Pegue a manteiga (Go get the butter)– clássica, clássica, clássica. Frase C.L.Á.S.S.I.C.A.
Com certeza o café da manhã de muitos fãs de Bernardo Bertolucci e Marlon Brando nunca mais foi o mesmo depois da sequência que inclui esta frase. O Último Tango em Paris (Ultimo Tango a Parigi, 1972) é um dos filmes mais famosos do diretor e a cena da manteiga é uma das mais polêmicas do cinema em geral. Devido a esta cena, e a algumas outras, o filme foi censurado em vários países, inclusive no Brasil, aonde só chegou em 1979. O filme foi tão marcante que a própria protagonista, a francesa Maria Schneider, atribuiu vários problemas de sua vida às filmagens do longa (menos, né querida?).
O Último Tango em Paris conta a história de uma paixão destinada ao fracasso entre um norte-americano de meia-idade e uma jovem francesa. O homem está na cidade-luz tentando superar o suicídio de sua esposa e a garota está para se casar com seu noivo. Eles se encontram e vivem um intenso relacionamento, cheio de amarguras, violências emocionais e diálogos densos, muitas vezes sem noção, outras tantas recheados de críticas profundas à humanidade. Talvez tenha sido esta degradação humana que Bertolucci quis deixar evidente em cenas como à da manteiga (para quem não sabe, Marlon Brando usa a manteiga como lubrificante para fazer sexo anal com a jovem). O fato é que muita gente enxerga milhares de significados profundos neste filme (confesso que eu estou um pouco neste time), outros o vêem apenas como um filme erótico e tem aqueles que o odeiam e o acham completamente sem-noção. A grandeza de Bertolucci talvez seja esta: fazer um filme chocante, que pode ser interpretado de diversas maneiras, e conseguir tirar o espectador de seu estado catatônico.
Você me faz querer ser um homem melhor (You make me wanna be a better man)
Jack Nicholson mais uma vez dá vida a um tipo esquisito e apaixonante. Em Melhor é Impossível (As Good As It Gets, 1997), o ranzinza e problemático Melvin Udall (Nicholson) declara com esta frase seu amor a Carol Connelly (Helen Hunt), a garçonete mãe solteira de um filho com sérios problemas respiratórios que o ajuda na missão de levar seu vizinho gay (Greg Kinnear) ao encontro da família. Atuações impecáveis (Nicholson e Helen ganharam os Oscar de Melhores Ator e Atriz), um roteiro bem desenvolvido, diálogos inteligentes, direção exclente pelas mãos de James L. Brooks e uma trilha sonora muito bacana (Hans Zimmer no melhor estilo 'bossa-nova para americano') fazem de Melhor É Impossível um filme leve e emocionante, daqueles que a gente sempre vai ter um carinho especial.
Bota na conta do Papa
Capitão Nascimento e companhia dando fim a mais um mau-elemnto. Tropa de Elite é um grande filme. E novamente aquele conjunto de coisas: grandes atores em interpretações maravilhosas, roteiro sensacional, direção ótima. José Padilha matou a pau neste filme que, como de costume no cinema brasileira, tem as favelas cariocas como cenário. Só que neste caso ele inova nos mostrando o ponto de vista de quem é responsável por manter a ordem social numa sociedade partida (isso me lembrou o livro Cidade Partida, de Zuenir Ventura - o blog é de cinema, mas uma ótima dica de leitura). E mais ainda: com muita coragem Padilha colocou o dedo na ferida e mostrou todos os lados de uma guerra que não acaba nunca, sem poupar absolutamente ninguém.
Guerreiros, venham aqui brigar
AMO este filme. Ele é péssimo, terrível, mas é um daqueles clássicos imperdíveis na TV. E de tão bizarro, virou cult (ou de tão cult, virou bizarro). Os Selvagens da Noite (The Warriors , 1979) é sobre uma gangue de adolescentes de Nova York que é perseguida por todas as outras gangues da cidade após ser acusada injustamente do assassinato de Cyrus, o lider da maior gangue da cidade. E como é o nome da gangue destes jovens? GUERREIROS !!!! Após terem a cabeça a prêmio, eles precisam voltar para o seu bairro, Coney Island, onde estarão novamente seguros (de vez em quando, a boca de uma mulher ao microfone aparece narrando a fuga deles pelos metrôs de NY – BIZARROOOOOO!).
A frase em questão é dita pelo verdadeiro assassino, que matou Cyrus para assumir o poder absoluto sobre todas as gangues de cidade. Ele finalmente foi desmascarado e diz isso aos Guerreiros chamando-os para a grande batalha . O filme ganhou status de cult e influenciou gírias, músicas e ganhou fãs no mundo inteiro (INCLUSIVE EU), apesar de não ter sido um grande sucesso de bilheteria no lançamento.
* Outra cena clássica é quando os Guerreiros lutam contra a gangue dos Baseball Furies (uns caras caracterizados como jogadores de baseball, rostos pintados de vermelho e branco – BIZARRO2!!!!). Mas isso fica para outra sessão ‘remember’!
* Ah sim, e o diretor Walter Hill é também responsável por um dos maiores cláááássicos do anos 80: Ruas de Fogo!















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