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Quem lembra do Refrigerante Marabá?

12 de março de 2014 2
A Fábrica Marabá  nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

A Fábrica Marabá nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

O refrigerante Marabá está na memória afetiva de gerações de consumidores de Caxias do Sul e região. A bebida era uma das tantas produzidas pela Indústria de Refrigerantes Caxiense Ltda, situada na Rua Augusto Pestana, 296, quase esquina com a Avenida Rio Branco, no bairro São Pelegrino (foto acima).

Comandada pelo empresário Avelino Mario Ferreira, juntamente com outros sócios, a empresa produzia e engarrafava refrigerantes nos sabores limão, laranja, uva e guaraná, além de cachaça e álcool. No pequeno laboratório eram confeccionadas também essências aromáticas criadas por Ferreira, graças ao seu conhecimento empírico relacionado à indústria de bebidas.

Conforme informações de uma das filhas de seu Avelino, Jaqueline Ferreira, inicialmente as garrafas eram rotuladas na própria fábrica. Posteriormente, uma garrafa com o logotipo foi confeccionada também para os refrigerantes de 300 ml.

Uma das garrafas de refrigerante com o logotipo Marabá. Exemplares são disputados por colecionadores em sites de raridades. Foto: reprodução Mercado Livre, divulgação

Uma das garrafas de refrigerante com o logotipo Marabá. Exemplares são disputados por colecionadores em sites de raridades. Foto: reprodução Mercado Livre, divulgação

Uma das garrafas de refrigerante com o logotipo Marabá. Exemplares são disputados por colecionadores em sites de raridades. Foto: reprodução Mercado Livre, divulgação

Uma das garrafas de refrigerante com o logotipo Marabá. Exemplares são disputados por colecionadores em sites de raridades. Foto: reprodução Mercado Livre, divulgação

No alto, um registro da fachada da empresa. Abaixo, os setores de almoxarifado, embalagem e engarrafamento.

Funcionários do setor de embalagem e depósito da  Indústria de Refrigerantes Caxiense encaixotando o refrigerante Marabá, em 1955; Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

Funcionários do setor de embalagem e depósito da Indústria de Refrigerantes Caxiense encaixotando o refrigerante Marabá, em 1955. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

Funcionários trabalhando no engarrafamento de bebidas na Fábrica Marabá  nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

Funcionários trabalhando no engarrafamento de bebidas na Fábrica Marabá nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

A Fábrica Marabá  nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

A Fábrica Marabá nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

A Fábrica Marabá  nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

O setor de expedição da Fábrica Marabá nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

O termo Marabá, em tupi, significa mestiço de europeu com índio.

A empresa

Avelino Ferreira, 90 anos, casou-se com Therezinha Regina Ferrazzo em 1950. Natural do distrito de Fazenda Souza, mudou-se para Vacaria, onde fundou com o pai e os tios a Indústria de Bebidas Ipiranga. Em 1953, chegou a Caxias, convidado a ser um dos sócios da Indústria de Refrigerantes Caxiense Ltda.

A Fábrica Marabá  nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

O almoxarifado da Fábrica Marabá nos anos 1950. Foto: acervo pessoal de Jaqueline Ferreira, divulgação

Devido ao grande consumo de água na fabricação do produto e na lavagem de vasilhames, o empresário decidiu abrir um poço artesiano no terreno, em 1968. O poço foi regularizado pela vigilância sanitária, e a água passou a ser utilizada na confecção das bebidas. Além disso, a empresa fornecia água à população do bairro em períodos de racionamento, daí a estreita relação da comunidade com a Marabá.

A empresa encerrou suas atividades em 1989. Seu Avelino, a esposa Therezinha e as outras duas filhas do casal, Sueli Ferreira de Brito e Celi Maria Ferreira, ainda moram no segundo andar do prédio que abrigou a Marabá, hoje totalmente modificado.

Há 50 anos

Souvenires, garrafas antigas e velhos engradados são verdadeiras peças de colecionador. O leitor Francisco Arteche, consumidor dos refris da Marabá na infância e adolescência, guarda até hoje os lápis da Marabá.

Lápis promocional da Marabá é um dos vários souvenires guardados por colecionadores. Foto: Francisco Arteche, divulgação

Lápis promocional da Marabá é um dos vários souvenires guardados por colecionadores. Foto: Francisco Arteche, divulgação

Garrafa da Marabá com a procedência e os dados da empresa; Foto: anúncio Mercado Livre, reprodução

Garrafa da Marabá com a procedência e os dados da empresa. Foto: anúncio Mercado Livre, reprodução

O jardim da prefeitura também abriga um banco de concreto oferecido pela empresa durante uma Festa da Uva, na década de 1950.

Banco patrocinado pela Marabá em uma Festa da Uva da década de 1950 está até hoje no jardim da prefeitura. Foto: Jonas Ramos

Banco patrocinado pela Marabá em uma Festa da Uva da década de 1950 está até hoje no jardim da prefeitura. Foto: Jonas Ramos

Comentários (2)

  • Marlei Ferreira diz: 12 de março de 2014

    Muito bacana, Rodrigo! A fábrica do meu tio! Lembro de brincar lá dentro!

  • paulo siqueira diz: 12 de março de 2014

    Eu lembro!…Em 1979 eu tinha 9 anos de idade…Acompanhava meu irmao de 15 anos , olhava o trem passar carregado de trigo para o moinho ali próximo…depois iamos na fabrica da Marabá comprar refrigerante…lembro que o pessoal da fabrica Marabá nos atendia muito amigavelmente…que saudade!!!

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