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Bichos High Tech

14 de março de 2010 3

O vira-lata fanfarrão, de pêlo preto e olhar pra lá de adocicado Golias já pode ser identificado por meio de 15 dígitos. Como ele, todos os animais domésticos de Florianópolis terão de carregar sob a pele um microchip com um número identificador. É lei.

O projeto enviado pelo Executivo foi aprovado pela Câmara de Vereadores da Capital na terça-feira passada. Basta o prefeito Dário Berger assinar o documento para passar a valer. Cães, gatos, cavalos, asnos e burros residentes em Florianópolis são obrigados a ter o microchip, disponibilizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

A Secretaria de Saúde comprou 800 mil transponderes (outro nome do aparelho que tem o tamanho de um grão de arroz) e promete implantar a preço de custo. O valor ainda não foi calculado.

A partir da leitura do número contido no equipamento, acessa-se um banco de dados mundial com todas as informações do animal. Nome, cor, raça, data de nascimento, vacinas, intercorrências e, principalmente, quem é o dono, endereço, telefone e número de CPF.

— Acho ótimo. Se a minha cachorra fugir e alguém encontrar, saberão que ela é minha. Acaba minha angústia — opina Ana Lúcia Pauletti, estudante de Direito.

Donos zelosos como Ana não estão na mira da prefeitura, apesar de também enquadrados na lei e, caso deixem seus cãezinhos soltos pelas ruas, serão acionados. Mas o principal objetivo do CCZ é reduzir o número de bichos abandonados e vítimas de maus-tratos.

Não há dados sobre a quantidade de cães e gatos de rua na cidade. O que se sabe é que a Diretoria do Bem-Estar Animal recebe em média 50 ligações diárias, com denúncias deste tipo. Foram 4012 relatos de violência entre 2005 e março de 2010.

— Em casos de mordedura, o dono costuma dizer que o cão não é dele. Agora não terá como fugir — acrescenta Maria da Graça Dutra, diretora de Bem-Estar Animal e autora do projeto.

Coordenador do Hospital Universitário da Udesc em Lages, Aury Nunes de Moraes, alerta que a longo prazo o banco de dados, se abastecido corretamente, poderá servir para diagnosticar a população de animais da cidade, com contagem dos bichos, levantamento de raças e de doenças comuns.

Segundo Moraes, não há contraindicação à implantação do microchip, como rejeição do organismo ou dor em demasia na hora da aplicação.

Golias, microchipado em 27 de setembro do ano passado, faz valer o que o professor garante. Brinca como qualquer cachorro-bebê. Tem sete meses e tornou-se o mascote do CCZ depois de abandonado.

Na nuca, não há sinais que indique a intervenção. Só se sabe que ele é um cão high tech ao passar a leitora no dorso do animal. O equipamento apita e o visor enumera: 939000002013393.

*Confira a reportagem completa sobre a nova lei na edição desta segunda-feira do Diário Catarinense.

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Comentários (3)

  • Cristiana diz: 15 de março de 2010

    Gostaria de saber como o CCZ fará para chipar os animais das pessoas que não tem condições de levar os seus sanimais até o centro de zoonoses?

  • Edineia diz: 17 de março de 2010

    Deveria ser implantada essa lei em todas as cidades. Acho extremamente importante.

  • Mascotes » Blog Archive » O retorno do gato morto diz: 29 de março de 2010

    [...] e já voltou para casa. Para evitar novas confusões, os Petrillo decidiram que vão colocar um microchip de identificação nele no outro felino da família, o [...]

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