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Melhores Frases – Parte 6

23 de agosto de 2010 4

Como confiar em um homem que usa cinto e suspensórios? Você não confia em suas próprias calças? 
(Era Uma Vez no Oeste, Sergio Leone, 1969)

Um dos maiores clássicos do faroeste, dirigido pelo mestre Leone e com o ninguém menos que o grande Henry Fonda na pele do vilão Frank, um matador de aluguel tão insensível que não é capaz de sentir pena nem de uma pobre criancinha indefesa que acabou de ver sua família ser assassinada. É mais ou menos assim que começa o filme, depois de uma sequência genial, apenas com som ambiente, em que três pistoleiros aguardam, numa estação de trem, sob um calor escaldante, a chegada de um desconhecido. E  quem é este homem tão aguardado?  Eis que surge um  misterioso Charles Bronson, que ao longo dos 160 e tantos minutos de filme dirá poucas palavras, mas saberá como ninguém usar sua pistola e sua gaita de boca. Uau!!!!! Nestes primeiros minutos a gente já sente uma terrível tensão que se prolongará por toda a trama…

Chega de devaneios!  Era Uma Vez no Oeste gira em torno de quatro personagens. O pistoleiro Frank é contratado pelo barão de uma pequena cidade para matar uma família, proprietária de terras que iriam se valorizar com a chegada da ferrovia.  Ele faz o serviço e deixa evidências que levam a crer que o autor é outro pistoleiro: o bandido legal Cheyenne (Jason Robards). Só que ninguém sabia que o chefe desta família havia se casado em sigilo com a prostituta de Nova Orleans Jill McBain (a maravilhosa Claudia Cardinale), que acaba herdando a propriedade. Para realizar o sonho de seu falecido marido de construir uma estação de trem nas terras, ela vai contar com a ajuda de Cheyenne, que quer provar sua inocência neste crime brutal, e do enigmático “O  Gaita” (Bronson) , que está na cidade em busca de vingança. Vingança de quê? O motivo a gente só vai conhecer nos minutos finais.

Um filme explosivo do início ao fim, com seqüências geniais, grandes interpretações e a trilha sonora do mestre Ennio Morricone. O interessante é que Era Uma Vez no Oeste foi um fracasso de bilheteria na época.  Hoje em dia, é considerado por muitos como o melhor western de todos os tempos.

Faltou alguma coisa? Ah sim, a frase! Ela é dita por Frank ao dono do saloon (porque todo faroeste tem que ter um bar que se preze!), um fofoqueiro que é seu olheiro no vilarejo.

OBS: os olhos azuis de Henry Fonda estão mais enigmáticos do que nunca neste  filme!

A primeira aparição de Claudia

Cena do massacre – primeira aparição de Henry “Frank” Fonda

Clássica sequência inicial

Kid, acho que deveria te dizer uma coisa. Nunca atirei em ninguém antes.
(Butch Cassidy and the Sundance Kid, George Roy Hill, 1969)

E já que estamos em faroeste, vamos para outro, desta vez bem mais divertido! Depois de se tornar um dos ladrões mais famosos (e queridos, mas isso logicamente só no filme) do Velho Oeste, depois de assaltar vários trens, depois fugir dos Estados Unidos e continuar roubando bancos na Bolívia, é esta confissão que Butch Cassidy (Paul Newman) faz a seu parceiro Kid (Robert Redford). A frase é dita já no final do filme, quando os dois ladrões estão completamente cercados.

Butch Cassidy and the Sundance Kid é baseado em dois dos mais famosos bandidos dos Estados Unidos, que obviamente foram totalmente romantizados na trama. E é lindo ver Paul Newman e Robert Redford atuando juntos – eles viriam a atuar novamente em Golpe de Mestre, outro filme super divertido, também dirigido por Hill. Um dos destaques deste filme é a fotografia, que abusa de imagens congeladas e tons de sépia – a apresentação inicial dos personagens e o grande final do filme são sensacionais.

São várias seqüências clássicas, como a que Newman anda de bicicleta com Etta (a bela Katharine Ross) ao som de Raindrops Keepin fallin on my head. Tem também a primeira vez em que o espectador conhece Etta. Tudo nos leva a crer que ela é apenas uma jovem inocente prestes a ser abusada por Kid, mas eis que apenas uma frase dita por ela (algo como “Dá próxima vez não se atrase”) faz a gente entender que eles formam um casal.  Aliás, frases também são o que não faltam neste filme: “O futuro é todo seu, sua bicicleta idiota!”, “ Não sei nadar.” “A queda provavelmente vai te matar”.  Talvez escritas aqui, soltas, não signifiquem muito, mas no contexto do filme, são genais!!!!

Uma curiosidade é que o papel de Sundance Kid foi oferecido e aceito pelo ator Steve McQueen. Com isso, este seria o primeiro filme em que Newman e McQuee atuariam juntos. Só que como os dois atores estavam no auge, houve problemas com as apresentações dos nomes nos créditos. Newman, sempre nobre, concordou com a proposta de que os dois nomes aparecessem juntos antes do início do filme, mas McQueen desconfiou que isso fosse verdade e desistiu do filme. Azar o dele! Dizem também que o diretor George Roy Hill originalmente escalou Paul Newman como Sundance Kid e Robert Redford como Butch Cassidy.  E teria sido o próprio Redford quem sugeriu que ele e Newman trocassem os personagens, sugestão aceita pelo diretor e também por Newman.

O grande final

A bicicleta

Não sei nadar

Um homem pode mudar o mundo com uma bala no lugar certo.
( If…., Lindsay Anderson, 1968)

Um filme impactante que mostra o surgimento de uma insurreição estudantil armada dentro de uma instituição de ensino repressora. Baseado no livro Crusaders,  de David Sherwin,  If…. é antes de tudo um retrato  dos sentimentos e conflitos dos jovens dos mitológicos anos 60 e é considerado um marco da cinematografia britânica na época da contracultura.

O filme ganhou o Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes, em 1969, e marca a estréia nos cinemas de Malcolm McDowell, no papel de Mick Travis, que ele repetiria em mais dois filmes de Anderson.  O diretor Stanley Kubrick disse que, entre tantos motivos que o levaram a escolher o ator para ser o protagonista de Laranja Mecânica (filme mais famoso de McDowell), está sua atuação neste filme.

A Total Film, a segunda maior publicação de cinema da Grã-Bretanha, classificou If… como o 16º maior filme britânico de todos os tempos. Anderson era um dos cineastas de British New Wave, movimento do inicio dos 60 equivalente a Nouvelle Vague francesa. Não é à toa que longa foi rodado na mesma época da rebelião estudantil em Paris, em maio de 1968, e inclui diversos diálogos e frases consideradas apologias à violência – como a citada neste post, dita quando Travis  (McDowell) planeja um atentado no dia da formatura.

Até pode ser isso, mas If… é também a representação de uma geração que ansiava por liberdade, nem que para isso fosse preciso pegar em armas. Serve também como uma crítica às instituições de ensino que não compreendem as necessidades dos jovens que abrigam.

 

 

I’m like a tiger

Final

Leia mais:

Melhores Frases – Parte 5

Melhores Frases – Parte 4

Melhores Frases – Parte 3

Melhores Frases – Parte 2

As Melhores Frases – parte 1

Comentários (4)

  • JOSÉ LUIZ diz: 23 de agosto de 2010

    ERA UMA VEZ NO OESTE É UM DOS MELHORES FILMES QUE JÁ ASSISTI! RECOMENDO MESMO. ESTÁ EM DVD. CLAUDIA CARDINALE É UMA DAS MULHERES MAIS LINDAS QUE ESSE MUNDO JÁ RECEBEU E A ATUAÇÃO DE CHARLES BRONSON E HENRY FONDA SÃO EXCEPCIONAIS.

  • Luís Abrianos diz: 23 de agosto de 2010

    Olá Ju Lessa, boa noite!
    Uma sugestão de frases:
    The Godfather

    Don Corleone: Bonasera, Bonasera, what have I ever done to make you treat me so disrespectfully? If you’d come to me in friendship, this scum who ruined your daughter would be suffering this very day. And if by some chance an honest man like yourself made enemies they would become my enemies. And then, they would fear you.

    Bonasera: Be my friend… Godfather.

    Um abraço, Luís.

  • Tiago diz: 23 de agosto de 2010

    Tem outras duas tb que eu acho memoraveis e são do mesmo filme: “My momma always said: Life was like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get.” e “Stupid is who stupid does” (ou algo do tipo…), respectivamente: “Minha mãe sempre dizia: a vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe o que vai encontrar” e “Idiota é quem faz idiotice” de Forrest Gump. Tb sugeriria: My name is Bond, James Bond!”, “I see dead people” e “ET, phone, home”. Obrigado pela lista q é muito interessante.

  • Rodrigo diz: 29 de agosto de 2010

    Era Uma Vez no Oeste assusta pelo tempo a quem não gosta de filmes longos, mas ele te mantém tão vidrado na tela que nem percebe as duas horas e meia.
    Comprei o dvd duplo (que acredito ser edição única que encotramos) e Henry Fonda descreve a cena já comentada “Uma família é massacrada, o caçula não faz idéia do que aconteceu e de repente surge cinco homens de sobretudo que andam em direção a ele. É algo que chega a ser sobrenatural!” e não consigo discordar disso.
    Mas a frase clássica do filme não é somente uma, o filme é muito bom porque não é um western de fotografia fraca, existe a frase de Claudia Cardinale “Se você quiser, você pode me colocar sobre a mesa e divirta-se. E até mesmo chamar seus homens. Nenhuma mulher nunca morreu por isso. Quando você está acabado, tudo que eu vou precisar vai ser um balde de água fervendo, e eu vou ser exatamente o que eu era antes – com apenas uma outra lembrança suja.”
    E a do Charles Bronson desafiando “Notei que você gosta de música. E sabe contar até dois.” Jason Robards rebatendo “Até seis se for preciso (girando a roleta do revólver com um sorriso)”.
    Esse filme conseguiu atores consagrados, papeis marcantes, sem contar que Claudia Cardinale, uma atriz que nunca aparece nua por completo em qualquer dos seus trabalhos, completa esse elenco.
    Pena que hoje em dia os filmes estão forçando a barra com violência gratuita e o público nem deve saber quem é a musa desse filme, que até já apareceu na comédia light A Pantera Cor de Rosa. Ou que Mr. Bronson depois que Hollywood colocou uma arma em suas mãos, sairia dali matando gangues em filmes como Desejo de Matar I,II,III e A Queima-Roupa I a V.
    Sabem menos ainda que Jason Robards é o pai por trás das cenas de outro clássico Johnny Vai à Guerra.

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