Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de setembro 2009

Filmes tensos para dias estranhos

29 de setembro de 2009 1

Gata em Teto de Zinco Quente/Divulgação

O dia foi lindo. Ensolarado, temperatura amena e com aquele ventinho frio batendo no rosto. No trabalho a correria e a atucanação foi igual a qualquer outro dia de trabalho. Tudo está em ordem e em paz.

A única coisa que parece estar fora do lugar sou eu mesma. Um misto de vazio e ansiedade, sem nenhum motivo aparente. Apenas uma sensação estranha. Em dias assim fico tensa, desconcentrada e silenciosa (detalhe: sou uma gralha ambulante normalmente).

Tem gente que para se sentir melhor faz coisas legais como passear com o cachorro, limpar a casa, ler um livro, encontrar amigos e etc. Em dias como hoje, eu gosto de me aprofundar ainda mais nas minhas inquietações e neuroses. Sei que não me levam a nada, mas só sentindo-as intensamente é que passam.

A pedida certa para o momento é Tennessee Williams, em minha opinião, um dos maiores dramaturgos de todas as épocas. O clima psicológico de suas estórias, a frustrações de seus personagens, a genialidade de suas palavras e as angústias latentes que permeiam todos os diálogos de suas peças são sensações com as quais, muitas vezes, me identifico, mas na falta de qualquer brilhantismo, jamais conseguiria externar com a mesma magnitude.

Obviamente que o ideal seria ler uma de suas peças ou assistir a uma encenação de qualidade. Mas na falta disso, há alguns filmes muito bons baseados em suas obras. Um breve resumo dos meus quatro preferidos. Em outro momento escrevo sobre cada um. Bjos

 

 

Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof) – dirigido por Richard Brooks, com Paul Newman e Elizabeth Taylor. A infelicidade de um casal ( ele, um ex-astro de futebol alcoólatra, e ela, uma mulher frustrada e infeliz ) vêm à tona durante um encontro de família.

Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire) – aqui no Brasil ganhou a tradução ridícula de Uma Rua Chamada Pecado. Dirigido pelo grande Elia Kazan, com atuações memoráveis de Marlon Brando e Vivien Leigh. A visita de uma rica e problemática mulher afeta de forma drástica o cotidiano de sua irmã e seu marido. Stelaaaaaaaaaaaaaaaaaa !!!!!!

Em Roma na Primaveira (The Roman Spring of Mrs. Stone) – de José Quintero. Novamente Vivien Leigh. Desta vez com Warren Beatty. Uma atriz americana de meia idade, já decadente e solitária, conhece em Roma um gigolô por quem se deixa envolver.

À Margem da Vida (The Glass Menagerie ) -  foi a refilmagem dirigida por Paul Newman, em 1987, com Joanne Woodward, John Malkovich e Karen Allen. Uma jovem reclusa, que vive enclausurada devido a um complexo de inferioridade, é pressionada pela mãe para que se case logo.

Postado por Ju Lessa

E mais chuva

28 de setembro de 2009 0

Desde ontem, chove sem parar na capital dos gaúchos!

 

 

Diário de uma paixão

 

 

 

Ponto Final

 

Postado por Ju Lessa

Taratino não virá mais o Brasil

28 de setembro de 2009 0

E como notícia boa dura pouco, é com grande tristeza que anuncio que Quentin Tarantino não virá mais ao Brasil. A Universal Pictures divulgou hoje que o diretor de Bastardos Inglórios cancelou sua visita ao Festival do Rio 2009, onde iria divulgar o filme. De acordo com o estúdio, as viagens que tem feito pelo mundo por conta da divulgação do filme, desde maio, deixaram Tarantino exausto.

Postado por Ju Lessa

Bobagem pura

27 de setembro de 2009 0

Para variar minha mãe tem ideias estranhas. Depois de Veronika Decide Morrer, ela escolheu outra bomba para assistirmos no cinema. No início achei que seria uma comédia romântica legal, óbvia como toda comédia romântica, mas legal. No entanto, mais uma vez saí decepcionada do cinema.

A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth) se propõe a ser aquilo que realmente é. Em nenhum momento somos enganados ou iludidos de que algo inovador vai acontecer. É uma comédia romântica que apela para a velha batalha entre os sexos para, no final, termos o mais clichê dos finais felizes. Até aí tudo bem, existem vários filmes no estilo que nos encantam – o mais recente que assisti, do qual gostei muito, foi Tinha que Ser Você. Acontece que nada, simplesmente nada, me prendeu neste filme.

Nem mesmo o casal protagonista. Gerard Butler, o novo candidato a galã, e Katherine Heigl, e a nova namoradinha da TV e do cinema, até tentam dar emoção à trama, mas a química não rola. Butler se esforça para tornar Mike Chadway - um apresentador que expõe em seu programa televisivo todo o seu machismo aparentemente, mas que no fundo esconde uma profundidade sentimental - engraçado. Infelizmente esta complexidade é totalmente óbvia para quem assiste ao filme. Katherine também tenta dar graça à sua Abby Richter, produtora de um programa matinal de baixa audiência que de tanto procurar o par ideal se torna totalmente neurótica e meticulosa e agora precisa lidar profissionalmente com Chadway. Mas apesar de seus trejeitos e algumas atrapalhadas, ela continua sendo a mesma Izzie que conquistou a todos no seriado Grey’s Anatomy, alterego que até hoje não conseguiu largar.

Junte a isso diálogos pobres, pouco inteligentes e um final romanticamente patético, a ponto de nos deixar até mesmo constrangidos pela falta de imaginação numa situação na qual não seria tão difícil emocionar o público feminino. Robert Luketic, que já havia dirigido o engraçadíssimo Legalmente Loira e o querido A Sogra, desta vez errou a mão feio.

Não tenho nada contra filmes clichês, desde que saibam explorar bem o lugar comum. E parece que este não foi o caso.

* Fotos: Divulgação, Imagem Filme

Postado por Ju Lessa

Mais um clássico inesquecível adquirido!

26 de setembro de 2009 3

No máximo, em dois dias úteis...

 

 

Postado por Ju Lessa

Atenção, atenção e atenção

25 de setembro de 2009 4


Foto: Divulgação, Grupo Paris Filmes

Os amantes daquele filme de vampiros-emos-adolescentes já podem começar a enlouquecer. O filme Lua Nova, a continuação da saga, só estreia no dia 20 de novembro, mas quem estiver alucinado, já pode comprar ingresso!!!!! Isso mesmo, a Rede Cinemark já está vendendo ingressos para a pré-estreia do filme.

A compra pode ser feita pela internet (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria de um dos 50 complexos da rede em todo o país. Na pré-estreia, em 19 de novembro, 42 cinemas da rede exibirão uma sessão especial de A Saga Crepúsculo: Lua Nova, às 23h55, com cópias dubladas e legendadas.

Postado por Ju Lessa

Estreias

25 de setembro de 2009 0

Jogando com Prazer

 

 

Pacto Secreto

 

 

Pequenos Invasores

 

Postado por Ju Lessa

Filmes para chorar – Parte 5

24 de setembro de 2009 5

A Felicidade Não se Compra (It`s a Wonderful Life, 1946). James Stuart protagoniza esta emocionante história sobre solidariedade e valores. E ninguém menos que o genial Frank Capra para dirigir este filme que se tornou um dos maiores clássicos do cinema. Típico filme que deveria passar na TV aberta na época natalina.

Clarence, um espírito desencarnado que há 220 anos espera virar um anjo, recebe a missão de ajudar o empresário George Bailey, um homem honesto e muito bondoso que, em virtude de grave problema financeiro, provocado por um desonesto banqueiro, tem a intenção de se suicidar. O aspirante a anjo o encontra na véspera do Natal, à noite, prestes a saltar de uma ponte. Fazendo-se visível e identificando-se, Clarence fala a George sobre sua missão e mostra que sua morte seria um desperdício. Através de flashbacks, George revê sua vida e consegue enxergar a falta que faria para as pessoas que o conhecem e as tragédias que poderiam ter acontecido, não fosse a sua interferência. Mais do que um filme choroso, Frank Capra nos presenteia como uma grande lição de vida, mostrando o quanto a nossa existência é fundamental e necessária no mundo.

As Cinzas de Ângela (Angela`s Ashes,1999) – dirigido por Alan Parker, o filme é baseado no romance autobiográfico de Frank McCourt. Em 1935, quando mais comum era ver famílias irlandesas partindo para os Estados Unidos, uma empobrecida família decide por fazer o caminho inverso. Logo após a repentina morte de sua filha de apenas sete anos de vida, Angela e seu marido desempregado e beberrão decidem se mudar de Nova York para Cork, na Irlanda, levando com eles seus quatro filhos. As crianças pouco sabem do lugar para onde estão indo, apenas que lá é conhecido como um lugar onde não há trabalho e as pessoas morrem de fome.

Agora, mais triste que o filme, é ler o romance. E pior, saber que tudo não é apenas mera ficção. É uma história real que retrata a luta de uma família pela sobrevivência diante da fome e da desesperança. Destaque para as grandes atuações dos sensacionais Robert Carlyle e Emily Watson e do menino Joe Breen, que interpreta magistralmente o pequeno Frank McCourt.

Coisas que Perdemos pelo Caminho (Things We Lost In The Fire, 2007) – triste é pouco para classificar este filme. Com certeza, foi feito para arrancar muitas lágrimas daqueles que o assistem. Na história, Audrey (Halle Berry) é uma mulher que acaba de perder o marido de forma repentina. Para superar a dor da perda, ela convida o melhor amigo do falecido, um viciado em heroína que está se destruindo (Benicio Del Toro fazendo aquele estilo que todo mundo já conhece), para morar com a família. Juntos, eles aprendem a viver com a perda. Ao contrário do que se possa pensar, não existe a menor possibilidade de um novo casal e um romântico final feliz. A diretora dinamarquesa Susanne Bier, em sua estreia em Hollywood, explora as fraquezas de duas pessoas perdidas, que necessitam se apoiar uma na outra para conseguir sobreviver e enfrentar uma tragédia. Um filme sobre a vivência do luto e a dificuldade de desapego do passado.

Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, 2000), o dinamarquês Lars von Trier abandona os preceitos do Dogma 95 para mergulhar neste dramático e pesadíssimo musical. Em alguns momentos chega a ser monótono o desandar da história, mas isso só serve para aumentar nossa a tensão em relação aos desdobramentos finais. Selma Jezkova (Björk) é uma mãe-solteira tcheca que foi morar nos Estados Unidos para curar seu filho de uma doença hereditária que já ataca a sua visão. Ela trabalha muito duro e guarda tudo o que ganha para a cirurgia do filho. Bill (David Morse) e Linda (Cara Seymour), seus vizinhos, juntamente com Kathy (a sempre estonteante Catherine Deneuve), uma colega de fábrica e seu “anjo da guarda”, a ajudam no que é possível, mas quando Bill se vê em dificuldades financeiras rouba o dinheiro que Selma tinha economizado duramente. Este roubo é o ponto de partida para trágicos acontecimentos.

Em seu primeiro trabalho como atriz, Björk dá um show de interpretação, com a intensidade, simplicidade e até mesmo um pouco de alienação que sua personagem pedia. (Detalhe: durante as filmagens, ela e Lars von Trier se desentenderam muito a ponto da cantora declarar que este seria seu primeiro e último trabalho no cinema, mesmo tendo ganhado o prêmio de melhor atriz em Cannes e o Globo de Ouro).

A voz bela e fina de Björk nos encanta (e eu não sou lá muito fã dela), tendo ao fundo o bater das máquinas da fábrica onde a personagem trabalha, que se tornam ritmos para suas emocionantes escapadas da realidade dura e sombria em que vive. Uma fotografia excelente em cenas belíssimas. Muitos consideraram o filme de Lars von Trier sensível, outros piegas vindo do diretor de Os Idiotas, outros ainda levantaram bandeiras sobre pena de morte e antiamericanismo. Independente de qualquer opinião, Dançando No Escuro não passa em branco, é um filme marcante, que penetra nas nossas entranhas e me arrancou lágrimas.

* Fotos: Divulgação

Postado por Ju Lessa

Dica do Nestor

24 de setembro de 2009 0

Mais uma vez, meu amigo Nestor Tipa Jr. nos dá uma de suas preciosas dica de cinema:

 

" Apenas Uma Vez

Geralmente é muito difícil eu gostar de um filme romântico. Na maioria das vezes eles são melosos e previsíveis. Mas minha concepção mudou muito depois que assisti ao irlandês Apenas Uma Vez.

Os protagonistas Glen Hansard (líder da banda The Frames), Markéta Inglová dão um show de interpretação, tanto no quesito cinematográfico quanto no quesito musical.

Ele é um jovem músico sonhador, que voltou para Dublin depois de se separar da namorada. Para viver, toca nas ruas em troca de alguns trocados e ajuda seu pai na loja de consertos de aspirador de pó. Ela, uma imigrante Tcheca que, para sustentar sua mãe e a filha de dois anos, vende rosas nas ruas e faz faxinas em casas de classe alta. Mas por trás da mãe batalhadora, está uma talentosa pianista.

O encontro ao acaso, numa fria noite irlandesa, faz com que apareça uma parceria onde canções vão surgindo. Aliás, belas canções como Falling Slowly (vencedora de um Oscar) e When Your Mind`s Made Up. De uma loja de instrumentos musicais, os dois chegam a um estúdio alugado para gravar algumas canções, pois a crença é de que o rapaz vai estourar nas paradas de sucesso.

Ao mesmo tempo em que eles vivem entre letras e melodias, os dramas de cada um vão se juntando e a aproximação fica evidente, o que nos faz torcer que a sintonia não fique apenas do lado musical.

O filme agradou tanto a crítica que até Bob Dylan convidou a dupla para abrir seus shows em uma turnê. Tudo isso num trabalho rápido (as filmagens duraram apenas 17 dias) e barato (com orçamento de US$ 150 mil) feito pelo diretor John Carney (que já fez parte da banda The Frames).

Fica a dica de uma surpresa cinematográfica e musical que o filme deixa para quem gosta de boas histórias e boas músicas.

Nestor Tipa Jr. "

Postado por Ju Lessa

Mais um clássico em casa

23 de setembro de 2009 0

Escrevi dia destes que sou apaixonada pelos desenhos animados clássicos, entre eles citei A Branca de Neve, de 1937. Assisti a este filme quando era criança, junto com minha mãe, nas férias de inverno. Acho que tinha uns oito anos, mas parece que foi ontem. Lembro-me do cinema (que já não existe mais, deve ter virado uma destas casas de bingo), da sala de exibição e até do que comia (jujubas!). E chego ainda a sentir mesma aflição que tive ao ver a linda Branca de Neve correndo pela floresta, fugindo do malvado caçador que deveria matá-la.

Bem, para os que assim como eu são apaixonados por este clássico a Walt Disney Studios Home Entertainment está lançando uma versão restaurada digitalmente e repleta de bônus exclusivos. A partir de outubro, estará disponível o Combo composto pelo Blu-Ray duplo e o DVD, por um preço de R$ 99,90. Esta é a primeira vez que a Walt Disney Studios Home Entertainment lança um produto no formato Blu-Ray Combo no Brasil e é ainda o primeiro Blu-Ray com luva especial.

A Disney lança ainda as versões DVD Duplo por R$44,90, DVD Duplo + CD com 14 músicas do filme por R$ 49,90 e DVD Duplo com camiseta exclusiva por R$ 54,90, todos com luva especial. Tudo isso para proporcionar ao espectador uma experiência única, com recursos inovadores, conteúdo de alta definição e grande qualidade de imagem e som.

Os extras do Blu-ray incluem as seções Nos Bastidores, Dublagem da Animação, Cante com a Disney: Heigh-Ho, jogos e atividades, karaokê e muito mais. Os bônus especiais do DVD incluem A Volta de Branca de Neve, Aquela que Começou Tudo, O Louco Passeio de Dunga na Mina, A Disney Através das Décadas, Cante Junto e mais.

Só a seção Nos Bastidores, do Hyperion Studios, contém 62 itens, concebidos para aproximar muito mais o público dos personagens e estarão disponíveis apenas no bônus do Blu-Ray Edição Diamante. O espectador aprenderá mais sobre o clássico de 1937 ao visitar Onde Tudo Começou, Negócio de Família, Histórias do Departamento de História, Nas Palavras de Walt: O Caçador, Galeria de Storyboards, A Música em Branca de Neve, Criando o Mundo de Branca de Neve, Galeria de Design de Personagens, Nas Palavras de Walt: Os Anões e Cena Inédita da Luta no Dormitório, entre outros extras.

Ficou com vontade de comprar tudo? Eu fiquei. Com certeza será a minha próxima aquisição. Então é só esperar outubro chegar.

E, para quem ficou com saudades, seguem dois trechos:

O início até o terrível momento em que o caçador tenta matar a nossa pobre heroína, mas, graças a Deus, não teve coragem de fazer tal maldade...

 

 

E quando a bela rainha má se transforma na bruxa velha...

 

Postado por Ju Lessa