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Metalúrgica Gazola homenageia pracinhas em 1950

10 de abril de 2014 0
Estandes com as peças bélicas produzidas pela Gazola na década de 1940, com destaque para o mural em homenagem aos pracinhas. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

Estandes com as peças bélicas produzidas pela Gazola na década de 1940, com destaque para o mural em homenagem aos pracinhas. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

A partir da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1942, a Indústria Metalúrgica Gazola, Travi & Cia Ltda foi declarada de utilidade e interesse militar, fornecendo todo tipo de material bélico. Com o término do conflito, a empresa prestou uma homenagem aos pracinhas caxienses da Força Expedicionária Brasileira que atuaram nos combates de Monte Castelo, na Itália. Foi durante a Festa Nacional da Uva de 1950, primeira a ocorrer após o hiato de 13 anos decorrente da onda de nacionalismo que espalhou-se pelo país a partir de 1935.

Estandes com as peças bélicas produzidas pela Gazola na década de 1940. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

Estandes com as peças bélicas produzidas pela Gazola na década de 1940. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

Nas fotos acima vemos os estandes da empresa na edição daquele ano, ocorrida no pavilhão da antiga Cooperativa Madeireira Caxiense (atual Hipermercado Big). Os espaços destacavam projéteis, munições, espoletas detonadoras, petardos e bujões para a aviação, além de um painel com a inscrição Glória aos Pracinhas da FEB – Heróis de Monte Castelo. Abaixo, a linha normal de produção da empresa, focada em talheres, utensílios de cutelaria e peças em aço inox.

Peças de cutelaria tradicionais também ficavam expostas nos estandes da empresa na Festa da Uva de 1950. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

Peças de cutelaria tradicionais também ficavam expostas nos estandes da empresa na Festa da Uva de 1950. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Jacyra Mattana, divulgação

As imagens de 1950 integram o acervo da leitora Jacyra Mattana, filha de José Ariodante Mattana, ex-procurador e assessor da direção da Gazola e também o projetista dos estandes da empresa na Festa da Uva.

Museu em breve

Alguns exemplares das peças produzidas durante o “esforço de guerra”, nos anos 1940, foram preservados. Eles integram um museu que está sendo organizado pelos empresários que adquiriram os prédios da Gazola na BR-116, em 2013. O trabalho de catalogação é desenvolvido em parceria com funcionários da prefeitura. Em breve, o local deve estar aberto à visitação pública.

Funcionárias da prefeitura ajudam na limpeza e catalogação das peças produzidas para o "esforço de guerra" na década de 1940. Foto: Jonas Ramos

Funcionárias da prefeitura ajudam na limpeza e catalogação das peças produzidas para o “esforço de guerra” na década de 1940. Foto: Jonas Ramos

Funcionárias da prefeitura ajudam na limpeza e catalogação das peças produzidas para o "esforço de guerra" na década de 1940. Foto: Jonas Ramos

Funcionárias da prefeitura ajudam na limpeza e catalogação das peças produzidas para o “esforço de guerra” na década de 1940. Foto: Jonas Ramos

Dante Alighieri por testemunha

José Ariodante Mattana (1907-2000) teve atuação fundamental no desenvolvimento de Caxias na primeira metade do século 20. Na administração municipal, onde atuou de 1929 a 1946, integrou as equipes dos prefeitos Thomaz Beltrão de Queiroz (1928 a 1930), Miguel Muratore (1930 a 1934) e Dante Marcucci (1935 a 1947).

José Ariodante Mattana (ao centro) na Praça Dante Alighieri em 1938

José Ariodante Mattana (ao centro) na Praça Dante Alighieri em 1938. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Entre outras ações, supervisionou as diversas fases de construção e remodelação da Praça Dante Alighieri. Na foto acima, Mattana (ao centro) e os engenheiros Nelson Góes e José Sayão, à frente do busto de Dante Alighieri, em 1938. Ao fundo, vê-se a antiga Casa Minghelli, que nos anos 1950 cedeu espaço para o Edifício Minghelli, na esquina da Sinimbu com a Marquês do Herval.

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