A Noiva Estava de Preto
E como nossa série está chegando ao fim, nada melhor que encerrar com chave de ouro: só ele, François Truffaut.
No dia do seu casamento, justamente no dia que deveria ser o mais feliz de sua vida, no momento exato em que está saindo da igreja ao lado do seu grande e único amor, ele é assassinado a tiros! A partir daí, a noiva (a magnífica Jeanne Moreau), sedenta por ódio e vingança, vai atrás de um por um dos assassinos de seu amado.
Baseado no livro homônimo de Cornell Woorich, A Noiva Estava De Preto é uma das produções mais conhecidas de Truffaut e lembra muito os filmes de suspense de Hitchcock (de quem o diretor era fã), com cortes e mudanças de planos bruscos.
Na época das filmagens, Truffaut e Jeanne estavam separados de seus respectivos companheiros (ela era casada com Pierre Cardin que, por sinal, assinou o figurino que ela usa no longa) e haviam reatado o romance iniciado em outro filme, Uma Mulher para Dois. A Noiva Estava de Preto seria como uma homenagem do diretor à sua musa inspiradora. No entanto, quando o filme foi lançado, reza a lenda, que ele não ficou satisfeito com a atuação da atriz. Mesmo assim, foi um sucesso no seu lançamento, com um público de 300 mil pessoas durante o tempo que esteve em exibição em Paris.
Uma das coisas que mais me fascinaé o fato de que Jeanne Moreau, além de ser a única personagem feminina no longa, é também a única que permanece viva no final. Enfim, uma constatação meio idiota e óbvia, mas que me encanta! Ah, Truffaut e a nouvelle vague...
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