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Veronese, um século de história

13 de maio de 2014 0
A empresa em seus primórdios, na Rua Ernesto Alves, com a chaminé (existente até hoje) e a vista de Caxias ao fundo. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

A empresa em seus primórdios, na Rua Ernesto Alves, com a chaminé (existente até hoje) e a vista de Caxias ao fundo. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Uma das empresas mais longevas da história de Caxias do Sul, a Veronese Produtos Químicos teve importância fundamental no desenvolvimento da vitivinicultura na Serra. E segue com avanços compatíveis à própria trajetória: uma arrojada nova fábrica em breve deve ser construída no Km 188 da Rota do Sol, entre a localidade de Apanhador e o distrito de Lajeado Grande.

O complexo substituirá as pioneiras instalações que, desde o início do século passado, ocupam parte do quarteirão envolvendo as ruas Vereador Mário Pezzi, Ernesto Alves, Vinte de Setembro e Treze de Maio – os prédios, incluindo a chaminé, serão preservados e arrendados.

O fundador Luiz Veronese em registro de 1917. Foto: Studio Geremia, divulgação

O fundador Luiz Veronese em registro de 1917. Foto: Studio Geremia, divulgação

A Veronese foi fundada em 1911, após a visita do filho de imigrantes italianos Luiz Veronese à Itália para estudos e compra de maquinário. O empreendedor buscava agregar valor ao vinho produzido na região, por meio de novas técnicas de vinificação e da adoção de corretores químicos.

Através de produtos como o cremor de tártaro, liberado a partir da fermentação do vinho, o engenheiro verificou que poderia também produzir insumos para as indústrias de alimentos e de bebidas. Iniciava aí uma trajetória que tornaria a Veronese uma marca de referência no segmento.

Os escritórios da Veronese em meados da década de 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Os escritórios da Veronese em meados da década de 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário da fábrica em meados dos anos 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário da fábrica em meados dos anos 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário da fábrica em meados dos anos 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário da fábrica em meados dos anos 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário da fábrica em meados dos anos 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Detalhe do interior da fábrica em meados da década de 1930. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário dos primeiros anos da empresa, em meados da década de 1920. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Maquinário dos primeiros anos da empresa, em meados da década de 1920. Foto: Julio Calegari, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Na Semana da Pátria

Abaixo, dois registros do Studio Geremia para a participação da Veronese no desfile cívico da Semana da Pátria, pela Av. Júlio de Castilhos (defronte à Praça), em 1942. Repare nos prédios do antigo Cine Central, do atual Supermercado Andreazza e do Palacete Andreazza (o mais alto).

Desfile da Semana da Pátria pela Júlio de Castilhos, defronte à antiga Praça Ruy barbosa, em 1942. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Desfile da Semana da Pátria pela Av. Júlio de Castilhos, defronte à antiga Praça Ruy barbosa, em 1942. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Desfile da Semana da Pátria pela Júlio de Castilhos, defronte à antiga Praça Ruy barbosa, em 1942. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

Desfile da Semana da Pátria pela Av. Júlio de Castilhos, defronte à antiga Praça Ruy barbosa, em 1942. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Paulo Ernesto Veronese, divulgação

A chaminé

As antigas chaminés da empresa Veronese e da Cervejaria Leonardelli são sobreviventes da região compreendida entre as ruas Vereador Mário Pezzi, Ernesto Alves e Vinte de Setembro. Mesma sorte não teve a torre da antiga Tecelagem Panceri, localizada onde hoje funciona a boate Charddonay. Leia mais sobre sobre esses clássicos exemplares AQUI.

A Veronese hoje

Além de atender ao mercado nacional, atualmente a empresa exporta seus produtos (tartaratos, ácido tânico, tanino, dióxido de enxofre e sulfitos) para países dos cinco continentes. A Veronese também possui unidades operacionais em São Marcos e Taubaté (SP).

Boa parte das imagens deste post integra o acervo de Paulo Ernesto Veronese, sobrinho do fundador e atual diretor da empresa. As informações foram repassadas pelo leitor Gonçalo Lisboa Mascia, bisneto do fundador.

Croqui do parque fabril da Veronese em 1950. Foto: reprodução

Croqui do parque fabril da Veronese em 1950. Foto: reprodução

História em livros

Os historiadores Tânia Tonet e Charles Tonet escreveram o livro Veronese Produtos Químicos: do pioneirismo à economia global – 100 anos de história de uma empresa brasileira, em razão do centenário, comemorado em 2011.

A trajetória de Luiz Veronese foi lembrada também por Nelly Veronese Mascia (filha do empreendedor) no livro De um Imigrante Nasce um Químico.

Luiz Veronese faleceu em 22 de maio de 1952.

Antigo anúncio comercial da empresa. Foto: reprodução

Antigo anúncio comercial da empresa. Foto: reprodução

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