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Livros e música

05 de abril de 2010 24

Fim de feriado, volta ao batente. Estive quatro dias em Punta del Este, no Uruguai, um lugar que me agrada demais por sua beleza, pela culinária, pela arquitetura, pela limpeza, pelo ar cosmopolita, por ser um ambiente casual e sofisticado ao mesmo tempo, uma mistura que dá certo. Pena que alguns só conheçam o lado “Las Vegas” e sua peruíce, que é restrito às páginas das revistas de fofocas. Punta é muito mais que cassino – e muito melhor. Pra quem gosta de natureza e de esportes, é uma grande pedida. Mas é longe esse pedacinho de paraíso: são oito horas de estrada desde Porto Alegre, e olha que até gosto de uma aventura on the road, mas a volta é massacrante, principalmente no trecho final. Da próxima vez vou deixar o carro na garagem e ir de ônibus, e lá alugo uma bike ou uma scooter. O plano é eliminar o stress.

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Estando lá, terminei um livro e comecei outro. O que terminei foi Sobrescritos de Sergio Rodrigues. São 40 pequenos contos sobre o mundo literário, mas calma, calma, não é chato!!! Na verdade o autor satiriza os vários estereótipos que rondam os escritores, os leitores e o mercado editorial, assim como a vaidade dessa gente toda – tribo da qual faço parte. Achei o livro engraçado, inteligente e bem escrito. Quem quiser uma palhinha a mais, é só entrar no site  www.todoprosa.com.br

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E aí iniciei outro livro de contos (e olha que nem é meu gênero preferido), dessa vez de autoria do grande Amós Oz, escritor israelense que está entre meus favoritos. Estou lendo Cenas da Vida Na Aldeia e estou encantada, especialmente com o conto “Os que cavam”. Vontade de abandonar esse computador agora e me jogar no sofá pra terminar o livro, mas a responsabilidade me gruda aqui na tela. Depois de flanar no feriado de Páscoa, chega de moleza.

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Comprei quatro discos também. Dois de uma banda uruguaia chamada Cuarteto de Nos, que ainda não escutei, depois comento. O último do Jorge Drexler, que sempre é um acerto, mas também ainda não escutei, e o último do Fito Paez, cujo título é Confia. Fito não está tão visceral quando em Naturaleza Sangre, está mais baladeiro e fazendo um rock mais digerível, diria até mais comercial, sem prejuízo à qualidade. As letras falam muito de se deixar levar pela vida, de dar tempo ao tempo… Já que não temos controle sobre nada mesmo, o lance é curtir o momento, etc, etc. Claro que ele fala também de amores, mas os amores estão menos transtornados, enfim, senti um Fito mais fatalista, valendo-se de chavões como “cuidado com o que você deseja, porque pode conseguir”, mas nada disso desmerece o trabalho, ao contrário, achei uma delícia de ouvir, até porque comungo com esse espírito de simplificação, de não racionalizar demais… Confia!

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Bom início de semana, beijos!