Oi Ricardo. Que bom receber teu retorno. Como andas?
Seguem minhas impressões em vermelho.
Oliver Stone: Platoon, Nascido em 4 de Julho, Entre o Céu e a Terra, The Doors.
Gosto de Oliver Stone, mas dos filmes mais antigos. Acho que desde Assassinos por Natureza, ele está nos devendo um filme legal. Em Wall Street 2, já conseguiu retomar um pouco do fôlego das antigas, mas ainda não foi a mesma coisa.
Paul Verhoeven: Robocop, Tropas Estelares, O Vingador do Futuro, A Espiã e outros.
Respeito, mas não sou lá muito fã. Acho Instinto Selvagem o seu melhor trabalho. Gosto também de O Quarto Homem e Louca Paixão, menosprezado pela crítica.
John Carpenter: Vampiros de……, Enigma do Outro Mundo, Os Aventureiros do Bairro Proibido e outros.
Starman está entre meus clássicos!!!!
Steven Spielberg: simplesmente é ÓTIMO.
Sem comentários. Não sou muito fã de unanimidades, mas acho que este é um dos casos!
James Cameron: é outro.
Ok, não quero ser radical aqui. Adoro Alien, o Exterminador do Futuro e Rambo 2. O resto acho pura balela. E quando ele começou a entrar na onda ambientalista, ficou mais chato ainda ( Que Deus me perdoe por falar isso. Nada contra os ambientalistas, tudo contra filmes-politicamente-corretos-chatos!)
Mais vamos ao que interessa, Ju aqui em SP uma rádio disse que o filme é parecido como qualquer outro que retrata o Rio ou qualquer grande metropole brasileira como a surcussal do inferno. Sendo assim você acha que eles exageram quando retratam nosso pais desta forma ou não, infelizmente é uma verdade inconveniente???? (sobre Velozes e Furiosos 5)
Sim, é um filme de ação que retrata o Brasil e o Rio de Janeiro como qualquer outro filme padrão retrata (favela, violência etc). Mas, sinceramente, não vejo muito mal nisso. É cinema. Não existe obrigação de retratar realidade alguma. Desde que a ambientação me convença durante as duas horas de exibição, estou satisfeita. Se fosse um documentário, tudo bem. Mas é apenas ficção. E estamos falando de Velozes e Furiosos 5 e não de um filme cabeça que se propõe a discutir, através da ficção, os problemas do mundo real.
Acho que o público brasileiro tem um ranso exagerado com isso. Exageros, clichês, caricaturas são normais no cinema (até porque, convenhamos, é quase impossível um filme de duas horas conseguir contextualizar todos os problemas da nossa realidade) e não é só em relação ao Brasil. Os filmes americanos vivem dando de pau nos Estados Unidos. O próprio Oliver Stone citado ali em cima, Michael Moore (e ele se propõe a fazer documentários, de teores duvidosos, mas são considerados documentários) e etc. E se a gente for avaliar, Copolla, na triologia O Poderoso Chefão, mostra um país totalmente impotente diante da guerra entre quadrilhas. A Trilogia Bourne, de Paul Greengrass, retrata uma CIA estúpida e tirana. E são todos ótimos filmes.
Acho que mais importante do que avaliar se uma ambientação condiz com a realidade ou não, é se ela é bem feita dentro da trama e se ajuda a nos inserir na história. Confesso que esta visão "crítica" (de que tudo tem que ser realista) que o publico brasileiro em geral tem em relação a filmes que se passam aqui me irrita! Hihihihi ... Mas nada pessoal. Adoro trocar ideias com quem gosta de cinema e está aberto a ouvir as opiniões dos outros!
Enfim, espero ter te respondido.
Beijos e até a próxima.
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