Comer, Rezar, Amar, dirigido por Ryan Murphy, estreia nesta sexta

Tudo mundo já passou por crises existenciais, teve vontade de largar tudo, fugir da sua realidade e viajar para lugares distantes. (Eu tenho isso frequentemente.) Não é à toa que é fácil se identificar um pouco com a protagonista de Comer, Rezar, Amar, que estreia nesta sexta nos cinemas, dirigido por Ryan Murphy.
Primeiramente porque a protagonista em questão é Julia Roberts, sempre linda e simpática e que parece, mais uma vez, não se esforçar muito para emprestar um pouco do seu carisma a sua personagem. Em segundo, porque se todos têm ou já tiveram este desejo, no filme, Elizabeth Gilbert o realiza. Por fim, porque a Elizabeth do filme é uma mulher de carne e osso, que conseguiu colocar em prática aquilo que geralmente fica como um sonho distante para a maioria das pessoas e ainda se tornou uma escritora de sucesso com o livro que dá nome ao filme (mais de quatro milhões de cópias em todo mundo).

Tudo isso, aliado a um grande elenco, ótimas locações e uma trilha sonora variada e de bom gosto, que inclui a bossa-nova de Bebel Gilberto, fazem de Comer, Rezar, Amar um filme cativante e agradável. E só isso.
Com uma carreira bem sucedida, um casamento aparentemente feliz e um futuro promissor, Elizabeth ainda se sente insatisfeita. Ela decide dar um novo rumo à sua vida, se divorcia, larga os amigos e parte para uma viagem de um ano em busca do autoconhecimento pela Itália, Índia e Bali, onde acaba encontrando ... Javier Bardem!
Parece ficção, né? Não é, mas o filme até faz parecer que é. Comer, Rezar, Amar flerta com aquela auto-ajuda de botequim, com conselhos genéricos e poucos práticos, e se entrega ao bom e velho romance. Talvez por não se aprofundar muito nas crises existenciais da protagonista (que devem ter sido muitas e profundas na vida real), esteja longe de ser um filme marcante que ficará por anos na lembrança, mas é agradável de assistir e muito bem feito. Típico filme que já nasceu predestinado a encantar o grande público.

O destaque fica com o elenco, a começar pela protagonista. Julia Roberts sabe o peso de seu nome e sabe que brilha em qualquer produção. Neste filme não é diferente e ela reina quase que absoluta, já que os competentes James Franco , Billy Crudup , Viola Davis e Javier Bardem têm atuações discretas e pouco exploradas – Bardem ainda tem certo peso por representar o sonho de consumo do público feminino, com um personagem delicado, emotivo e apaixonado. Espaço mesmo ela perde ao lado de Richard Jenkins, um excelente ator (assistam ao O Visitante!) que consegue passar um pouco de drama nesta história que é tão perfeita que nem parece ser real.


A Calçada da Fama de Hollywood ganhou mais um novo membro. A Fadinha Tinker Bell, aqui no Brasil conhecida como a Sininho de Peter Pan e que há um bom tempo já tem vida própria na Disney, acaba de ganhar sua estrela em Los Angeles. A cerimônia de Tinker Bell coincide com a estreia do último longa-metragem Tinker Bell e o Resgate da Fada, já disponível em Disney DVD e Blu Ray.











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