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Real Hotel, um clássico do Centro

07 de fevereiro de 2014 3
O Real Hotel no início dos anos 1960. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O Real Hotel no início dos anos 1960. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O Real Hotel marcou época em Caxias do Sul entre 1950 e 2005. Localizado na Rua Marquês do Herval, esquina com a Pinheiro Machado, surgiu inicialmente como uma pensão de apenas quatro andares, em 1946, na Marquês (detalhe na foto abaixo).

O prédio de quatro andares da Marquês do Herval, onde o hotel surgiu, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O prédio de quatro andares da Marquês do Herval, onde o hotel surgiu, em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Comandado pela viúva Genoefa Ioppi, uma exímia cozinheira, e pelos filhos, João Flávio Ioppi e Neusa Ioppi Michelin, o espaço foi transformado em hotel quatro anos depois, em 1950, sempre destacando-se pela ótima gastronomia. Em 1954, por exemplo, o Real foi sede do banquete de recepção ao presidente Getúlio Vargas durante a Festa Nacional da Uva.

A crescente badalação rendeu frutos. Em 1957, os Ioppi adquiriram o terreno da esquina e deram a largada para a construção do majestoso prédio, que entrou para a memória coletiva da cidade. O novíssimo Real chegava com seis andares, 105 apartamentos e ótimas recomendações ao cardápio de Genoefa, em especial ao delicioso peru desossado e recheado. A iguaria rendeu o prêmio de “Melhor Prato da Cidade” durante dois anos consecutivos, na década de 1950.

Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O hotel nos anos 1970. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Detalhes do interior

Nas imagens abaixo, vemos o interior do restaurante, localizado no saguão, e um dos aposentos de casal, em meados da década de 1960. Repare no mobiliário pé-de-palito típico da época, na clássica penteadeira e no telefone JK, junto ao criado-mudo.

O restaurante do hote nos anos 1960/1970. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O restaurante do hotel nos anos 1960/1970. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Quarto de casal. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Quarto de casal. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Restaurante em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Restaurante em 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Quarto do hotel nos anos 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Quarto do hotel nos anos 1950. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O fim

O Real sempre esteve sobre o comando da família. Depois da matriarca Genoefa Ioppi, o hotel passou para os filhos João Flávio e Neusa. Por motivos familiares, fechou as portas em 2005, sendo transformado em um prédio de apartamentos. O térreo atualmente sedia salas comerciais. Porém, a trajetória dos Ioppi permanece eternizada lá.
Abaixo, um anúncio de jornal destacava os serviços do novo estabelecimento.

Foto: reprodução acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Foto: reprodução acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

 A história dos restaurantes

Algumas das informações acima constam na pesquisa primária desenvolvida por alunos da disciplina Projeto Experimental I – Comunidade, do curso de Jornalismo da UCS. O trabalho História dos Restaurantes de Caxias do Sul envolveu as alunas Cassiane Osório, Franciele Duarte, Gabriela Zanesi e Sabrina Didoné, sob a coordenação do professor Paulo Ribeiro, em 2012.

 

Comentários (3)

  • Ana Gabriela Ioppi Batalha diz: 8 de fevereiro de 2014

    Ficamos todos muito emocionados com a reportagem sobre o Real hotel . Pois ele fez parte da vida de nossa família e de muitas outras pessoas maravilhosas que la trabalhavam e ou moravam. Existem histórias tão incríveis por trás daqueles paredes,que daria um livro muito interessante .Nostalgia e uma dor no coração , por tudo aquilo ter acabado sem que meus filhos e os filhos de meus primos tenham sequer conhecido aquele lugar mágico que tanto fomos felizes.

  • Ronaldo Tunisi diz: 20 de fevereiro de 2014

    Saudades desse lindo Hotel que tive a oportunidade de conhecer,e o mais legal foi passar momentos de alegria junto com Tio,Tia,primo e primas.A familia IOPPI é maravilhosa. Um grande beijo a todos.

  • Ivan Zeni dos Santos diz: 20 de fevereiro de 2014

    Prezados amigos: ha uma pequena falha no texto em referencia aos anos de compra do terreno da esquina e posterior obra majestosa. No ano de 1954 meu pai hospedou-se no Real Hotel e eu jantei diversas vezes no restaurante naqueles tempos, logo apos a estadia do Presidente Getulio Vargas, em 1954, como informa o proprio texto.

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