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Posts com a tag "Relacionamentos"

Sex and the city 2

03 de junho de 2010 29

Olá!

Pois é, fui falar mal do Sex and the City 2 antes de assistir e não deu outra: gostei! Acho que é a velha história da reversão de expectativa. Fui esperando nada e… bom, o filme está longe de ser tudo, claro. Mas me diverti. Foi mais ou menos como folhear uma revista: moda, decoração, viagens e o papo de sempre: como encontrar soluções pessoais pra ter uma vida mais legal. A parte fashion me irrita um pouco: quem é que iria pro meio do deserto de salto alto? Quem usaria aqueles vestidos estilosos para fazer compras num mercado de rua? Quem usaria aquele megachapéu dentro de um avião? E o que são aquelas ombreiras de gladiadora da Samantha na noite do karaokê? Mas não dá pra querer realismo de Sex and The City, as locações servem apenas de passarelas para as meninas (sejamos gentis) desfilarem seus modelos de grife. E tem o Marrocos, né? As filmagens foram feitas todas lá. O aeroporto é o de Marrakesh, o hotel em que Carrie janta com o ex-namorado também é em Marrakesh… aliás, eu conheci!!! Chama-se Amanjena, um hotel deslumbrante, exclusivíssimo, afastado do centro, silencioso, discreto, perfeito para vips que não querem ser incomodados – o que estava longe de ser o meu caso, fui de xereta, apenas para almoçar. Disseram na época que a Hillary Clinton estava hospedada lá. Se estava, pediu o almoço no quarto ou foi comer um cuscuz no mercado, porque no restaurante não pintou. Enfim, ver na telona o deserto, os camelos, o souk (mercado) e tudo mais me fez relembrar a belíssima viagem que fiz em novembro  passado, e me deu a maior vontade de retornar…

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Calma, madame. Aterrisa.

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Uma das discussões do filme, sem grandes aprofundamentos, é sobre relacionamentos a distância. A agora casadíssima Carrie (Sarah Jessica Parker) e seu Mr. Big pensam em se conceder dois dias off por semana, ou seja, cada um no seu canto, fazendo suas coisas, para encarar os outros cinco dias com mais saudade e disposição. Carrie não está muito satisfeita com a proposta, até que ela tem uma conversa com um empregado do hotel que diz que só vê a esposa de três em três meses e acha que está tudo bem assim, ao menos os reencontros são maravilhosos. Isso faz ela reconsiderar…  Muita gente pede que eu escreva sobre esse assunto, e nunca escrevi, mas a verdade é que já vivi isso, e estou vivendo de novo. Namoro há quatro anos um homem que, em função do seu trabalho, passa temporadas fora do Rio Grande do Sul. Já morou no interior de Santa Catarina, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, e a gente sempre fez malabarismo para se encontrar. Nos víamos de 15 em 15 dias, às vezes de 20 em 20. Depois ele passou um bom tempo aqui em Porto Alegre e agora teve que assumir um trabalho longe de novo: mais três meses fora, e o malabarismo voltou. É bom pra relação? É ruim?

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No nosso caso, não chega a ser um sufoco. Não somos casados, cada um tem seu apartamento, seu trabalho, sua rotina. A distância nos possibilita ter mais tempo livre, e não há como negar, a saudade potencializa os reencontros, a gente passa a dar mais valor para os momentos em que estamos juntos e não perdemos tempo com picuinhas cotidianas. Mas claro, tem um preço. Pra quem é muito ciumento, pode ser uma complicação. E nem sempre é possível estar junto em momentos especiais, como aniversários de amigos, ou mesmo para assistir aos jogos da Copa. Mesmo hábitos banais se tornam raros de ser compartilhados. Como ir ao cinema, por exemplo.

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Você já passou por uma experiência assim?

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Beijos!!