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Posts de maio 2009

Barbarella de volta

30 de maio de 2009 2

Lembram daquele famoso filme meio louco (dizem que é de ficção científica, mas para mim é coisa psicodélica mesmo) do Roger Vadim no qual Jane Fonda interpreta uma agente que precisa salvar o universo?! Pois parece que Barbarella terá uma refilmagem. Inicialmente o diretor seria Robert Rodriguez (Meu deus, que loucura!!!! Eu não consigo imaginar o resultado desta mistura). Pena que parece que o acerto com Rodriguez não deu muito certo e a Universal ainda está negociando com o estúdio Dino DeLaurentis, que detém os diretos da obra original.

 

Fico pensando quem ocuparia o cargo de Jane Fonda? Convenhamos que não será uma tarefa fácil achar alguém a altura.

- You are very pretty , Pretty Pretty.

 

 

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Postado por Ju Lessa

O Visitante em julho

30 de maio de 2009 1


Foto: Divulgação

No mês de julho chega às locadores outro dos grandes: O Visitante (The Visitor), um dos melhores filmes deste ano, aclamado pela crítica e pelo público. Óbvio que, INFELZIMENTE, aqui no Brasil o filme ficou pouco tempo em cartaz nas salas de cinema. Argggghhhhhh… que ódio!

Estrelado pelo excelentíssimo Richard Jenkins (que foi indicado ao Oscar pela sua atuação), a trama gira em torno de Walter Vale (Jenkins) viúvo há cinco anos, que tem uma vida sem perspectivas como professor universitário. Quando aceita representar um colega em uma conferência em Nova York, Walter descobre que um jovem casal de imigrantes ilegais está ocupando seu apartamento. Vale se solidariza com a situação deles e os deixa permanecer no local até encontrarem um lugar. Começa aí uma história de amizade e autoconhecimento tendo como fundo a situação dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos.

Mais uma vez: corram para as locadoras!!!

 

 

Postado por Ju Lessa

Um outro lado da mesma história

29 de maio de 2009 1

Nossa, confesso que me surpreendi com a quantidade de comentários no meu post sobre o Che – O Argentino.

Acho que algumas pessoas não entenderam muito bem o que escrevi. Em nenhum momento eu estava enaltecendo a figura de Che Guevara ou de Fidel. Aliás, na minha opinião qualquer regime que coloque em risco a liberdade do cidadão é inadmissível e os fins nunca podem justificar os meios. Estava apenas divagando sobre um filme, baseado numa história que pode ser interpretada de forma romântica dentro do que ela representa utopicamente, independente da realidade (e isso eu havia deixado no post).

Mas houve uma coincidência. Ontem mesmo estava lembrando de um outro filme muito bom e que aborda justamente a destruição de Havana causada pela revolução cubana. A Cidade Perdida (The Lost City) é dirigido e protagonizado pelo mega ator Andy Garcia e levou 16 anos para ser concluído. Acredito que deva ter sido difícil e até uma forma de exorcismo para Garcia fazer este filme. Embora não seja autobiográfico, o filme carrega um pouco da sua história, já que sua família foi uma das tantas que saiu de Havana fugida para os Estados Unidos.

Andy Garcia é também um militante do movimento anticastrista e já se pronunciou publicamente em várias questões neste sentido. Certa vez, em uma entrevista, ele disse manter a esperança de que ” promessa da revolução (de Cuba) – liberdade e democracia – vá ser cumprida”. Enfim, promessa que milhares de pessoas em Cuba e no mundo inteiro acreditaram (quem sabe, até mesmo os protagonistas desta revolução). Mas vamos ao filme.

Além de todo o peso emocional, A Cidade Partida foi o primeiro filme de ficção que Andy Garcia dirigiu. Então é óbvio que tem algumas falhas de montagem, roteiro e direção. Mas ainda assim é uma experiência legal e repito: o filme é muito bom. É uma emocionada declaração de amor a Havana e um exemplo de quão destruidor é qualquer tipo intolerância política, seja capitalista ou marxista. E com uma trilha sonora maravilhosa! Boleros, rumbas e chachadas revelam o talento musical do nosso protagonista, que também assinou a trilha do filme. Tem ainda as participações pra lá de especiais de Bill Murray e Dustin Hoffman (já declarei minha paixão por ele, então me limito somente a citá-lo aqui).

A Cidade Perdida começa em uma Havana de 1958, dividida entre a capital dos prazeres e a opressão da ditadura de Fulgencio Batista. Garcia interpreta Fico Fellove, proprietário de uma elegante casa noturna que tenta manter sua família unida, em meio à tomada da cidade pelas forças revolucionárias. Ao poucos ele vê sua cidade, sua família e seu amor serem destruídos por uma revolução que pregava e justiça. Fellove foi criado numa família intelectualizada. Seu pai era um professor universitário defensor da democracia e seus dois irmãos começaram a ver na luta armada a única chance de derrubar um governo corrupto e opressor. Assim como Garcia, Fico Fellove também foi vítima da tirania absoluta daqueles que não acreditam na liberdade como o único meio para se chegar à justiça. E aí, não importa em que lado da trincheira estejam.

Um filme bem feito. Emocionante, com um grande ator, musica boa e um tema que é sempre interessante para se pensar.

Uma dica legal!

Fotos: Divulgação

Postado por Ju Lessa

Sobre Anne Frank

28 de maio de 2009 0

Fiquei devendo os nomes do livro e do autor que escreveu sobre Anne Frank. O Outro Lado do Diário de Anne Frank ou Anne Frank – O Outro Lado do Diário foi escrito por Alison Leslie e Gies Gold, um jovem e corajoso casal que ajudou a esconder Anne e sua família da Gestapo durante dois anos. É uma leitura bem interessante e que flui melhor. Não vou falar muito porque li há muito tempo, tinha uns 16 anos. Mas foi somente depois deste livro que li o Diário de Anne Frank.

Mas para quem está interessado, achei super difícil encontrar informações sobre a obra e parece que agora só é vendida em sebos. Uma pena!

Postado por Ju Lessa

Che e muita reflexão

28 de maio de 2009 13

Acho que eu ainda preciso de tempo para entender o que senti em relação a Che – O Argentino. Já havia lido algumas críticas não muito enaltecedoras e conhecendo um pouco o trabalho de Steven Soderbergh sabia de risco que corria. Soderbergh já fez grandes filmes (Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento e Traffic são seus melhores trabalhos), mas também grandes porcarias (Full Frontal está na minha lista dos piores dos piores). Não achei ruim este filme, mas eu ainda não sei explicar porque me senti incomodada quando acabou a sessão.


Foto: Divulgação

Saí com sensação de que faltou algo e isso eu achei meio frustrante. Tirando todas as questões políticas que envolvem Cuba (apesar de tudo, Fidel foi um ditador e Che Guevara cometeu assassinatos), a história de Ernesto Guevara de la Serna é emocionante. É romântico a gente pensar num grupo de pessoas que acreditou num ideal de justiça e conseguiu fazer toda uma nação embarcar neste sonho. É motivador imaginar estas pessoas entrando em Cuba pelas matas e conquistando cada cidade por onde passavam. Mas senti falta desta emoção no filme. E não sei explicar por quê.

A história é bem contada, embora em alguns momentos a narrativa seja um pouco cansativa. Achei muito legal o contraponto entre a ‘odisséia’ nas montanhas de Sierra Maestra para chegar a Havana e, anos depois, a famosa visita a Nova York, já como membro do governo, para discursar na ONU. E achei interessante o filme ter enfatizado a caráter revolucionário deste argentino que, mesmo sendo um dos dirigentes mais importantes do governo de Fidel, ainda assim tinha a necessidade de continuar sua luta por uma América Latina livre e justa.


Foto: Divulgação

Um amigo meu disse dia destes “Benicio Del Toro é o cara”. E eu concordo. Achei magnífica a sua interpretação. Não era ele que eu via ali na tela, e sim Che. Não foi a falta de um protagonista humano que me fez sair insatisfeita do cinema. Sua atuação foi linda, muito honesta e apaixonante. Alguns críticos não gostaram do trabalho de Del Toro, mas eu gostei (admito que ainda não tenho o distanciamento necessário para analisar friamente o trabalho deste ator, sou apaixonada por ele). Graça a ele, a gente consegue enxergar não um guerrilheiro, mas um homem insatisfeito com as injustiças que seu povo vive e capaz de tudo para mudar isso.

Me surpreendeu também o mexicano Demián Bichir como Fidel Castro. Pelo que sei, este foi seu primeiro trabalho e a sua serenidade num papel tão importante mostra que estamos diante de um futuro grande ator. A semelhança física entre ele e Fidel e os seus trejeitos são impressionantes (muito legais algumas cenas em que vemos somente o vulto de Bichir com o tradicional charuto).

E tem Rodrigo Santoro, um grande ator que infelizmente, mais uma vez, não soube ser bem aproveitado. E neste caso, ele não tinha qualquer papel que pudesse ser descartado. Ele é Raul Castro, o atual presidente de Cuba, o irmão e braço direito de Fidel , o responsável pelo encontro destas duas personalidades e o meio-terno entre um estadista se preparando para assumir um país e um revolucionário movido pela paixão. Santoro atuou muito bem, mas por algum motivo a importância de Raul Castro na história ficou omitida.


Foto: Divulgação

A maneira simples como o filme é encerrado foi o único momento em que realmente senti um friozinho na barriga. O primeiro encontro de duas pessoas que mudariam toda uma nação, e por consequência o mundo, e o questionamento que Che faz a Fidel momentos antes de aceitar aderir à luta é o ponto inicial e o ponto final para a gente entender as diferenças extremas de dois homens que acabaram travando batalhas diferentes.

Ainda assim, eu senti falta de emoção, mas como disse, não sei em que parte do filme isso se perdeu. É inevitável comparar Che com Diários de Motocicleta, embora sejam filmes diferentes, que abordam momentos diferentes de uma mesma pessoa. Mas eu senti falta justamente da emoção que tive em Diário

É engraçado porque eu realmente não sei explicar o que não me emocionou. Acho que realmente preciso de um pouco mais de tempo. Confesso que relendo isso que escrevi agora já percebo que gostei mais do filme do que achei logo depois que assisti. Mesmo assim, ainda sinto esta inquietação de que faltou algo. Quando puder avaliar melhor este filme, se puder, volto a escrever.

Postado por Ju Lessa

Anne Frank em nova versão

27 de maio de 2009 0

Estava me preparando para ir embora e acessei, só por curiosidade, o site Adoro Cinema. Gosto muito deste site, tem um dos melhores acervos de filmes. Eis que li uma notícia muito legal. O filme O Diário de Anne Frank começará a ser vendido nas locadoras americanas no dia 16 de junho (exatamente quatro dias depois em que Anne estaria completando 80 anos de idade) no formatos DVD e Blu-ray. O filme do diretor George Stevens conta a trágica história de uma menina de 13 anos que se esconde dos nazistas durante a Segunda Guerra. O filme é baseado no próprio diário de Anne.

Tomara que chegue logo aqui ou que pelo menos a gente possa encomendar. E quem não leu este livro, eis uma diquinha. Não é um livro gostoso de ler, não tem um enredo, não segue história linear. São as anotações de uma menina que viveu dois anos enclausurada com sua família e, por isso mesmo, sem muita noção de que realmente acontecia do lado de fora de seu esconderijo. Cometo o pecado de dizer que é um livro até um pouco chato de se ler, desgastante, mas é emocionante e uma obra necessária para nunca corrermos o risco de esquecermos os crimes horríveis cometidos num período negro da história.

(Eu li também um outro livro, escrito por uma moça que ajudou a esconder Anne e sua familia. Esta leitura é um pouco mais “gostosa” – me perdoem este adjetivo, mas me faltou vocabulário. Mas fico devendo os nomes da autora e do livro.)

 

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Ah, e falando George Stevens é impossível não lembrar de Assim Caminha a Humanidade com Elizabeth Taylor, Rock Hudson e James Dean.

Postado por Ju Lessa

Corram para as locadoras!!!!

27 de maio de 2009 6

Desde ontem já está disponível em todas as locadoras (pelo menos é o que se espera) o filme Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road). Quem ainda não viu, sugiro assistir porque é um filme excelente. E para aqueles que já viram, uma ótima oportunidade de rever, agora no sofá de casa.

Da leva de filmes que disputaram Oscar e Globo de Ouro, este foi um dos mais que marcou (juntamente com Dúvida, Frost/Nixon e O Leitor). Baseado no primeiro romance de Richard Yates, Foi Apenas um Sonho conta a história de um casal que sempre acreditou ser especial, capaz de arriscar tudo por ideais e ter uma vida intensa de emoções e acaba se tornando justamente aquilo que sempre jurou não ser: uma típica família afundada em rotinas e frustrações.

Um filme baseado num romance de Yates pode ser tornar algo denso e maravilhoso ou algo medíocre e tedioso. Como sempre acho que ótimos livros dificilmente conseguem se tornar ótimos filmes, tive uma surpresa agradável ao assistir este. Agradável não é bem a palavra, porque quando se fala de Yates nada é muito agradável. E o diretor Sam Mendes e a sua dupla de protagonistas Kate Winslet (que venceu o Globo de Ouro de melhor atriz em drama por seu trabalho) e Leonardo DiCaprio souberam captar magistralmente esta idéia. Resultado: um filme lindo, excelente, mas perturbador.

Sam Mendes apostou alto ao colocar novamente Kate e DiCaprio como casal depois de todos os estigmas que os dois, principalmente ele, enfrentaram após Titanic. Mas Sam Mendes já mostrou que é muito bom e se alguém ainda tinha dúvidas, elas desaparecem neste filme.

Eu admiro escritores como Richard Yates que sabem extrair de pequenas situações a profundidade da alma humana. Poderia citar aqui alguns autores russos, mas vamos nos focar no filme. Sam Mendes conseguiu transpor para as telas a situação asfixiante de pessoas que se afastam de seus sonhos sem perceber, e quando percebem já é tarde demais. Tudo começa leve, simples e belo, mas, aos poucos, as infelicidades vão crescendo e chegam ao ápice insuportável. Apesar de não ter grandes lutas, nem enormes dilemas morais, Foi Apenas um Sonho é um filme emocionante do início ao fim.

Kate e DiCaprio atuam maravilhosamente. É lindo ver a dedicação destes atores e a vontade de um ajudar ao outro. Talvez por isso, mais uma vez eles tenham conseguido a química perfeita (podem falar o que quiserem, mas em Titanic ambos estiveram ótimos). É triste ver Frank Wheeler, um jovem ambicioso e com um futuro pela frente, se tornar um `bom homem`, preso num trabalho medíocre e numa vida sem graça. E quanto a April, dá pra sentir na pele a infelicidade de uma mulher que viu todas as suas chances desabar bem na sua frente. E a tentativa infantil e dramática de ambos de escapar disso, mesmo sabendo que é impossível, é talvez o mais agonizante. A tradução do título deste romance já diz tudo. Depois que assisti ao filme, saí do cinema com a sensação de que tinha algo muito engasgado na minha garganta. E até hoje ainda não descobri o quê.

Uma dica para assistir em casa.

Mas estejam preparados, porque não é um filme fácil de se ver.

 

Postado por Ju Lessa

Selo com rosto de Audrey será leiloado

26 de maio de 2009 0

 

Eu sempre falo dela. Não adianta, fã é sempre fã!

A agência AP divulgou que um selo raro com o belíssimo rosto de Audrey Hepburn será leiloado. A expectativa inicial é que valor fiquei em torno de 30 mil euros. Ah, se eu pudesse comprar!!!!

O selo foi lançado em 2001 pelo governo alemão em homenagem a grandes atores. Além de Audrey, a série teve também Charlie Chaplin, Marilyn Monroe e Greta Garbo. No caso de Audrey, como a imagem era dela fumando (a imagem provavelmente deve ser de Bonequinha de Luxo) seu filho proibiu a divulgação dos 14 milhões de selos, que teriam sido destruídos. Parece que uma remessa já havia sido enviada ao correio e eis que surge esta relíquia.

Postado por Ju Lessa

Filmes para chorar – parte III

25 de maio de 2009 4

Lado a Lado (Stepmom, 1998) – assim como Meryl Streep, outra atriz que sabe fazer chorar como ninguém é Susan Sarandon . Tanto que este post cita dois filmes com ela. O primeiro é Lado a Lado (Stepmom). Susan interpreta a editora Jackie Harrison, uma mãe perfeita, que largou sua carreira para cuidar integralmente de sua família. Eis que ela e o marido (Ed Harris) se separam e as coisas ainda pioram quando Jackie precisa lidar com a famosa fotógrafa  Isabel Kelly, nova namorada de seu ex, com quem ele pretende casar. Apesar das crianças resistirem inicialmente, com o tempo fica impossível elas não começarem gostar de Isabel, que se desdobra para conquistá-las. Só isso já seria suficiente para Susan nos levar às lágrimas. Imaginem só: uma mulher larga tudo para se dedicar a sua família, vê ela ser despedaçada e, ainda por cima, precisa aturar a nova companheira de seu ex, que ganha espaço e é interpretada por ninguém menos que a linda Julia Roberts. Mas para ela isso não é suficiente. No meio deste turbilhão emocional, Jackie descobre que está com uma doença gravíssima e aí vem a tarefa mais difícil: preparar seus filhos e a si própria para a nova família, onde o papel de super-mãe e esposa não será mais dela, e sim de Isabel. Ufa, lágrimas ceeeeerto.  Os conflitos de Jackie, que precisa lidar com a iminência da morte, a dor de ser trocada por outra, o medo de ser esquecida por seus filhos, tudo isso fazem deste, um filme tristéééérrimo! Destaque para a cena linda em que ela e o filhos cantando Ain`t No Mountain High Enough:

If you need me, call me
(Se você precisar de mim, me chame)
No matter where you are
( Não importa aonde você esteja)
No matter how far,
(Não importa a distância)

O Óleo de Lorenzo (Lorenzo`s Oil, 1992) – e já que é para chorar com Susan Sarandon, então vamos chorar mesmo. Um garoto leva tem uma vida normal até que aos seis anos, começa a ter problemas mentais. Os médicos diagnosticam como  ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, e lhe dão no máximo dois anos de vida.  Os pais (Susan e  Nick Nolte) começam uma luta incansável para achar uma cura. Um dos filmes mais tristes que já assisti. A dedicação deste pais, que abrem mão de tudo para lutar pela vida de seu filho, é emocionante. A busca incessante por um mínimo de esperança e a dor de ver a pessoa mais amam no mundo morrendo sem conseguir fazer nada… sem palavras. Coragem, amor, determinação e fé são algumas palavras que ilustram esta história. E quando todos desistem, Susan permanece na sua obsessão, sem perder a esperança. Uma das cenas que mais me emociona é quando Susan repreende a babá de Lorenzo, que neste momento já está todo entubado, porque ela lê um livro infantil rapidamente e ele jamais conseguiria entender. A petulante babá responde que, naquela a situação, Lorenzo não deveria nem estar ouvindo mais. Neste momento, Susan se desespera com a falta de sensibilidade e ela mesma começa a ler para a criança, porque sabe que apesar de tubos, injeções e tudo mais, Lorenzo ainda luta para viver! Sinceramente, não há qualquer pessoa com o mínimo de instinto maternal/paternal que consiga resistir. Até eu, que não sou mãe, quase morri de tanto chorar. Infelizmente eu não achei o nome do menino que interpreta Lorenzo. Atuação também emocionante.

Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love, 1967)Sidney Poitier, em um dos tantos papéis marcantes de sua nobre carreira, interpreta  Mark Thackeray, um engenheiro desempregado que resolve dar aula num bairro operário de Londres. Professor iniciante, e negro, Thackeray trava uma verdadeira guerra para transformar alunos rebeldes e sem rumo em cidadãos. Jovens perdidos encontram neste professor uma razão para lutarem por uma vida melhor.  Um homem encontra nestes jovens a razão de sua existência. O filme foi um tremendo sucesso de público e um dos primeiros a questionar a relação entre professores e alunos.

Meu Mestre minha Vida (Lean on Me, 1989) – seguindo a mesma linha de Ao Mestre com Carinho, com a fórmula meio manjada professor negro X alunos rebeldes, este filme é praticamente uma refilmagem do anterior e tão emocionante quanto.  Arrogante e autoritário, o professor Joe Clark (Morgan Freeman) é convidado a assumir o cargo de diretor numa problemática escola de Nova Jersey. Com seus métodos nada ortodoxos, Joe se propõe a fazer uma verdadeira revolução neste colégio, marcado por disputas entre gangues e considerado o pior da região. Com isso, ele ao mesmo tempo coleciona admiradores e também muitos inimigos. Atuação emocionante de Freeman.

Uma Lição de Amor (I Am Sam, 2001) – com Sean Penn matando pau e aquela garotinha irritantemente emocionante Dakota Fanning. Sam Dawson é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz sete anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão. Nem é preciso escrever mais nada.

Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 2004) – Johnny Depp e Kate Winslet estrelam este filme encantador e emocionante. J.M. Barrie (Depp) é um autor de peças teatrais, que não foi muito feliz em seu mais recente trabalho. Em busca de inspiração, ele conhece a família Davies, formada pela jovem viúva Sylvia (Kate) e seus quatros filhos. É ali que ele encontra a inspiração para o seu maior sucesso, Peter Pan.  Destaque para o ator mirim Freddie Highmore. Seu  Peter Llewelyn Davies (se ligaram no primeiro nome?) é emocionante. Óbvio que eu, que não resisto a filmes com crianças tristes, não segurei a emoção – este mesmo menino já havia me levado às lagrimas na refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolates (Charlie and the chocolate factory), onde ele repete a duplinha com Depp. Um filme de fantasia e amizade lindíssimo. Ah, e tem ainda Dustin Hoffman numa pequena e excelente participação.

 

Fotos: Divulgação

Postado por Ju Lessa

Novo documentário de Michael Moore em outubro

24 de maio de 2009 2

O mais novo documentário de Michael Moore deve chegar aos cinemas no dia 2 de outubro. O longa, que ainda não tem título, será sobre o desastroso impacto da dominação das corporações e dos lucros sem controle na vida dos norte-americanos.

– Os ricos, por um momento, decidiram que não tinham riqueza suficiente. Queriam mais, muito mais, motivo pelo qual começaram sistematicamente a depenar o povo americano de seu dinheiro, ganho com trabalho duro – disse Moore.

Por estas declarações e conhecendo um pouco os trabalhos de Moore já se sabe quem vem chumbo grosso. Só espero que as suas opiniões e o seu estilo cômico e cínico não deturpem alguns fatos neste seu novo trabalho.

Adorei Tiros em Columbine e Roger & Me. Também gostei muito de Fahrenheit 11 de setembro, só achei que algumas informações não foram tão bem colocadas, do ponto de vista jornalístico. Claro que ao ver um filme de Moore, já sabemos o que ele defende e o que ele quer mostrar. Ele é bem sincero quanto a isso, não esconde a sua opinião em nenhum momento. Mesmo assim, senti falta de um pouco de objetividade ao expor alguns acontecimetos sobre a primeira eleição de Bush.

Mas é só uma percepção. Em se tratando de Moore a gente já sabe que vem polêmica e coisa boa por aí .

Postado por Ju Lessa