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Marley estréia neste Natal

24 de dezembro de 2008 1

Marley demonstra todo seu carinho ao dono John (Owen Wilson)/Divulgação

Se você acha que lugar de cachorro é no pátio, e que água e comida satisfazem suas necessidades, não vá assistir Marley & Eu, filme que entra em cartaz nesta quinta-feira em Santa Catarina.

Baseado no livro homônimo escrito por John Grogan, Marley tem todos os elementos para ser um sucesso. A começar pela narrativa, onde os roteiristas Scott Frank e Don Roos e o diretor David Frankel conseguiram transformar em imagens o belo texto recheado de emoção escrito por John. Os protagonistas também não deixam a desejar com o impagável Owen Wilson e Jennifer Aniston, a eterna Rachel do seriado Friends.

No filme, John e Jenny Grogan decidem mudar de vida. Recém-casados, vão morar em West Palm Beach, na Flórida. Deixam para trás o frio e vão em busca de emprego e calor. Logo depois da chegada, já começam a trabalhar como jornalistas e compram sua primeira casa. Ao apresentar o imóvel, a corretora dá ênfase às qualidades dizendo que a pintura é muito resistente, imaginando que o casal vá ter filhos e bem, sabe como é, né?, crianças adoram deixar suas marcas nas paredes.

Jenny queria filhos, mas temia não ter talento suficiente para a maternidade. Estava traumatizada, depois que tentou cuidar de uma plantinha e acabou matando por excesso de água (afinal, quem não consegue cuidar de uma planta deve questionar suas habilidades em se responsabilizar por qualquer coisa: filhos, idosos, animais). Por sugestão de um colega de jornal, John propôs a Jenny comprar um animal de estimação.

Tenha um cachorro.

— Mas eu nunca tive um animal de estimação — diz John.

— Ah! Não tem segredo é só dar água, comida e soltá-lo algumas vezes — diz o amigo.

E como presente da Natal, John e Jenny vão até um canil onde entre sete pequenos labradores escolhem o que tem o olhar mais doce. A dona da ninhada apresenta a mãe de Marley, linda, querida, educada. Mas o pai não era assim tão querido não. Era mal-humorado e bastante desajeitado (desses que vão passando e derrubando tudo o que tem pelos lados).

Eles escolhem um cachorrinho e passam a chamá-lo de Marley, ao mesmo tempo em que começa a torcida para que o exemplar tenha todas as características maternas. Da mãe, Marley herda a alegria, o bom humor e a simpatia. Do lado paterno, uma espetacular forma impulsiva de agir. E isso para um cachorro de 44 quilos faz uma enorme diferença. Marley desembarca do carro marcando território. Dali para frente consome um telefone, uma secretária eletrônica, engole o presente de Natal de Jenny, transforma peças íntimas em brinquedos, e a sala vira um parque de aventuras. A família cresce, vêm os filhos e apesar de todos os estragos, Marley se transforma numa espécie de âncora do grupo, sempre ao lado dos donos pronto para dar carinho, atenção e amor incondicional. E quem tem um Marley em sua vida sabe do que estou falando.

(texto originalmente publicado no Variedades do DC)

No hagah: onde o filme está em cartaz

Abaixo, o trailer do filme:

Postado por Jacqueline Iensen, Florianópolis

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Comentários (1)

  • Carlos A diz: 27 de dezembro de 2008

    Alô Jac! Belo post, porém é necessário dizer (escrever), que cães não são brinquedos, que podem ser jogados fora após cansar-se deles! Após verem este belo filme (já assiti) haverá, com certeza, um aumento na adoção de cães! Porém, repito: eles não são brinquedinhos de criança mimada! Eles ficam velhinhos (13,15,17 anos) e aí, então, precisarão de todo nosso carinho. Finalizando, um 2009 cheio de realizações! Continue com este Amoroso Serviço! D`us a abençoe!

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