GNT e adorei! Conheci seu blog recentemente e achei o máximo. Adorei seus textos.
    Vi Divã no cinema, que achei divertidíssimo e há pouco tempo descobri que é um de seus livros. Estou ansiosa para ler seu livro “Fora de mim”.
    Quanto as férias, essas foram o máximo e me remeteram a época que também tive amigos em temporadas de casa de veraneio e as “artes” que aprontávamos. E impressionante como tudo também na maior pureza e como vivíamos tão bem sem celulares, internet, etc… Não que abra mão deles, mas que podemos viver sem eles 24h, com moderação.
    Parabéns pelo blog. De agora em diante estarei acompanhando. Você adquiriu mais uma fã. Bjs

  • Astrid Pericas diz: 20 de fevereiro de 2011

    Martha este recesso esta muito longo……Ja estou com crise de abstinencia.Voce é a minha coneccao com a minha cidade,minha cultura.Após um dia esstresannte tuas palavras me trazem paz e saudades de meu país.É aquele calor humano que as vezes falta por aqui (Alemanha).Meu filho volta do Brasil em dois dias ,era para ser já a um mes…mas a paixao falou mais alto….Ai tenho seu novo livro.Saudades ,volta logo. Astrid
    PS:desculpa a falta de acentos mas nao sei onde encontra-los neste computador.

  • Mayana Cristina diz: 24 de fevereiro de 2011

    Oiie Martha,

    Sou estudante de jornalismo e terei que escrever um artigo como trabalho sobre a senhora e sobre suas cronicas. E gostaria de saber se tem como você me falar um pouco mais sobre sua vida, sobre sua carreira. Tudo que procurei na internet sempre fala a mesma coisa. Mesmo que a senhora no veja esse comentario em março me responda por favor.
    Desde já, agradeço.

    Att,
    Mayana Cristina

  • Emilia Freire diz: 2 de março de 2011

    Martha, amei seu artigo. Lembrei imediatamente do meu verão de 1981. Lembranças são a nossa máquina do tempo e eu arriscaria dizer que todas são preciosas e caras. Hoje, minha mãe sofre do mal de Alzheimer, e o que me dá mais agonia, é ver as suas lembranças embaralhadas. Obrigada por essa leitura deliciosa.
    Emilia Freire
    http://salaquarto.blogspot.com

  • Pabline Correa diz: 2 de março de 2011

    Oiii…Martha!!!
    Sou sua fã!!Adoro todas as suas crônicas, e não as perco na Zero Hora nenhum final de semana.
    Um dia , quero ser uma cronista igual a você…Enquanto isso não acontece, escrevo algumas coisas no meu blog.
    Quando puder poderia ler e deixar um comentário para eu saber se estou no caminho certo.

    Bjssss
    Agradeço desde já!
    http://pablimorenaglobeleza.blogspot.com

  • Déborah Cabral diz: 4 de março de 2011

    Cadê você? :/

  • Priscila Costa diz: 5 de março de 2011

    Nem lembrava mais da minha senha no RBS, haha. Olha eu aqui te enchendo de novo! É que eu percebi que você falou o mês (março) mas não especificou o ano. Que maldade!

    Tá, brincadeiras à parte, vim te desejar bom carnaval! Seja lá como ela for comemorado. :)
    Já eu tô esperando meu Montanha-Russa pra passar o feriado com ele! Bjs

  • karen diz: 8 de março de 2011

    Olá Martha! Estamos sentindo sua falta por aqui!
    E aproveitando este dia para felicitar pelo dia internacional das mulheres já que você é um exemplo de mulher na minha opinião!
    Te admiro muito!
    Abraço!

  • Geane Izabel Bento Botarelli diz: 9 de março de 2011

    Olá, Martha!

    Descobri seu blog agora… Já sua obra conheci pelas mãos de Elisa Lucinda, em uma oficina de leitura de poemas… Fiquei fã.

    Gostaria de saber se realmente é seu um texto que circula pela internet. às vezes o título é “Miss Imperfeita”, outra hora é “Mulheres impossíveis”. Colo abaixo um dos muitos links em que circulam…
    http://www.idealdicas.com/miss-imperfeita-martha-medeiros/

    Trabalho na área educacional e essa questão de textos apócrifos é terrível!

    Caso seja seu, gostaria de saber a fonte certa, porque sempre está escrito:m ‘Publicado na revista do Jornal O Globo”

    Parabéns pelo blog e pelo texto “O verão de 81″… Senti saudades de alguém que fui…

    Felicidades, Geane

  • VMMM diz: 9 de março de 2011

    Poooxa… vooooolta…

  • Vanessa diz: 10 de março de 2011

    Eu só quero lembrar que já é março há 10 dias! Volta Martha!

  • Ida Lenir Gonçalves diz: 12 de março de 2011

    Inspirei-me na sua experiência para iniciar um blog e comentar sobre o cotidiano. Estou, como todos seus fãs, ansiosa pela volta de suas crônicas. Enquanto isso não acontece, vou aproveitar para convidar seus leitores para dar uma espiadinha na minha “casa” virtual. Aguardo vc lá!

    http://diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com/2011/03/10/a-terapia-sexual-na-pratica-e-outra/

  • Hellen Tavares diz: 16 de março de 2011

    Marthinha (perdoe-me e permita essa intimidade),

    Mas foi assim que lhe chamei a primeira vez ao comentar com uma amiga que me deu seu livro “Doidas e Santas”… De lá pra cá é Marthinha pra lá e Martinha pra cá… Concatenamos e refletimos suas ideias com alguma frequencia. É como se você já fizesse parte da trupe: e faz!

    Bem, confesso que há alguns dias de Março venho aqui em busca de novidades, mas até agora, sem sucesso algum. Particularmente estou preocupada com seu paradeiro, ainda mais por inscrever algum aspecto de abandono em nossas existências.

    Aguardo, embora com alguma ansiedade, seu retorno.

    Abraços afetuosos.

  • Daniela Riffel diz: 16 de março de 2011

    Por favor Martha, não abusa do sumiço!
    Te acompanho desde sempre, mas nunca postei nada. Leio com fervor suas crônicas, livros, publicações, o blog… enfim, me acho íntima de tanto ler seus escritos, de me identificar com você e jurar que muita coisa que você escreve já passou pela minha cabeça. Como pode? Fala a verdade? Você mandou implantar um chip na cabeça de alguns fãs? Só pode! Então tenha pena de nós, pobres mortais sedentos por novidades da nossa musa inspiradora. Beijo grande! Dani Riffel

  • Cinara diz: 17 de março de 2011

    Aimmmm…que recesso que não acabaaaaaa “/

  • Winni Fernanda Heckler diz: 17 de março de 2011

    Martha, cadê você??? Saudades dos textos aqui, volta logo.

  • BEATRIZ LIMA EBRENZ diz: 22 de março de 2011

    O que e isso???? Overdose de Martha Medeiros????
    Ja estamos no final de marco!!!
    Martha volta logooooo!

  • mayara pandolfi diz: 23 de março de 2011

    Vou pular a parte do “Olá Martha”; Já que por ser completamente sua FÃ, me causa um certo nervosismo saber que talvez você possa ler o meu comentário.
    Me chamo Mayara, tenho 18 anos, Moro em Florianópolis.
    Imaginei diversos textos para deixar aqui nesse blog sem parecer mais uma Tiete sua. Já deu para perceber que eu não consegui.
    Confesso que faz pouco tempo que descobri esse espaço aqui no click. Adorei!
    Apesar de você já ter ouvido isso muitas vezes, quero dizer que você é uma escritora sensacional, que causa com simples versos sensações inexplicáveis em seus fieis leitores… Pelo menos em mim sim!
    Espero um dia, não importa o quão longe ele esteja, poder te conhecer!
    Saúde, amor e paz sempre! Adoro você.

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