E como nossa série está chegando ao fim, nada melhor que encerrar com chave de ouro: só ele, François Truffaut.
No dia do seu casamento, justamente no dia que deveria ser o mais feliz de sua vida, no momento exato em que está saindo da igreja ao lado do seu grande e único amor, ele é assassinado a tiros! A partir daí, a noiva (a magnífica Jeanne Moreau), sedenta por ódio e vingança, vai atrás de um por um dos assassinos de seu amado.
Baseado no livro homônimo de Cornell Woorich, A Noiva Estava De Preto é uma das produções mais conhecidas de Truffaut e lembra muito os filmes de suspense de Hitchcock (de quem o diretor era fã), com cortes e mudanças de planos bruscos.
Na época das filmagens, Truffaut e Jeanne estavam separados de seus respectivos companheiros (ela era casada com Pierre Cardin que, por sinal, assinou o figurino que ela usa no longa) e haviam reatado o romance iniciado em outro filme, Uma Mulher para Dois. A Noiva Estava de Preto seria como uma homenagem do diretor à sua musa inspiradora. No entanto, quando o filme foi lançado, reza a lenda, que ele não ficou satisfeito com a atuação da atriz. Mesmo assim, foi um sucesso no seu lançamento, com um público de 300 mil pessoas durante o tempo que esteve em exibição em Paris.
Uma das coisas que mais me fascinaé o fato de que Jeanne Moreau, além de ser a única personagem feminina no longa, é também a única que permanece viva no final. Enfim, uma constatação meio idiota e óbvia, mas que me encanta! Ah, Truffaut e a nouvelle vague...
Nada melhor para homenagear os pombinhos Kate e William do que relembrar o casamento real que é considerado o mais feliz da história da Inglaterra. E um filme muito bonito e bem feito mostrou isso. Em A Jovem Rainha Vitória, a gente acompanha os primeiros anos de reinado da monarca que mais tempo ficou no poder, época em que conhece o Príncipe Albert. No início, ele se aproxima dela por puro interesse político de seus tios, mas não resiste aos encantos da ruivinha. O filme conta a história mais ou menos deste jeito, de maneira simples e romântica, mas nem por isso menos grandiosa. Destaque para a grande atuação de Emily Blunt, que a cada dia mostra mais talento, e para a riqueza de detalhes do filme - desde pequenos objetos palacianos que nos ambientam perfeitamente na época, passando pelo figurino impecável e pelos mais simples gestos da protagonista. Já escrevi sobre este filme (leia aqui).
William, por sinal, é desta linhagem. Ele é tata(...)raneto de Rainha Vitória - filho de Charles que por sua vez é filho da Elisabeth II que é filha do George VI que é filho do George V que é filho do Edward VII que é filho da Rainha Victoria. Ufa!! Tomara que isso seja um presságio de um casamento feliz. A família real está precisando ....
O Casamento de Muriel
O ano era 1995. Por engano, ao alugar um filme na locadora, veio este. Assisti a contragosto para não perder a diária e desde então é um caso de amor, ao som cafona, mas sedutor, de ABBA. A então pouco conhecida Toni Collete dá vida a Muriel, uma gordinha desengonçada, fã da banda sueca e com uma família problemática. Depois de aprontar poucas e boas e fugir com sua melhor amiga, ela vê num casamento de fachada com um nadador a chance para mudar a sua vida infernal. Um filme muito engraçado, com boas pitadas de drama, que fala sobre amizade, amor e tantas outras coisas. E claro, Dancing Queen, Fernando, Mamma Mia, I do, I do, I do, I do.
E no elenco tem ainda a maravilhosa Rachel Griffiths como Rhonda, a fiel loucaça amiga de Muriel.
Já escrevi sobre este filme na primeira vez que assisti (leia aqui). Uma comédia romântica sensível, com todo o requinte inglês. Rachel e Heck formam um casal fofo que teria tudo para ser feliz... Teria, se Rachel não descobrisse, por acaso, que sua alma gêmea é outra pessoa. E de outro sexo ... sim, não é ele, é ela!!!! O filme trata deste relacionamento homossexual com muita delicadeza e de maneira super leve, sem aquele ranso dos dramas do gênero. Não é um grande filme, mas é tão fofinho que parece que estamos numa daquelas românticas de Meg Ryan. E com uma trilha sonora muito legal. Obviamente que o tema não poderia ser outro: “Imagine me and you, I do/ I think about you day and night/ It's only right/ To think about the girl you love/ And hold her tight / So happy together ... la la la la…”
O Casamento de Rachel
Aqui temos outra Rachel. Mas não é comédia, nem romântica. Dramalhão da pesada e uma das melhores atuações de Anne Hathaway, que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Anne interpreta Kym, uma garota desajustada que está visitando a família para o casamento de sua irmã. É claro que todas as mágoas, culpas e remorsos, tanto de Kym como de sua família, vêm à tona. Usando câmera na mão e com som totalmente ambiental (sem nenhuma edição), o diretor Jonathan Demme ( O Silencio dos Inocentes, não é preciso dizer mais nada) consegue nos passar uma veracidade desconcertante. É um filme pesado, cheio de tragédias familiares e relacionamentos abalados. Apesar de tudo isso, parece tão próximo das neuroses de qualquer boa família. E o mais legal é a incessante luta de todos os personagens em se tornarem pessoas melhores, mesmo que, muitas vezes, equivocadamente. A festa de casamento é bem diferente daquilo que é considerado convencional. Além disso, a trilha sonora do filme é executada pelos próprios músicos que fazem parte do longa. É é muuuito legal!!! E uma curiosidade: a roteirista Jenny Lumet é filha do recém falecido, mas eterno, Sidney Lumet, o que comprova que talento vem de berço, sim senhor. E tem também uma participação pra lá de especial de Debra Winger.
O foco desta semana é o casamento do Príncipe William com Lady Kate. Nada mais justo. Particularmente, adoro esta função de casamento real e tudo o que diz respeito à monarquia inglesa. Em homenagem ao mais novo (e fofo) casal das velhas monarquias europeias, começo uma singela lista de casamentos inesquecíveis de filmes que adoro.
Casamento Grego (2002)
Sucesso de público e crítica nos cinemas, Casamento Grego mostra a história de Toula, uma garota grega de 30 anos que ainda está encalhada. Seus pais gostariam de vê-la casando-se com um rapaz que tivesse as mesmas origens, porém o coração de Toula bateu forte por Ian, um professor americano que não sabe nada sobre a Grécia, nem sobre os costumes e tradições de seu povo. Uma comédia romântica despretensiosa e divertidíssima sobre o choque de costumes. Na real, a história não tem nada de surpreendente, quantos a filme a gente já conhece cujo conflito é um casal tentando convencer suas famílias de que se amam? Mas o que vale aqui são as piadas e as ótimas atuações. Destaque para Michael Constantine, na pele do impagável patriarca grego.
Um Casamento á Indiana (2001)
Um casamento arranjado às pressas em Nova Delhi. A noiva, Aditi, aceita se casar depois de uma decepção amorosa. Com a data do casamento chegando, os familiares começam a se aglomerar na casa dos pais da noiva, cada um com seu drama particular que acabam se misturando com a tensão da proximidade do evento. No meio disso tudo, a noiva não consegue deixar de pensar no ex-amante e na escolha que fez. E o que poderia ser um dramalhão antecedendo uma verdadeira tragédia – nada pior do que se casar com alguém que não se conhece sofrendo de amor por outra pessoa -, é na verdade uma comédia delicada e leve, com vários personagens interessantes. Várias histórias e tradições se misturam neste filme de Mira Nair que nada mais é do que a celebração das diferenças.
O Filho da Noiva (2001)
O argentinho Juan Jose Campanella é um das maiores diretores da atualidade. Seus filmes mesclam humor, drama, suspense e romance de maneiras intensas e nas medidas exatas. O Filho da Noiva é de 2001 e é o segundo dos quatro filmes mais conhecidos do diretor (O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, O Clube da Lua e O Segredo de Seus Olhos) .
Protagonizado pelo parceiro de vários trabalhos do diretor, Ricardo Darín, O Filho da Noiva conta a história de Rafael Belvedere que, aos 42 anos, tem uma vida assoberbada e está em crise. Frustrado com suas escolhas, ele gerencia o restaurante que era de seu pai, sua ex-mulher o acusa de não dar atenção ao filho e sua atual namorada pede mais comprometimento. Ele não entende por que o pai decide, justamente agora, depois de anos de relacionamento, se casar no religioso com sua mãe, que está perdendo a memória devido ao Alzheimer e a quem ele quase nunca visita. Em tensão constante e sempre tentando carregar o mundo nas costas, Rafael sofre um ataque cardíaco, o que faz com que se encontre novamente com Juan Carlos (Eduardo Blanco, outro parceiro de Campanella), um amigo de infância que o ajuda a reconstruir seu passado e ver o presente com outros olhos. Um filme belíssimo e que tem um dos casamentos mais lindos que eu já “presenciei”.
Além de Darín e Blanco, completam o elenco estrelar o grande Héctor Alterio e a magnífica Norma Aleandro (juntos na foto), que nos levam às lágrimas com suas interpretações delicadíssimas.
A edição online da Elle espanhola (uma das melhores revistas da marca, com excelentes reportagens e ótimos textos) fez uma matéria bem legal com as 10 praias espanholas mais famosas do cinema.
Entre as citadas estão Monsul, em Cabo de Gata, que foi um dos cenários de Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), terceiro filme da série e que teve a participação maravilhosa de Sean Connery como o pai de Jones (um dos diálogos mais engraçados do filme se dá quando pai e filho percebem que foram seduzidos pela mesma mulher).
Já o diretor Alejandro Amenábar escolheu as areias e pedras da charmosa praia de Furnaspara rodar o filme Mar Adentro (2004), estrelado por Javier Bardem em uma de suas melhores atuações. Só uma curiosidade: a praia é um dos destinos dos adeptos do nudismo.
Óbvio que Pedro Almodóvar também não esqueceria do litoral paradisíaco da sua tão amada Espanha. Em seu último filme, Abraços Partidos (2009), estrelado por sua musa Penélope Cruz, o recanto escolhido foi a praia de Famara, na região das Ilhas Canárias.
Além de contracenar com Pierce Brosnan, ser a primeira negra a ser uma bond girl e levar alguns milhões de dólares por isso, Halle Berry teve o prazer de refazer a famosa seqüência do banho de mar no filme 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002), na praia de La Caleta, localizada no centro histórico da cidade de Cádiz. (Na verdade, o banho de mar de Halle foi uma homenagem ao filme 007 Contra o Satânico Dr. No, que tem a mesma cena com Ursulla Andress) .
Lucia e o Sexo (2001) é um dos filmes mais sensuais dos últimos anos. Além da direção de Julio Medem e da atuação de grandes atores como Paz Vega e e Javiér Câmara, o cenário também contribuiu para o clima totalmente sexual da trama. E o local escolhido é umas das praias mais famosas do país, Ses Illetes, na cidade de Formentera.
O clássico Lawrence da Arábia (1962), de David Lean, com Peter O’toole, também aproveitou o litoral espanhol para algumas de suas cenas, na praia de El Algarrobico, na região de Andaluzia(à esquerda). E já que estamos nos clássicos que tanto amo, S’Agaró, região da Cataluña,foi o cenário escolhido para o filme De Repente, No Último Verão (1959), que reuniu Elizabeth Taylor , Katherine Hepburn e Montgomery Clift (à direita).
E já chegando ao final da lista , a praia de Andrín, na região de Asturias, foi uma das localidades onde foi rodadoO Orfanato(2008) (à esquerda). Já a aventura pouco divulgada aqui no Brasil e um dos filmes mais caros do cinema espanhol, Alatriste (2006) , com Viggo Mortensen, teve algumas de suas cenas feitas em Tarifa, também na região Andaluzia e de onde é possível se ver o norte de Marrocos (onde se passa o clássico Casablanca, que obviamente não consta nesta lista... hihihihi) (à direita).
Por fim, mas não menos importante, está a praia de Peñíscola, na região de Valência, onde no ano de 1961, Charlton Heston e Sophia Loren filmaram a saga do herói espanhol El Cid.
Como confiar em um homem que usa cinto e suspensórios? Você não confia em suas próprias calças?
(Era Uma Vez no Oeste, Sergio Leone, 1969)
Um dos maiores clássicos do faroeste, dirigido pelo mestre Leone e com o ninguém menos que o grande Henry Fonda na pele do vilão Frank, um matador de aluguel tão insensível que não é capaz de sentir pena nem de uma pobre criancinha indefesa que acabou de ver sua família ser assassinada. É mais ou menos assim que começa o filme, depois de uma sequência genial, apenas com som ambiente, em que três pistoleiros aguardam, numa estação de trem, sob um calor escaldante, a chegada de um desconhecido. E quem é este homem tão aguardado? Eis que surge um misterioso Charles Bronson, que ao longo dos 160 e tantos minutos de filme dirá poucas palavras, mas saberá como ninguém usar sua pistola e sua gaita de boca. Uau!!!!! Nestes primeiros minutos a gente já sente uma terrível tensão que se prolongará por toda a trama...
Chega de devaneios! Era Uma Vez no Oeste gira em torno de quatro personagens. O pistoleiro Frank é contratado pelo barão de uma pequena cidade para matar uma família, proprietária de terras que iriam se valorizar com a chegada da ferrovia. Ele faz o serviço e deixa evidências que levam a crer que o autor é outro pistoleiro: o bandido legal Cheyenne (Jason Robards). Só que ninguém sabia que o chefe desta família havia se casado em sigilo com a prostituta de Nova Orleans Jill McBain (a maravilhosa Claudia Cardinale), que acaba herdando a propriedade. Para realizar o sonho de seu falecido marido de construir uma estação de trem nas terras, ela vai contar com a ajuda de Cheyenne, que quer provar sua inocência neste crime brutal, e do enigmático “O Gaita” (Bronson) , que está na cidade em busca de vingança. Vingança de quê? O motivo a gente só vai conhecer nos minutos finais.
Um filme explosivo do início ao fim, com seqüências geniais, grandes interpretações e a trilha sonora do mestre Ennio Morricone. O interessante é que Era Uma Vez no Oeste foi um fracasso de bilheteria na época. Hoje em dia, é considerado por muitos como o melhor western de todos os tempos.
Faltou alguma coisa? Ah sim, a frase! Ela é dita por Frank ao dono do saloon (porque todo faroeste tem que ter um bar que se preze!), um fofoqueiro que é seu olheiro no vilarejo.
OBS: os olhos azuis de Henry Fonda estão mais enigmáticos do que nunca neste filme!
A primeira aparição de Claudia
Cena do massacre – primeira aparição de Henry “Frank” Fonda
Clássica sequência inicial
Kid, acho que deveria te dizer uma coisa. Nunca atirei em ninguém antes.
(Butch Cassidy and the Sundance Kid, George Roy Hill, 1969)
E já que estamos em faroeste, vamos para outro, desta vez bem mais divertido! Depois de se tornar um dos ladrões mais famosos (e queridos, mas isso logicamente só no filme) do Velho Oeste, depois de assaltar vários trens, depois fugir dos Estados Unidos e continuar roubando bancos na Bolívia, é esta confissão que Butch Cassidy (Paul Newman) faz a seu parceiro Kid (Robert Redford). A frase é dita já no final do filme, quando os dois ladrões estão completamente cercados.
Butch Cassidy and the Sundance Kid é baseado em dois dos mais famosos bandidos dos Estados Unidos, que obviamente foram totalmente romantizados na trama. E é lindo ver Paul Newman e Robert Redford atuando juntos – eles viriam a atuar novamente em Golpe de Mestre, outro filme super divertido, também dirigido por Hill. Um dos destaques deste filme é a fotografia, que abusa de imagens congeladas e tons de sépia – a apresentação inicial dos personagens e o grande final do filme são sensacionais.
São várias seqüências clássicas, como a que Newman anda de bicicleta com Etta (a bela Katharine Ross) ao som de Raindrops Keepin fallin on my head. Tem também a primeira vez em que o espectador conhece Etta. Tudo nos leva a crer que ela é apenas uma jovem inocente prestes a ser abusada por Kid, mas eis que apenas uma frase dita por ela (algo como “Dá próxima vez não se atrase”) faz a gente entender que eles formam um casal. Aliás, frases também são o que não faltam neste filme: “O futuro é todo seu, sua bicicleta idiota!”, “ Não sei nadar.” “A queda provavelmente vai te matar”. Talvez escritas aqui, soltas, não signifiquem muito, mas no contexto do filme, são genais!!!!
Uma curiosidade é que o papel de Sundance Kid foi oferecido e aceito pelo ator Steve McQueen. Com isso, este seria o primeiro filme em que Newman e McQuee atuariam juntos. Só que como os dois atores estavam no auge, houve problemas com as apresentações dos nomes nos créditos. Newman, sempre nobre, concordou com a proposta de que os dois nomes aparecessem juntos antes do início do filme, mas McQueen desconfiou que isso fosse verdade e desistiu do filme. Azar o dele! Dizem também que o diretor George Roy Hill originalmente escalou Paul Newman como Sundance Kid e Robert Redford como Butch Cassidy. E teria sido o próprio Redford quem sugeriu que ele e Newman trocassem os personagens, sugestão aceita pelo diretor e também por Newman.
O grande final
A bicicleta
Não sei nadar
Um homem pode mudar o mundo com uma bala no lugar certo.
(If...., Lindsay Anderson, 1968)
Um filme impactante que mostra o surgimento de uma insurreição estudantil armada dentro de uma instituição de ensino repressora. Baseado no livro Crusaders, de David Sherwin, If.... é antes de tudo um retrato dos sentimentos e conflitos dos jovens dos mitológicos anos 60 e é considerado um marco da cinematografia britânica na época da contracultura.
O filme ganhou o Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes, em 1969, e marca a estréia nos cinemas de Malcolm McDowell, no papel de Mick Travis, que ele repetiria em mais dois filmes de Anderson. O diretor Stanley Kubrick disse que, entre tantos motivos que o levaram a escolher o ator para ser o protagonista de Laranja Mecânica (filme mais famoso de McDowell), está sua atuação neste filme.
A Total Film, a segunda maior publicação de cinema da Grã-Bretanha, classificou If... como o 16º maior filme britânico de todos os tempos. Anderson era um dos cineastas de British New Wave, movimento do inicio dos 60 equivalente a Nouvelle Vague francesa. Não é à toa que longa foi rodado na mesma época da rebelião estudantil em Paris, em maio de 1968, e inclui diversos diálogos e frases consideradas apologias à violência – como a citada neste post, dita quando Travis (McDowell) planeja um atentado no dia da formatura.
Até pode ser isso, mas If... é também a representação de uma geração que ansiava por liberdade, nem que para isso fosse preciso pegar em armas. Serve também como uma crítica às instituições de ensino que não compreendem as necessidades dos jovens que abrigam.
Acharam que eu tinha esquecido da clássica lista de filmes chorosos?! Claro que não! Até porque, como está escrito numa blusa que ganhei de presente da minha amiga Lenara: “Eu sou a rainha do drama”.
Os Garotos da Minha Vida (Riding Cars With Boys, 2001)
O drama que Drew Barrymore vive em Os Garotos da Minha Vida é de partir o coração. (Pior que quando fui assistir estava imaginando uma comédia romântica bobinha - e o título em português me ajudou a ter esta impressão). Mesmo sendo um filme leve, ainda assim, é muito triste.
Nos anos 60, Beverly D'Onofrio (Drew) é uma garota que vive em uma cidade do interior dos Estados Unidos e sonha em chegar à universidade e tornar-se uma escritora. Porém, seus planos são subitamente interrompidos quando ela fica grávida de Ray Murphy , um motoqueiro que conheceu há apenas poucas semanas. Com medo de que sua filha se tornasse mãe solteira, os pais de Beverly a obrigam a se casar com Ray e abandonar os estudos para cuidar da criança. Mas Beverly não desiste de seu sonho e, após enfrentar alguns erros e obstáculos, busca enfim realizá-lo.
Último filme dirigido pela atriz Penny Marshall, que também foi a responsável por Quero Ser Grande (aquele em que um menino, da noite para o dia, se transforma em Tom Hanks) e Tempo de Despertar (outro filme para lista de chorar). Destaque para as participações da finada Brittany Murphy, como Fay, melhor amiga de Beverly; Steve Zahn, que sempre faz ótimas atuações como coadjuvante; e o SENSACIONAL James Woods, como o pai durão e apaixonado pela filha sapeca. Cody Arens e Logan Arens estão muito fofinhos como o pequeno Jason (aos seis e três anos de idade), filho de Beverly e Ray e que carrega o peso de sentir responsável pelos erros de seus pais.
Uma das cenas mais fofas do filme (mesmo com o passar dos anos, pai é sempre pai e filha é sempre filha):
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Uma Lição de Amor (I Am Sam, 2001)
Quando Kristine Johnson e Jessie Nelson decidiram escrever este roteiro, eles devem ter pensado: “Ok, vamos fazer um filme para todo mundo morrer chorando”. E, para alcançar este objetivo, eles também devem ter pensado: “Vamos escolher uma dupla de peso”. E acertaram os dois alvos em cheio. Sean Penn e Dakota Fanning foram uma dupla invencível no campeonato de choro livre, num filme que nos leva às lágrimas do início ao fim.
Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz sete anos, Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer a menina internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da cética advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso sem acreditar na possibilidade de vitória. Com uma histórias destas e estes atores, não é preciso escrever mais nada.
E, como o nome da personagem da Dakota (Lucy Diamond Dawson) indica, uma trilha sonora recheada de Beatles.
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Doutor Jivago (Dr. Zhivago, 1965)
Doutor Jivago é um daqueles clássicos que deveria ser obrigatório para todos. Um grande épico em vários sentidos: grandes atuações de Omar Sharif, Julie Christie, Geraldine Chaplin e Alec Guinness; uma excelente direção do brilhante David Lean (um dos melhores diretores de todos os tempos); um roteiro fantástico, baseado no livro de Boris Pasternak e escrito pelas mãos de Lean e Robert Bolt; uma trilha sonora emocionante, sob comando do grande Maurice Jarre (fico toda arrepiada quando ouço os primeiros acordes de Tema de Lara); e a fotografia magnífica de Freddie Young. Não é a toa que estes últimos quatro nomes aparecem juntos em outros grandes filmes como Lawrence da Arábia e A Filha de Ryan.
Doutor Jivago tem uma trama complexa e longa, que começa anos antes da Revolução Russa. Resumidamente: Yuri Zhivago é um médico e poeta que, inicialmente, apoia a revolução, mas se desilude com a dureza do regime socialista e se divide entre dois grandes amores: a esposa Tania (Geraldine Chaplin) e a bela Lara (Julie Christie). A narrativa é feita em flashbacks a partir do general do exército vermelho Yevgraf (Alec Guinness), meio-irmão de Zhivago que procura pela sobrinha desaparecida - filha do poeta com Lara. O filme mostra os encontros e desencontros destes personagens com o passar dos anos e dos acontecimentos históricos. Lirismo puro! Uma das cenas mais belas é a que mostra flocos de neve se transformando em flores e uma destas flores se transforma no rosto de Lara. São 197 minutos de um épico lindo, com muita poesia e emoção – e, claro, muitas lágrimas!
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Alice no País das Maravilhas tomou o sexto lugar de Harry Potter e a Pedra Filosofal na lista dos filmes mais rentáveis de todos os tempos, de acordo com os dados do site Box Office Mojo. O filme de Tim Burton arrecadou até agora US$ 996 milhões, contra os US$ 974,7 milhões arrecadados pelo primeiro filme baseado no livros de J.K. Rowling.
James Cameron ainda ocupa as duas primeiras posições no ranking com Avatar e Titanic, respectivamente.
Os 10 filmes mais rentáveis
1º) - Avatar - US$ 2,72 bilhões
2º) - Titanic - US$ 1,84 bilhão
3º) - O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - US$ 1,12 bilhão
4º) - Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte - US$ 1,06 bilhão
5º) - Batman - O Cavaleiro das Trevas - US$ 1,01 bilhão
6º) - Alice no País das Maravilhas - US$ 996 milhões
7º) - Harry Potter e a Pedra Filosofal - US$ 974,7 milhões
8º) - Piratas do Caribe - No Fim do Mundo - US$ 961 milhões
9º) - Harry Potter e a Ordem da Fênix - US$ 938,2 milhões
10º) - O Senhor dos Anéis - As Duas Torres - US$ 925,2 milhões
Com esta frase, Greta Garbo encerra o drama dirigido por Rouben Mamoulian sobre a monarca que abriu mão da coroa pelo amor. Christina assumiu o trono da Suécia com apenas cinco anos. Ela foi sempre muito devota a seu país, abrindo mão de sua vida pessoal. Mas tudo isso muda quando conhece o diplomata espanhol Antonio, por quem se apaixona perdidamente. Depois de uma idílica noite juntos, Christina e Antonio precisam se separar, mas a rainha jura renunciar a seu trono e ao protestantismo para poder casar-se. Assim como na vida real, na ficção o fim desta história também é triste: Christina abdica de seu trono, se exila da Suécia e Antônio morre em seus braços. E ninguém melhor para interpretar esta corajosa monarca, que foi capaz de lutar contra todos pelo seu sonho, do que outra diva sueca, a magnífica e praticamente eterna Greta Garbo! Destaque para as lindas cenas de amor entre Garbo e John Gilbert.
O melhor é não morrer. (Sahara, 1943)
Sim, esta frase parece meio óbvia demais. O melhor sempre é não morrer. Mas no meio do deserto que dá nome a este filme de Zoltan Korda, sem beber água e com soldados dependendo dele, é a esta conclusão que o sargento Joe Gun (Humphrey Bogart) chega. E ele não se entrega. Sahara é um clássico sobre a Segunda Guerra. Depois de regatarem cinco soldados britânicos, um francês e um sudanês com um prisioneiro italiano, o sargento Gunn e sua equipe precisam atravessar o deserto líbio afim de reencontrar seu comando após a queda de Tobruk. Eles e os inimigos estão com a mesma necessidade básica: água.
De todos os botequins de todas as cidades no mundo inteiro, ela entra no meu. (Casablanca, 1942)
Finalmente atendendo ao pedido da Fernanda, feito no dia 13 de agosto do ano passado aqui no blog. Mais uma vez Bogart e novamente o clássico Casablanca (claro que não é nenhum sacrifício usar frases deste filme na lista). Resumidamente: Ilsa Lund chega a Casablanca junto com seu companheiro Victor Laszlo, fugidos da Europa ocupada e tentando conseguir visto para os Estados Unidos. Só que ela nem imagina que Richard Blane, amor que teve que abandonar em Paris ao descobrir que Victor ainda estava vivo, também vive lá agora e administra o café mais famoso da cidade. A frase acima é proferida pelo próprio Rick depois de reencontrar Ilsa no bar. E aí já é tarde demais: Sam já tocou As Time Goes By e os dois não resistem ao passado! É graças a frases como esta que Casablanca é considerado um dos melhores filmes do mundo!
Trepar. (De Olhos Bem Fechados, 1999)
Também atendendo a um pedido, feito na mesma data do anterior, pelo Marcelo. Com esta simples frase, Alice (Nicole Kidman) responde à pergunta de seu marido, William (Tom Cruise), e encerra este que é o último filme do grande diretor Stanley Kubrick. Após sua esposa admitir que sentiu atração por outro homem e que seria capaz de larga-lo, Bill começa a vagar pelas ruas de Nova York e tem uma noite pra lá de bizarra, cheia de fantasias e erotismo, o que o leva a questionar seus valores e suas escolhas. Depois que sua esposa fica a par de tudo o que aconteceu, ele lhe questiona o que devem fazer a partir de então. E eis a sabia resposta de Alice.
Ok, vamos dar o diálogo todo para contextualizar:
Bill: O que você acha que devemos fazer?
Alice: O que eu acho que devemos fazer? Não sei. Talvez eu acho que devemos ficar gratos. Gratos por termos conseguido sobreviver a todas as nossas aventuras, tantos as reais quanto as sonhadas.
Bill: Tem certeza disso?
Alice: Se tenho certeza? Tenho a mesma certeza de que a realidade de uma noite, para não dizer de uma vida inteira, pode ser toda a verdade.
Bill: E nenhum sonho jamais é apenas um sonho.
Alice: O importante é que estamos acordados agora e esperamos continuar assim por muito tempo.
Bill: Para sempre.
Alice: É melhor não dizer isso. Me assusta. Mas eu amo você e há uma coisa muito importante que precisamos fazer o mais rápido possível.
Bill: O quê?
Alice: Trepar.
A história não é tão simples assim. Em se tratando de Kubrick, nada nunca é tão simples quanto pode parecer. Teve muita gente que amou filme, outros que esperavam mais e por aí vai. Mas uma coisa é certa: ao retratar os desejos reprimidos de um jovem casal bem estabelecido na vida, o diretor mais uma vez conseguiu surpreender.
O filme Star Wars: Episódio 5 - O Império Contra-ataca, produzido por George Lucas em 1980, foi eleito a melhor sequência de todos os tempos em uma pesquisa britânica.
O site de locações de DVDs Lovefilm realizou uma pesquisa perguntando quais eram as melhores sequências da história do cinema. O longa chegou ao primeiro lugar da pesquisa com 19% dos votos. Em segundo lugar ficou O Exterminador do Futuro 2, de James Cameron, lançado em 1991. Em terceiro, aparece O Poderoso Chefão 2, dirigido em 1974 por Francis Ford Coppola. Em quarto lugar ficou um dos filmes mais bem sucedidos da franquia Batman, Batman - O Cavaleiro das Trevas, dirigido em 2008 por Christopher Nolan e famoso por ser um dos últimos filmes do ator Heath Ledger, morto em 2008.
O Império Contra-ataca já era considerado pelos fãs o melhor filme da série Star Wars, com a batalha no planeta gelado de Hoth, o treinamento de Luke Skywalker por Yoda e o momento chocante no final do filme, quando Darth Vader revela que é o pai de Luke (CLÁÁÁÁÁÁSICO!!!!).
O longa foi lançado depois de Star Wars: Episódio 4 - Uma Nova Esperança, lançado em 1977 e que iniciou a saga Star Wars. A saga ainda teria Star Wars: Episódio 6 - O Retorno de Jedi, em 1983 e, a partir de 1999, George Lucas retoma a saga com o lançamento dos três primeiros episódios, A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith.
Se a lista fosse minha e só eu pudesse votar (hehehe), O Império Contra-ataca continuaria no topo. O segundo lugar ficaria com Batman - O Cavaleiro das Trevas, em minha opinião um dos melhores de todos os tempos e uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema. O Poderoso Chefão 2 continuaria em terceiro (embora o filme seja sensacional, com as atuações excelentes em De Niro e Pacino, já deixa muito a desejar em relação ao primeiro – da mesma forma que o terceiro perde muito em relação a este, mostrando uma queda da qualidade das seqüências).
Por fim, O Exterminador do Futuro 2, o melhor dos três filme (1,2 e 4 – o 3 é uma piada de tamanho mau gosto que não merece nem ser citado).
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
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