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Uma outra faceta da Metalúrgica Abramo Eberle

31 de janeiro de 2014 2
Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A sede da empresa Eberle, Kochenborger & Cia Ltda, na esquina da Pinheiro Machado com a Rua Andrade Neves, em 1948. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Uma fase importante, mas nem sempre lembrada, do império de Abramo Eberle teve início em 1912, quando o empresário organizou uma firma autônoma com o ourives Reynaldo Kochenborger. Na verdade, a Eberle, Kochenborger & Cia Ltda era uma espécie de setor da Eberle, que fazia a importante parte de fundição e gravação em peças de ouro e prata.

A “extensão” funcionou inicialmente na Rua Borges de Medeiros, 803 (anúncio acima), mas a partir de 1948 passou a ocupar um novo prédio erguido na Rua Andrade Neves, esquina com a Pinheiro Machado (foto ao alto), onde hoje funciona uma academia.

Conforme detalha o leitor Mateus Fogaça, mantenedor do blog www.facasriograndenses.blogspot.com, a empresa realizava qualquer tipo de criação ou gravação em prataria, bastava o cliente mandar um desenho ou simplesmente falar como desejava a encomenda. Todos os produtos, porém, levavam o nome Eberle ou sua marca registrada, a famosa piteira.

Foto: Francisco Arteche, divulgação

Foto: Francisco Arteche, divulgação

A famosa piteira

Em 1906, a expansão dos produtos da Metalúrgica Abramo Eberle e a grande procura dos consumidores levou os dirigentes a definir um símbolo, uma marca. Durante uma passagem por São Paulo, Abramo ganhou como lembrança uma piteira de formato singular, semelhante a uma corneta.

Amigo de Abramo, o ourives Reynaldo Kochenborger sugeriu que ele adotasse o acessório como marca registrada para os produtos da fábrica. Sugestão aceita, a partir de 1908 a imagem da piteira – conhecida por muitos como corneta – passou a ser usada em todos os produtos.


É essa piteira que adorna até hoje o telhado da antiga metalúrgica, na esquina das ruas Borges de Medeiros e Os Dezoito do Forte (foto acima), e também um beiral do terraço, pela Sinimbu.

Nas fotos abaixo, vemos o estande da Metalúrgica Abramo Eberle na Festa da Uva de 1950, com destaque para os objetos de montaria e cutelaria, pratarias, arte sacra e motores. A edição daquele ano ocorreu junto à antiga Cooperativa Madeireira Caxiense, hoje Hipermercado Big.

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

 

Comentários (2)

  • Eduardo Souto dos Reis diz: 25 de setembro de 2014

    Recentemente vi uma faca antiga de alpaca expessurada a prata com o emblema da Abramo Eberle & Cia (o triangulo com as letras AEC), porém, ao invés da clássica piteira em formato de 8, tinha uma corneta (mesmo símbolo visto nas facas da Corneta).

    Você já viu algo assim? Em algum momento a Eberle usou do símbolo da corneta em suas facas?

    Abraços

  • Alfredo Bonino diz: 10 de dezembro de 2015

    Possivelmente se trata de laminas feitas pela fabrica Corneta montadas em cabos da AEC, As marcas Corneta e AEC juntas na mesma lamina podem ser vistas em varios modelos de espadas militares do Brasil.

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