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A festa interminável de 1954

10 de março de 2014 0
Carro alegórico da Festa da 154. Foto: Studio Geremia, acervo de Leocádia Tregansin, divulgação

Carro alegórico da Festa de 1954. Foto: Studio Geremia, acervo de Leocádia Tregansin, divulgação

Se a Festa da Uva 2014 pode ser considerada a edição dos acertos, há 60 anos o evento ganhou o apelido de Festa Interminável. Iniciada em 28 de fevereiro de 1954, tinha previsão de término um mês depois, em 28 de março. Porém, estendeu-se até o dia 18 de abril, somando 51 dias de programação, um recorde até hoje.

O sucesso vinha alicerçado em várias frentes: além do novo pavilhão construído especialmente para o evento (o atual prédio da prefeitura), a edição teve a inauguração do Monumento ao Imigrante e a presença do presidente Getúlio Vargas. A partir daquele ano, a festa receberia ainda o nome de Feira Agroindustrial, embora as exposições de produtos coloniais e equipamentos industriais estivessem presentes desde as primeiras edições.

Pela primeira vez também, o corso alegórico na Avenida Júlio de Castilhos dividia o espaço entre os figurantes e o público, que não podia mais se misturar ao desfile _ cordões de isolamento foram instalados entre a rua e a calçada. O carro da foto acima trazia os moradores Claudino Demori, Bruno Demori, José Demori, Benvenuto Tregansin, Antônio Bisol, Angelo Frare, Agostinho Alquati, Mário Alquati, Alfredo Alquati, Marino Tregansin, Olinto Tregansin e Rinaldo Demori.
A imagem integra o acervo pessoal de Leocádia Tregansin.

Contribuição para a construção do Monumento ao Imigrante em 1954. Foto: acervo pessoal, divulgação

Contribuição para a construção do Monumento ao Imigrante em 1954. Foto: acervo pessoal, divulgação

Imigrante em cruzeiros

No ano em que se comemoram os 60 anos do Imigrante, vale lembrar também a contribuição de diversos moradores para que a estátua não ficasse apenas no papel. O leitor Fernando Longa disponibilizou o recibo da doação de Cr$ 500 (quinhentos cruzeiros) do avô, Mauro Francesco Longa.

Cartão-postal de 1954 destacava o agradecimento de Maria Elisa Eberle. Foto: acervo Neuza de Oliveira, divulgação

Cartão-postal de 1954 destacava o agradecimento de Maria Elisa Eberle. Foto: acervo Neuza de Oliveira, divulgação

A escolha da rainha

Para evitar polêmicas como a da edição de 1950, em que foi eleita como rainha uma candidata de Bento Gonçalves (Teresa Morganti), o concurso de 1954 foi transformado novamente em local, o que acabou afastando o interesse das cidades vizinhas. Naquele ano, a rainha foi a caxiense Maria Elisa Eberle.
O concurso de escolha das soberanas, aliás, eliminou os jurados. A rainha foi eleita por votação popular. Mas, para votar, a comunidade precisava comprar cupons comercializados pelas rádios Caxias e Nordeste e pelo jornal A Época, o que acabou favorecendo as candidatas de maior poder aquisitivo. Maria Elisa foi eleita com 99.033 votos, de um total de mais de 150 mil.

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