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Um trecho da Júlio de Castilhos recheado de detalhes

15 de março de 2014 3
Edifício Pompéia, na esquina da Av. Júlio com a Rua Alfredo Chaves, mantém linhas originais da década de 1940. Foto: Roni Rigon

Edifício Pompéia, na esquina da Av. Júlio com a Rua Alfredo Chaves, mantém linhas originais da década de 1940. Foto: Roni Rigon

Caminhar pelo centro de Caxias atento à memória arquitetônica é deparar com resquícios por vezes imperceptíveis em meio ao corre-corre diário. O trecho da Avenida Júlio de Castilhos entre as ruas Alfredo Chaves e Guia Lopes abriga uma série de riquezas “invisíveis”.

O Edifício Pompéia em 1952. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O Edifício Pompéia em 1952. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Na esquina com a Alfredo Chaves, o Edifício Pompéia mantém o acesso e a fachada praticamente originais (detalhes abaixo), embora com exageros publicitários no entorno. A assinatura “de Luiz Pizzamiglio” permanece.  Na foto acima, o prédio em 1952,  quando abrigava no térreo a Ótica Caxiense e, no primeiro andar, a Clínica Dentária dos doutores Paulo Marcon de Andrade e John Schalmar.  A placa anunciava: “Especialistas em pontes e dentaduras modernas”.

A assinatura do edifício.Foto: Roni Rigon

A assinatura do edifício. Foto: Roni Rigon

O acesso principal com a porta original. Foto: Roni Rigon

O acesso principal com a porta original. Foto: Roni Rigon

O detalhe do correio. Foto: Roni Rigon

O detalhe do correio. Foto: Roni Rigon

Poluição visual exagerada ainda compromete o térreo. Foto: Roni Rigon

Poluição visual exagerada ainda compromete o térreo. Foto: Roni Rigon

Exagero de paineis publicitários compromete beleza da fachada. Foto: Roni Rigon

Exagero de paineis publicitários compromete beleza da fachada. Foto: Roni Rigon

O Pompéia também ficou conhecido por ser um dos últimos edifícios de Caxias com grades na porta do elevador – o prédio inclusive seria o primeiro projetado com elevador na cidade.

Defronte a ele, o Edifício Brazex, mesmo com todas as mudanças na estrutura original, ainda é símbolo da arquitetura modernista que respingou em Caxias a partir do final dos anos 1940. Abaixo, parte da frente e da lateral do prédio, captada durante um desfile da Festa da Uva de 1954.

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Na esquina com a Guia Lopes

Quase na esquina com a Guia Lopes, mais um símbolo das primeiras décadas do século 20: casas “de material” com a data de construção na fachada (1927, abaixo).

Casarão datado de 1927 na testada. Foto: Roni Rigon

Casarão datado de 1927 na testada. Foto: Roni Rigon

Casarão datado de 1927 na testada. Foto: Roni Rigon

Casarão datado de 1927 na testada. Foto: Roni Rigon

Além dos lambrequins, adornos típicos da arquitetura de imigração italiana, o casarão da esquina mantém ainda as aberturas e a sacada originais.

Lambrequins seculares, sobreviventes em meio ao concreto. Foto: Roni Rigon

Lambrequins seculares, sobreviventes em meio ao concreto. Foto: Roni Rigon

Além dos adornos típicos da arquitetura de imigração italiana, o casarão mantém ainda as aberturas e a sacada originais. Foto: Roni Rigon

Além dos adornos típicos da arquitetura de imigração italiana, o casarão mantém ainda as aberturas e a sacada originais. Foto: Roni Rigon

Além dos adornos típicos da arquitetura de imigração italiana, o casarão da esquina mantém ainda as aberturas e a sacada originais. Foto: Roni Rigon

Além dos adornos típicos da arquitetura de imigração italiana, o casarão da esquina mantém ainda as aberturas e a sacada originais. Foto: Roni Rigon

O casarão ficaria ainda mais bonito, porém, sem o excesso de placas e anúncios imobiliários, que comprometem a harmonia original (abaixo).

 Excesso de placas e anúncios compromete beleza do casarão típico  da década de 1920. Foto: Roni Rigon

Excesso de placas e anúncios compromete beleza do casarão típico da década de 1920, que já sofre com a falta de manutenção. Foto: Roni Rigon

 Foto: Roni Rigon

Contraste de estilos. Foto: Roni Rigon

Comentários (3)

  • Marize Florian Da Silva diz: 16 de março de 2014

    Olá Rodrigo. Mais uma das suas ótimas publicações. Eu que sou estudante de arquitetura, tenho como leitura obrigatória a sua coluna. Mostrar esses detalhes na nossa cidade q muitas vezes passam desapercebidos são muito importantes para a conscientização da população e do poder público de que, mesmo com todo o desenvolvimento da cidade, devemos preservar nossos prédios. Tomara q a maioria das pessoas entendam o valor que tudo isso tem, assim como nós. Abraço

  • Ilvaita Faoro Baron diz: 7 de junho de 2015

    Adorei! Estudei em Caxias em 1971 no colégio Cabrini e sempre senti saudades! Estive aí em 2013 mas não consegui encontrar quase nada do “meu” tempo.
    Se tiver alguma foto do colégio e do Parque Samuara gostaria de ver.
    Grata
    Ilvaita Baron
    Ilvaitafb@yahoo.com.br

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