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Posts do dia 22 fevereiro 2012

A família ficou no lado de fora

22 de fevereiro de 2012 2

Gente, ontem fui a São Sepé para fazer a matéria publicada na página 10 da edição impressa de hoje do Diário de Santa Maria "A família ficou no lado de fora" e na página 27 da Zero Hora, "Cão impede família de entrar em casa".

Uma idosa de 79 anos e a filha ficaram sem poder entrar em casa por quatro dias, porque Urso, um cão mistura das raças pitbull com rotweiller, teve um acesso de fúria e foi preso dentro da residência por uma moradora. A reportagem completa pode ser lida também no site do Diário




Foto Jean Pimentel




Fora a situação atípica gerada pelo 'surto' do cachorro, a possível situação do bicho gerou discussão entre muitas pessoas. Leitores e telespectadores entraram em contato com a redação por email e telefone para comentar sobre as condições em que o cão se encontrava. Depois de capturado, Urso foi preso por meio de duas correntes a uma árvore. A ideia dos bombeiros e donos da casa, com a medida, era impedir que o cão se soltasse novamente. Porém, muita gente levantou a possibilidade de as correntes não possuírem distorcedores que evitariam que elas se enroscassem, o que acabou acontecendo. Em resumo, ele ficou com espaço extremamente limitado e sem alcançar a casinha dele. Além disso, as pessoas que entraram em contato conosco também cogitaram maus-tratos.

Hoje, liguei para o Centro Municipal de Zoonoses de São Sepé, que acompanhou todo o episódio de captura do animal. A coordenadora do centro, Cláudia  Santos, atestou que o cão não era maltratado, ao contrário, estaria bem alimentado. Quanto ao local onde ele vive, Cláudia disse que vai orientar o dono do cachorro, quando ele chegar de viagem, sob os cuidados a serem tomados:

_ Vou aconselhar o dono a fazer um canil no fundo do pátio para dar mais segurança à família.

Segundo a coordenadora do centro, o cão precisa de sossego para se recuperar dos traumas pelos quais passou ao ficar preso na casa e depois pelo processo de captura.


Confira alguns comentários que chegaram por email e telefone:

"Um animal deste porte e desta raça, tem alta energia, precisa de espaço e exercício. Eles são submetidos a um stress absurdo. Mas enfim, deixo aqui meu lamento, minha pena, e sei que ele é uma vítima do tratamento que recebe."
Adriana Stroher - Sapucaia do Sul

"Não importa a raça, qualquer ser vivo, quando aprisionado de maneira que não possa se movimentar, nem estabelecer um relacionamento equilibrado com o seu ambiente, gera ações agressivas. Mesmo um pincher, um maltês, um labrador e, guardadas as devidas diferenças, um ser humano naquelas condições, geraria um ato de violência. A questão a ser tratada é a conscientização da população para a posse de animais."
Claudia Santos - Porto Alegre