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Posts de junho 2009

Dica de TV

30 de junho de 2009 5

Para quem tem TV por assinatura e gosta de filme de primeira, uma dica: o Telecine Cult está passando vários filmes de Billy Wilder, em minha opinião, um dos melhores diretores do MUNDO! O horário é geralmente às sextas, por volta das 20h, com reprise aos domingos, entre 13h e 14h. Este é um daqueles casos que vale trocar qualquer compromisso ou festa para ficar em casa vendo televisão. Seguem os próximos filmes e as respectivas datas de exibições:

 

 

 

Testemunha da Acusação (Witness for the prosecution), com Charles Laughton e Marlene Dietrich (na foto acima), elegante, fria e calculista como uma esposa disposta a prejudicar o marido, acusado de assassinato.
03/07(sexta), às 19h50min
05/07 (domingo), às 14h

Crepúsculo dos Deuses  (Sunset Boulevard), este aparece fora dos horários convencionais. Ainda bem que tenho em DVD, porque não poderia estar em casa às 12h deste dia. O melhor filme de Billy Wilder e um dos melhores filmes da historia do cinema. Com William Holden e Gloria Swanson. Uma declaração de amor de Wilder à sétima arte e uma homenagem ao cinema mudo.
09/07 (quarta), às 12h

Se o Meu Apartamento Falasse (The Apartment), mais um dos tantos clássicos com que Billy Wilder nos presenteou.  Irônico, inteligente e suave. Com Shirley MacLaine (linda com os cabelos curtos) e Jack Lemmon, um grande parceiro do diretor. Ambos ganharam Oscar de melhor ator e atriz.
10/07 (sexta), às 19h40min
12/07 (domingo), às 13h

Cupido não tem Bandeira (One, Two, Three),uma história muito legal tendo como pano de fundo a Guerra Fria.
17/07 (sexta), às 20h
19/07 (domingo), às 13h40min

Uma Loura por Um Milhão ( The Fortune Cookie),com a dupla insubstituível Jack Lemmon e Walter Matthau.
24/07 (sexta), às 19h40min
26/07 (domingo), às 14h

Avanti... Amantes à Italiana (Avanti!),novamente Lemon, agora, em uma bela e complicada historia de amor.
31/07 (sexta), às 19h20min

 

 

Postado por Ju Lessa

Be honest and unmerciful

29 de junho de 2009 8

Já falei aqui que sou fã do Philip Seymour Hoffman. Tem um filme muito legal em que ele faz uma pequena participação. Quase Famosos é um filme que eu adoro. Vai ficar na minha memória como um filme fofo, daqueles que eu sempre me emocionarei ao rever.

Para variar Philip Seymour Hoffman faz uma pequena, mas brilhante participação. Em determinado momento, seu Lester Bangs (somente ele para encarnar Bangs) tem um diálogo com o jovem William Miller que eu acho sensacional.

Depois de acompanhar uma parte da turnê da Stillwater e se envolver em tudo o que rolou na viagem, William vai para um quarto de um hotel, onde precisa escrever, em uma noite, tudo o que acompanhou para a revista Rolling Stone. E aí, começam os dilemas: a paixão por Penny Lane, a amizade com Russell Hammond “Jimmy Page”, garotas, a descoberta do sexo, música, astros etc. etc. etc. Confuso, triste e decepcionado ele procura seu amigo e mentor Lester Bangs. O diálogo entre os dois é fabuloso. A frase mais marcante para mim é:  seja honesto e impiedoso!

Um dia vou montar uma lista com as melhores frases de cinema. “Play it, Sam, play As Time Goes By” e esta estarão entre as primeiras.

 LESTER BANGS: The only true currency in this bankrupt world if what we share with someone else when we`re uncool.

WILLIAM: I feel better.

LESTER:  My advice to you. I know you think those guys are your friends. You want to be a true friend to them? ... BE HONEST AND UNMERCIFUL.

Somente Lester Bangs para falar isso. E somente Hoffman para interpretá-lo do jeito que ele merecia.

Dedico esta lembrança, com muito carinho, para três pessoas especiais que cruzaram meu caminho. André Pase, Paulo PP Pinheiro e Rafael Spuldar, mesmo com a distância e com o tempo, eu ainda lembro de algumas conversas nossas sobre música e filmes, e sobre este filme em especial. Sempre que vejo Quase Famosos, me bate uma saudade dos nossos papos em bares da Cidade Baixa ( o Copão, especificamente) e na redação também.

Pena que tudo que é bom dura pouco. Fico triste, mas também feliz, porque apesar de terem sido poucos os momentos juntos, foram mágicos o suficiente para serem inesquecíveis para mim.

Beijos para vocês.

Saudades.

Postado por Ju Lessa

A morte em Beleza Americana

29 de junho de 2009 11

Dia destes escrevi sobre o filme Beleza America (American Beauty), especificamente sobre o personagem de Chris Cooper, o coronel Frank Fitts. Escrevi que ele se matava. Algumas pessoas colocaram isso em dúvida. Fiquei o fim de semana pensando e repensando. Não tive tempo de tirar o filme na locadora. Mas me lembrei e confirmei com amigos. E AQUI, AGORA, faço a correção. Fitts não se mata. Ele se declara para Lester Burham (Kevin Sapce), que é morto. A dúvida fica sobre quem o matou, a esposa Carolyn (Annette Bening) ou Fitts. Para mim, foi Fitts.

Postado por Ju Lessa

Finalmente a ficha caiu

29 de junho de 2009 2

Eu sou apaixonada pelo Jack Black. Sei que ele talvez nunca será um graaaaande ator, mas adoro seu estilo. Principalmente porque me parece despretensioso. Gosto do seu jeito engraçado e pop e da sua relação com a música. Nos últimos anos, ele tem feito aquilo que gosta e que sabe que faz bem. Em alguns outros atores, eu poderia achar isso limitante e medíocre, mas nele eu gosto.

Dia destes revi na televisão o filme Escola de Rock (School of Rock). Adoro este filme. Acho fofo, querido, criativo e muito rock’n roll (me imaginem agora gritando “yeah!” e fazendo aquele sinal roqueiro que lembra o Demo com a mão e que, recentemente, descobri que era um sinal meio que para afastar o mau-olhado que a avó de Dio fazia para ele, quando era criança, e ele popularizou usando nos palcos) . Em resumo, me diverti e me emocionei tanto quanto quando assisti pela primeira vez a Escola de Rock  e, como sempre que revejo, cantei algumas das músicas. É impossível a gente não se envolver naquela história e curtir clássicos como It’s a Long Way To The Top (If You Want Rock’n’Roll) do AC/DC, além de Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, The Clash, Ramones , Stooges e outros.

Também revi um outro filme muito marcante para mim que é Os Últimos Passos de um Homem (Dead Man Walking). Susan Sarandon e Sean Penn dão um show de interpretação e Tim Robbins é simplesmente genial atrás das câmeras. É um filme que sempre me choca quando assisto, porque trata de algumas questões ainda não tão bem resolvidas para mim, como a aceitação de morte e a necessidade de termos fé. De repente me caiu um ficha que já deve ter caído para todos - de vez em quando (para não dizer sempre) eu sou meio faísca atrasa. Eis que estava assistindo ao filme, introspectiva como sempre fico quando o assisto, quando de repente pulo da cama. Levei um baita susto. Esperei mais algum tempo tentar encontrá-lo novamente em alguma cena e eis que ele estava lá: Jack Black, novinho, magrinho, numa tímida e bonita participação.

Sério! NUNCA tinha me dado conta que era ele no filme. Fiquei surpresa. Estupefata. Provavelmente na primeira vez a que assisti a Os ÚItimos Passos de um Homem não devia conhecê-lo ainda (meu primeiro contato com Black foi em Alta Fidelidade), mas já revi trocentas mil vezes este filme e acho que, cega pelas atuações de Susan e Penn, ainda não tinha percebido de que ele estava no longa.

Enfim, TOTAL FAÍSCA ATRADA. Depois de muito “tum tum tum”, finalmente a ficha caiu!

E para deixar aquele gosto de quero mais, o trecho final do filme Escola de Rock, quando o “professor Schneebly” e seus os alunos matam a pau na final da Batalha das Bandas (“Yeahhhhhhhhhhhhh”).

 

Postado por Ju Lessa

Mulher andrógena

28 de junho de 2009 5

Eu gosto muito de Hilary Swank. Acho ela uma grande atriz e merecedora dos dois Oscar que ganhou. No entanto confesso que a acho um pouco limitada, mas no melhor dos sentidos. Seus melhores papéis, dignos de premiação e muitos elogios, são sempre personagens pouco afeminados. Como exemplo a gente tem Menina de Ouro e Meninos Não Choram (este último um filme pesadíssimo, que chegou a me dar náuseas no final).

Ela deve ter consciência disso. E sabe que o que lhe garante prestígio é este tipo de papel. Mesmo assim, tenta diversificar, segura de que se não se der bem, pode voltar a fazer aquilo que sabe fazer bem.

Seu mais recente trabalho não é muito longe desta linha. Em Amelia, filme da desconhecida (para mim) Mira Nair, ela interpreta a protagonista que dá nome ao filme e que foi a primeira mulher a sobrevoar o oceano Atlântico e Pacífico pilotando um avião. Amelia Earhart planejava cruzar o planeta seguindo a linha do Equador quando sua aeronave desapareceu.

Apesar de todo o glamour das décadas 20 e 30, onde o filme é ambientado, e do romance que se desenrola, ainda assim Hilary não escapa daquele ar meio andrógeno tão marcante em seus trabalhos e tão presente em seu rosto (belíssimo).

Pelo trailer, que foi divulgado recentemente, Amelia parece ser um grande filme. E ela parece que captou que este também vai ser um grande trabalho, que requer justamente o que ela faz de melhor.

Segue o trailer

 

Postado por Ju Lessa

Lembrança póstuma

27 de junho de 2009 6

Fiquei um tempo chocada com a morte de Michael Jackson. Não vou nem entrar no mérito de sua catastrófica vida pessoal. Com certeza, ele está longe de ser um santo e todo este endeusamento pós-morte é exagero. Um exagero comum porque sempre que alguém morre, a gente meio que esquece as coisas ruins e só lembra das boas. Enfim, mas o que quero falar aqui não é sobre isso.

Independente de todas as baixarias e acusações gravíssimas de pedofilia até hoje não esclarecidas, Michael Jackson foi e sempre será um grande músico. Não é porque ele morreu agora, mas Billie Jean é uma das melhores músicas do mundo. (Só um parêntese: na quinta fui ao show do Caetano, aqui em Porto Alegre, e ouvi-lo novamente cantar Billie Jean foi simplesmente emocionante!!!!)

“Tá, mas o que uma pessoa que mal entende de cinema vai falar sobre música, que entende menos ainda, num blog de cinema?”, vocês devem estar se perguntando. Ok, aqui vai a resposta.

Tenho pavor de filmes de terror. Inclusive no post anterior falei sobre O Iluminado, um filme apavorante, que sempre tenho medo de rever, mas nunca resisto à tentação. Têm muitos outros filmes que me apavoram, alguns que NUNCA tive coragem de assistir. O Exorcista é um destes. Só de ver uma foto, eu já fico arrepiada e durmo mal.

Não sei bem quando começou este meu medo. Mas de tantos filmes que assisti e dos quais tenho medo, há algumas imagens que ainda ficam na minha cabeça. E por incrível que pareça é aí que entra Michael Jackson. Acho que o clipe de Thriller foi um dos primeiros filmes de terror a que assisti. Devo ter assistido pela primeira vez tempos depois do lançamento, porque em 82 eu tinha dois ou três anos. Mas é impressionante que sempre me dá um certo medo. Até hoje, já meio balzaquiana, se ver o clipe vou sentir aquele friozinho na barriga ainda.

Eu sempre guardei aquelas imagens de zumbis dançando, uma garota apavorada gritando e Michael Jackson virando um vampiro ou lobisomem. Procurando agora no You Tube para colocar aqui, pude rever com total atenção ao clipe e as imagens eram as mesmas da minha cabeça! (Infelizmente não consegui nenhum para embedar aqui.) Parecia que eu tinha visto ontem. E olhem que nunca fui tão fã dele. Minha irmã tinha um disco pequeno de vinil branco dele (quem é fã mesmo deve conhecer) e eu nunca consegui sequer tocar neste LP de tanto medo que fiquei depois de Thriller.

Já havia comentado isso com amigos em algum momento em que falávamos dele ou fazíamos alguma referência. Mas enfim, é somente isso que tenho para escrever sobre sua morte. Michael Jackson é um dos responsáveis por eu ser uma baita medrosa e fez uns dos primeiros filmes de terror a que assisti.

Postado por Ju Lessa

Papais bons são papais mortos - errata

26 de junho de 2009 5

Realmente fazer várias coisas ao mesmo tempo e com pressa é horrível e meu pior defeito. Acabei escrevendo coisas muito erradas e fui logo corrigida. Correndo, acabei traduzindo errado e nem consegui revisar. Em resumo, nem todos morrem. A lista não é dos que morrem, mas dos terríveis (“para matar!”). Pior de tudo, quando comecei a discorrer sobre os filmes, me emocionei nas lembranças, esqueci do resto e nem me dei conta de que o segundo parágrafo estava totalmente ABSURDO e não fazia sentido nenhum com alguns filmes. Lição aprendida. Se não tiver tempo de reler tudo com calma, não publico!

Obrigada a todos pela correção e desculpem-me, sinceramente.

Segue como tudo deveria ter sido, se tivesse um minuto a mais na hora do post para reler tudo.

O portal G1 divulgou estes dias uma lista da revista Premiere com atores que mais morreram em filmes. Liderando disparado está o grande mestre Robert De Niro com 14 mortes. Bruce Willis é o segundo, com 11. Depois, quase quase empatados, estão Johnny Depp (9 ½) e Brad Pitt (nove). Deep ultrapassa Pitt devido à morte e ao retorno de seu capitão Jack Sparrow, em Piratas do Caribe. E disputando o quinto lugar com nove óbitos estão Al Pacino, Jack Nicholson, Dustin Hoffman e Christian Bale.

Pois a mesma revista (que por sinal, ADORO) divulgou agora um ranking com os papais mais horríveis em filmes (ao contrário do que havia escrito, nem todos morrem). A lista ficou bem interessante.

• Em décimo lugar está Daniel Day-Lewis com o seu homônimo Daniel Plainview em Sangue Negro (There Will Be Blood). BEEEM FEITO, ele maltratou muito o filho adotivo!!!!

 

 

 

 

• Em nono está Dwight Hansen, o respeitável e sádico mecânico que o campeão de mortes Robert De Niro fez em Despertar de um Homem (This Boy`s Life). Tentando ajudar seu recente enteado a encarar vida, Hansen abusa de insultos e agressões. No final, só faltou morrer a mãe cega (Ellen Barkin) que submeteu o garoto Leonardo Di Caprio a tal situação.

 

• Na oitava posição está o memorável coronel Frank Fitts, interpretado por Chris Cooper, em Beleza America (American Beauty). O personagem de Cooper começa pequeno e insignificante. Mas graças a um diretor maravilhoso e a um excelente ator, o drama de Fitts, todas as suas revelações e o final trágico são um dos tantos pontos altos do filme. ( Gente, ele morre. Ele se mata! Não?)

•  Terry O`Quinn ocupa a sétima colocação como Jerry Blake em The Stepfather, filme que deve estrear no Brasil em novembro de 2009. Dirigido por Nelson McCormick , conta a história de um homem que procura a família perfeita. Ao perceber que sua nova esposa e seu enteado estão longe da perfeição ele começa a fazer planos para eliminá-los. Tá, que chata que sou. Nem chegou aqui e eu já contei o filme. Até pensei em avisar antes, mas não resisti.

• Não podia faltar na lista o cláááássico Oliver Stone,  Assassinos por Natureza (Natural Born Killers). Quem colocou este filme na lista foi Rodney Dangerfield, que no filme é Ed Wilson, pai de maluca Mallory Knox (Juliette Lewis).

• Keyser Soze em Os Suspeitos (The Usual Suspects) em quinto. Não vou falar mais, porque simplesmente não lembro do final do filme. Me deu um branco total! Desculpem-me.

• Ahhh, é óbvio que Darth Vader teria que aparecer nesta lista. O pai de Luke em Guerra nas Estrelas (Star Wars), um dos seres mais odiados no universo, morrendo naquela bola do mal é fantástico. (me perdoem a expressão, mas faz tempo que vi este filme e não lembro dos nomes "técnicos").

• A família Lutz muda-se para a casa de seus sonhos, um ano após ela ter sido o cenário de uma terrível chacina. Mas eles não estão sozinhos. Logo descobrem que dividem a casa com um misterioso e perigoso ser, decidido a colecionar mais vidas. Com Horror em Amityville (The Amityville Horror) – este filminho pavoroso por ser baseado em fatos reais, mas ao mesmo tempo lamentável em termos de produção –, Ryan Reynolds conseguiu um terceiro lugar no papel do pai de família tapado George Lutz.

• Agora estamos começando a falar a minha língua. Felicidade (Happiness) é um filme maravilhoso, do estilo que gosto, e ocupa a segunda colocação. Medalha de prata! Dylan Baker se puxou como Bill Maplewood, um psicólogo homossexual e pedófilo casado com uma das irmãs Jordan.

 

 

• E por fim.... ele ....

 

 

 

...um dos filmes que mais me apavora no mundo. Até hoje sinto medo de Jack Nicholson, pois, desde que assisti ao O Iluminado (The Shining) pela primeira vez, ele é e sempre será outro Jack, o Torrance. Quando li a notícia, antes de chegar ao topo, eu já pensei que numa lista minha O Iluminado seria o primeiro. E se Jack Nicholson já era maluco, com Stanley Kubrick dirigindo um filme baseado num livro de Stephen King, ele ultrapassou o limite da sanidade. MEDALHA DE OURO PARA O TRANSTORNADO JACK TORRANCE MORRENDO NA NEVE!!!!! (E até morrendo  Jack Nicholson/Torrance é apavorante.)
PS: Não gosto de Stephen King como escritor, preconceito meu, mas seus livros rendem ótimos filmes.

Postado por Ju Lessa

Layer Cake

25 de junho de 2009 3

 

Eu escrevi um pouquinho do Guy Ritchie dia destes e me lembrei de um filme inglês muito bom que não é dele, mas poderia ter sido. Uma das curiosidades de Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake) é que Ritchie seria o diretor, mas teve que desistir do projeto em função de outros compromissos. Acredito que até hoje ele deve ser lamentar por isso. E se este não é, poderia ter sido um de seus melhores filmes.

O diretor Matthew Vaughn não ficou devendo nada para Ritchie e os fãs do estilo, até porque bebe na mesma fonte e já havia produzido em parceria com ele Destino Insólito (Ecaaaaa! ), Snatch - Porcos e Diamantes e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. Se como produtor ele acertou em cheio, assumir a direção de Nem Tudo é o que Parece foi a melhor decisão de toda a sua vida.

O filme é sensacional é tem um elenco inglês de primeira. Daniel Craig já era famoso, mas ainda não havia se tornado o agente secreto a serviço de sua Majestade com permissão para matar. Ele encabeça o filme ao lado de Sienna Miller. Prestes a se aposentar de vida de traficante para poder aproveitar o dinheiro que ganhou negociando cocaína e ecstasy, XXX (Craig) precisa, antes de pendurar chuteiras, prestar alguns favores para um chefão do crime organizado. Entre as tarefas, esta a terrível missão de negociar com um outro traficante um carregamento absurdo de ecstasy.

Mais uma vez o submundo londrino de drogas e sexo é o cenário para esta história de trapaças atrás de trapaças. E, para variar, no mesmo estilo Ritchie, a gente só entende toda a história no final, pois as cenas nem sempre seguem uma seqüência inteligível. Só faltou um pouquinho daquele humor negro de Jogos, Trapaças ... e RocknRolla e o enredo poderia ser levemente menos complicado. Mas para quem gosta deste tipo de filme, vale a pena encucar um pouquinho mais para entender tudo, até porque a história não deixa nenhum furo. E é uma adrenalina do começo ao fim. Daqueles filmes que a gente não consegue sair da cadeira até os créditos finais.

 

 

E sim, apesar de XXX ser traficante e drogado, ele já tem aquele estilo maneiro de James Bond.  E prestem atenção na trilha sonora!!!!!

 

Postado por Ju Lessa

O bom e velho estilo Guy Ritchie

23 de junho de 2009 0

O Eduardo Schmitt e o Charles, dois grandes colaboradores aqui do blog, fizeram comentários interessantes sobre o novo filme de Guy Ritchie, Sherlock Holmes. O Edu disse que não gostou do trailer, pois ficou parecendo um filme de ação, sendo que Holmes sempre muito mais intelecto. O Charles escreveu que torce para que Guy Ritchie se reinvente neste filme.

Eu gosto do Guy Ritchie. Não o acho o melhor dos diretores, mas ele tem uma proposta legal e acredito que o seu mais novo trabalho não vai fugir muito disso. Se em Sherlock Holmes ele seguir a mesma linha que o fez ser bem sucedido (e tomara que seja isso mesmo) vai ter muita loucura, humor negro, aventura, numa história legal e bem contada, que a gente só vai entender completamente no final, graças a um enredo bem feito. Com certeza é bem longe de tudo aquilo que a gente já viu e leu sobre Holmes. Mas com certeza será interessante, pois sempre que Guy Ritchie se propôs a fazer algo autêntico, ele o fez e com excelência.

Tirando o lamentável Destino Insólito (Swept Away), que poderia ser excluído da sua biografia, os outros filmes dele que vi gostei bastante. Acho que todos têm a sua cara, aquela coisa que a gente assiste e, mesmo sem ter informações sobre o filme, sabe que é dele ou que ele esteve envolvido em algum momento.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock, stock and two smoking barrels), na minha opinião, é o seu melhor filme. Longe de Hollywood e com um estilo cult e despretensioso, foi este filme que o fez ser o cineasta que é. Snatch - Porcos e Diamantes (Snatch) me parece ser uma tentativa FELIZ de mostrar que ainda poderia ser o mesmo, diante da fama e dirigindo um grande astro como Brad Pitt. Daí vem Madonna, Destino Insólito (um erro pelo qual ele deve se lamentar até hoje). Com a sua ex-mulher parece que Ritchie só conseguiu fazer coisas boas em poucos minutos: o clipe What It Feels Like for a Girl, para mim, é um dos melhores de Madonna e Star, filme publicitário da BMW, dirigido por ele, com ela e Clive Owen, é extraordinário.

Depois veio Revólver (Revolver), filme não tão bom quanto os dois primeiro, mas melhor do que qualquer coisa relacionada com Destino Insólito. Por fim RocknRolla - A Grande Roubada (RocknRolla), um retorno triunfal ao seu início. Criminosos de várias espécies acabam ligados pelo desaparecimento do quadro favorito de um bilionário russo. Para quem ainda não assistiu, recomendo. Totalmente ao bom e velho jeito Guy Ritchie de fazer cinema, com todos aqueles ingredientes citados no segundo parágrafo deste post.

Sinceramente, acho que se ele é esperto o suficiente, soube fazer de Sherlock Holmes um grande filme no seu estilo. Muitos vão estranhar, mas aqueles que gostam de seus trabalhos (novamente lembrando que isso exclui aquela bomba com a Madonna) vão adorar. Pelo menos uma boa história e um grande elenco ele tem em mãos. É só ter feito o dever de casa do jeito que sabe. Torço para que Guy Ritchie continue sendo ele mesmo, pois uma tentativa infeliz de fazer experimentos já foi suficiente para sabermos que não vale a pena tentar novamente.

Segue abaixo Star, filme comercial da BMW, dirigido por Ritchie e com Madonna e Clive Owen no elenco.

 

Foto: Divulgação

Postado por Ju Lessa

Alice no mundo de Burton

22 de junho de 2009 2


Foto: Divulgação

A gente pode esperar tudo de bizarro quando se fala da dupla Tim Burton e Johnny Deep. O que esperar então da história pra lá de pirada Alice no País das Maravilhas, do piradão Lewis Carroll? Para matar um pouco a nossa curiosidade do que vem por aí, foram divulgadas fotos dos personagens de Depp (Chapeleiro Maluco), Anne Hathaway (Rainha Branca) e Helena Bonhan-Carter (Rainha Vermelha). (Aliás, Helena completa o trio bizarro!)

Eu nunca gostei muito da história de Alice no País das Maravilhosas. Quando era criança tinha medo daquele coelho com o relógio e todo aquele mundo estranho. E até hoje tenho resquícios disso. Então com Burton, ou eu supero este medo de vez ou vou passar o resto da vida ainda mais aterrorizada. 

Acredito que Alice... seguirá o mesmo estilo colorido e maluco da refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolates, que mesmo tendo o toque estranho e brilhante de Tim Burton, não perdeu aquele encanto da primeira versão. No entanto, até mesmo pela história de Alice... (que, diga-se de passagem, nunca foi uma história infantil), parece que Burton vai mais fundo nas esquisitices que ele gosta e faz bem com ninguém. Em uma entrevista no ano passado ao Sci-Fi Wire, ele disse:

– Nunca vi uma versão de Alice em que eu sentisse que toda a obra original foi traduzida na tela. É uma série de aventuras esquisitas e tentar fazê-las funcionar como filme será interessante. As histórias (de Alice) são como drogas para menores, sabe?


Foto: Divulgação

Por esta declaração, a gente sabe que, quando março de 2010 chegar, teremos nas telas uma história tão ou mais louca que a do próprio Carroll, beirando ao sinistro e da melhor qualidade. Até porque, foi pura modéstia da parte de Burton dizer que o filme será `interessante`. O que ele deve entender como interessante está acima de qualquer capacidade minha de colocar em palavras sem repetir adjetivos que já escrevi neste texto.

Estou muito curiosa para ver o resultado disso. Óbvio que tudo que a gente pensa que pode ter de maluco, não vai nem chegar aos pés do que realmente vai ser. Sou fã de carteirinha de Burton e, sempre que um novo filme seu chega às telas, sinto um pouco de aflição, pois realmente quando penso que ele se superou, o cara consegue fazer algo mais pirado e sombrio ainda.


Foto: Divulgação

Postado por Ju Lessa