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Posts na categoria "Opinião"

Hasta la vista, baby!

02 de janeiro de 2012 3

Nunca fui boa na arte do desapego. É sempre dolorido me desfazer de algo, alguém ou situação. Enrolo, nego, empurro com a barriga, adio, choro, mas por fim, fatalmente, chega a hora em que preciso assumir o derradeiro grand finale.

Talvez por isso este seja um dos textos mais difíceis que escrevo. Pois é amigos, chegou o momento de me despedir. Quem ainda acompanhou o blog nestes últimos meses de sobrevida já devia estar imaginando que isso aconteceria. Estava difícil conciliar, os posts foram ficando cada vez mais espaçados, o tempo cada vez mais insuficiente, a cabeça cada vez menos criativa. Mas ainda assim tentei resistir, neguei, ignorei. Agora, no entanto, é o fatídico momento de dizer “até logo”.  Uma ruptura necessária, não por isso menos dolorida, mas que vai ser benéfica (espero!).

Encerro o Matinê cheia de idéias que não consegui tirar da cabeça, cheia de textos que não consegui escrever, cheia de filmes que não consegui assistir. Encerro o blog do mesmo jeito que comecei: amando Audrey Hepburn, tendo Casablanca como filme preferido, chorando em comédias românticas bobas e gostando de cinema de qualidade.

Encerro o blog com medo porque a palavra “mudança” para uma pessoa como eu tem um peso cinco mil vezes maior do que deve ter para a maioria. Mas assim como em  grandes filmes, na vida real as mudanças também são necessárias.

Por uma destas coincidências mágicas, acabo de me despedir de uma amiga que proferiu a seguinte frase: “A gente tem que arriscar.  Se a gente não arrisca, a gente não sai do lugar”.

Acho que chegou minha hora de sair do lugar.  Este ainda não é o meu grand finale, apenas o início de um novo ato ou, quem sabe, o meu momento de virada.  Mas isso é cena de um próximo capítulo.  :)

Um beijo a todos!

Uma busca sem sentido

04 de dezembro de 2011 0

Talvez o momento melancólico pelo que qual estou passando, talvez a eterna busca por um sentido transcendental, talvez a necessidade de me enquadrar em algum conceito, seja qual for, talvez o anseio de me sentir parte de algo maior. Provavelmente tudo isso junto tenha sido fundamental para eu me identificar tanto com o filme 30 Anos Esta Noite, de Louis Malle.

30 Anos Esta Noite é um retrato triste e belo do vazio existencial. Alain Leroy vive à margem de tudo que a vida lhe proporciona. Não se encanta por nada e não consegue se deixar envolver por ninguém. É um apático por natureza.

Acompanhamos as últimas horas deste personagem, depois de deixar o hospital onde fazia tratamento contra o alcoolismo. Ele anda em bares, reencontra amantes, procura amigos, revive vícios, reavalia o passado. Tudo isso uma viagem interna para resgatar a si mesmo.

A busca incessante por um rumo só torna cada vez mais pungente a frustração por nunca achá-lo. Cada tentativa de se encontrar acaba sendo apenas mais uma prova patética desta impossibilidade. Alain não se enquadra em nada, é um passante da própria existência.

Nós não sabemos quem ele é, nem o que o levou até ali. Segue uma trilha sem fim, um caminho sem destino, uma vida sem sentido. Os vícios, os excessos e as transgressões não são testes de limites de alguém que quer viver intensamente, mas uma fuga da solidão que se sente quando não se vê horizonte. Assim como sua própria internação é apenas uma tentativa de se esquecer de si mesmo. Alain vive na subsistência da sua incapacidade de se relacionar com o mundo.

Num dos diálogos mais interessantes do filme, pouco antes da sair da clínica, o médico lhe diz “a vida pode ser boa” e o aconselha a retomar laços afetivos e resolver os problemas do passado. Como retomar laços que nunca existiram? Como resolver um passado que nunca foi vivido de fato? Tudo na vida de Alain foi passageiro e sem significado. Ele foi somente um espectador de seu filme. Sabendo disso, a única ação que lhe cabia era antecipar os atos finais.

Se a vida pode ser boa, Malle nos mostra que ela também pode ser traiçoeira para quem espera demais.

30 Anos Esta Noite (Le Feu Follet), 1963
Direção:  Louis Malle

Meu sonho de consumo no momento ...

14 de outubro de 2011 1

Paramount e Saraiva apresentam Bonequinha de Luxo 50th Anniversary Collection.


A coleção inclui Blu-ray (com extras), DVD, cópia do script de Audrey Hepburn, com anotações feitas a mão, três fotos em preto e branco e uma carta do diretor do filme, Blake Edwards. Pela primeira vez, será possível conferir Holly Golightly em alta definição.



Impactante e eficiente

09 de junho de 2011 1


Bróder não é um filme nota 10, mas vale pelo esforço. Consegue passar sua mensagem e faz isso de forma muito eficiente.

Ambientado na comunidade de Capão Redondo, distrito da periferia de São Paulo, o longa mostra o reencontro de três amigos de infância que acabaram tomando rumos diferentes. Macu (Caio Blat) é o único que ainda mora na favela – e o único branco entre os três – e flerta com o crime. Pibe (Sílvio Guindane) tem um filho pequeno e vive com a mulher num pequeno apartamento classe média-baixa. Já Jaiminho (Jonathan Haagensen) despontou como craque de futebol, joga na Espanha e está no Brasil fazendo alguns exames e esperando a convocação para a Seleção.

A reunião dos três ocorre para celebrar o aniversário de Macu, que neste mesmo dia recebe a missão de esconder uma criança sequestrada pela quadrilha da região. À medida que as horas passam e os três desfrutam de momentos agradáveis, a pressão dos chefões locais sob Macu aumenta e os desdobramentos disso fatalmente envolverão seus dois amigos.

Para seu longa de estreia, o diretor Jeferson De pesquisou vários anos a realidade na comunidade de Capão Redondo. E o trabalho parece que deu certo. Bróder é um filme impactante e envolvente.

Se retratar a violência nas comunidades de periferia e mostrar como ela é presente na vida de quem permanece lá era um de seus objetivos, pode-se dizer que ele foi muito bem sucedido. Ela está lá, em todos os momentos e em todas as sequências. Não só nas brigas e nas ameaças, mas também nas conversas entre amigos e nas demonstrações de afeto em família. Este é um dos pontos altos do filme.

A fotografia e a direção de arte são muito competentes na ambientação, ao mesmo tempo em que a trama envolve aos poucos, de forma crescente, tal como os conflitos de Macu, que vão tomando dimensões cada vez mais graves. Mesmo já antevendo um final, é possível sentir cada vez mais forte a tensão que antecede a tragédia.

Os dramas pessoais dos outros dois protagonistas acabam sendo ignorados – enquanto Jaiminho parece viver feliz como um novo rico e isso é muito explorado, Pibe é apresentado, no maior parte do tempo, como um pacato cidadão conformado com sua vida mediana. O destino destes dois será selado mesmo pelas escolhas de Macu. Ainda assim, as ótimas atuações de Jonathan Haagensen e Sílvio Guindane superam a pobreza de seus personagens e cada um, à sua maneira e na medida em que a história permite, executa muito bem seu papel. Fazem isso de maneira tão eficiente, que conseguem até mesmo ofuscar Caio Blat, que em alguns momentos exagera e beira ao caricaturesco.

Mesmo com alguns trechos inverossímeis (como a rapidez da polícia em atender uma denúncia de sequestro ou o fato de policiais aliviarem uma contravenção sem nem sequer pedir algo em troca) e outros sem muita função, Bróder consegue se sustentar pela força de sua história.

Como é bom sair de uma sessão de cinema nacional se sentindo satisfeita!


Bróder foi exibido no Festival de Berlim e venceu os Kikitos de Melhor Filme, Diretor, Ator (Caio Blat), Montagem (Quito Ribeiro) e Trilha Sonora (João Marcello Bôscolli) no Festival de Gramado, além dos Prêmios de Melhor Fotografia (Gustavo Hadba), Som (Miriam Biderman), Direção de Arte (Alessandra Maestro) e o Prêmio da Crítica de Melhor Longa-Metragem no III Paulínia Festival de Cinema.

Casamentos e mais casamentos

03 de junho de 2011 0

Casamento tem sido um tema bem recorrente aqui no blog. Talvez porque no ano passado tive quatro, dos quais um fui madrinha.  Amo ser dinda do Edu e da Lis. O convite para ser testemunha de um momento tão lindo da vida deste casal foi um dos melhores presentes de 2010. Este ano já tive um, do qual também tive a honra de ser madrinha – Dani e Celo, a festa estava linda. Na sequência, tenho mais dois, sendo que do último também serei dinda, presente do casal petit mais fofo do mundo, Marquinho e Taís.

Poderia escrever sobre filme Vestida para Casar, uma comédia romântica mediana (bem mediana) com a queridinha Katherine Heigl e Malin Akerman (esta também faz uma comédia escrachada muito legal sobre o mesmo assunto, Antes Só do que Mal Casado, dos irmãos Farrelly). Apesar de em alguns momentos destes dois últimos anos eu me identificar com a protagonista deste filme no que diz respeito a aspectos práticos da função de ser madrinha, Vestida para Casar não é muito marcante. É um filme bem óbvio e bobinho que até pode encantar alguns, mas facilmente esquecível. Para mim, só vale pela sequência em que os protagonistas, bêbados, cantam Bennie and the Jets – e só porque se trata de Bennie and the Jets, do Sir Elton John.

Contribuindo para o tema, teve também o casamento real, que foi inspiração para uma pequena lista de casamentos lindos em filmes que adoro (confira aqui).

Não por omissão, mas por pura falta de tempo para pesquisar, acabei deixando de lado um filme muito bonito que assisti há pelo menos 10 anos, do diretor russo Pavel LunginAs Bodas (Svadba, 2000) é uma comédia dramática muito delicada sobre o significado do casamento no seu sentido mais amplo.

Após um tempo morando em Moscou e trabalhando como modelo, Tania retorna à sua cidade natal e, rapidamente, decide se casar com Mishka, seu namorado de infância. Surpresos com a atitude, a população local e o próprio noivo começam a desconfiar dos reais motivos desta união. Além disso, Mishka não tem dinheiro para pagar festa de casamento e o número de convidados aumenta a cada dia. Seu pai, um herói local, é o único que parece apoiar a cerimônia e tem a idéia de pedir a colaboração dos amigos e arrecadar dinheiro para a festa.

O choque cultural entre o casal e entre ela e a cidade é óbvio. Tania representa o que há de moderno, enquanto Mishka é a tipificação do antigo.  Vinda da capital russa, ela vivenciou as liberdades de um novo regime que invadiu o país. Ele permaneceu no interior pobre e ultrapassado, seguindo o determinismo local.

A união destes dois extremos representa o mais belo significado do casamento: a aceitação das diferenças e a esperança em algo melhor. Tânia retrocede e busca no passado uma solução para sua vida. Mishka aceita o novo e o inesperado, mesmo ciente de suas falhas e pecados.

Este enlace é a mistura do novo e do velho, do moderno e do tradicional, do rico e do pobre. É uma bela alegoria da própria Rússia, com todos seus contrastes – a capital Moscou, cheia de modernidades e aberta para o mercado, e o interior pobre e atrasado, ainda preso nas heranças de ideais ultrapassados.

Por fim, um casamento que os países do leste europeu ainda vivenciam nestes últimos 30 anos, o do socialismo com o capitalismo. Só que neste caso, uma união desequilibrada, desigual, cheia de conflitos e que até hoje ainda não está bem resolvida.

Que bom que no filme e nos casamentos que tive e terei a felicidade de ainda presenciar tudo termina com um lindo final feliz!

Resposta para Ricardo Bertges

11 de maio de 2011 0

Oi Ricardo. Que bom receber teu retorno. Como andas?

Seguem minhas impressões em vermelho.

Oliver Stone: Platoon, Nascido em 4 de Julho, Entre o Céu e a Terra, The Doors.
Gosto de Oliver Stone, mas dos filmes mais antigos. Acho que desde Assassinos por Natureza, ele está nos devendo um filme legal. Em Wall Street 2, já conseguiu retomar um pouco do fôlego das antigas, mas ainda não foi a mesma coisa.

Paul Verhoeven: Robocop, Tropas Estelares, O Vingador do Futuro, A Espiã e outros.
Respeito, mas não sou lá muito fã. Acho Instinto Selvagem o seu melhor trabalho. Gosto também de O Quarto Homem e Louca Paixão, menosprezado pela crítica.

John Carpenter: Vampiros de……, Enigma do Outro Mundo, Os Aventureiros do Bairro Proibido e outros.
Starman está entre meus clássicos!!!!

Steven Spielberg: simplesmente é ÓTIMO.
Sem comentários. Não sou muito fã de unanimidades, mas acho que este é um dos casos!

James Cameron: é outro.
Ok, não quero ser radical aqui. Adoro Alien, o Exterminador do Futuro e Rambo 2. O resto acho pura balela. E quando ele começou a entrar na onda ambientalista, ficou mais chato ainda ( Que Deus me perdoe por falar isso. Nada contra os ambientalistas, tudo contra filmes-politicamente-corretos-chatos!)

Mais vamos ao que interessa, Ju aqui em SP uma rádio disse que o filme é parecido como qualquer outro que retrata o Rio ou qualquer grande metropole brasileira como a surcussal do inferno. Sendo assim você acha que eles exageram quando retratam nosso pais desta forma ou não, infelizmente é uma verdade inconveniente???? (sobre Velozes e Furiosos 5)

Sim, é um filme de ação que retrata o Brasil e o Rio de Janeiro como qualquer outro filme padrão retrata (favela, violência etc). Mas, sinceramente, não vejo muito mal nisso. É cinema. Não existe obrigação de retratar realidade alguma. Desde que a ambientação me convença durante as duas horas de exibição, estou satisfeita. Se fosse um documentário, tudo bem. Mas é apenas ficção. E estamos falando de Velozes e Furiosos 5 e não de um filme cabeça que se propõe a discutir, através da ficção, os problemas do mundo real.

Acho que o público brasileiro tem um ranso exagerado com isso. Exageros, clichês, caricaturas são normais no cinema (até porque, convenhamos, é quase impossível um filme de duas horas conseguir contextualizar todos os problemas da nossa realidade) e não é só em relação ao Brasil. Os filmes americanos vivem dando de pau nos Estados Unidos. O próprio Oliver Stone citado ali em cima, Michael Moore (e ele se propõe a fazer documentários, de teores duvidosos, mas são considerados documentários) e etc. E se a gente for avaliar, Copolla, na triologia O Poderoso Chefão, mostra um país totalmente impotente diante da guerra entre quadrilhas. A Trilogia Bourne, de Paul Greengrass, retrata uma CIA estúpida e tirana. E são todos ótimos filmes.

Acho que mais importante do que avaliar se uma ambientação condiz com a realidade ou não, é se ela é bem feita dentro da trama e se ajuda a nos inserir na história. Confesso que esta visão “crítica” (de que tudo tem que ser realista) que o publico brasileiro em geral tem em relação a filmes que se passam aqui me irrita! Hihihihi … Mas nada pessoal. Adoro trocar ideias com quem gosta de cinema e está aberto a ouvir as opiniões dos outros!

Enfim, espero ter te respondido.

Beijos e até a próxima.

Um mundo melhor

04 de maio de 2011 1

Hoje poderia ser só mais um dia qualquer não fosse um pequeno acontecimento. Há exatos 82 anos, aquela que viria ser meu ícone e a principal responsável pela minha paixão por cinema nascia, fazendo deste um mundo muito mais elegante, bonito e requintado.

Cinderela em Paris

No dia 4 de maio de 1929, em Bruxelas, a baronesa holandesa Ella van Heemstra, descendente de reis ingleses e franceses, deu luz a Audrey Kathleen Ruston e, de quebra, deu aos relés mortais um lindo presente.

Em seu melhor papel: a vida real

Embora tenha sido símbolo de tudo o que cinema poderia fazer de mais belo e luxuoso, Audrey Hepburn (sobrenome anexado por seu pai) viveu vários dramas na sua vida real: a separação dos pais e a ausência da figura paterna, a invasão nazista na Holanda, a resistência e a perda de familiares na guerra, a desilusão com o balé (sua primeira paixão artística), a dor de duas separações, alguns abortos e, por fim, o câncer que a levou aos 63 anos.

Bonequinha de Luxo

No entanto, este também foi o tempo necessário para encantar o mundo com seus filmes, colorir nossas vidas, criar dois filhos e fazer aquele que seria o seu trabalho mais importante: o de Embaixatriz da Unicef. Se sentindo em débito com a organização que salvou sua vida no pós-guerra, Audrey passou seus últimos anos em missões, visitando países e promovendo eventos de apoio. Seus filhos continuaram a obra, com a Fundação Audrey Hepburn, em Nova York, organização não governamental que continua o serviço da atriz e cuida de crianças mais necessitadas do mundo.

Minha Bela Dama

Até hoje seu nome é sinônimo de elegância e seu rosto ainda figura nas listas das mais belas de Hollywood.

A Princesa e o Plebeu

Ao contrário da maioria dos fãs, que considera Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961) seu maior clássico, meu xodó é Cinderela em Paris (Funny Face, 1957), primeiro filme dela que assisti. Lembro-me como se ainda fosse hoje. Era um sábado de noite, devia ter uns 10 anos e minha vida nunca mais seria a mesma depois de ter vivido, por cerca de 100 minutos, um lindo conto de fadas, com direito a Fred Astaire e trilha de Ira e George Gershwin!

Além da Eternidade

Se hoje eu ainda acredito em romantismo e finais felizes. Se hoje eu ainda choro em comédias românticas e me emociono ao ver um casal de velhinhos andando de mãos dadas. Se hoje ainda me desconcerto com um simples sorriso de uma criança e morro de rir com as trapalhadas de um cachorrinho. Se hoje ainda fico hipnotizada contemplando uma flor e gosto de sentir o cheio da chuva molhando a terra. Se hoje ainda sou uma bobona que se deixa levar por qualquer ternura tola, tudo isso é culpa de Jo Stockton, que conheci na naquela noite, e de tantas outras personagens que só não me encantaram mais que a real Audrey Hepburn. (Aliás, meu primeiro post aqui no blog foi sobre este filme. Leia aqui.)

Guerra e Paz

Não vou divagar sobre todos os filmes dela. Seriam tantos. E tantas lembranças (até onde saiba, já assisti a todos). Mas vale ressaltar seu último trabalho, Além da Eternidade (Always, 1989). Uma pequena participação como um anjo!

Charada

Nada mais belo para encerrar uma vida cheia de belezas.

Sabrina


Casamentos lindos em filmes que adoro (parte 3)'

27 de abril de 2011 1

A Jovem Rainha Vitória


Nada melhor para homenagear os pombinhos Kate e William do que relembrar o casamento real que é considerado o mais feliz da história da Inglaterra. E um filme muito bonito e bem feito mostrou isso. Em A Jovem Rainha Vitória, a gente acompanha os primeiros anos de reinado da monarca que mais tempo ficou no poder, época em que conhece o Príncipe Albert. No início, ele se aproxima dela por puro interesse político de seus tios, mas não resiste aos encantos da ruivinha. O filme conta a história mais ou menos deste jeito, de maneira simples e romântica, mas nem por isso menos grandiosa. Destaque para a grande atuação de Emily Blunt, que a cada dia mostra mais talento, e para a riqueza de detalhes do filme – desde pequenos objetos palacianos que nos ambientam perfeitamente na época, passando pelo figurino impecável e pelos mais simples gestos da protagonista. Já escrevi sobre este filme (leia aqui).

William, por sinal, é desta linhagem. Ele é tata(…)raneto de Rainha Vitória – filho de Charles que por sua vez é filho da Elisabeth II que é filha do George VI que é filho do George V que é filho do Edward VII que é filho da Rainha Victoria. Ufa!! Tomara que isso seja um presságio de um casamento feliz. A família real está precisando ….


O Casamento de Muriel


O ano era 1995. Por engano, ao alugar um filme na locadora, veio este. Assisti a contragosto para não perder a diária e desde então é um caso de amor, ao som cafona, mas sedutor, de ABBA. A então pouco conhecida Toni Collete dá vida a Muriel, uma gordinha desengonçada, fã da banda sueca e com uma família problemática. Depois de aprontar poucas e boas e fugir com sua melhor amiga, ela vê num casamento de fachada com um nadador a chance para mudar a sua vida infernal. Um filme muito engraçado, com boas pitadas de drama, que fala sobre amizade, amor e tantas outras coisas. E claro, Dancing Queen, Fernando, Mamma Mia, I do, I do, I do, I do.

E no elenco tem ainda a maravilhosa Rachel Griffiths como Rhonda, a fiel loucaça amiga de Muriel.


Casamentos lindos em filmes que adoro (parte 2)

Casamentos lindos em filmes que adoro (parte 1)

Casamentos lindos em filmes que adoro (parte 2)

26 de abril de 2011 3

Imagine Eu e Você


Já escrevi sobre este filme na primeira vez que assisti (leia aqui). Uma comédia romântica sensível, com todo o requinte inglês. Rachel e Heck formam um casal fofo que teria tudo para ser feliz… Teria, se Rachel não descobrisse, por acaso, que sua alma gêmea é outra pessoa. E de outro sexo … sim, não é ele, é ela!!!! O filme trata deste relacionamento homossexual com muita delicadeza e de maneira super leve, sem aquele ranso dos dramas do gênero. Não é um grande filme, mas é tão fofinho que parece que estamos numa daquelas românticas de Meg Ryan. E com uma trilha sonora muito legal. Obviamente que o tema não poderia ser outro: “Imagine me and you, I do/ I think about you day and night/ It’s only right/ To think about the girl you love/ And hold her tight / So happy together … la la la la…


O Casamento de Rachel

Aqui temos outra Rachel. Mas não é comédia, nem romântica. Dramalhão da pesada e uma das melhores atuações de Anne Hathaway, que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Anne interpreta Kym, uma garota desajustada que está visitando a família para o casamento de sua irmã. É claro que todas as mágoas, culpas e remorsos, tanto de Kym como de sua família, vêm à tona. Usando câmera na mão e com som totalmente ambiental (sem nenhuma edição), o diretor Jonathan Demme ( O Silencio dos Inocentes, não é preciso dizer mais nada) consegue nos passar uma veracidade desconcertante. É um filme pesado, cheio de tragédias familiares e relacionamentos abalados.  Apesar de tudo isso, parece tão próximo das neuroses de  qualquer boa família. E o mais legal é a incessante luta de todos os personagens em se tornarem pessoas melhores, mesmo que, muitas vezes, equivocadamente. A festa de casamento é bem diferente daquilo que é considerado convencional. Além disso, a trilha sonora do filme é executada pelos próprios músicos que fazem parte do longa. É é muuuito legal!!! E uma curiosidade: a roteirista  Jenny Lumet é filha do recém falecido, mas eterno, Sidney Lumet, o que comprova que talento vem de berço, sim senhor. E tem também uma participação pra lá de especial de Debra Winger.


•  Casamentos lindos em filmes que adoro (parte 1)

Casamentos lindos em filmes que adoro

25 de abril de 2011 4

O foco desta semana é o casamento do Príncipe William com Lady Kate. Nada mais justo. Particularmente, adoro esta função de casamento real e tudo o que diz respeito à monarquia inglesa.  Em homenagem ao mais novo (e fofo) casal das velhas monarquias europeias, começo uma singela lista de casamentos inesquecíveis de filmes que adoro.

Casamento Grego (2002)


Sucesso de público e crítica nos cinemas, Casamento Grego mostra a história de Toula, uma garota grega de 30 anos que ainda está encalhada. Seus pais gostariam de vê-la casando-se com um rapaz que tivesse as mesmas origens, porém o coração de Toula bateu forte por Ian, um professor americano que não sabe nada sobre a Grécia, nem sobre os costumes e tradições de seu povo. Uma comédia romântica despretensiosa e divertidíssima sobre o choque de costumes. Na real, a história não tem nada de surpreendente, quantos a filme a gente já conhece cujo conflito é um casal tentando convencer suas famílias de que se amam? Mas o que vale aqui são as piadas e as ótimas atuações. Destaque para Michael Constantine, na pele do impagável patriarca grego.


Um Casamento á Indiana (2001)


Um casamento arranjado às pressas em Nova Delhi. A noiva, Aditi, aceita se casar depois de uma decepção amorosa. Com a data do casamento chegando, os familiares começam a se aglomerar na casa dos pais da noiva, cada um com seu drama particular que acabam se misturando com a tensão da proximidade do evento. No meio disso tudo, a noiva não consegue deixar de pensar no ex-amante e na escolha que fez. E o que poderia ser um dramalhão antecedendo uma verdadeira tragédia – nada pior do que se casar com alguém que não se conhece sofrendo de amor por outra pessoa -, é na verdade uma comédia delicada e leve, com vários personagens interessantes. Várias histórias  e tradições se misturam  neste filme de Mira Nair que nada mais é do que a celebração das diferenças.


O Filho da Noiva (2001)


O argentinho Juan Jose Campanella é um das maiores diretores da atualidade. Seus filmes mesclam humor, drama, suspense e romance de maneiras intensas e nas medidas exatas. O Filho da Noiva é de 2001 e é o segundo dos quatro filmes mais conhecidos do diretor (O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, O Clube da LuaO Segredo de Seus Olhos) .

Protagonizado pelo parceiro de vários trabalhos do diretor, Ricardo Darín, O Filho da Noiva conta a história de Rafael Belvedere que, aos 42 anos, tem uma vida assoberbada e está em  crise. Frustrado com suas escolhas, ele gerencia o restaurante que era de seu pai, sua ex-mulher o acusa de não dar atenção ao filho e sua atual namorada pede mais comprometimento. Ele não entende por que o pai decide, justamente agora, depois de anos de relacionamento, se casar no religioso com sua mãe, que está perdendo a memória devido ao Alzheimer e a quem ele quase nunca visita. Em tensão constante e sempre tentando carregar o mundo nas costas, Rafael sofre um ataque cardíaco, o que faz com que se encontre novamente com Juan Carlos (Eduardo Blanco, outro parceiro de Campanella), um amigo de infância que o ajuda a reconstruir seu passado e ver o presente com outros olhos. Um filme belíssimo e que tem um dos casamentos mais lindos que eu já “presenciei”.

Além de Darín e Blanco, completam o elenco estrelar o grande Héctor Alterio e a magnífica Norma Aleandro (juntos na foto), que nos levam às lágrimas com suas interpretações delicadíssimas.