Lado a Lado (Stepmom, 1998) – assim como Meryl Streep, outra atriz que sabe fazer chorar como ninguém é Susan Sarandon . Tanto que este post cita dois filmes com ela. O primeiro é Lado a Lado (Stepmom). Susan interpreta a editora Jackie Harrison, uma mãe perfeita, que largou sua carreira para cuidar integralmente de sua família. Eis que ela e o marido (Ed Harris) se separam e as coisas ainda pioram quando Jackie precisa lidar com a famosa fotógrafa Isabel Kelly, nova namorada de seu ex, com quem ele pretende casar. Apesar das crianças resistirem inicialmente, com o tempo fica impossível elas não começarem gostar de Isabel, que se desdobra para conquistá-las. Só isso já seria suficiente para Susan nos levar às lágrimas. Imaginem só: uma mulher larga tudo para se dedicar a sua família, vê ela ser despedaçada e, ainda por cima, precisa aturar a nova companheira de seu ex, que ganha espaço e é interpretada por ninguém menos que a linda Julia Roberts. Mas para ela isso não é suficiente. No meio deste turbilhão emocional, Jackie descobre que está com uma doença gravíssima e aí vem a tarefa mais difícil: preparar seus filhos e a si própria para a nova família, onde o papel de super-mãe e esposa não será mais dela, e sim de Isabel. Ufa, lágrimas ceeeeerto. Os conflitos de Jackie, que precisa lidar com a iminência da morte, a dor de ser trocada por outra, o medo de ser esquecida por seus filhos, tudo isso fazem deste, um filme tristéééérrimo! Destaque para a cena linda em que ela e o filhos cantando Ain`t No Mountain High Enough:
If you need me, call me
(Se você precisar de mim, me chame)
No matter where you are
( Não importa aonde você esteja)
No matter how far,
(Não importa a distância)
O Óleo de Lorenzo (Lorenzo`s Oil, 1992) - e já que é para chorar com Susan Sarandon, então vamos chorar mesmo. Um garoto leva tem uma vida normal até que aos seis anos, começa a ter problemas mentais. Os médicos diagnosticam como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, e lhe dão no máximo dois anos de vida. Os pais (Susan e Nick Nolte) começam uma luta incansável para achar uma cura. Um dos filmes mais tristes que já assisti. A dedicação deste pais, que abrem mão de tudo para lutar pela vida de seu filho, é emocionante. A busca incessante por um mínimo de esperança e a dor de ver a pessoa mais amam no mundo morrendo sem conseguir fazer nada... sem palavras. Coragem, amor, determinação e fé são algumas palavras que ilustram esta história. E quando todos desistem, Susan permanece na sua obsessão, sem perder a esperança. Uma das cenas que mais me emociona é quando Susan repreende a babá de Lorenzo, que neste momento já está todo entubado, porque ela lê um livro infantil rapidamente e ele jamais conseguiria entender. A petulante babá responde que, naquela a situação, Lorenzo não deveria nem estar ouvindo mais. Neste momento, Susan se desespera com a falta de sensibilidade e ela mesma começa a ler para a criança, porque sabe que apesar de tubos, injeções e tudo mais, Lorenzo ainda luta para viver! Sinceramente, não há qualquer pessoa com o mínimo de instinto maternal/paternal que consiga resistir. Até eu, que não sou mãe, quase morri de tanto chorar. Infelizmente eu não achei o nome do menino que interpreta Lorenzo. Atuação também emocionante.
Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love, 1967) - Sidney Poitier, em um dos tantos papéis marcantes de sua nobre carreira, interpreta Mark Thackeray, um engenheiro desempregado que resolve dar aula num bairro operário de Londres. Professor iniciante, e negro, Thackeray trava uma verdadeira guerra para transformar alunos rebeldes e sem rumo em cidadãos. Jovens perdidos encontram neste professor uma razão para lutarem por uma vida melhor. Um homem encontra nestes jovens a razão de sua existência. O filme foi um tremendo sucesso de público e um dos primeiros a questionar a relação entre professores e alunos.
Meu Mestre minha Vida (Lean on Me, 1989) – seguindo a mesma linha de Ao Mestre com Carinho, com a fórmula meio manjada professor negro X alunos rebeldes, este filme é praticamente uma refilmagem do anterior e tão emocionante quanto. Arrogante e autoritário, o professor Joe Clark (Morgan Freeman) é convidado a assumir o cargo de diretor numa problemática escola de Nova Jersey. Com seus métodos nada ortodoxos, Joe se propõe a fazer uma verdadeira revolução neste colégio, marcado por disputas entre gangues e considerado o pior da região. Com isso, ele ao mesmo tempo coleciona admiradores e também muitos inimigos. Atuação emocionante de Freeman.
Uma Lição de Amor (I Am Sam, 2001) - com Sean Penn matando pau e aquela garotinha irritantemente emocionante Dakota Fanning. Sam Dawson é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz sete anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão. Nem é preciso escrever mais nada.
Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 2004) – Johnny Depp e Kate Winslet estrelam este filme encantador e emocionante. J.M. Barrie (Depp) é um autor de peças teatrais, que não foi muito feliz em seu mais recente trabalho. Em busca de inspiração, ele conhece a família Davies, formada pela jovem viúva Sylvia (Kate) e seus quatros filhos. É ali que ele encontra a inspiração para o seu maior sucesso, Peter Pan. Destaque para o ator mirim Freddie Highmore. Seu Peter Llewelyn Davies (se ligaram no primeiro nome?) é emocionante. Óbvio que eu, que não resisto a filmes com crianças tristes, não segurei a emoção – este mesmo menino já havia me levado às lagrimas na refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolates (Charlie and the chocolate factory), onde ele repete a duplinha com Depp. Um filme de fantasia e amizade lindíssimo. Ah, e tem ainda Dustin Hoffman numa pequena e excelente participação.
Fotos: Divulgação
Postado por Ju Lessa
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