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As cores e as horas do relógio do Eberle

20 de março de 2014 1
Cores mudam a cada 40 segundos; Foto: Gabriel Lain, especial

Cores mudam a cada 40 segundos. Foto: Gabriel Lain, especial

Atualmente iluminado por um sistema que permite a alteração das cores nas quatro faces a cada 40 segundos, o relógio da antiga Metalúrgica Abramo Eberle é uma referência histórica do centro de Caxias do Sul. E, assim como o prédio, guarda uma série de curiosidades.

Cores mudam a cada 40 segundos; Foto: Gabriel Lain, especial

Cores mudam a cada 40 segundos. Foto: Gabriel Lain, especial

Conforme informações contidas no primeiro volume do Boletim Eberle, datado de junho de 1956, o relógio está situado a uma altura de 38 metros e foi construído pela Indústria e Comércio de Relógios Públicos Schwertner Ltda, de Estrela.

Os dois sinos levam a marca da firma Irmãos Bellini & Cia Ltda, de Canoas. O maior deles pesa 677 quilos e o menor, 307. Já os ponteiros, de ferro e esmaltados a fogo, medem 1,71m (o dos minutos) e 1,14m (o das horas).

Na parte estrutural, possui um mostrador de quatro faces, de 3,2 metros cada uma, e está assentado sobre uma coluna de 5,7 metros. Compreendendo os mecanismos dos ponteiros e do relógio, mais os sinos, a torre soma 14,2 metros.

Nos primeiros tempos, o relógio era iluminado por gás neon e possuía uma reserva de energia de 10 horas, usada quando havia interrupção da corrente elétrica.

Vista aérea do prédio do Eberle em meados dos anos 1960. Foto: Lydio Provin, divulgação

Vista aérea do prédio do Eberle em meados dos anos 1960. Foto: Lydio Provin, divulgação

Badaladas surgiram em 1955

As 12 badaladas soaram pela primeira vez à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1955. A sonoridade lembrava também a antiga campanela, espécie de sino que convocava os trabalhadores da empresa para suas tarefas. Conforme detalhado no Boletim Eberle, à época usava-se uma expressão que acabou perdurando entre os antigos funcionários e todos os trabalhadores do entorno: Abramo já Tocou.

Era uma espécie de sinal para que todos os habitantes fossem ao encontro de suas atividades. A sentença também batizou um livro sobre a trajetória do empresário, lançado na década de 1950.

O prédio atualmente, à espera do restauro. Foto: Juan Barbosa

O prédio atualmente, à espera do restauro. Foto: Juan Barbosa

Ícone da área centra, relógio está a uma altura de 38 metros. Foto: Juan Barbosa

Ícone da área central, relógio está a uma altura de 38 metros. Foto: Juan Barbosa

Comentários (1)

  • Paulo Roberto Guimarães diz: 17 de dezembro de 2014

    È só emoção ao ver todas estas fotos pois me vem a lembrança de meu avo JOÂO MARQUES GUIMARÃES, que trabalhou por mais de 30anos no Eberle e cujo honra ao mérito guardo com carinho. Se alguem tiver mais informações ficaria muito agradecido. Toda esta história aconteceu nos anos de 30,40 e 1950.
    Paulo Guimarães

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