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Um mundo melhor

04 de maio de 2011 1

Hoje poderia ser só mais um dia qualquer não fosse um pequeno acontecimento. Há exatos 82 anos, aquela que viria ser meu ícone e a principal responsável pela minha paixão por cinema nascia, fazendo deste um mundo muito mais elegante, bonito e requintado.

Cinderela em Paris

No dia 4 de maio de 1929, em Bruxelas, a baronesa holandesa Ella van Heemstra, descendente de reis ingleses e franceses, deu luz a Audrey Kathleen Ruston e, de quebra, deu aos relés mortais um lindo presente.

Em seu melhor papel: a vida real

Embora tenha sido símbolo de tudo o que cinema poderia fazer de mais belo e luxuoso, Audrey Hepburn (sobrenome anexado por seu pai) viveu vários dramas na sua vida real: a separação dos pais e a ausência da figura paterna, a invasão nazista na Holanda, a resistência e a perda de familiares na guerra, a desilusão com o balé (sua primeira paixão artística), a dor de duas separações, alguns abortos e, por fim, o câncer que a levou aos 63 anos.

Bonequinha de Luxo

No entanto, este também foi o tempo necessário para encantar o mundo com seus filmes, colorir nossas vidas, criar dois filhos e fazer aquele que seria o seu trabalho mais importante: o de Embaixatriz da Unicef. Se sentindo em débito com a organização que salvou sua vida no pós-guerra, Audrey passou seus últimos anos em missões, visitando países e promovendo eventos de apoio. Seus filhos continuaram a obra, com a Fundação Audrey Hepburn, em Nova York, organização não governamental que continua o serviço da atriz e cuida de crianças mais necessitadas do mundo.

Minha Bela Dama

Até hoje seu nome é sinônimo de elegância e seu rosto ainda figura nas listas das mais belas de Hollywood.

A Princesa e o Plebeu

Ao contrário da maioria dos fãs, que considera Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961) seu maior clássico, meu xodó é Cinderela em Paris (Funny Face, 1957), primeiro filme dela que assisti. Lembro-me como se ainda fosse hoje. Era um sábado de noite, devia ter uns 10 anos e minha vida nunca mais seria a mesma depois de ter vivido, por cerca de 100 minutos, um lindo conto de fadas, com direito a Fred Astaire e trilha de Ira e George Gershwin!

Além da Eternidade

Se hoje eu ainda acredito em romantismo e finais felizes. Se hoje eu ainda choro em comédias românticas e me emociono ao ver um casal de velhinhos andando de mãos dadas. Se hoje ainda me desconcerto com um simples sorriso de uma criança e morro de rir com as trapalhadas de um cachorrinho. Se hoje ainda fico hipnotizada contemplando uma flor e gosto de sentir o cheio da chuva molhando a terra. Se hoje ainda sou uma bobona que se deixa levar por qualquer ternura tola, tudo isso é culpa de Jo Stockton, que conheci na naquela noite, e de tantas outras personagens que só não me encantaram mais que a real Audrey Hepburn. (Aliás, meu primeiro post aqui no blog foi sobre este filme. Leia aqui.)

Guerra e Paz

Não vou divagar sobre todos os filmes dela. Seriam tantos. E tantas lembranças (até onde saiba, já assisti a todos). Mas vale ressaltar seu último trabalho, Além da Eternidade (Always, 1989). Uma pequena participação como um anjo!

Charada

Nada mais belo para encerrar uma vida cheia de belezas.

Sabrina


Comentários (1)

  • Daniel Rodrigues diz: 4 de maio de 2011

    Linda homenagem. Gosto muito dela também.
    Abç,

    Daniel.

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